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Capítulo 3 de 14

II Retratos de — parte 2 de 4

Conversando sobre Mediunidade · Espírito Cairbar Schutel

III MEDIUNIDADE: ASPECTOS GERAIS, IMPORTÂNCIA E ALCANCE Educacao e Desenvolvimento Todos os seres humanos são médiuns, mas aqueles que têm tarefas específicas com o desenvolvimento mediúnico devem exercitá-lo. Assim agindo, sentir-se-ão felizes no seu âmago pela satisfação no cumprimento de um labor escolhido na Espiritualidade, antes de reencamar. Cada criatura, exercendo o seu livre-arbítrio, elege a sua postura interior em relação à mediunidade. Lato senso, nenhum médium - é bom reafirmar - o é apenas durante algumas horas da semana ou do dia, mas permanentemente e, em especial, em função do mecanismo da intuição e da inspiração. Com efeito, trocamos vibrações de pensamentos de forma permanente, consciente ou inconscientemente, com os encarnados e desencarnados aos quais nos relacionamos, que provocam reflexos, positivos ou não, sobre a nossa vida, material e espiritualmente. Daí a necessidade da educação mediúnica, fundada precipuamente no conhecimento das obras de Allan Kardec e outras subsidiárias a estas, de reconhecido valor. Não obstante, a percepção medianímica não é constituída somente de conhecimentos doutrinários (o seu lado teórico).

Há também o aspecto prático, consubstanciado na faculdade mediúnica propriamente dita, cujo processo de desenvolvimento não pode ser olvidado nem descuidado e cujo equilíbrio está profundamente ligado ao ângulo de sintonia positiva da faixa mental, alimentada por sentimentos dignos. Cuidados e Percalços de Ordem Material É dever de cada médium envidar esforços para que os problemas de ordem material, inclusive os econômicos, não sejam impedimento ao regular exercício da mediunidade. Por vivermos numa sociedade onde o materialismo ainda dispõe de raízes profundas, nem sempre é fácil superar as dificuldades materiais. A maneira de evitar o desequilíbrio, nesses casos, é lembrar sempre que a vida encarnada neste planeta é passageira, não representando de forma alguma o último degrau da caminhada de cada Espírito. Não deve haver, pois, o desespero de tudo querer fazer e alcançar nesta existência, que não é a única. O médium necessita da sua atividade material para sobreviver, porém ao participar de uma atividade mediúnica deve colocar de lado seus interesses pessoais, colaborando com um plano de vida diferente daquele que o preocupa diutumamente.

Trata-se de sua doação direta ao Plano Maior. O desequilíbrio e o despreparo de qualquer médium devem ser resolvidos fora do exercício mediúnico propriamente dito. Não estando preparado para essa colaboração com a Espiritualidade, é preferível o não comparecimento às reuniões para trabalhar, já que não há lugares cativos em mesas mediúnicas. Pode participar de palestras, receber passes, não se utilizando de sua mediunidade em proveito próprio. Convém lembrar, entretanto, que não deve deixar essas atividades para cair no negativismo materialista, mas sim para buscar no tratamento da assistência espiritual, no estudo, na meditação e na prece o reequilíbrio que lhe permita retomar ao trabalho mediúnico com desprendida dedicação. Cuidados e Percalços de Ordem Moral O médium conscientizado busca ser disciplinado e responsável, cumprindo com os seus deveres de toda ordem a par de exercitar continuamente sua reforma íntima, calcada na essência dos ensinamentos de Jesus, hoje melhor compreendidos à luz do Espiritismo. Não basta ler o Evangelho e repeti-lo oralmente. É preciso praticá- lo no dia-a-dia. O mesmo ocorre com a atividade mediúnica.

