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Capítulo 10 de 14
Osvaldo Polidoro — parte 4 de 6
Que Fizeste do Batismo de Espírito Santo? · Osvaldo Polidoro
“Pois por isso o mesmo Senhor vos dará este sinal: Eis que uma virgem conceberá, e parirá um filho, e será chamado o seu nome Emanuel. Ele comerá manteiga e mel, até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem.” (Isaías, VII, 14 e 15).
E mais ainda diz o profeta:
“Quem deu crédito ao que nos ouviu? E a quem foi revelado o braço do Senhor? E subirá como arbusto diante dele, e como raiz que sai de uma terra sequiosa: ele não tem beleza nem formosura, e vimo-lo, e não tinha parecença do que era, e por isso nós o estranhamos: Feito um objeto de desprezo, e o último dos homens, um varão de dores, e experimentado nos trabalhos: e o seu rosto se achava como encoberto, e parecia desprezível, por onde nenhum caso fizemos dele. Verdadeiramente ele foi o que tomou sobre si as nossas fraquezas, e ele mesmo carregou com as nossas dores: e nós o reputamos como um leproso, e ferido por Deus, e humilhado. Mas ele foi ferido pelas nossas iniqüidades, foi quebrantado pelos nossos crimes: o castigo que nos devia trazer a paz caiu sobre ele, e nós fomos sarados pelas suas pisaduras. Todos nós andamos desgarrados como ovelhas, cada um se extraviou por seu caminho: e o senhor carregou sobre ele a iniqüidade de todos nós. Foi oferecido, porque ele mesmo quis, e não abriu a sua boca: ele será levado como uma ovelha ao matadouro, e, como um cordeiro diante do que o tosquia, emudecerá, e não abrirá a sua boca. Ele foi tirado da angústia, e do juízo: quem contará a sua geração? Porque ele foi cortado da terra dos viventes: eu o feri por causa da maldade do meu povo. E lhe dará os ímpios pela sepultura, e o rico pela sua morte; porque ele não cometeu iniqüidade, nem se achou nunca dolo na sua boca. E o Senhor quis quebrantá-lo na sua enfermidade: se ele tiver dado a sua alma pelo pecado, verá a sua descendência perdurável, e a vontade do Senhor será por suas mãos prosperada. Verá o fruto do que a sua alma trabalhou, e se fartará: aquele mesmo justo meu servo justificará a muitos com a sua ciência, e ele tomará sobre si as suas iniqüidades. Por isso eu lhe darei por sorte uma grande multidão de pessoas: e ele distribuirá os despojos dos fortes, porque entregou a sua alma à
morte, e foi posto no número dos malfeitores: e ele carregou com os pecados de muitos, e rogou pelos transgressores da lei.” (Isaías, LIII).
E para bem significar que sobre o culto do Espírito de dons é que o Cristo descansaria o peso de seus trabalhos e fundaria a sua Igreja, já vinha sendo prometido o mesmo Espírito, como seu Luzeiro:
“E descansará sobre ele o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade.” (Isaías, XI, 2).
“Eis aqui o meu servo, eu o ampararei: o meu escolhido, nele pôs a minha alma a sua complacência, sobre ele derramei o meu Espírito, ele promulgará a justiça às nações.” (Isaías, XLII, 1).
E é bom que todo o estudioso compare esses dizeres com o que está escrito em o Evangelho, segundo João, para bem entender que Espírito Santo é uma virtude divina ou uma graça de Deus, coisa, aliás, objetiva, e não uma invenção de homens, ou que signifique qualquer espírito emanado, ou, ainda, o grau de pureza que este possa atingir:
“Porque aquele, a quem Deus enviou, esse fala palavras de Deus; porque não lhe dá Deus o Espírito por medida.” (João, III, 34).
Ninguém confunda, pois, Espírito Santo com espírito humano ou espírito comunicante. E veja em I Coríntios, XII, como se manifesta o mesmo na humanidade.
– E que tem tudo isso com os cinco períodos ou fases?
