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Capítulo 16 de 31

XXV

Médiuns e Mediunidades · Cairbar Schutel

Organização dos centros de estudo e experiências

No começo desta obra já dissemos como começamos as nossas experiências espíritas, cujo sucesso foi admirável. As sessões práticas devem ser privativas, com número reduzido de assistentes convencionados, que deverão ser assíduos às reuniões. Elementos estranhos prejudicam de certa forma o bom resultado dos trabalhos. A pessoa que dirige a sessão deve contar com um bom Guia Espiritual e esforçar-se pelo próprio aperfeiçoamento, procurando desembaraçar-se das paixões más. A união é indispensável, porque sem união não há amor fraternal; sem união os experimentadores podem ser vítimas de Espíritos zombeteiros e ignorantes. O ciúme é terrível atrativo dos Espíritos inferiores; a inveja é um ímã que atrai Espíritos egoístas e orgulhosos, que prejudicam sobremodo o bom curso dos trabalhos. O silêncio e o recolhimento são condições essenciais para comunicações sérias. É preciso evitar divergências e discórdias, que só contribuem para desviar as atenções do verdadeiro fim da reunião.

Convém deixar o Espírito falar e em poucas palavras pedir-lhe que se dê a conhecer, auxiliando também aos assistentes a compreenderem o motivo da sua manifestação. É indispensável, enfim, boa ordem para que se obtenha bom resultado. Iniciados os estudantes, os próprios Espíritos Guias encarregar-se-ão do mais, desde que mantenham no núcleo a unidade de espírito pelo vinculo da paz.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.