O medianeiro esclarecido não trabalha espiritual- mente sem dedicação sincera e vontade firme. Abrir o coração na faixa do bem é a norma básica para afastar os maus pensamentos, que podem gerar comportamentos inadequados e produzir dúvidas inoportunas. O médium, sendo Espírito encarnado, num mundo ainda de expiação e provas, não é perfeito. Precisa ter consciência disso, esforçando-se por conigir, pouco a pouco, seus defeitos continuamente, desapegando-se do supérfluo para poder apurar a sua sensibilidade - fundamental no intercâmbio mediúnico. A alimentação deve ser condizente com sua atividade mediúnica e seu posicionamento, perante todos com quem convive, sincero e honesto. Nas atividades profissionais manter conduta compatível com seu ideal e seu entendimento da vida espiritual. Caso incorra na falha de se julgar superior, está fadado a não perceber suas imperfeições, o que pode lhe acarretar sérios problemas no exercício da mediunidade. Deve ter em mente que, por ser imperfeito, pode até mesmo errar no exercício da prática mediúnica, com isso se resignando. O medianeiro não é um ser privilegiado, mas alguém que recebeu uma tarefa de responsabilidade.

Por outro lado, mediurddade não é um ônus. É uma oportunidade de trabalho concedida por Deus para o aperfeiçoamento dos Seus filhos. E uma maneira de exercitar a caridade. É a doação que integra e a atividade que dignifica. Entretanto, só deve ser exercitada por amor e não por obrigação ou visando auferir qualquer vantagem. A pregação da reforma íntima aos outros, sem aplicá-la a si mesmo, deve ser evitada por todo médium, compreendendo não poder ensinar o amor sem amar ao seu próximo. O exercício da mediunidade nesse contexto é chance de reforma interior, já que não representa prêmio nem castigo, mas sim ensejo de trabalho. É importante que o médium busque continuamente o desenvolvimento de sua elevação moral. Estando conscientizado, sabe que é um ser em aprimoramento, não podendo atingir a perfeição em uma única existência, o que os Benfeitores Espirituais não exigem. Necessita, ainda, libertar- se de certos defeitos.

Os mentores esperam que tenha força de vontade na busca de sua reforma íntima, tendo em vista a vivência de uma moral cada vez mais digna, de acordo com o que já conseguiu assimilar dos ensinamentos do Cristo. O medianeiro que se limita a trabalhar mediunicamente, recusando-se ao esforço de reformar-se, para a sua melhora espiritual, pode ser influenciado com maior facilidade por Espíritos inferiores, em virtude de não alcançar a sintonia satisfatória com os mentores do Plano Maior. Fé e preparo material, para o equilíbrio das funções espírito-corpo, bem como dedicação efetiva são condições para superar muitos percalços, permanecendo íntegro nas atividades mediúnicas e honesto com os princípios espíritas que abraça. O médium que é, via de regra, um Espírito endividado, pode construir sua obra redentora apoiado nos acertos que já conseguiu alcançar, não se demorando nas frustrações dos defeitos que ainda não erradicou de si mesmo. Por essa razão, existe a necessidade da atividade em equipe, evitando o médium o isolacionismo.

Assim, o medianeiro fica mais seguro de acertar nas atividades, ante as confirmações que recebe de seus companheiros de trabalho. Ele deve buscar entender o mecanismo da mediunidade como uma abençoada ferramenta de trabalho e não uma pesada corrente a escravizá-lo. Se por motivos de ordem moral se faz refratário aos benefícios dos Amigos Espirituais, que buscam fortalecê-lo para a luta, pode acabar atingido por vibrações contrárias ao bem - tanto internas, que brotam do seu próprio coração, quanto externas, que são emitidas por Espíritos em faixas inferiores - deixando-o cair em situações de desânimo e angústia, alimentados pelo orgulho, ciúme, inveja, vaidade e outros sentimentos negativos que podem levar ao melindre. Sob esse ângulo, o que mais cede é o mais atacado e o que se mantém em vigilância é o mais poupado. Melindra-se aquele que se julga superior aos demais. A suscetibilidade vem, muitas vezes, por ouvir verdades, mesmo ditas com palavras de carinho.

