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Capítulo 7 de 14

Sudeste 60 91 — parte 2 de 6

Conversando sobre Mediunidade · Espírito Cairbar Schutel

14 (14) Ver "Os Vigilantes da Espiritualidade", no Capítulo 11 desta obra. 15 (15) - "O Livro dos Médiuns", item 237, 28‘ edição, FEB seguir, alguns aspectos desta última, tantas vezes observados nas reuniões mediúnicas. Tudo ocorre em função de níveis de pensamento. Há entidades que conservam a mente voltada a vibrações inferiores, por egoísmo e ódio. Os subjugadores, que têm o objetivo de arrebatar grupos e falanges, utilizam-se desses pensamentos e iludem os dominados. Um dominador poderoso subjuga um inferior e este, às vezes, mesmo sem saber o que faz, atua sobre um outro, encarnado ou não. Alguns agem também por hipnose, apresentando a Espíritos menos preparados vantagens materiais que, na realidade, não existem no plano espiritual, ou seja, compram-nos oferecendo-ihes dinheiro ou bebida, por exemplo. O dominador, pois, para submeter o subjugado, atua direto sobre seu campo mental, como o primeiro passo estabelecido pela atração, por afinidade de pensamento. Conseguido isso, transforma-o em mero instrumento da sua vontade. O subjugado, entre outras coisas, pode mostrar- se como o dominador deseja, modificando até mesmo a forma de seu perispírito.

O dominado capta a vibração negativa emitida pelo dominador e forma-se um só campo de sintonia, sendo, a partir daí, fácil ocorrer a mutação do perispírito. A mente de maior força, de regra, domina a mais fraca. O ponto vulnerável do subjugado é um atrativo ao dominador. Chega a ficar doente a mente do dominado. A transformação do perispírito ocorre, pois, pelo acesso do dominador à mente do submetido. Essa penetração se dá por duas formas: por hipnose ou por aceitação. Se a ligação é mente a mente, no caso da hipnose, existe o adormecimento dos sentidos do dominado que recebe uma falsa percepção da realidade. O dominador dirige a ele sentimentos ou sensações que não lhe são próprios. Pode, então, exemplificativamente, passar para o subjugado que ele possui a forma de um animal qualquer. O influenciado não tem motivos vitais de percepção estão anestesiados e sua visão da realidade é ilusória. Ele aceita e transforma o seu perispírito, que é maleável.

Na aceitação, o dominador sugere uma determinada aparência para um certo fim ao dominado que a aceita e transforma o seu perispírito, podendo tomar formas falsas, por vezes monstruosas, para a consecução dos seus objetivos. Os desencarnados rebeldes e beligerantes, que se dedicam às subjugações, na atualidade, visam a formação de grupos para a constituição de poderosas organizações. Seu pressuposto é a escravidão e sua finalidade a formação de exércitos do mal objetivando perturbar - na Terra - a passagem do milênio, que se aproxima. Acreditam que, formando tais contingentes, poderão conquistar o planeta, alcançando domínio e poder. Daí insistirem na manutenção e no incremento desse processo. Muitos subjugados sequer acreditam estar desencarnados e por isso também se movimentam intensamente nas fileiras obsessivas e dominadoras. Como na Crosta existem muitos encarnados com idênticos pensamentos de dominação, o acesso dessas falanges é facilitado e toma- se frequente entre muitos indivíduos. A Espiritualidade Superior contrapõe-se a esses exércitos negativos através de várias equipes de trabalho, como, por exemplo, a dos vigilantes e a dos índios, entre outras.

A importância dos grupos mediúnicos, no contexto dessa luta, é fundamental, muito auxiliando os mentores no desbaratamento de ataques destruidores e no encaminhamento de Espíritos necessitados, sejam eles líderes ou liderados. Cumpre, a esta altura, lembrar que não existe domínio arbitrário e inevitável, pois Deus não deixa Seus filhos desprotegidos. Não há como se falar em soberania poderosa afrontando o livre- arbítrio consciente dos seres. Todos têm possibilidade de se defender. Basta a recusa, o pensamento elevado ao Alto para quebrar as chances de dominação. Note-se que a sugestionabilidade ocorre até mesmo na crosta terrestre como forma atenuada de facilitar a obsessão. Uma simples sugestão de alguém a outra pessoa, dizendo "você está parecendo doente”, pode fazer com que ela, se não for forte em seu sentimento, acredite nisso e passe a sentir dores e calafrios que, em verdade, não existem. Acreditando que está mesmo doente, de um simples resfriado pode chegar a desenvolver uma pneumonia. No plano espiritual sugestionar é muito mais fácil, pois há maior fragilidade por parte dos desencarnados despreparados.

A sugestão existe, ainda, na relação desencar- nado/encamado. Exemplifica-se com um indivíduo ligado, na vida material, ao mundo do crime. Para que ele passe de um assalto a um homicídio, por vezes, basta um simples estímulo sugerido pela entidade obsessora que o acompanha. Por isso, o homem deve ter muito cuidado com as suas atitudes. O criminoso em questão dificilmente captará a intuição ou inspiração de um Benfeitor Espiritual, pois a sua mente está fechada para as altas e boas influências. Relativamente ao encarnado, pode-se dividir a obsessão simples em: - simplesmente involuntária - voluntária-consciente - involuntária-consciente - involuntária-inconsciente Simplesmente involuntária: não deseja ser obsidiado, mas, por alimentar algum sentimento negativo, abre alguma brecha, que é aproveitada por Espíritos inferiores para obsidiá-lo. Conscientizado a respeito, modifica sua postura mental e se liberta; Voluntária-consciente: tem consciência de seus pensamentos negativos, sente a presença do obsessor e permite a obsessão, aceitando a situação passivamente; Involuntária-consciente: a obsessão principia de maneira não desejada.

