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Capítulo 1 de 31

Capítulo 1

Médiuns e Mediunidades · Cairbar Schutel

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Cairbar Schutel

Médiuns e Mediunidades

Théodore Rousseau A Primavera

Conteúdo resumido

Trata-se de um resumo de "O Livro dos Médiuns". O autor enfatiza a necessidade de estudarmos os fenômenos mediúnicos, aonde enumera os diversos tipos de mediunidades, instrumentos indispensável ao processo de desenvolvimento do médium. Identificá-lo e saber utilizá-lo são as propostas apresentadas nessa obra.

Sumário Exposição Preliminar I - A Sabedoria na antiguidade - Mistérios sagrados - A era cristã - A nova era II - Médium III - As leis naturais - O livre arbítrio - Os novos descobrimentos IV - Médiuns e Mediunidades V - Aclaração das mediunidades segundo o apóstolo Paulo - Diversidade de médiuns VI - Primeiras Experiências - Abc do Espiritismo Experimental - Sessões de mesinha VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação VIII - A Doutrina do anjo da guarda - O guia espiritual - Os espíritos familiares IX - Diversidades de dons - As diversas mediunidades X - Médiuns Falantes XI - Médiuns escreventes ou psicógrafos XII - Considerações sobre a oração e sobre a crença - Necessidade da experimentação XIII - Médiuns escreventes: mecânico, intuitivo, polígrafo, iletrado, poliglota XIV - Perigos da mediunidade - Fé e assistência espírita - A prática da virtude XV - Orientação aos descrentes - Contribuição para espiritualistas - Lei Espírita - Causa do insucesso nas invocações - necessidade do

estudo - perigos aparentes XVI - Mediunidade intuitiva escrevente - Um exemplo edificante XVII - Médiuns sensitivos - Médiuns naturais ou inconscientes - Médiuns facultativos ou voluntários XVIII - Médiuns auditivos - Médiuns videntes - Pneumatofonia XIX - Manifestações Físicas XX - Médiuns de efeitos físicos XXI - Estudo preliminar do Espiritismo - Os fins da mediunidade XXII - Médiuns curadores XXIII - Os fins da mediunidade XXIV - Experiências diversas - Manifestações físicas XXV - Organização dos centros de estudo e experiências XXVI - Discernimento dos espíritos XXVII - Médiuns fotógrafos XXVIII - Charlatanismo - Mistificação - Fraudes espíritas - Médiuns interesseiros XXIX - Manifestações dos espíritos através dos séculos - Os ensinos dos espíritos XXX - A Missão do Codificador XXXI - Ensino dos espíritos XXXII - Orientação dos centros e grupos espíritas - Influência do meio XXXIII - Psicologia dos médiuns XXXIV - Os deveres de propaganda XXXV - Recapitulação - Ligeiro esboço dos modernos fenômenos espíritas XXXVI - Resumo dos ensinos dos espíritos XXXVII - A escada de Jacó - Evolução gradativa - Não há lacuna

na natureza XXXVIII - A vida e a morte XXXIX - Fenômenos anímicos e espíritas XXXX - O sobrenatural e os fenômenos psíquicos Conclusão

Exposição Preliminar

Não nos temos em conta de reveladores de verdades novas, desde que nossa tarefa se limita à divulgação da obra Kardequiana. Por isso, não tem este livro outro escopo senão o de orientar a todos aqueles que de boa vontade procuram a Verdade, para iniciá-los no Grande Templo do Espírito erigido por Allan Kardec. Portanto, em vez de ser uma explanação, com larga dissertação de O Livro dos Médiuns, esta obra é dele um resumo. Além da nossa impossibilidade material para empreender obra de fôlego, nas quais, quase sempre, a forma sobrepuja o fundo, é preciso reconhecer que nossa época não permite a publicação de grossos volumes que, as mais das vezes, são entregues aos vermes das bibliotecas em vez de serem assimilados pelo espírito: o século em que vivemos, o mundo novo que acaba de despontar com melhoramentos que chegam a confundir a gente, não permite o sossego e a calma indispensáveis à meditação e ao raciocínio que exigem as grandes obras.