– É que não só foi prometido o Cristo, pelos profetas do Senhor como lemos:
“Porque o Senhor não faz nada, sem ter revelado antes o seu segredo aos profetas seus servos.” (Amós, III, 7).
como também vinha sendo dito sobre que virtude descansaria Ele o peso e a responsabilidade dos seus trabalhos e ensinos. É certo que verdades novas ferem interesses velhos, e também, que velhos convencionalismos se sentirão mal ao pé destas coisas simples e profundas; mas, é possível que o século XX passe sem a manifestação de muitos escândalos?
Quando é chegado o tempo de ser revelada uma medida de trigo, podem os conchavistas massacrar o revelador, fazer tudo quanto possam imaginar, porém isso se dará, porque se os homens falharem, as nuvens se encarregarão de triunfar. O que vem do Senhor, é do Senhor, e Ele é quem atua por detrás do Espiritismo, esse cavalo branco que há de levar no seu dorso a quantos tiverem vontade de progredir. Os de má vontade serão relegados para planos inferiores. Constituirão, em um mundo de baixa categoria, um novo Adão, sofrerão como ele sofreu e sofre ainda na Terra, embora já de uma maneira assaz atenuada. Derramarão o sangue dos profetas que lhes forem enviados e crucificarão o Cristo, quando a seu tempo lhes aparecer, seja em que espécie de cruz for...
Assim é que o século XX marca o fim de um ciclo evolutivo e a restauração do Cristianismo. A Nova Era não será para quem quiser, mas para quem merecer. Amor e respeito à Verdade, eis os elementos indispensáveis para aquele que desejar ser manso e herdar a Terra em seus melhores dias.
Como muito já nos tornamos prolixos, vamos resumidamente dar uma idéia dos cinco períodos ou fases por que tem passado a doutrina de Jesus, desde os seus primórdios, desde antes de sua vinda para cumprir a promessa de Deus:
ª 1 fase
Quando Buda nasceu, alguns videntes notaram que os espíritos estavam em grande alvoroço, retumbantes de alegria. E perguntaram-lhes por que se mostravam assim tão alegres, e eles responderam que era por haver nascido, naquele dia, o mais perfeito até então.
Isso é um fenômeno espírita; e nós só falamos nele para dizer que o revelacionismo data de sempre. Como, porém, temos que falar no Espiritismo ou culto do Espírito Santo, cingir-nos-emos aos trabalhos do Cristo e seus missionários, a começar de Abraão, Isaac e Jacob. E como a primeira parte do trabalho encerra as promessas, etc., diremos em síntese: neste período vieram os fundadores do povo de Israel, veio Moisés que os separou dos egípcios, vieram os profetas e foram feitas as promessas de que já falamos.
ª 2 fase
Do nascimento do Cristo até o Pentecoste. E como viesse Ele fundar uma Igreja Eterna, sobre o culto dos dons ou Espírito do Senhor, eis que começa pelos sinais obrados em virtude desses dons. Zacarias tem colóquios com um espírito e Izabel concebe em circunstâncias especiais. Zacarias fica mudo e recupera a fala quando o tempo se cumpre. Maria vê um espírito, concebe em virtude do mediunismo ou Espírito Santo. José, em sonhos, foi avisado; e os magos, representantes dos Nazireus, Kabalistas e Essênios, e que foram oferecer ouro, incenso e mirra – coisas que só a Deus eram ofertas – também por sonhos e visões guiaramse. Tudo isso, entretanto, nada mais é que fenômeno mediúnico.
O Cristo, por sua vez, também se guiou pelo Espírito mediúnico, o qual, como já dissemos, possuía “sem medida”. E assim, o seu nascimento veio aureolado de fenômenos produzidos em virtude desse elemento, sobre o culto do qual plantaria a sua Igreja; contra ela, nunca prevalecerá a inferioridade. Dest’arte, vive, ao nascer do Cristo, a profecia de Joel...
