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Capítulo 7 de 14
Osvaldo Polidoro — parte 1 de 6
Que Fizeste do Batismo de Espírito Santo? · Osvaldo Polidoro
– Que veio Jesus fazer na Terra?
– Veio derramar o Espírito sobre a carne, ou, como simbolicamente foi dito, batizar no Espírito Santo.
– Que se deve entender por batismo ou derrame de Espírito sobre a carne?
– Convencionou-se assim chamar à grande manifestação mediúnica do dia de Pentecoste. Esse fenômeno deu-se em virtude do cumprimento de profecias. Coletivamente, foi a fundação da Igreja Espírita e, individualmente, a manifestação ou desdobramento das faculdades supra ditas. Se o dom espiritual tomou a forma de pomba e se no Pentecoste a de línguas de fogo, foi para que aquelas mentes retardatárias se vissem compelidas a conhecer ou reconhecer a existência de valores outros e, também, pela necessidade de marcar tempo. Porque é necessário que haja fenômenos marcadores de tempo.
– Qual a serventia desse elemento mediúnico?
– Em linhas gerais, é ele o artífice de todo o fenômeno dito supranormal; particularmente, porém, é ele a janela que abre para o homem a visão do plano desencarnado, de onde tem vindo em todos os tempos a palavra do Senhor, através dos seus arautos – os anjos ou espíritos. Vede bem que Jesus, depois de crucificado, também se comunicou por intermédio desse elemento mediúnico, como lemos:
“Até o dia em que, dando preceitos pelo Espírito Santo, aos apóstolos que elegeu, foi assunto acima.” (Atos, I, 2).
E assim, por esse elemento revelador, enviaria o Cristo, no correr dos tempos, os conhecimentos que então não pode ministrar, de acordo com o que disse:
“Eu tenho ainda muitas coisas que vos dizer, mas vós não as podeis suportar agora. Quando vier porém aquele Espírito de Verdade, ele vos ensinará todas as verdades, porque ele não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir.” (João, XVI, 12 e 13).
– Pode-se aplicar o nome de Espírito Santo a qualquer outra coisa que não seja a pura mediunidade?
– É preciso dizer-se que, fora do Cristo, toda e qualquer verdade, por mais pujante que seja, é pobre de senso. E, portanto, enquanto não se chegar ao conhecimento da Sua ciência, que é Sua vontade integral, muitas verdades relativas terão que ser relegadas para plano inferior, subjugadas por verdades superiores. O que chamamos mediunidade ou Espírito Santo agora, não é apenas o que o homem conhece, mas sim, também, aquela Virtude que une tudo quanto existe, em qualquer plano da chamada Criação, tendo, como é de ver, em cada qual a sua maneira de se manifestar. Cumpre notar que tudo é médium, e que o homem ainda está longe de saber os porquês de tudo isso.
– Pode-se conhecer a história do batismo de Espírito Santo ou a da fundação da Igreja Espírita?
– O fim que temos em vista é esse, e a Escritura é pródiga em afirmações. Queremos tornar o homem conhecedor do grande programa que foi elaborado há milhares de anos, e que está tendo o seu cumprimento. No que vamos transcrever, guardando-se a continuidade dos tempos e dos acontecimentos, tudo se esclarecerá; Moisés assim desejava a fundação da Igreja Espírita:
“Quem dera que todo o povo profetizasse, e que o Senhor lhe desse o seu espírito!” (Números, XI, 29).
– Tratava-se de Espírito Santo, ou espírito comunicante?
– Quem testifica que se tratava do dom mediúnico é a própria Escritura e o próprio bom senso. Estude-se este verso:
“E desceu o Senhor em uma nuvem e lhe falou, e, tirando do espírito que havia em Moisés, deu dele aos setenta homens. E tendo repousado neles o espírito profetizaram, e não cessaram de o fazer.” (Números, XI, 25).
