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Capítulo 11 de 14

Osvaldo Polidoro — parte 5 de 6

Que Fizeste do Batismo de Espírito Santo? · Osvaldo Polidoro

Amor e Revelação, eis o madeiramento com que foi construída a escada de Jacob, aquela escada no topo da qual estava o Senhor. De fato, ele já veio até nós; tenhamos bom senso e, assim, tratemos de subir por ela, até que O atinjamos.

Cada conhecimento adquirido é uma nova responsabilidade. E podemos indagar:

Que fizeste do batismo de Espírito Santo? Como o tens cultivado? Escondeste isso a alguém? Como e por que o fizeste? Já mediste a tua responsabilidade? Que pretendes fazer para o futuro?

Eis o que podemos dizer a mais, sobre o que foi dito na primeira edição deste trabalho. Nada existe fora do Emanador, da Emanação, do Poder que equilibra e da Virtude que une, Deus é a base; o demais é produto de sua vontade. Nada de fazer a coisa prolixa!... – como convém a muitos – nem, de maneira alguma, cobrar pelo que nos foi dado de graça. ____________________

– Como devemos encarar o Evangelho escrito?

– Como ponto de informação. Ele ensina o que fizeram os verdadeiros crentes, para que os porvindouros pudessem, igualmente, seguir a mesma trilha. O crente é o que busca pela teoria alcançar a prática; ficar na teoria apenas é esperar que chegue o tempo de errar para fazê-lo, pois, jamais alguém saciou a fome lendo um tratado de culinária... É por isso que Jesus observou:

“E estes sinais seguirão aos que crerem: Expulsarão os demônios em meu nome: falarão novas línguas: Manusearão as serpentes: e se beberem alguma potagem mortífera, não lhes fará mal: porão as mãos sobre os enfermos e os sararão.”

Cada qual, de acordo com a faculdade em que nele se manifesta o Espírito Santo, poderá obrar os sinais de que foi o maior autor o Cristo; é por isso que acima dissemos, que cumpre notar o que praticou o Cristo, e se o Espiritismo facilita a reedição dos fenômenos, respeite-o o homem!

Nada conseguirá aquele que dormir na letra, por mais verdadeira que esta seja; nada conseguirá aquele que praticar o culto dos dons, se o não fizer com amor e lealdade. Eis a dura realidade! ____________________

– Como é encarado o Evangelho escrito, na erraticidade?

– É estudado com muito maior amor do que na Terra; entretanto, como os espíritos pertencem a variados graus hierárquicos, as interpretações errôneas também medram nessas paragens. Mas o erro é aí acompanhado do Amor, e, portanto, quando chega o tempo de se substituir uma verdade menos proveitosa por outra melhor, ninguém a isso se opõe! Os interesses do orgulho, do bolso e do estômago, não atrofiam o interesse da Verdade!

– Por que há dificuldade na interpretação?

– Por duas razões:

(a) – Porque Jesus, de si mesmo, por ser um espírito puro, refletia conhecimentos, que no planeta, dentro ou fora da carne, ninguém conhecia como Ele. Vede João, III, 34. (b) – Porque, vindo para viver a missão de Cristo, estava empossado da mais vasta manifestação do dom intuitivo, que é a expressão máxima da exteriorização de Amor e Inteligência. Ele podia dizer sobre o “já ter renascido do Espírito Santo ou Unidade de Deus”. É difícil poder-se discorrer sobre o que querem dizer essas coisas... Deus permita, que bem cedo possam os homens ser arrebatados em espírito, para verem o que é um plano azulino ao menos, se não lhes for dado ainda ingressar no carmesim vivo, onde tudo é Unidade, Amor e Inteligência. Enfim, o dom está no íntimo de cada ser; suba por essa escada quem tiver vontade.

– Que significa, no mais simples sentido, a expressão “batismo”?

– O dom ou Virtude que tudo une, que está onde sempre esteve e onde sempre estará. O que se convencionou chamar “batismo de Espírito Santo”, foi a manifestação do mesmo, pela revelação, no dia aprazado, e isto, porque é necessário que haja fenômenos marcadores de tempo.