Extirpar do coração os sentimentos menos nobres e prosseguir trabalhando com desprendimento é o que traz maior força ao médium, afastando a nefasta consequência da mágoa e vencendo os percalços da atividade mediúnica. A sintonia satisfatória e natural com os Mentores Espirituais decorre dos pensamentos positivos que se acalenta, cultivando efetivamente os ensinamentos de Jesus, não incorrendo no erro de transformar a mediunidade simplesmente num título, entre tantos outros que existem no mundo material. Consciência e Inconsciência O médium é o encarnado que serve de intermediário às mensagens e aos contatos do plano espiritual. Cada qual assume preponderantemente um papel, de acordo com sua programação predefinida e capacidade para a atividade que escolheu antes de reencamar. O homem possui todos os atributos mediúnicos latentes, mas é natural que não os atinja plenamente. Somente o exercício da mediunidade serve para implementar o seu desenvolvimento, que deve ser feito em equipe, com o máximo de integração. O medianeiro traz consigo para o trabalho sua bagagem como espírito e intérprete. Possui capacitação mediúnica própria e, portanto, respeitável.

Acima de tudo, convém recordar que, quando trabalha com fé e com o coração, tem amplas chances de acertar. E essas possibilidades se ampliam consideravelmente quando conta com o apoio de seus colegas de equipe. Atualmente, na maioria dos grupos mediúnicos, não há em atividade médiuns mecânicos e inconscientes. Eles são, de regra, conscientes e preponderantemente intuitivos ou inspirados. Essa a forma atual da mediunidade, pois não há necessidade dos trabalhadores espirituais ficarem rompendo barreiras materiais se podem trabalhar facilmente com médiuns conscientes e responsáveis. A fase da inconsciência nos trabalhos está encerrada há muito tempo. Ela era necessária quando os médiuns não tinham confiança nas suas comunicações, sujeitando-as a interferências, o que poderia acarretar o descrédito. O Espiritismo estava apenas nascendo. Hoje, vencida essa fase, o medianeiro pode ser confirmado por incontáveis elementos no reconhecimento de sua atividade, sem necessidade de lhe ser tirada a consciência durante o trabalho ou sem obrigação de trabalhar mecanicamente.

As mediunidades preponderantes do próximo milênio serão a inspirada e a intuitiva, pois na realidade são as que menos sofrem possibilidades de ataques e dominações. Isso porque podem ser confirmadas pelo próprio receptor que está consciente e vigilante. Não obstante, compreende-se que muitos médiuns, durante intensa atividade mediúnica, passem por momentos de semiconsciência ou até mesmo por lapsos de inconsciência. Tal situação pode também ocorrer se a tarefa assim o exigir. Mas, via de regra, o médium deve preservar sua consciência e fiscalizar a comunicação. Naturalidade nas Comunicações O medianeiro é o filtro das comunicações e é influenciado diretamente por elas. Essa influência éboae sadia, na medidaem que esteja, por exemplo, servindo fielmente ao mentor que se manifeste por seu intermédio, razão pela qual colocará sempre a entonação, o timbre de voz, o sotaque e os trejeitos do desencarnado. Cada Espírito tem seu modo próprio de se comunicar e isso deve ser respeitado, sem que se interprete como teatralização do médium para convencimento dos ouvintes.

O medianeiro é essencial para o trabalho, mas possui as suas limitações naturais. Por isso, há necessidade da tarefa em equipe, com a integração entre todos os seus componentes e as diferentes funções mediúnicas de cada um deles, para que um complemente o outro. O intérprete deve ser respeitado nos seus limites: convém deixá-lo trabalhar mediunicamente o mais à vontade possível, para que possa captar e transmitir o que a Espiritualidade deseja passar. A equipe deve agir como apoio ao companheiro que ostensivamente está servindo de canal de comunicação. A entidade comunicante se sentirá bem melhor adaptada, será bem recebida e as ideias fluirão. Se, num determinado dia, um médium não se encontra apto a incorporar, por exemplo, não se deve forçar ou insistir. Caso contrário, poder-se- á constrangê-lo, frustrá-lo e até mesmo provocar animismos inoportunos ou lamentáveis fraudes. Ele pode colaborar nesse caso apoiando os colegas de outras formas.