Pelo despertar mediúnico os espíritos comunicam-se e a criatura que possui a sua faculdade bem desenvolvida pode, como acontecia nos dias apostolares, impondo as mãos, despertar a faculdade latente em outras pessoas. O que se deu nesse dia foi um Pentecoste em miniatura. E um espírito comunicante não se reparte em setenta porções, de uma só vez, para se comunicar. É preciso ter discernimento bastante para se entender a mecânica do fenômeno.
– Pode-se ter o testemunho da Escritura?
– Sim, e estes textos provam que a mediunidade ou Espírito Santo, desde remotos dias é cultivada na Terra:
“E Josué, pois, filho de Nun, foi cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto as suas mãos...” (Deuteronômio, XXXIV, 9).
“E havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em diversas línguas e profetizavam.” (Atos, XIX, 6).
Como vemos, em todos os tempos as criaturas conhecedoras das verdades espirituais, fizeram delas uso conveniente. A imposição das mãos facilita o desdobramento do dom e, conseqüentemente, segundo a sua manifestação, neste ou naquele sentido, os espíritos trabalham, ou comunicam-se, e os fenômenos produzem-se. Sempre foi assim, em que pese o trabalho dos conchavos sacerdotais, buscando fazer da Verdade do Cristo, uma simples
questão de traficâncias egoísticas e obscenas.
Os sinais produzidos pelo Cristo e reputados por Ele, como sendo de possibilidade do crente, por esse veículo é que se alcançam. Ele, note-se, tinha o espírito mediúnico sem medida, em virtude quer de sua pureza, quer de sua obra messiânica.
– Por que veio Jesus fundar a Igreja Revelacionista, se já era conhecida de muitos homens a sua mecânica e utilidade?
– Jesus, em primeiro lugar, veio viver o Cristo. Isso quer dizer que Ele veio simbolizar a chamada Criação, que é o Verbo ou tudo o que vive, e que se manifesta em Espírito e Matéria. Isto, de si, é ainda de difícil compreensão para muitos, mas pela evolução natural dos conhecimentos humanos tornar-se-o-á facilmente. Se Cristo fosse um simples profeta, um mero fundador de religião ou pregador, o seu reino teria fim! Entretanto, saibam quantos o quiserem, Ele daria ao homem o conhecimento do elemento mediúnico, através do qual produziu todos os fenômenos de que falam os Evangelhos. A isso se chamou – rasgar o véu do tempo, de uma forma radical, vindo em caso de necessidade, em caráter de reposição, e não de fundação de nova Igreja. O Espiritismo é o Cristianismo redivivo, por ser o culto do elemento sobre o qual fundou o Cristo a sua Igreja. Diante do Espírito Santo, que é uma virtude emanante de Deus, o Cristo se prosternou.
– Resulta, então, que a Igreja Espírita é o resultado dos trabalhos e desejos daqueles velhos servos do Senhor?
– Sim. Pelas profecias que vamos transcrever viremos a saber, que tudo tem a sua história, a sua lógica, a sua tradição, o seu alicerce:
“Subiste ao alto, fizeste escrava a escravidão, tomaste dons para distribuíres aos homens, ainda aos que não criam que habitava o Senhor Deus entre eles.” (Salmos, LXVII, 19).
– Quem fez essa profecia?
– Pelo mediunismo é que David, que consultava o Senhor, freqüentemente, pelos anjos ou espíritos, chegou a antever o Cristo, fazendo esse serviço de doar dons, como sucedeu no Pentecoste. 1000 anos antes do Cristo vir é que David assim disse. E outros médiuns ou profetas também foram avisados e disseram:
“Porque eu derramarei águas sobre a terra sequiosa, e rios sobre a seca; derramarei o meu espírito sobre a tua posteridade, e a minha benção sobre a tua descendência.” (Isaías, XLIV, 3).
712 anos antes de Jesus é que Isaías assim falou; e Joel, como iremos ler, 800 anos antes do Cristo, disse:
“Depois disto acontecerá também o que vou a dizer: Eu
derramarei o meu espírito sobre toda carne, e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos velhos serão instruídos por sonhos, e os vossos mancebos terão visões.” (Joel, II, 28).