Cada vez, portanto, que haja a manifestação do Espírito de dons em algum ser, podese, com respeito ao simbolismo dizer, que alguém foi batizado no Espírito. Que quereis? Jesus se sujeitou ao batismo. Ele sabia que no mundo das formas, elas precisam ser, até certo ponto, respeitadas. Se elas existem é porque Deus as fez, logo...

– Por que a manifestação exterior do Espírito, como por exemplo se deu no batismo de Jesus e no Pentecoste?

– Pela mesma razão por que nenhuma verdade ainda foi revelada integralmente ao homem-terreno: pela incapacidade de assimilação por parte do mesmo homem. Para o bom entendedor, meia palavra basta, lá diz um provérbio... mas, infelizmente, na Terra, ainda por muito tempo serão precisas milhares de palavras e de manifestações materializadas, de símbolos, etc!

Ademais, nada há sem a devida seqüência, nem sem boa tradição. Tudo o que parece erro, quando praticado com pureza, erro não é, mas apenas uma interpretação elementar, carecendo apenas de evolvimento, de progresso. Ninguém subirá a escada de Jacob, de um salto apenas... E Jesus sabia disso melhor do que este pobre ignorante que tão mal expõe boas verdades.

Viram-No herdar o Espírito; e Ele, no Pentecoste, mostrou que ninguém jamais seria por Ele esquecido, pois fez que vissem a promessa cumprida e os frutos a tempo de serem colhidos. Uma vez que estamos no tempo da Restauração, façamos de conta que de novo vem o Mestre nos batizando; lembremos do nascimento. Existem dois dias de Natal: o de Jesus Cristo e o de sua Igreja.

Possuir a síntese, é possuir a chave de todos os conhecimentos; saber cultivar a mediunidade é possuir a síntese.

Tende Deus por Pai, O Cristo por Objetivo, O Evangelho por Estrada. E por sacramentos, a Pureza, a Coragem, a Paz, a Caridade, a Verdade, a Esperança, a Fé!

Todas essas coisas não devem ser buscadas em outrem, mas cada qual arrancá-las-á de si mesmo. O Espiritismo quer que o Filho encare o Pai face a face, sem a interferência de

“donos da Religião”!...

Deus é Espírito, e assim nos deseja ver. E é doloroso dizer-se, que muitos homens foram mortos na Terra, pelo simples fato de avisarem aos seus semelhantes, que eles espíritos são, e que, como tais devem viver.

Os restritores, pelas restrições perseguiram o Cristo, cuspiram-No, esbofetearam-No e crucificaram-No! Até quando isso continuará assim? O Cristo é, de novo, sujeito a todas essas misérias; ninguém se lembra do respeito que LHE deve; o sangue humano corre, a rapina é lei, a fraude é lógica, o orgulho é nobreza, o egoísmo é norma, o ciúme é virtude, a maledicência é divertimento, a inveja medra e o ódio é decantado em poemas!

Triste daquele, que um dia quiser atirar a sua responsabilidade nos ombros de outrem; triste daquele, que quiser apresentar os simulacros que comprou dos falcatrueiros, em desconto de suas maldades!

Entre o homem e Deus, está o rigor da Lei, o que importa dizer, que o homem se acha só, diante do seu dever. ____________________

– Que devemos pensar do Juízo Eterno?

– Que nada tem a ver com o suplício eterno! Juízo Eterno, Fogo Eterno, Tribunal Eterno, tudo isso quer dizer que a Lei tem dado, dá e para sempre dará a cada um segundo as suas obras. O erro está na tradução – pena eterna. Um tribunal, por mais velho e rigoroso que seja, não comina pena eterna, porém o faz pelo tempo que achar justo. Quanto mais no que diz respeito à Justiça de Deus, que só faz pagar até o último ceitil!

– Que pensar do que chamavam – ira de Deus?

– O que hoje se chama – rigor da Lei. “A cada um segundo as suas obras”, é equivalente a “olho por olho, dente por dente”; apenas a Deus cumpre justiçar e não ao homem.

