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Capítulo 25 de 58
Suprema Traição
Orações e Poesias Divinas · Osvaldo Polidoro
Por trinta e seis séculos Jesus foi anunciado, A vir, das gentes, constituir o Supremo Delegado; Tendo o Espírito Sem Medida, Fermento de Glória, A expor a Graça de Deus, ao conquistar a Vitória. Como Divino Molde, foi dezenas de vezes cantado, E o Derrame de Espírito, dezenove vezes somado; Esta conta, irmãos, é parte do Velho Testamento, Representando a missão do Cristo, no Seu advento. Em João, capítulo dezesseis, tratou do Consolador, Como anunciante de fato, mediúnico e são Informador; Nada de cleresias, ídolos, vestes fingidas e aparatos, Aparatos mundanos ou discursos falazes e sem fatos. Nos Atos, um, dois, sete, dez e dezenove, a Verdade, A grandeza da missão do Cristo, em tom de Liberdade; Os espíritos comunicando, os Apóstolos em alegria; A Revelação em pleno curso, o Consolador já esfuzia! Depois, infelizmente, as trevas descem e cobrem tudo, Porque Roma persegue a Revelação, o Consolador é mudo! São mortos os profetas, a Legião da Verdade é batida, O preço da cruz é atraiçoado, Roma se diz garantida. Idolatrias, inquisições e trevas invadem a Humanidade!
A missão do Cristo cessa, já não caminha a sã Verdade! Os séculos aguardam outros dias, quando Elias tornará, Para se chamar Kardec, na Codificação que promulgará. 31 / 66 POESIA Vindo ao Mundo Jesus Cristo, cuja glória se perdia, Além dos tempos do Mundo, como só Deus o conhecia, Encarnou para exemplificar a Lei, e bem viva deixá-la, E em termos de Moral, de Amor e de Revelação, fixá-la!
A Moral viveu-a Ele, não inventando a tabus humanos, Pois viveu a Verdade e não recorreu a vícios profanos, Porquanto abandonando a clérigos e fariseus, os fingidos, Nas ruas e praças ensinou, curou, e teve bons dias foragidos!
Em Amor executou-a, tão bem que renunciou à vida, Por fazer o Bem, justo à cleresia a mais fementida, Fementida sim, cheia de fingimentos e mil hipocrisias, Como foram e são, todos os comerciantes de sacristias!
A Revelação viveu-a Ele, com o máximo dos fulgores, Pois a começar de Gabriel, fulgiram espíritos anunciadores, E toda a vida tendo, sobre si, os espíritos subindo e descendo, Ao Mundo mais tarde brindaria, com o Pentecoste assim crescendo!
Antes de porém fazê-lo, porque a morte enfrentaria, E a ressurreição do espírito, em grande ensino deixaria, Eis que apanha três apóstolos, e no Tabor se transfigurou, Revelando aquela glória, que antes tivera, assim como falou!
E o grandioso feito encerra, duas imortais lições, De ser o espírito anterior ao corpo, vir das encarnações, E por terem vindo Moisés e Elias, confirmar o mediunismo, Afirmando que Deus não é de mortos, como diz o Cristianismo!
Vêde pois o Espiritismo, que é Moral, Amor e Revelação, E recomenda o Saber e a Virtude, as fontes de libertação, Que tais palavras definem a Doutrina, que será impassável, Por ser tudo em Deus, divinamente Eterno, Perfeito e Imutável!
Não há Cristianismo sem Moral, sem Amor e sem Revelação, Porque fora da tríade, o que há, é do Homem, é a inversão, E por isso está longe do Saber e da Virtude, é idolatria, Coisas que bem caro custarão, porque a Dor vem da porcaria!
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.