– Por que tudo isso foi prometido tantas vezes?
– Para que, quando viesse o cumpridor da celeste promessa, fosse recebido como tal. Alguns O conheceram, mas, pela maioria, foi tratado conforme se lê em Isaías, isto é, como um varão sofrido e de dores... E pode-se dizer, vinte séculos depois do seu advento, o Espírito de dons ainda não é tido como merece sê-lo. Quem melhor o conhece, mal o conhece, e difícil será precisar quando virá o homem a saber o que significa renascer do Espírito Santo. Ainda lhe chamam de coisa de Belzebu, e profanam o elemento sagrado, só para defender os territórios de céu, inferno e purgatório, mui rendosos e inventados por homens!
– Por que, só com a vinda de Kardec, começou de novo o culto do Espírito Santo?
– Quando tratarmos das cinco fases pelas quais passou a Igreja do Cristo, de antes de ser fundada no Pentecoste até nossos dias, então falaremos disso. Jesus mesmo prometeu que as coisas seriam repostas no lugar.
– Por quê?
– Porque aos fraudulentos, mais rendem os ditos territórios por si mesmos fabricados, que a pura verdade; pretendem trancafiar os espíritos nesses lugares e, assim, imporem seus desejos aos menos avisados. Se o Cristo voltasse hoje, expelindo espíritos, confabulando com os Moisés e Elias e curando mediunicamente, de novo esses traidores dar-Lhe-iam a morte, infamando-O de feiticeiro, etc. Falam no Cristo e insultam as práticas cristãs, porque estas não lhes convêm ao bolso, ao estômago e aos interesses do orgulho. O dolo lhes é o terreno comum.
– Em qualquer caso, não deviam reparar para o sistema de culto dos Apóstolos, que é como lemos em I Epístola aos Coríntios, XIV?
– Tinham de vir duas seitas corruptas, tinha de ser subornada a verdade, havia de chegar um dia a Restauração. Aos sequazes da Besta 666 e do Falso Profeta, por mais que se lhes mostre a verdadeira Religião, nada adianta. Fecham os olhos e fingem que não podem abrilos, e de todo e qualquer modo, negam o que se lhes oponha ao tacanhismo mental, por mais verdadeira que seja a prova apresentada!
Se isso se não desse, isto é, se depois da fundação da Igreja Revelacionista, não viesse a corrupção, que se diriam das verdades bíblicas sobre o que falam de luta contra a Besta e o Falso Profeta? As corrupções vieram e os povos deram-lhes guarida. E com a vinda de Kardec, tendo-se este em conta de marcador de tempo, iniciou-se a Restauração prevista.
– Nesse caso, depois das profecias de que já tratamos, só restava que o Cristo viesse e a Igreja Espírita fosse fundada?
– Tinha de vir um homem avisar o povo a respeito da fundação da Igreja Revelacionista, como estava predito. Elias viveu uns 900 anos antes de Cristo, e a sua reencarnação foi anunciada 712 e 397 anos antes de se dar, como leremos:
“Voz do que clama no deserto: Aparelhai o caminho do Senhor, endireitai na solidão as veredas do nosso Deus...“ (Isaías, XL, 3).
“Eis aí vos enviarei Eu o profeta Elias, antes que venha o dia grande e horrível do Senhor: E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais, para não suceder que Eu venha, e que fira a terra com anátema.” (Malaquias, IV, 5 e 6).
– Por que respondeu João Batista que não era Elias?