Os despeitados é que tiraram muitas coisas do terreno justo em que se achavam; puseram na boca do Cristo o que Ele não disse e Lhe tiraram o que convinha não tivessem tirado!

O Consolador é a voz do Cristo, e como Ele é a voz de Deus, pelo Consolador tudo será aplanado. Praza Deus jamais se torne o Espiritismo um meio de vida para quem quer que seja, nem se ponha o homem a cultivá-lo por intermédio de gestos, vestes fingidas, ou quaisquer outros formalismos materiais. Somente a sã moralidade lhe poderá servir de sacramento; e por moralidade se entende o que segue:

“Clama, não cesses, levanta como trombeta a tua voz, e anuncia ao meu povo as suas maldades, e à casa de Jacob os seus pecados. Porque eles cada dia me buscam, e querem saber os meus caminhos, como se fora gente que tivesse praticado a justiça, e não

houvesse abandonado a lei do seu Deus: eles me fazem suas perguntas sobre o juízo de minha justiça: querem chegar-se a Deus. Por que jejuamos nós, e tu não olhaste para nós: humilhamos as nossas almas, e tu te não deste por achado disso? É porque no dia de vosso jejum se acha a vossa vontade, e porque vós demandais a todos os vossos devedores. Eis aí está que vós jejuais para prosseguirdes demandas e contendas, e feris com o punho sem piedade. Não jejueis daqui por diante como tendes feito até o dia de hoje, para que seja ouvido no alto o vosso clamor. Acaso o jejum, que eu escolhi, consiste em afligir um homem a sua alma por um dia? Está por ventura em retorcer a sua cabeça como um círculo, e em fazer cama de saco e de cinza? Porventura chamarás tu a isto jejum, e dia aceitável ao Senhor? Acaso não é antes este o jejum que eu escolhi? Rompe as ligaduras da impiedade, desata os feixinhos que deprimem, deixa ir livres aqueles que estão quebrantados, e rompe toda a carga: Parte o teu pão ao que tem fome, e introduza em tua casa os pobres e os peregrinos: quando o vires nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. Então romperá a tua luz como a aurora, e a tua saúde mais depressa nascerá, e a tua justiça irá diante da tua face, e a glória do Senhor te recolherá. Então invocarás tu o Senhor, e ele te atenderá: tu clamarás a ele, e ele te dirá: Eis-me aqui: se tirares do meio de ti a cadeia, e deixares de estender o dedo, e de falar o que não aproveita.” (Isaías, LVIII, 1 a 9).

– Que pensar do que dizem muitas pessoas, ser a comunicabilidade dos espíritos devida ao magnetismo e fluidos?

– É evidente erro, pois se tal fosse, dispondo toda e qualquer criatura viva, de magnetismo e fluidos, poderia transformar-se em médium completo. O magnetismo e o fluido são fatores que corroboram, mas o germe é o Espírito Santo, que se manifesta como mediunidade ou dom espiritual. É emanação divina, tudo penetra e em tudo está, inclusive no fluido e no magnetismo, pois que estes elementos são matéria. Assim, quem quiser ter o fluido e o magnetismo em conta de elementos-chave do revelacionismo, terá, se quiser ser sensato, de remontar às origens, isto é, compreender, que em tudo está a dita emanação divina, havendo, portanto, na manifestação ou comunicação de um espírito, a fusão de três mediunidades, a saber:

(a) – A do espírito do encarnado e a do desencarnado; (b) – A do magnetismo; (c) – A do fluido.

Queiram saber os interessados, que a missão do Espiritismo é fazer o homem conhecer

a Verdade, partindo do Espírito Absoluto, que é Deus, Origem ou Causa de todas as causas. Portanto, onde houver a presença da matéria em estado mais ou menos quintessenciado, ainda assim e sobretudo por ser assim, deve-se recorrer às origens da mesma, para que se possa ter a idéia do que ela possa comportar de superior.