Os dirigentes dos trabalhos mediúnicos são os Espíritos Mentores, cuja orientação não deve ser subvertida; a coordenação material deve buscar o sentido e o encaminhamento das atividades na manifestação Superior, o que trará resultados altamente positivos. A Mediunidade e a Criança A mediunidade é inerente a todos os encarnados, mas não se deve desenvolver essa faculdade latente antes dos 16 anos, idade em que o indivíduo encontra-se estruturado para tanto. Não obstante, as crianças podem conversar com os pais e orientadores a respeito do assunto, desde que tenham interesse em conhecê-lo e possuam, para isso, capacidade natural de entendimento. A mediunidade é um fato natural e assim merece ser tratada. Não se deve ocultá-la, nem incentivar o seu desenvolvimento efetivo antes da hora. A simplicidade no trato do assunto e a honestidade no seu conhecimento é a melhor forma de passá- la às crianças. Estas, como Espíritos que reencamaram, não são totalmente alheias a esse tema. A frequência a trabalhos mediúnicos, entretanto, não deve ser incentivada antes dos 16 anos. Quanto ao estudo, não há idade a fixar.

A partir do momento em que manifeste interesse sobre o assunto, pode conhecer a mediunidade. Há livros especiais para crianças nesses casos, os quais merecem ser cada vez mais divulgados. Importância A importância da mediunidade reveste-se de fundamental valor na época atual. Contribui, com a psicografia, a psicofonia e outras formas mediúnicas, para a elaboração de livros que difundem a ideia espírita amplamente, a par de mensagens esclarecedoras e consoladoras. Atua no passe de fortalecimento, nas tarefas de assistência espiritual. Permite ação prática da caridade, onde encarnados e desencarnados auxiliam-se mutuamente, num trabalho verdadeiramente integrado. É importante salientar, mais uma vez, que não se pode falar sobre mediunidade sem que os próprios médiuns se apliquem para melhor conhecê- la e tenham, unindo a prática ao estudo, um bom controle sobre suas faculdades. Não se pode dizer que o ser humano alcance o desenvolvimento absoluto de suas capacidades mediúnicas, pois não corresponde à realidade. Entretanto, é possível que atinja um bom nível de penetração nesse campo.

O médium que não a exercita por medo ou se recusa a assumi-la, sentirá a falta de algo para completar o seu sentimento mais íntimo de paz. Da mesma forma, aquele que trabalha mediunicamente por sentir-se obrigado a isso, sentirá esse mesmo estado de espírito de intranquilidade. Sem deixar de cumprir os seus deveres de ordem material, é importante que o médium ame a tarefa que escolheu, acima dos interesses imediatistas, porque, além de dizer respeito ao seu próprio progresso, pode beneficiar dezenas, centenas e até milhares de pessoas na esfera de atendimento e do esclarecimento. Nunca é demais ressaltar a importância da sintonia, da harmonia, da dedicação e da fé como base e força para o bom êxito das tarefas mediúnicas. Alcance A mediunidade é ponte efetiva entre os dois planos da vida e grande propulsora do progresso dos seres, necessitando, por isso mesmo, ser entendida e aplicada. É primordial bem conhecê-la, divulgando-a sem mistérios e deformações. Ela será conhecida de todos, espíritas ou não, médiuns desenvolvidos ou em desenvolvimento, amigos e inimigos das palavras de Jesus.