– Ele não respondeu isso, tanto que se disse o anjo enviado à frente do Senhor, conforme está nos Evangelhos. Se os livros, hoje lidos, foram traduzidos e dados à leitura do povo pelas religiões que se valeriam do nome do Cristo, e as quais inventaram os territórios de céu, inferno e purgatório, que não suportam a Verdade, com isso nada tem a ver o profeta. Elas se valem do nome do Cristo, para blasfemar contra os dons do Espírito Santo, porque este afirma a Reencarnação, a Evolução e a Comunicação dos espíritos. Eis o motivo por que todo o dogmático é blasfemo do Espírito Santo; mais lhe valem os seus invencionismos do que estudar, experimentar e comparar, segundo a Revelação! Afirmar-se João como o anjo enviado diante do Senhor e negar-se-o como Elias reencarnado, seria afirmar e negar uma mesma coisa ao mesmo tempo!
– Nesse caso, que devemos fazer para o necessário esclarecimento?
– Faça-se segundo mandou o Mestre, em João, XVI, 12 e 13, isto é, cultive o homem a Revelação, e tudo se aclarará.
– Prossigamos na continuidade dos fatos?
– Sim; vejamos o Cristo afirmar que João era o Elias reencarnado:
“E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Pois por que motivo dizem os escribas que importa vir Elias primeiro? Mas Ele, respondendo, lhes disse: Elias certamente há de vir, e restabelecerá todas as coisas: Digo-vos, porém, que Elias já veio, e eles não o conheceram, antes fizeram dele quanto quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às suas mãos. Então conheceram os discípulos que de João Batista é que Ele lhes falara.” (Mateus, XVII, 10 a 13).
– Por que apareceram no Tabor, Elias e Moisés?
– O Cristo tinha de ser testemunhado pela Lei e pela Revelação; esses dois espíritos vieram simbolizar, pois, a Lei e os Profetas.
– Não dizem que esses dois personagens constituem o mesmo espírito em diferentes reencarnações?
– E faltariam espíritos capazes de tomar a forma precisa, para que se cumprisse a Vontade de Deus? A Ele tudo é possível, e aos espíritos também, desde que pela Vontade Suprema.
– Continuemos com o histórico do Batismo de Espírito Santo?
– Sim; vejamos o testemunho dado pelo profeta, sobre ser Jesus Cristo o cumpridor da promessa que, desde séculos, estava feita:
“Respondeu João, dizendo a todos: Eu na verdade vos batizo em água, mas virá outro, mais forte do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia dos seus sapatos: ele vos batizará em virtude do Espírito Santo, e no fogo.” (Lucas, III, 16).
– Como saberia o povo, praticamente, que Jesus poderia fazer isso?
– Jesus herdaria o Espírito Santo, na presença de muitos, e passaria a vida obrando sinais e prodígios em virtude do mesmo. Vejamos:
“E desceu sobre ele o Espírito Santo em forma corpórea, como uma pomba: e soou do céu uma voz que dizia: Tu és aquele meu Filho especialmente amado: em ti é que tenho posto toda minha complacência.” (Lucas, III, 22).
– Por que tomou a forma de pomba?
– Porque a pomba simboliza a virtude e, sendo o Espírito Santo dom ou virtude espiritual, nunca poderá tomar a forma humana ou angelical; vede que, no Pentecoste, também tomou a forma de línguas de fogo, mas não humana ou angelical. Desse dia em diante, foi Jesus obrando sinais e prodígios em virtude do mesmo Espírito de dons e sendo, por isso, chamado de louco, satânico e, por fim, crucificado. Vejamos o que fez, o que disse faria o CRENTE, etc.:
“Então lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo, e ele o curou, de sorte que falava e via. E ficavam pasmadas todas as gentes, e diziam: Porventura é este o filho de David? Mas os fariseus ouvindo isto, diziam: Este não lança fora os demônios, senão em virtude de Belzebu, príncipe dos demônios.” (Mateus, II, 22 a 24).
Mas Jesus afirma que é em virtude dos dons espirituais, ou Espírito Santo, que obrava sinais e prodígios:
“Se eu, porém, lanço fora os demônios pela virtude do Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus.” (Mateus, XII, 28).