ª 3 fase
O tempo que durou a Igreja do Cristo. Começou no dia de sua fundação, foi cultivada pelos Apóstolos, como lemos em I Coríntios, XIV, e como estava escrito, desapareceu um dia, quando o grande apóstata surgiu:
“Ora nós vos rogamos, irmãos, pela vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele. Que não nos movais facilmente da vossa inteligência, nem vos perturbeis, nem por espírito, nem por discurso, nem por carta como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto. Ninguém de modo algum vos engane: porque não será, sem que antes venha a apostasia, e sem que tenha aparecido o homem do pecado, filho da perdição: Aquele que se opõe, e se eleva sobre tudo o que se chama Deus, ou que é adorado, de sorte, que se assentará no templo de Deus, ostentando-se como se fosse Deus.” (II Epístola Tessal., II, 1 a 4).
ª 4 fase
Com a vinda do supracitado apóstata, que começou por banir o culto do Espírito Santo e por forjar ídolos, dogmas, proibição de casamento, vestes fingidas e simulacros rendáveis, foi se extinguindo a Igreja do Cristo, a Igreja Revelacionista, para se cumprir a profecia, quando diz que o povo procuraria a palavra de Deus e não a encontraria:
“Eis aqui vêem os dias, diz o Senhor, e enviarei fome sobre a terra: não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra do Senhor. E eles se comoverão desde um mar até outro mar, e desde aquilão até ao oriente: eles andarão por toda a parte buscando a palavra do Senhor, e não a acharão.” (Amós, VIII, 11 e 12).
“Não temos visto os nossos sinais: já não há profeta: e não nos conhecerá daqui em diante.” (SALMOS, LXXIII, 9).
Porque a palavra de Deus é a Revelação, que sempre veio por intermédio dos anjos ou espíritos. Foi prometido à carne um Espírito de dons e não de livros ou letras adulteráveis. O Espírito que vivifica é o Espírito Santo, aquele sobre o culto do qual fundou o Cristo a sua Igreja. O Evangelho escrito ou biográfico é o veículo que conduz o homem ao culto daquele Espírito revelacionista, desde que ele seja honesto e bastante inteligente para sabê-lo entender.
E foi pela vinda do grande apóstata, SANTIDADE INFALÍVEL, que assim quis se igualar a Deus, que a Igreja do Cristo desapareceu, dando começo ao culto de fingimentos, tal como Paulo havia previsto:
“Ninguém pois vos julgue pelo comer, nem pelo beber, nem por causa dos dias de festa, ou das luas novas, ou dos sábados: QUE SÃO SOMBRA DAS COISAS VINDOURAS: mas o corpo é em Cristo. Ninguém vos desencaminhe, afetando parecer humilde, e dar culto aos anjos, que nunca viu no estado de viador, inchado vãmente no sentido da sua carne.
E sem estar unido com a cabeça, da qual todo o corpo fornido, e organizado pelas suas ligaduras e juntas cresce em aumento de Deus. Portanto, se estais mortos com Cristo aos rudimentos deste mundo, PORQUE DOGMATIZAIS AINDA ASSIM, como se vivêsseis para o mundo? Não toqueis, nem proveis, nem manuseeis semelhantes coisas: AS QUAIS SÃO TODAS PARA MORTE PELO MESMO USO, segundo os preceitos e DOUTRINAS DOS HOMENS: As quais coisas, na verdade, têm aparência de sabedoria em culto indevido, e humildade, e mau tratamento do corpo, na escassez do necessário para sustentar a carne.” (Colossenses, II, 16 a 23).
Também Pedro, muito bem testemunhou, que um dia a doutrina do Cristo seria substituída pela dos hipócritas, conforme lemos em sua segunda Epistola, cap. II.
Era a porca lavada, que de novo se revolveria no lodaçal, e o cão que tornaria ao vômito. E quem não sabe que o papismo ou Besta 666 secou a Água Viva, que é o Espírito de dons, para fazer dos simulacros uma espécie de negócio?
Quem rouba o suor das viúvas e dos pobres à custa de supostas absolvições, salvações e toda sorte de convencionalismo sofístico e blasfemo, pois que constitui doutrina inventada por homens, em substituição ao culto dos dons espirituais, que é de procedência divina?