Sendo cientificado de que está obsidiado mantém o seu livre-arbítrio voltado a pensamentos negativos, sabendo que podem ser obsessivos, assumindo conscientemente o risco da situação. Pode vir a ser fascinado ou subjugado, sem o perceber; Involuntária-inconsciente: não quer ser obsidiado, mas, nutrindo pensamentos negativos, sentimentos inferiores e atitudes malsãs, torna-se presa de entidades inferiores, sem que disso tenha ciência. A obsessão é, pois, um entrave sério na atividade de todos os médiuns. Ela se manifesta em qualquer ocasião, em questão de segundos, dependendo da abertura concedida. Todavia, pode e deve ser prevenida; a prevenção consiste em seguir os ensinamentos do Divino Mestre no dia- a-dia, utilizando seu Evangelho como roteiro. Distanciar-se, na prática, dessas lições é porta aberta para a obsessão. Indispensável o cultivo da humildade e da fé, da caridade e do amor, abstraindo-se do egoísmo e do orgulho, uma vez que as entidades inferiores só têm acesso ao encarnado através dos sentimentos negativos. Esforçando-se por extirpá-los estará prevenindo eficazmente a obsessão. Fascinação Uma outra face da obsessão é a fascinação.

O encarnado, nesse caso, acredita-se superior aos seus companheiros e, assim pensando e agindo, vibra de forma negativa, facilitando sobremaneira a ação dos obsessores. Funciona, portanto, por intermédio de um mecanismo diferente: o acesso ao dominado se faz através das suas próprias atitudes e pensamentos, cuja predominância consiste em julgar-se bastante elevado quando na verdade não o é. O obsessor aproveita-se dessa condição e manipula-o sem muito esforço. O envolvido acredita sólida e voluntariamente no obsessor. De outras vezes, admitindo que as ideias são exclusivamente suas, rejeita o fato de estar envolto em qualquer processo obsessivo. Seja qual for o caso, seus dogmas lhe são invioláveis. O acesso ao fascinado é muito difícil para seus mentores, aos quais não resta muitas vezes outra alternativa senão aguardar, na trajetória de sua vida, que ele tome consciência da dominação que o submete e lute por libertar-se dela. Possessão Se na obsessão existe, com frequência, a ocorrência da involuntariedade, o mesmo não se pode dizer da possessão.

Nesta, o obsidiado, de regra, cede ao obsessor, fazendo com que a dominação seja muito mais forte. E um contato bilateral de vibrações entre o encarnado e o Espírito. Seria, ilustrativamente, a subjugação completa ou, se se preferir, o seu grau máximo, onde o obsidiado aceita-a e compartilha do pensamento do obsessor. Para que haja essa intensa subjugação torna-se preponderante a participação do médium. São tão raros os casos de possessão nos tempos modernos que se prefere utilizar rotineiramente o termo subjugação para abranger esse tipo de dominação16. Desobsessão É grande a importância dos trabalhos de desobsessão, com a ajuda dos grupos mediúnicos, na tarefa de encaminhamento dos obsessores e obsidiados. Esse processo inicia-se quando as equipes espirituais conseguem a ligação com o Espírito dominante, resgatando-o para um dos Postos de Socorro da Espiritualidade. Geralmente os resgates são feitos nas reuniões mediúnicas, onde ocorre o desligamento existente entre as mentes do dominador e do dominado. Na atividade de desobsessão é necessário existir entrelaçamento entre o médium, o desencarnado doente ou obsessor e o mentor.

Essa união se estabelece pelo deslocamento do espírito do médium de seu corpo físico, sendo que permanece ligado a ele por um fio fluídico de vibração e ligação magnética. A entidade a ser tratada une-se, pela incorporação, ao aparelho físico do medianeiro e liga-se por fim ao mentor, que normalmente conduz os trabalhos ao lado do coordenador material da reunião. Essa tríade estabelece uma ligação dinâmica que produz intenso reflexo energético, produtor de inúmeras correntes de partículas vibratórias, interligando as três mentes em operação. Quando ocorre a preponderância da vibração do dirigente espiritual sobre a do Espírito que está sendo atendido, o sofredor tem duas atitudes possíveis, de regra: pode aceitar, confortando-se, recebendo do mentor os fluidos materializados pelo corpo do médium - que são a sua vibração neutra - e seguindo viagem ao Plano Espiritual mais elevado, lúcido e consciente ou pode relutar e será adormecido pelo orientador espiritual, que emite, através do médium, raios de adormecimento - formas energéticas específicas.

O trabalho de desobsessão é eminentemente fluídico e magnético, impulsionado por vibrações de amor, que os envolvidos podem trocar entre si diretamente. Muito importante para os afazeres medianímicos é a preparação e a alimentação do médium. Deve evitar a carne, o álcool, os condimentos fortes, o cansaço e o fumo no dia da sessão mediúnica. O medianeiro que se alimentar de carne, por exemplo, no dia da reunião de desobsessão, poderá interferir no trabalho, podendo até prejudicá-lo, pois emitirá vibrações negativas e pesadas, que os trabalhadores espirituais terão de isolar. As atividades poderão não se completar porque o médium age como isolante. Por isso, podem existir casos de entidades que deixam a reunião sem o necessário encaminhamento, por descuido

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.