E observa aos blasfemos:
“O que não é comigo é contra mim; e o que não ajunta comigo, desperdiça. Portanto vos digo: Todo o pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, porém a blasfêmia contra o Espírito Santo não lhes será perdoada. E todo o que disser alguma palavra contra o Filho do homem, perdoar-se-lhe-á, porém o que a disser contra o Espírito Santo, não se lhe perdoará, nem neste mundo, nem no outro.” (Mateus, XII, 30 a 32).
– Por que se coloca o Cristo abaixo do Espírito Santo?
– Porque este é dado como GRAÇA, a todos os que forem julgados dignos, pelo Pai comum, conforme bem o disse Pedro, em Atos, II, 33 a 39. O Espírito Santo é uma virtude emanada de Deus, não é parte integrante do espírito emanado; é Força, é Poder, é Virtude! Por ele se comunicam os espíritos, dão-se os sinais obrados pelo Cristo; por ele Jesus fazia e desfazia o seu corpo, por ele se comunicava, e por ele nós todos poderemos chegar a fazer até mesmo mais do que o Mestre fez, consoante a sua própria maneira de dizer:
“Crede-o ao menos por causa das mesmas obras. Em verdade, em verdade, vos digo, que aquele que crê em mim, esse fará também as obras que eu faço, e fará outras ainda maiores: porque eu vou para o Pai.” (João, XIV, 12).
E para que soubessem que essa graça seria dada aos homens, disse:
“Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” (João, XIV, 26).
“Mas eu digo-vos a verdade: a vós convém-vos que eu vá: porque se eu não for não virá a vós o Consolador; mas se for enviarvo-lo-ei.” (João, XVI, 7).
“Eu tenho ainda muitas coisas que vos dizer, mas vós não as podeis suportar agora. Quando vier porém aquele Espírito de Verdade, ele vos ensinará
todas as verdades, porque ele não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir.” (João, XVI, 12 e 13).
E como o Espírito de dons seria dado aos homens para com ele ficar como graça de Deus, Jesus, depois de ressurgido, veio dizer aos mesmos homens:
“E estes sinais seguirão aos que crerem: expulsarão os demônios em meu nome; falarão novas línguas: Manusearão as serpentes; e se beberem alguma potagem mortífera, não lhes fará mal; porão as mãos sobre os enfermos e os sararão.” (Marcos, XVI, 17 e 18).
– Por que não atendem para isso os dogmáticos?
– Porque estaria fora de suas funções naturais – o dogmatismo em geral – uma vez que, para blasfemar contra a graça do Senhor é que tinham de viver e estão vivendo. Esses sinais são o fruto do Espírito Santo, tal como Jesus o utilizou; e Jesus disse:
“Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo, como seu senhor. Se eles chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?” (Mateus, X, 25).
Todo aquele, pois, que quiser sair pelo mundo, ainda por muitos anos, fazendo cristianismo, terá de passar pelas calúnias dos dogmáticos. Assim é que se cumprirão as Escrituras, naquilo que tiverem sido corrompidas pelas traduções viciadas ou interpoladas. Jesus mandava pregar, mas o testemunho do pregador é assento sobre fatos, e não fingimentos, disfarces, ídolos, dogmas, discursos falazes, etc.:
“E pondo-vos a caminho pregai, dizendo: Que está próximo o reino dos céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; dai de graça o que de graça recebestes. Não possuais ouro nem prata, nem tragais dinheiro nas vossas cintas: Nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem calçado, nem bordão: porque digno é o trabalhador do seu alimento.” (Mateus, X, 7 a 10).
O Espiritismo é o culto do Espírito Santo, mas por não haver nele o desprendimento necessário dos bens do mundo, nem ele mesmo realiza o exigido ou reptado pelo Cordeiro de Deus!
– E a seguir?
– Agora entraremos para os dias, depois da crucificação, quando se deu o batismo de Espírito Santo. Começaremos pela comunicação do Cristo, pelos dons, e a seguir,
transcreveremos a ordem dada por Ele, para que se aprontasse tudo para o dia aprazado e glorioso.
– Tinham os Apóstolos conhecimento disso?
– Sim, pois Jesus já havia dito:
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.