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Capítulo 9 de 12

Capítulo XIII — parte 1 de 3

Bhagavad Gita

KSHTRA-KSHETRAJÑA-VIBHÂGA YOGA — O CAMPO E O CONHECEDOR DO CAMPO 1. Arjuna: "Dá-me, ó Mestre Divino! esclarecimentos a respeito daquilo que chamamos Matéria, e do que é o conhecimento e o conhecido, Espírito; explicame o que é que se denomina o Campo Conhecedor do Campo", 2. Responde o Verbo Divino: "Aquilo que chamas corpo ou teu eu pessoal, ó Arjuna! alguns filósofos denominam "o Campo". A quem o conhecem os Sábios o chamam "Conhecedor do Campo". 3. Sabe que Eu sou o Conhecedor do Cam po em todos os Campos. A Mim o discernimen to entre o Campo e o Conhecedor do Campo é a verdadeira Sabedoria". 131 4. Ouve agora; quero falar-te da natureza da Matéria, sua organização, suas propriedades, sua origem e transmutações; igualmente falarei do Espírito e seus sinais característicos. Êste assunto foi descrito de diferentes modos pelas Puranas, pelos vários Vedas e pelos aforismas de Vyasa, com suas razões e decisões. 5. Êste assunto foi descrito de diferentes modos pelos Puranas, pelos vários Vedas e pelos aforismos de Vyasa, com suas razões e decisões. 6. Com o nome de Natureza Material designam-se: os elementos materiais, a consciência de personalidade, o intelecto, a fôrça vital, os centros dos sentidos, a mente, os órgãos dos sentidos. 7. O amor e o ódio, o prazer e a dor, a multiplicidade, sensibilidade e coesão. 8. A Sabedoria Espiritual consiste em; modéstia, sinceridade, inocência, paciência, retidão,

respeito para com os superiores, castidade, constância, domínio de si próprio. 9. Ausência de sensualidade, ausência de orgulho e vaidade, conhecimento dos males de nascimento e morte, velhice, doença e sofrimentos. 10. Ela ensina a libertar-se dos vínculos pessoais entre o possuidor da sabedoria e sua

mulher, seus filhos, sua casa. Dá constante eqüaninidade e tranqüilidade de espírito, tanto na ventura como na desventura. 11. Ensina a verdadeira adoração e devoção, o auto-isolamento do mundo profano e a abstinência de divertimentos mundanos. 12. Além disso, o amor a Deus, a persistência no verdadeiro conhecimento e a meditação sobre a verdade. Isto é chamado, pelos filósofos, Jñana, o conhecimento; o contrário é Ajñána, a ignorância; tudo o mais é ignorância. 13. Agora, explicar-te-ei qual é o objeto do conhecimento e qual a espécie de conhecimento que confere a Imortalidade. O objeto do conhecimento é Parabrahm (1), que não tem princípio nem fim, e não se pode chamar nem Ser, nem Nãoser. 14. Suas mãos, pés, cabeças e faces estão em tôdas as partes; Êle vê tudo e tudo ouve, e contém em si todo o Universo, em que mora. 15. Sem órgãos e sentidos próprios, manifesta-se, entretanto, por todos os órgãos e senti- (1) Parabrahm — a Suprema Divindade (Deus, no sentido cristão). 133 dos do Universo inteiro. É intacto o livro, o contém tôdas as coisas; em si mesmo é sem qualidades e, contudo, tem o conhecimento de tôdas as qualidades e todos os atributos.

16. Está dentro e fora de todos os sêres; é movente e também imovente; é tão sutil que é imperceptível; está perto e ao mesmo tempo dis tante. 17. Presente em todos os sêres como seus atmas (almas), file parece fragmentado, mas realmente é indivisível. Conhecei êsses atmas como os sustentadores dos corpos, reproduzindo-os e alentandoos. 18. O Alma (Deus), é a luz-das-luzes. Êle é o Conhecimento, o Conhecedor e o Conhecido. Mora nos corações de todos. 19. Com estas concisas palavras, dei-te a idéia do Campo, do Conhecimento e o objeto do Conhecimento. Os sábios que isto conhecem, unificam-se Comigo. 20. Sabe, ó Arjuna! que tanto a Matéria, como

o Espírito, são sem principio e sem fim. Sabe também que da Matéria procedem tôdas as modificações e qualidades e que, portanto, transcende a tôda matéria.