Já dissemos, quando falamos da chave – Pai, Filho, Lei e Espírito Santo, que o Parácleto transforma todas as coisas em médiuns entre si e o Emanador, por ser uma virtude emanante d’Ele. O estudioso pode, se quiser, ir mais além nessa questão; e dia chegará que, a certa altura, terá de dizer: SÓ SE DEVE FALAR DESSA GRAÇA DIVINA, DE PÉS DESCALÇOS E CABEÇA DESCOBERTA! Só então é que compreenderá a afirmativa de Jesus: que o maior crime é blasfemar contra a mediunidade!

Ela integrará o homem na Unidade Divina... ____________________

– Lê-se, na escritura, que os homens de Estado consultavam a Deus, freqüentemente; por que meios o faziam?

– Já foi dito, na primeira parte, e por havermos transcrito o texto bíblico, que o que nomeamos agora profeta, se chamava então vidente. E quando não se tratava de um vidente, era um auditivo ou qualquer outro médium ou profeta. O que é certo, é que a verdade revelacionista sempre se deu, e que Deus jamais apareceu a ninguém e, ainda, que são os anjos ou espíritos os reveladores aos homens, da vontade Sua.

Se senso houvesse por parte das criaturas, tendo Jesus fundado a sua Igreja sobre o culto da comunicabilidade, o véu da ignorância já teria de há muito caído e a moralidade seria a base da civilização. Porém esta coisa triste, irônica mesmo, se deu:

(a) – Antes de Jesus, só muito poucos – os ditos Iniciados – sabiam dessas verdades, e o povo esperava que o Espírito de dons fosse revelado à carne, para que, cada qual, na condição de templo do Espírito de dons, pudesse livremente sondar as grandes verdades; (b) – Veio Jesus, entrou na carne, precedido de grandes sinais revelacionistas ou mediúnicos; revelou o mediunismo ou Espírito Consolador; fundou o seu culto, a sua Igreja, e, para vergonha da Inteligência e escândalo da Religião, não O aceitaram, nem a graça por Ele trazida; (c) – Em pleno século da Restauração, o tão decantado Século XX, fala-se ao homem que sinta o valor dessa graça dos céus, e o homem continua negando, continua batendo em torpe retirada! É uma vergonha!

Onde estás, ó Inteligência humana?! Onde estás, ó Religião humana?! Quando não tinhas, querias! Quando te trouxeram o prometido, mataste o portador e blasfemaste contra o prometido! Quando tens o direito de posse, tripudias sobre o que de mais útil possuis!... Bem

disse Isaías, que olhos terias, mas não verias; que mente terias, mas não entenderias; e de fato: quem viu e entendeu? ____________________

– Que pensar da ida dos reis magos reverenciar o Cristo?

– Serviu para exalçar a superioridade do Cristo sobre tudo quanto até então tinha sido dado ao homem conhecer. Eles eram cultores da Graça ou Espírito Santo; mantinham colóquios com o plano desencarnado; sabiam, que mal podiam falar do que conheciam; e, sobretudo, sabiam que o Messias viria e que Ele rasgaria o véu do tempo, ou da carne, manifestando publicamente, pelos poderes empossados, pela coragem, pela resignação, e por tudo quanto de nobre se possa imaginar, o que eles não poderiam fazer!

Sabiam, que Ele representaria o Verbo ou TUDO O QUE VIVE, manifestando ao homem, desse modo, o Direito e o Dever de tudo o que Deus emanou, cada coisa no seu plano comum, na órbita de suas atividades.

O fato de irem ao seu encontro é muito poético; mas o que isso encerra de Ciência, Filosofia e Religião, entendendo-se essas coisas no seu sentido exato, é muito maior ainda, pois quer dizer, que se a grande maioria O tomou como um extraviado, aquilo que a Terra apresentava de bom ou melhor no tempo, que era o culto secreto, foi-Lhe prestar homenagem, oferecendo-Lhe ouro, incenso e mirra, produtos que se ofertavam a Deus. Os reis magos, ou altamente espiritualistas, sabiam, que Ele era Delegado do Pai! Sabiam, que o seu reino não teria fim e que, um dia, a sua hegemonia sobre o planeta seria um fato!

