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Capítulo 28 de 58
Poesia
Orações e Poesias Divinas · Osvaldo Polidoro
No mundo iluminavam as gentes, Nos antigos tempos, nas eras milenares, Ensinos esotéricos, frementes, Até virem novos dias, outros luminares. Ide ver Manu, conhecer o penhor, Escutai-lhe o Código, a farta iluminação; Observai Pitágoras, o Concatenador, Que foi buscar nos Mestres, toda amplidão. Ouví Moisés, o Verbo do Monoteísmo, E mais ainda, com outros erguendo a Verdade; Proclamando alto o Divino Monismo, A Excelsa Doutrina que jamais terá idade! Alertai a vós próprios, cuidado, Porque o Cristo veio fazer Súmula Divina; Veio deixar para sempre exclamado, Que sem Consolador não há Excelsa Doutrina. De bom alvitre é ler o quatorze, Da Primeira aos Coríntios, a grande Carta; Que o Consolador já ali estruge, Porque Jesus o deixou, como vera mesa farta! E se a feição primitiva não servir, Porque Roma criou a Humanidade-ignorância; Que as religiões fazem tanto eclodir, Então vinde ao Espiritismo, que é reentrância. E reentrando na Verdade, sêde alegria, Vinde ser a Luz do Mundo, o vero sal da Terra; Porque o sacerdócio é a pura profecia, E não o clericalismo, que contra Deus aberra! 33 / 66 A BESTA E A RESTAURAÇÃO
Sofre a Terra, choram as almas, há luto, Invadem o mundo, cobrem-na as inquietações! Roma profana a Revelação, age a seu muto, Blasfema do Espírito, urde suas maquinações!
Prostrado o Cristo, em Seu Augusto Batismo, Vicejam idolatrias, animalismos, podridões; Roma alarga o crime, é centro de vandalismo, Elimina e quebranta, a Luz das Revelações.
No Céu em tempo, Jesus ordena restaurar, E descem à carne, as almas de eleição; Trazem o celeste encargo, de começar, De cavar alicerces, para a Codificação.
Wicliff na Inglaterra, estuda e brada, Enquanto João Huss, pensa na renovação; A Checoslováquia freme, gente revoltada, E o Consolador começa, ali, a ter brandão.
Marcham os ideais da Verdade, Lutero vem, E conseguindo o livre culto, traz alegria; Traduz a Bíblia, expande-a mundo além, E o Novo Pentecoste, dentro em breve seria.
João Huss volta à carne, em prosseguimento, Para fazer o trabalho, de ensinos codificar; A Codificação é o extrato do Novo Testamento, Feito à Luz do Consolador, Instrumento de Informar!
A Luz que no Pentecoste Jesus fizera jorrar, O sistema de reunir, que Paulo tanto expandira, Elias em Kardec, fizera estuante retornar, E vigorar triunfante, como jamais o mundo vira.
A perversidade humana, cópia da crucificação, Tudo fez e tudo faz, para crucificar a renovação;
Mas quem a defende é Jesus Cristo, o Seu fautor, Porque Ele morreu na cruz, para legar o Consolador! Quem por despeito, não quiser aceitar a Codificação, Que fique com o Livro dos Atos, em fiel interpretação; Como na Primeira de Coríntios, quatorze, faça reunir, E daquele modo, os espíritos de Deus se farão ouvir. O que importa é não blasfemar do Batismo de Jesus, Que foi e é do Céu, por ser a própria Revelação; Porque a ela chamavam – Palavra de Deus, e na cruz Jesus lhe deu, para todo o sempre, Sua homologação. A CIÊNCIA DA UNIDADE As tradições esotéricas ensinavam a Verdade, Uma chave tendo elas, uma linha fundamental; Essa linha era a grande e pura lei de Unidade, O Manifesto e o Imanifesto, a síntese geral. Não sendo a Sabedoria Antiga uma idolatria, Mandava procurar Deus na intimidade em geral; Sabia que, por evolução, a isso se chegaria, Descobrindo o homem, em si mesmo o Pai Divinal.
Partindo de si, marcharia rumo ao Infinito, A conhecer Deus, na presença do Cosmo glorioso; Ele sentia a Deus, no grande e no pequenito, Reconhecendo em tudo, Aquele Gerador Majestoso! Após vieram as corrupções, surgiram religiões, Inventaram-se formalismos, puseram Deus distante; Aviltaram a Verdade, vendendo tantas simulações, Que em lugar de adulto, o homem deu para infante. Agora, na estrada que o mundo em si representa, Guerras, pestes e fomes, vigiam a pobre gentalha; A idolatria pensou, criou, sustentou a tormenta, E assim fazendo, entregou-lhe a negra mortalha! 34 / 66 O ETERNO PRESENTE
Em Deus tudo é Eterno, Perfeito e Imutável, Enquanto na Sua Manifestação, tudo é mutável; A centelha espiritual é em si toda evolutível, Devendo vir a ser, de Deus, expressão visível.
No movimentar do Cosmos sempre esteve, sabemos, Fervilhando os mundos e as centelhas, lembremos; Tudo é em Deus Eterno, sem Passado e sem Futuro, E viver no Eterno Presente, já é do ser maduro.
Convém lembrar as Tradições Iniciáticas, e bem, Para efeito de experiências acumuladas além... Mas é necessário lembrar, que o Céu de Verdade, Cada um o tem em si, e que nisso há simplicidade.
A Tradição que faz a Sabedoria, cuidado com ela, Porque ensina o Bem e o Bom, mas cria a procela; Faz o homem ferrujado, inventa o tardo e piegas, Escravo de gestos e palavras, pensando ser o degas.
Ensinos e Templos, Tradições e Iniciações grassam, Mas a Divindade Interior, elas nunca ultrapassam! Viva o homem o Saber e a Virtude, e seja Harmonia, Que Eterno e Presente é, no seio da Divina Sabedoria!
Busque o Programa que bem queira, segundo a Verdade, Conforme as suas posses de assimilação, de capacidade; Mas não olvide que a Divindade está no seu interior, E que ali está o Templo Sagrado, para oficiar o Amor!
Moral, Amor, Revelação, Saber e Virtude, entendei, Não datam de tempos e de eras, bem que vos lembrei; Não foram e não são apenas agora, respiram Eternidade, Estão dentro de vós, e em vós clamam para a Liberdade!
Despertai, portanto, ao Cristo Interno que aí jaz, Que no Eterno Presente é, fazendo bem quem o faz; Construa, homem, a sua Catedral Interna, com Amor, Deixando que Deus viva em si, como fez Nosso Senhor!
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.