21. A Matéria, estando em contínuo movimento, produz variadíssimas e mutáveis formas; o Espírito, porém, é a causa do sentimento de prazer o dor. 22. O Espírito recebe as impressões das propriedades que emanam da Matéria.

O apêgo a estas qualidades determina a sua reencarnação em boas e más matrizes. 23. O Espirito Universal é espectador, diretor, protetor o possuidor; Êle é a Alma do Universo, a fôrça que fecunda a Matéria, e permane-oe intato no meio das atividades desta. 24. Quem compreende o que é a Matéria, o Espírito e as propriedades da Matéria, como te expus, sente-se idêntico com o Espírito, é filho da Luz, e quaisquer que sejam as condições da sua vida, pertence àquêles que não estão mais sujeitos às reencarnações. 25. Alguns chegam ao conhecimento do seu Eu Espiritual por meio da meditação; outros pelo pensar aprofundado; alguns alcançam a percepção mediante renunciação; outros por meio de boas ações. 26. Há muitos que não descobriram esta ver dade por si mesmos e em si mesmos, mas ouviram 135 a doutrina e os ensinos de outros, e respeitam-nos; também êstes, agindo de acôrdo com a doutrina, vencem a morte pela força da fé. 27. Sabe, ó príncipe! que cada sêr criado, seja animado ou inanimado, é produzido pela união do Campo com

o Conhecedor do Campo. 28. Quem vê a Alma Universal imanente em tôdas as coisas, imperecível ainda que em coisas perecíveis, esse em verdade vê. 29. Vendo a mesma Alma Universal imanamente em tôdas as coisas, não cái no êrro de identificar o seu Eu com os princípios inferiores, e assim é livre da ilusão da mortalidade, e elabora a sua Salvação. 30. Verdadeiramente vê quem percebe que tôdas as ações são executadas pelo corpo (ou Matéria), cujas qualidades (gunas) atuam cada qual à sua maneira, e não pelo Eu. 31. Unifica-se com Deus quem vê que as diferenças entre os sêres e o aumento da família provém tão só de um dos dois elementos reunidos, que é o corpo (ou Matéria). 32. O Imperecível e Supremo SÊR, sem princípio nem qualidades, conquanto resida no corpo, permanece impassível e inativo.

33. - Como o éter que tudo penetra e nada o afeta sem razão de sua extrema subtilidade, as sim nada contamina o Espírito, ainda que, em tô das as partes resida na Matéria (ou corpo). 34. Como o Sol ilumina todo êste mundo, assim o Senhor do Campo ilumina todo o Campo. 35. Alcançam o Supremo aqueles que com os olhos da sabedoria discernem a diferença entre o Campo e o Conhecedor do Campo, bem como os meios de se libertarem da Matéria moldada na forma de um corpo. 137 CAPÍTULO XIV GUNA-TRAYA-VIBHAGA YOGA — AS TRÊS GUNAS OU QUALIDADES DA MATÉRIA Tudo o que tem lugar na Matéria e na Consciência 4 conseqüente de três qualidades, as quais são o motivo de todos os atos materiais de sentir, querer, pensar e agir. Estas três qualidades, fôrças ou "gunas" chamam-se, em têrmos sânscritos: "Sattwa", "Rajas" e "Tamas". "Sattwa" designa Equilíbrio, Ritmo, Harmonia; "Rajas", Atividade, Movimento, Emoção, Ambição; "Tamas", Estabilidade, Resistência, Inércia, Obscuridade. A Divindade é superior à Matéria, com as suas qualidades.