Por outro lado, a Humanidade, pouco preparada para o estudo de problemas que em geral julga insolúveis, pouca atenção dispensa às obras de fôlego. O Espiritismo, exposto aos leitores em síntese, tal como o fazemos, proporciona duas vantagens bem nítidas: primeira, a de dar àqueles que nos lêem a expressão nítida, clara, racional da sua doutrina, que abrange as esferas religiosa, filosófica e científica; segunda, a de guiá-los a mais altos empreendimentos, infundindo-lhes nas almas o desejo de aprofundar a Revelação Nova, que veio iniciar uma nova era no progresso dos povos. Tal é nosso intuito ao lançar à publicidade este livrinho em cujas páginas, estamos certos, os leitores encontrarão alguma coisa de proveito. Que os Espíritos da Verdade, sob a suprema direção de Jesus, favoreçam aqueles que folhearem estas páginas, preenchendo em suas almas, com o sopro vivificante da Imortalidade, o que nossa deficiência espiritual porventura não pôde completar. Cairbar Schutel

A Sabedoria na antiguidade - Mistérios sagrados - A era cristã - A nova era

Antigamente a sabedoria, encerrada nos santuários, só era concedida àqueles que pediam iniciação nos sagrados mistérios e se submetiam a provas indispensáveis à aprendizagem. Só depois da vinda de Jesus Cristo é que a doutrina secreta foi anunciada abertamente aos homens e lhes foi mostrado o dever de estudar e de trabalhar pelo seu próprio aperfeiçoamento espiritual. A Era Cristã é a aurora da Verdade e da Liberdade irradiando-se pelo mundo todo. Infelizmente, os preconceitos, arraigados nos povos, constituem-se em hábitos que sufocam a Palavra do Mestre: senhores e escravos ainda puderam desenvencilhar-se, uns, do seu orgulho de saber e poder; outros, da passividade com que se entregam ao absolutismo tenaz dos déspotas do pensamento. Jesus previra essa crise por que tinha de passar a sua doutrina, que foi deturpada e esquecida pelos homens, mas prometeu um Consolador, que "ficaria conosco para sempre, e nos faria lembrar todas as sua palavras, assim como ensinaria aquilo que os homens de então não poderiam compreender". (João, XIV, 26.) É este o ensino que tivemos a felicidade de receber: o ensino espírita, ou seja, dos Espíritos. É chegado o tempo de se levantar, para todos, o véu que cobre o rosto da deusa, para que todos se iniciem na trilha da sabedoria que vem do Alto.

Estas considerações têm por fim prevenir todas as censuras e quaisquer idéias de profanação, que possam ser atiradas às explanações que pretendemos fazer sobre a Mediunidade e os Médiuns. O assunto já é muito conhecido dos espíritas, mas ignorado ou pouco conhecido daqueles que não tiveram a felicidade de manusear as obras de Allan Kardec.

II

Médium

No sentido expresso da palavra, médium quer dizer intermediário, agente, instrumento. O Espiritismo, que é o Espírito da Verdade prometido por Jesus, tem por escopo, como dissemos, fazer reviver a Palavra do Cristo e esclarecer os homens sobre o outro mundo, a imortalidade da alma, a sobrevivência humana; não poderia deixar, portanto, de se submeter aos métodos e processos exigidos pela ciência positiva, para o estudo dos seus fenômenos. Da mesma forma que a Física, a Química, a Botânica, a Astronomia têm os seus aparelhos apropriados, segundo a necessidade dos seus estudos, o Espiritismo tem um aparelho, um instrumento, o médium, com o qual estuda a alma e suas manifestações. É com este auxiliar indispensável que penetra no labirinto da Psicologia e da Parapsicologia para a descoberta do Novo Mundo, e o estreitamento de relações com os seus habitantes. O Homem material, atrasado como é, só percebe vibrações grosseiras e muito acentuadas capazes de lhe ferir quaisquer dos cinco sentidos; sem o que as sensações recebidas não se convertem em percepções.

Aqui na Terra somos incapazes de nos entender com outros povos cujos idiomas são por nós ignorados, sem o auxilio de um interprete, de um médium. Se não houvesse intérpretes, que seria das relações entre países cujos habitantes não se entendem! Ora, se isto acontece com homens da mesma constituição física, será de estranhar a necessidade indispensável de um médium para nos entendermos com um homem invisível, de constituição muito diferente da do homem visível? Não se compreende exista efeito inteligente sem uma causa inteligente; assim também é impossível conceder uma manifestação, seja qual for, física ou intelectual, sem um agente que favoreça sua causa principal. Os seres corporais só percebem o invisível por meio de vibrações e com o auxílio de intermediários. O Belo e o Bem, a Ciência, a Arte, a Caridade só podem ser percebidos e compreendidos por imagens, por figuras que afetam os nossos sentidos acanhados, sem o que a nossa alma não os concebe. O que são as Artes senão a expressão do Belo?

O que são os atos de altruísmos, de filantropia, senão a manifestação do Bem? Jesus falava por parábolas, para que o seu ensino se constituisse na materialização da Lei do Amor. Na Terra tudo é relativo, porque tudo está sujeito aos agentes, aos intermediários; só podemos ter noções da Suprema Lei pela manifestação materializada do invisível.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.