O Cristo, Delegado de Deus; os magos, mensageiros do Cristo... ____________________

– Que dizer-se do haver Jesus proferido palavras que fazem crer que o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho o direito de fazê-lo?

– Se o estudioso quiser se levantar e encarar a coisa do modo mais inteligente, verá que o Cristo é o símbolo da Emanação. E que Ela se manifesta como Espírito e como Matéria. E sendo assim, quis Ele dizer, que o germe do EQUILÍBRIO, ou a Lei, está em todo o indivíduo, seja esse indivíduo o átomo, seja o maior mundo, seja o maior ou o menor dos espíritos. Tudo o que existe dentro, existe fora; e tudo o que existe fora, existe dentro. Tudo é intrínseco; quando a hora chega, a transição se opera, mansa ou violentamente, de acordo com a tradição e a situação do indivíduo, perante o fenômeno evolutivo.

Muitos acharão isto esquisito; mas estamos falando aos da vanguarda, aos que sabem que as palavras do Cristo são espírito e vida, e que sendo assim, com tempo algum se ofuscarão; pois, os erros de tradução serão manifestos, e a sua palavra não morrerá!

Venha e veja, eis o que diz Ele aos homens. ____________________

Nós estamos na quinta fase de uma operação, que terá por fim tornar o homem da Terra consciente dos seus deveres para com Deus, com o próximo e para consigo mesmo. Depois de milhares de anos de trabalhos exaustos, os mensageiros do Mestre se dão por felizes, porque a medida está entregue, bem calcada e eternamente nova, como a esposa ataviada que desceu do céu, preposta ao seu esposo, o povo crente. Não abuses de novo, tu que és esposo, e a esposa fará teus dias felizes, porque quem a ataviou foi o Cordeiro de Deus. A Doutrina, que é a esposa do crente, descansa serena e majestosa, sobre a Lei e a Revelação. Ela foi e é a esposa do Cristo. E quem és tu para a desprezares? Não a desprezes, se quiseres formar à direita e seres do número dos cordeiros, que hão de herdar a Terra.

Ela dar-te-á sempre o merecido, não é entusiasta nem sofre arroubos, estima a Ciência e inclina-se diante do Amor. Olha para todos os lados, mora em todos e nivela valores. A sua construção é bela e a sua vontade é, que o Filho possa olhar para o Pai, sem constrangimento. ____________________

Pelo que ficou exposto compreende-se muito bem, que o Espiritismo, tal como o temos hoje, é o produto de muitos valores acumulados. Não existem três revelações fundamentais, mas sim três manifestações extraordinariamente significativas de uma única Revelação, a verdadeira Religião.

É óbvio, que milagres não se podem fazer; o Cristo, que foi a Luz do mundo, não transformou em anjos do paraíso a quem quer que seja, de dentro ou de fora da carne. Quantas e quantas criaturas, depois de verem a Luz e terem-Lhe ouvido a palavra de exortação, não continuaram nas trevas? Quantos e quantos espíritos, uma vez expelidos e advertidos, não foram se valer da boca profana de alguns fariseus e escribas, para blasfemar contra a Luz, em tudo quanto puderam?

Assim, pois, a medida de trigo é entregue ao homem; porém, cumpre-lhe a elaboração da mesma. Deus manda o necessário, e o homem deve dispor do que Deus manda. A realização prática e moral está na dependência de cada indivíduo. Se alguém quer permanecer na indiferença, se lhe aprouver crucificar a manifestação da Verdade, isso lhe está ao alcance, mas pelo que fizer, responderá.

Foi traçado um plano, há milhares de anos, e esse plano tem se desenvolvido no correr dos séculos; estamos, como vimos, numa fase de reposição das coisas no lugar. O que Jesus, o Cristo, fez, o que Ele ensinou e o que prometeu, tudo isso tem sido demonstrado ao homem. E para que saibamos estar a par das necessidades da época, cumpre que estejamos ao par deste fato comum:

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.