Isso porque todos a possuem e precisam aprender a utilizá-la com elevação de sentimentos. A mediunidade aflora ostensivamente na criatura quando o Plano Maior assim o deseja, podendo ser coibida também quando utilizada erroneamente. Médiuns que se deixam controlar por Espíritos do plano inferior não são dignos dela e podem ver-se privados da sua utilização, perdendo singular oportunidade de trabalhar pela sua evolução e pelo bem do próximo. A mediunidade deve ser mantida a serviço do bem, alicerçada, em seu exercício, nos ensinamentos do Divino Mestre. A presença desse intercâmbio entre os dois planos da vida em várias correntes espiritualistas significa a manifestação espiritual penetrando em todas as camadas e faixas de vibração dos diferentes povos e raças que habitam o Globo. Representa para todos um estágio de evolução no campo mediúnico, rumo ao kardecismo em sua plenitude. Já que todos são médiuns, pode ocorrer que o exercício da mediunidade venha a ser realizado por muitos, mesmo sem o conhecimento da doutrina codificada por Kardec.

Gradativamente, porém, os ensinamentos doutrinários se unificarão num mesmo entendimento, apoiado nas palavras de Jesus, representando o ressurgimento e a aceitação do Cristianismo na sua pureza e simplicidade, tal qual foi por ele ensinado e exemplificado. Algumas dessas correntes já tendem efetivamente para essa evolução natural, pois querem, com idealismo e honestidade, exercitar o espiritualismo mais amplo. Não obstante, ainda utilizam meios materiais para buscar atingi-lo, o que é perfeitamente dispensável. O Espiritismo não necessita de recurso material, a não ser o meio ambiente e o próprio médium, para a integração com o plano espiritual, dispensando, portanto, qualquer forma ou fórmula de ritual exterior. Intuição e Inspiração Pela importância que têm, e terão cada vez mais, com vistas ao progresso dos seres, é oportuno comentar algumas informações a respeito da intuição e da inspiração. Como já se disse, o encarnado recebe acentuada influência do plano espiritual, positiva ou não. Quando procede de Espíritos inferiores, denomina-se simplesmente influenciação. Quando de Espíritos elevados recebe o nome de intuição ou inspiração. A intuição é momentânea, passageira.

Sugere ao médium ideias que não lhe são próprias. É como se o mentor se aproximasse e lhe falasse ao ouvido, sugerindo o que fazer e como agir. A inspiração é algo que toca o indivíduo no seu âmago. E o seu espírito despertando algum sentimento que já traz no intimo do ser: informações, desejos, vontade de se dedicar a uma determinada tarefa. É sempre duradoura porque vem do cerne do próprio médium, sendo apenas despertada pelo mentor.

No entanto, qualquer uma delas pode ser rechaçada pelo encarnado, que seguirá sempre o seu livre arbítrio. IV MEDIUNIDADE E CARIDADE: HÁ IDENTIDADE Mediunidade e Caridade "Fora da caridade não há salvação" é o lema proposto por Allan Kardec para o Espiritismo, exprimindo a mensagem de Jesus e resumindo os deveres do homem, pois não se pode amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo. Entendida esta como benevolência, indulgência, abnegação e devotamento é a mola propulsora da evolução moral e, por consequência, do progresso espiritual do ser, representado na palavra "salvação" desse princípio da doutrina kardecista, onde está expresso o destino dos encarnados e desencarnados, pois adquirem paz interior e ascendem no Mundo Espiritual pela atividade caritativa. Na pratica da caridade, semeiam-se as próprias alegrias futuras, sendo que, no presente, presos ao corpo físico, a sublime virtude é consoladora nas aflições da vida, proporcionando momentos de felicidade verdadeira no nosso orbe de expiação e provas. Negação do egoísmo e do orgulho, ela é condição fundamental para a evolução espiritual,, pois contém, implicitamente, as outras virtudes.

Paulo de Tarso que, comparativamente à fé e à esperança, indicou a caridade como a maior das virtudes, assim a define: “A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça,

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