O Apocalipse fala muito bem sobre a Besta e o Falso Profeta, ou seitas que viriam corromper a Igreja do Cristo.
– Por que começou a apostasia?
– Quando o homem falha moral e psiquicamente, ou nos dons espirituais, termina por inventar rótulos e fingimentos. Porém, os verdadeiros são os levados do Espírito Santo ou graça divina:
“Portanto, irmãos, escolhei de entre vós a sete varões de boa reputação, CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO, e de sabedoria, aos quais encarreguemos desta obra.” (Atos, VI, 3).
E sendo assim, surgem os Estevam, cheios de faculdades mediúnicas, representantes verdadeiros das verdades cristãs, como lemos:
“Mas Estevam, cheio de graça e de fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo.” (Atos, VI, 8).
E foi começando por banir o Espírito de dons, que a Besta romana passou a se impor, como o observa o Apocalipse, e como tinham previsto os Apóstolos, nos textos citados. Mais tarde surgiria o Falso Profeta, a pretexto de protestar contra as patacoadas papistas, e que só não logrou ser o verdadeiro profeta porque continuou nos dogmas e discursos falazes,
tripudiando sobre a graça mediúnica ou Espírito Santo. Abjurou a Besta, mas fez tudo a custa dos elementos que lhe constituíam o sinal...
E assim passou a humanidade a buscar a revelação, a palavra de Deus, de um mar a outro, do aquilão ao oriente, sem achá-la! São os quarenta e dois meses simbólicos, citados no Apocalipse, XIII, 5.
Afastando o povo do conhecimento da Verdade, transformou-o em despeitado e anticristão, isto é, tendo-lhe oferecido a abominação ou fraude, fez que o mesmo se chafurdasse na desolação. Eis que dos países de onde surgiram as falsas religiões, surgem também, impetuosamente, ondas de sangue, neste findar de ciclo...
Se nos dias de Jesus mandava Ele que o homem procurasse conhecer os tempos, por si mesmo, quanto mais agora, vinte séculos depois!
Soou a hora da restauração!
ª 5 fase
Simbolizado no cavalo branco do Apocalipse, surge o culto do Espírito Santo, que assim toma o nome de Espiritismo. E se a pré-ciência divina soubesse que o homem iria aceitá-lo de boa vontade, não teria dito que ele seria seguido de três pragas... Assim como o Faraó precisou de ser abalado profundamente, para deixar andar o povo preposto, assim também os escravos do dogmatismo apóstata terão que ser rudemente abalados, para deixarem o cavalo branco passar...
Jesus disse que as coisas seriam repostas no lugar; quem poderá impedi-lo?
Existem muitas coisas que ainda não podem ser ditas. Cuidado com os falsos profetas, que arranjam boas desculpas para apresentarem suas torpes baboseiras anticristãs!...
Onde não estiver o culto do Espírito Santo, feito com amor e por amor, não há cristianismo. Cuidado com os espíritos, com as falsas informações. É sempre proveitoso repetir os conceitos de Paulo, quando manda não extinguir o Espírito e fazer a distinção entre o joio e o trigo; é sempre de bom aviso lembrar as observações de João, quando diz que nem todo o espírito é bem intencionado.
É bom notar, também, que os bons espíritos erram igualmente, pois sabem o que sabem, mas nunca sabem tudo!
De toda e qualquer forma, entretanto, o que não vem de Deus por terra cairá, desde o momento que o Poder Equilibrador se fizer manifesto.
Eis o que quer dizer quinta fase: tempo de RESTAURAÇÃO...
Quando chegará o tempo em que:
“O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará ao pé do cabrito: o novilho, e o leão, e a ovelha, viverão juntos, e um menino pequenino os conduzirá.” ?...
