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Capítulo 5 de 14
“Mediunidade
Que Fizeste do Batismo de Espírito Santo? · Osvaldo Polidoro
“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu espírito derramarei sobre toda a carne e os vossos filhos e as vossas filhas
profetizarão, os vossos mancebos terão visões e os vossos velhos sonharão sonhos.” (Atos, II, 17).
“No dia de Pentecoste, Jerusalém estava repleta de forasteiros. Filhos da Mesopotâmia, da Frigia, da Líbia, do Egito, cretenses, árabes, partos e romanos se aglomeravam na praça extensa, quando os discípulos humildes do Nazareno anunciaram a Boa Nova, atendendo a cada grupo da multidão em seu idioma particular. Uma onda de surpresa e de alegria invadiu o espírito geral. Não faltaram os céticos, no divino concerto, atribuindo à loucura e à embriaguez a revelação observada. Simão Pedro destaca-se e esclarece que se trata da luz prometida pelos céus à escuridão da carne.
Desde esse dia, as claridades do Pentecoste jorraram sobre o mundo, incessantemente. Até aí, os discípulos eram frágeis e indecisos, mas, dessa hora em diante, quebram as influências do meio, curam os doentes, levantam o espírito dos infortunados, falam aos reis da Terra, em nome do Senhor. O poder de Jesus se lhes comunicara às energias reduzidas. Estabelecera-se a era da mediunidade, alicerce de todas as realizações do Cristianismo, através dos séculos.
Contra o seu influxo, trabalham, até hoje, os prejuízos morais que avassalam os caminhos do homem, mas é sobre a mediunidade, gloriosa luz dos céus oferecida às criaturas, no Pentecoste, que se edificam as construções espirituais de todas as comunidades sinceras da doutrina do Cristo e é ainda ela que, dilatada dos apóstolos ao círculo de todos os homens, ressurge no Espiritismo cristão, como a alma imortal do Cristianismo redivivo.” (Transcrito de “O Reformador”, de Julho de 1941).
OBSERVAÇÃO: Pentecoste é, para os judeus, o dia em que se comemoram os livros de Moisés, o Pentateuco. Jesus, de todos os vultos reveladores da vontade de Deus, que têm vindo à Terra, foi o único que, tendo de cumprir ou epilogar uma missão, qual era a de num grande sinal – batizar no Espírito Santo ou derramar o Espírito sobre a carne – o fez depois de morto. Para isso, depois de ressurgido, comunicava-se pelo Espírito Santo ou mediunidade, recomendando aos Apóstolos, que não saíssem de Jerusalém, enquanto não se desse o grande acontecimento. O Pentecoste é, assim, o Natal do Espiritismo. Desse dia em diante, é que começou a Igreja do Cristo, Igreja que foi solapada pelos verdugos da Verdade e que, de conformidade com as profecias, começou a ser restaurada nos dias de Kardec. No correr deste trabalho, o leitor, se for dotado de gosto pela Verdade, encontrará elementos que muito o auxiliarão a conhecer, não só os porquês, que o Espiritismo explica, mas, também, os porquês do próprio Espiritismo.
O.P.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.