[user_registration_my_account]
Capítulo 11 de 14
Sudeste 60 91 — parte 6 de 6
Conversando sobre Mediunidade · Espírito Cairbar Schutel
20 20 - "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Capitulo XI, 52* edição, F.E.B. 21 (21) - Ver, no livro Alvorada Nova, "A Descrição de Nossa Árvore - Parte XII" 22 (22) - Ver, no livro Alvorada Nova, "A Descrição de Nossa Árvore - Parte III" 156Os julgadores reúnem-se em quatro grupos de cinco e cada um deles possui uma sessão semanal. A justiça realizada em Alvorada Nova não visa substituir ou suprir a Justiça Divina, única absoluta. Objetiva, na realidade, encaminhar o Espírito para o seu progresso interno na Colônia e, assim, propiciar o seu sucesso na trajetória. Todos que adentram Alvorada Nova possuem roteiros especiais de atividades elaborados pela Coordenadoria de Programas, que devem ser seguidos. Cada plano traçado tem prazo próprio para ser cumprido, após o qual a Coordenadoria de Avaliação elabora um parecer sobre o seu desenvolvimento e o encaminha à Casa da Sublime Justiça. Diariamente, um juiz de cada grupo recebe um parecer dessa Coordenadoria para análise. Nesse parecer está o relatório das atividades de um determinado Espírito em estágio na Colônia.
Se esse relatório estiver completo o julgador profere uma decisão de admissibilidade e encaminha o caso para julgamento em seu grupo, podendo, caso contrário, enviá-lo de volta para ser complementado. Cada dia, portanto, quatro pareceres são recebidos e entram em processamento na Casa da Sublime Justiça. Na semana seguinte à entrada do parecer, com sua aceitação pelo juiz que o recebe, o caso vai a uma primeira sessão de julgamento. Nessa ocasião o relator, que primeiro tomou conhecimento do caso, faz a sua exposição resumida aos seus companheiros de grupo e o encaminha ao expositor. Além da entrada de quatro pareceres por dia, ocorrem vinte julgamentos por semana. Expositor é um juiz de outro grupo que irá estudar o caso que lhe foi apresentado. Após dois dias de análise irá expor, perante o grupo julgador, sob seu prisma, a situação do Espírito em verificação. Deverá salientar os aspectos positivos e negativos da trajetória com algumas opiniões pessoais, confrontados esses elementos com a programação espiritual dessa entidade, idealizada pelo Plano Maior.
Existe uma diferença fundamental entre o juiz relator do caso e o juiz expositor. Este pertence a um grupo distinto daquele que irá avaliar o caso e apresenta aos cinco julgadores, que irão decidir a questão, uma exposição da situação do Espírito na Colônia, emitindo opinião pessoal, bem como ingressando no mérito da análise que será feita. O juiz relator, por sua vez, apenas oferece aos seus companheiros de equipe uma visão resumida daquilo que deverão julgar, sem análise pessoal e sem observações de mérito. Após essa etapa, ainda antes do julgamento, outro juiz, de grupo diverso daquele que irá decidir a questão, denominado debatedor, receberá o caso e deverá pesquisar por diversos setores da Colônia todo o passado do Espírito em análise, traçando um quadro subjetivo e objetivo, com relação à sua trajetória de depuração e no tocante ao seu mérito pessoal no desenvolvimento das várias tarefas que já lhe foram designadas. Terminadas essas etapas, expositor e debatedor comparecem à sessão de julgamento do Espírito, perante um grupo de cinco julgadores.
Expõem suas ideias a respeito do caso e podem até concordar nas suas avaliações, sugerindo aos juízes uma medida conjunta em prol do avaliando. Se divergirem, cada um expõe o seu pensamento e propõe uma medida mais adequada para o aperfeiçoamento do companheiro em verificação, durante seu estágio em Alvorada Nova. Os juízes podem aceitar a proposta de qualquer um deles ou então decidir de maneira diversa e autônoma, sempre ouvindo, antes do julgamento, o Espírito em análise, e ficam adstritos à confirmação de sua decisão pela Unidade da Divina Elevação. Antes dessa ratificação o resultado do julgamento não é comunicado; oficalmente ao avaliando. Somente quando tornar-se definitivo, com a homologação da Unidade, toma-se público. Ressalte-se que todos os juízes envolvidos no caso, sejam julgadores, debatedor ou expositor têm em vista o progresso do ser em avaliação e todos lutam com um objetivo comum de encontrar a melhor solução para a continuidade de suas tarefas na Cidade Espiritual.