O que é certo, é que isso acontecerá! Como já vivemos, estamos vivendo e viveremos, até o grande dia. Façamos questão de herdar a Terra do porvir... pelo culto do Amor e respeito à Verdade! ____________________
Jesus, no Pentecoste, fundou a Igreja Espírita; Kardec iniciou a Restauração, nos tempos previstos. ____________________
Quando, na primeira parte, foi exposta a chave: Pai, Filho, Lei e Espírito Santo, do modo por que o foi, e como no-la mostraram em visão, alguns irmãos acharam coisa muito sintética. Mas, perguntamos, quem terá conhecimentos de sobra para fazer uma grande análise? Quem conhecerá toda a manifestação de Deus no Infinito? Contudo, onde estiver a Vida, aí estará Deus; isso basta ao homem que sente o Amor...
O Verbo é tudo o que vive, isto é, é o Filho que testemunha o Pai, e é constituído de Espírito e Matéria. Mas, quantas serão as hierarquias espirituais? Quantos os elementos simples que compõem tudo o que é Matéria, aí pelo Infinito afora? Serão, porventura, sempre os mesmos noventa e dois elementos que a humanidade conhece até agora? Em que condições se manifestará ela por essa imensa casa de Deus? Entretanto, quem sabe que a Deus nada é impossível, onde houver alguma manifestação de vida, na hierarquia que for, seja Espírito ou Matéria, saberá que é o Verbo...
Quem conhecerá todas as condições de vida dos espíritos, desde os elementares até ao mais evoluído? E quem conhecerá toda a manifestação da Lei ou Poder Equilibrador? Entretanto, onde houver carência de reparos, ele ou ela aí estará, produzindo nivelamento, moral, material e espiritualmente, sempre de acordo com o ambiente hierárquico!
Quem conheceu já toda a sublimidade em que se pode manifestar o Espírito de unidade, que atrai os elementos qualificados pela Lei, gênero por gênero, espécie por espécie, família por família, desde a mínima até à máxima de suas manifestações? Ninguém! Entretanto, ligados estamos ao próximo e ao Pai, pelo mais santo dos elos, que se chama Espírito Santo e, no plano mais evoluído – o humano – se manifesta como dom espiritual, ou janela que abre para o homem os panoramas da Vida. É a mais dadivosa graça de Deus, depois do conhecimento da personalidade! E é o Cristo quem lhe canta a sublimidade:
“O Espírito de Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque o não vê, nem o conhece: mas vós o conhecereis porque ele ficará convosco, estará em vós.” (João, XIV, 17).
“Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-loá de anunciar.” (João, XVI, 14).
O primeiro Evangelho biográfico ou escrito, letras que informam ao homem de bem a respeito do batismo do Cristo, único que é do céu, foi apresentado uns trinta anos depois da sua crucificação. Os Apóstolos fundavam a sua pregação nos sinais vivos do Espírito vivificante, no Espírito de profecia que é e sempre será o testemunho do Cristo!
E se os depravados politiqueiros não houvessem tripudiado sobre esse elemento divino, para impor suas infames blasfêmias, onde estaria, em matéria de pureza e conhecimentos, a humanidade?
E podemos dizer, depois da restauração, que de novo não surjam impostores pretendendo, outra vez, tudo enlamear!...
A chave é o culto do elemento mediúnico; banido o seu culto, a mentira grassará. Conservando-o, porém, ainda que um espírito queira impor erros, outro aparecerá, fazendo a devida observação. Não foi pela vontade de divertir-se, que o Cristo o veio revelar ao homem; não foi pela vontade de fazer discursos, que Ele banhou a cruz com o seu sangue, simbolizando, assim, que sem sacrifício próprio, ninguém se faz arauto da Verdade!
Portanto, se o Espírito mediúnico facilita ao homem as mesmas práticas do Cristo, cultive-o ele!
Ser cristão não é só falar no Cristo, é imitá-Lo no âmbito de nossas possibilidades. Ele, pelo Espírito de sinais e prodígios, obrou fenômenos extraordinários, que O testemunharam; e os Apóstolos seguiram-lhe as pegadas, pregando, não sobre a letra informativa, mas sobre o Espírito que produz os sinais ou milagres, como se diz vulgarmente.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.