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Capítulo 37 de 58

Suprema Advertência

Orações e Poesias Divinas · Osvaldo Polidoro

Por que praticas delitos, tantas asneiras, Pensas, sentes e ages mal, e chafurdando, Vindo a Mim, vens com essas baboseiras, Curvando a idolatrias, sempre mais errando? Por que te curvas a preconceitos infernais, Deixas a Minha Lei e o Meu Filho Santo, E depois de tantas faltas, bem marginais, Finges de crente, de quem Me adora tanto? Não quero o teu tributo de reverência! Não pretendas que admito alguma indulgência! Eu quero a vida simples plena de ternura. Espero a Conduta nobre, feita de prudência! O bom Conhecimento, a pura inteligência! E não fingimentos, que não aceito moldura. A RELIGIÃO Entreguei-te, filho Meu, Os mundos, as formas e as transições; Dei-te o Espírito Meu, Que nos milênios fora, dando Revelações. Ensinei-te o Meu Amor, Pelos emissários que foram, passando lições; Tu deixastes Meu Penhor, Criando muitos erros, inventando religiões. Tudo está na Minha Vida, E dela Eu te Fiz, o Meu Supremo Herdeiro; O Amor é a Minha Medida, E bem que o Provei, enviando o Meu Cordeiro. Tu porém não Me escutas, Por causa do Orgulho, do Egoísmo e de tais... E perdes todas as lutas, Porque fora de Mim, chorarás os tristes ais. Quando porém arrependeres, De tantos desvios, de tantas faltas cometidas, Te darei os Meus quereres, Porque Sou o Senhor, Meus Arcanos não têm medidas! 43 / 66 DE PAI PARA FILHO

Entra Meu filho, no Templo Interior, Faze o teu silêncio, para Me escutar, Pois que Me tens procurado, no exterior, E é no teu íntimo, que desejo conversar.

Eu te gerei de Mim mesmo, assim que desejei, De Minha Essência manifestei, como Eu quis, Portanto, assim como te fiz, assim te dei, Aquelas Minhas Virtudes, para que sejas feliz.

Minha Vontade é Lei, não aceito idolatrias, Uso a linguagem dos Fatos, não a ilusão, Porém tu, Meu filho, erraste nas teorias, Cedendo ao Mal, ao Fetiche e à Simulação.

A Inteligência é o Meu predicado em ti, O Sentimento é a Minha virtude no teu eu, Desprezando porém a tudo, caíste no frenesi, Esqueceste de Mim, Quem te fez e tudo deu.

Já não crês no Bem, no Bom e na Virtude, Julgas mal teu irmão, o outro filho Meu, Andas a te iludir com simulacros, e amiúde, Te gozas com o Mal, daquele que te sofreu.

Retorna filho Meu, vem para o Meu regaço, Volta ao Verdadeiro Culto, que é teu Amor, Procura teu irmão, oferta-lhe teu braço, Para que te abrace Eu, que Sou o teu Senhor.

Formas não Me ofertes, tudo já é Meu... Não aceito adulações, Eu Sou Plenitude! Ama com ternura, escuta a Quem te deu, A Vida, a Inteligência e a Sua Virtude!

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.