Todos os vinte juízes da Casa da Sublime Justiça alternam-se nas posições de julgadores, expositores e debatedores e são escolhidos pela Unidade da Divina Elevação, com indicações de Cairbar e Scheilla. Caso essa Unidade não ratifique a decisão tomada pela Casa da Sublime Justiça, novamente encaminha-se o caso a julgamento para que o mesmo grupo possa revê-la, acatando as sugestões e observações da Superioridade. Por vezes, os juízes podem distanciar-se da visão mais ampla que o Plano Maior possui no tocante à trajetória do avaliando e, feitos os esclarecimentos cabíveis, os reparos são efetuados num próximo julgamento. Todas as sessões dessa Casa são públicas e contam com presença de habitantes da Colônia. Não há casos de rebeldia contra as suas decisões, pois elas permeiam-se de muito amor e o ser em análise percebe esse envolvimento superior e positivo. Além disso, somente são encaminhados a esses julgamentos os Espíritos preparados para aceitá-los e compreendê-los.
Após a decisão da Casa da Sublime Justiça, uma nova programação para a entidade é traçada. Dentro dela existe a previsão para uma reavaliação de sua situação em outro julgamento futuro. O Grande Plenário é o local onde os vinte juizes reúnem-se para decidir questões relevantes e de sua alçada. Ocorre numa imensa sala circular, onde predomina uma vibração de intenso amor, com muita luz. Há uma mesa em forma de meia lua para assento dos julgadores, que ficam voltados para o centro do círculo. Aí encontra-se o Espírito em análise, todos no mesmo plano. Ao seu lado direito está o expositor e do lado esquerdo o debatedor. Apesar de solene e formal predomina a vibração de carinho, amparo e fraternidade. Existe igualdade de tratamento entre os juízes e a entidade em verificação. Uma luminosidade branca emana do chão e detrás da mesa dos julgadores uma forte luz azul. Todo o ambiente é coberto por uma abóbada branca e opaca, que reflete esse azul proveniente da mesa de julgamento. Os presentes vestem túnicas brancas.
Não há o sentido de autoridade que existe na crosta terrestre. A única autoridade verdadeira no plano espiritual decorre da elevação moral do desencarnado. O brilho de cada um é individual e de uma autenticidade espontânea, prontamente reconhecida e respeitada por todos. O Evangelho de Jesus é o norteamento para a Casa da Sublime Justiça e a vontade de adotar os seus ensinamentos, a razão de suas decisões. Alguns exemplos verídicos podem ser extraídos dos anais da Casa para serem mencionados nesta oportunidade: 1) Uma entidade chega a Alvorada Nova 23 e termina por receber da Coordenadoria de Programas uma tarefa a desempenhar, que lhe permite atividade externa à Colônia com visitas à Crosta. Num desses contatos com o plano material desgarra-se o Espírito da missão da equipe com a qual partiu da Cidade Espiritual para avistar- se, por conta própria, com seus parentes ainda encarnados. Atrasa, com isso, todo o programa da equipe e infringe norma programática, que só permite o contato que foi feito com autorização da Coordenadoria Geral. Retornando, é encaminhado à Casa da Sublime Justiça para que sua falha seja corretamente analisada.
A Coordenadoria de Avaliação opina pela regressão da entidade a tarefas internas e fiscalizadas. Após decisão dos juízes o Espírito compreende o seu erro e acata o novo programa que lhe foi traçado, certo de que poderá recuperar e resgatar sua falha e continuar a sua trilha evolutiva. 2) Uma enfermeira trabalha na Casa de Repouso há muitos anos e almeja, um dia, poder participar das equipes de resgate externo, em contato com os grupos mediúnicos existentes na Crosta. Essa tarefa irá requerer maior empenho e responsabilidade. fSolicita a Scheilla que encaminhe o seu caso para análise e decisão da Casa da Sublime Justiça. Após julgamento obtém permissão para essa atividade e ingressa em um novo campo de trabalho para o aprimoramento de seu espírito. 3) Existe alguma dúvida do Departamento de Reencamação e da Coordenadoria Geral a respeito do encaminhamento de um Espírito a um programa de reencame. Encaminha-se o caso à decisão da Casa da Sublime Justiça que, com os inúmeros elementos que irá colher, poderá oferecer um trajeto seguro e condizente com a entidade em exame.
23 (23) - Conforme resumido no parle XII da obro anterior - "Alvorada Nova".
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.