A Divindade em si mesma, nem é "boa" nem "má", porque estas palavras exprimem idéias relativas, e são aplicáveis só ao que é manifestado. Quem se torna superior a êstes três atributos naturais, unindo-se à sua Essência Divina e realizando a Consciência do seu Eu Divino, alcança a Libertaç&o. 1. Continua Krishna: "Presta atenção, ó Arjuna! quero dar-te ainda mais esclarecimentos e ensinar-te mais verdades da Suprema Sabedoria. Esta Sabedoria é o

melhor que se pode possuir; os sábios e santos que a possuiram chegaram às alturas da Suprema Perfeição. 2. Tendo alcançado o Supremo Conhecimento vieram unir-se comigo, entrando em meu Ser. Êles não renascerão, nem quando um novo universo fôr criado, e a dissolução do universo não os tocará. 3. Êste Universo de matéria é a minha matriz, em que ponho o germe de que provém todos os sêres. 4. Quaisquer que sejam as matrizes de que nascem os seres, êste Universo é a sua matriz, e Eu, o Pai inoculador. 5. A Matéria tem três qualidades, princípios ou gunas, que se chamam: Satwa ou Harmo nia, Rajas ou Movimento, e Tamas ou Inércia. Êstes três atributos vinculam a alma ao corpo ou

o Espírito à Matéria. 6. Os seus vínculos são diferentes, mas todos são vínculos. Sattwa, a Harmonia, sendo pura e imaculada, vincula a alma pelo amor ao conhecimento e à harmonia. Quem está em seu poder, renasce por causa dos vínculos que o prendem ao saber e à beleza.

7. Rajas, a Emoção, é a natureza passional, o desejo que vincula a alma, incitando-a a ocuparse da ação e dos objetos e levando-a ao renascimento pelo apego à ação. 8. Tamas, a inércia, vincula a alma pelos laços da negligência, apatia e preguiça. 9. Sattwa (Harmonia) prende à felicidade; Rajas (Emoção) ata a ação; mas Tamas (Inér cia) obscurecendo a reta percepção, encadeia os mortais à indolência. 10. Quando o homem venceu Tamas e Rajas, reina nele Sattwa só. Quando desapareceu Rajas e Sattwa, domina o Tamas. E quando desapareceu Tamas e Sattwa, governa Rajas. 11. Vendo a Sabedoria manifestada em alguém, sabe que Sattwa é a guna que o domina. 12. Onde se vê avidez, obstinação, muita atividade, agitação e desejo, ali Rajas exerce o seu poder. 13. Quando aparece estupidez, preguiça, vaidade e falta de idéias, Tamas está no trono. 14. Se na hora de sua morte prevalece a Harmonia, o homem vai, para os imaculados mundos dos grandes Sábios. 141 15. Mas se predomina a Emoção, renasce o homem, entre os inclinados à ação.

E se na Inér cia desaparece, volta a nascer entre os ignorantes. 16. O fruto de uma boa ação é puro e harmônico; o fruto da Emoção é em verdade dôr, mas o da Inércia é ignorância. 17. Da Harmonia procede o. conhecimento; da Emoção, o desejo, e da Inércia, o êrro, a ignorância, a preguiça. 18. Os que estão situados na Harmonia, ascedem ao alto; os ativos moram na região intermediária, e os inertes se afundam nas mais vís qualidades. 19. Quando o Vidente se apercebe de que as qualidades são o único agente, e reconhece AQUE- LE que se sobrepõe às qualidades, então participa de Minha natureza.

20. Quando a alma encarnada ultrapassar essas três qualidades que aparecem com a formação de um corpo, e quando se tornou consciente do que existe além delas, libertou-a dos vínculos das gunas e, por conseguinte, também dos vínculos do nascimento e da morte, da velhice e do sofrimento, e bebe o néctar da Imortalidade. 21. Pergunta Arjuna:

"E como se pode conhecer, ó Senhor! aquele que alcançou essa vitória? Como vive e como vence essas três qualidades?" 22. Responde Krishna: "Diz-se que ultrapassou as qualidades quem, sentindo o efeito que as qualidades produzem — percepção, ação ou ilusão — não lhe repugnam os maus frutos advindos nem anseia pelos bons frutos frustrados". 23. Aquêle que, como neutro espectador, não é comovido pelas qualidades, mas, imperturbável se retrai delas com o pensamento: "as qualidades desempenham sua tarefa". 24. Aquele que, equânime no prazer e na dor, fixa-se no Eu, olhando indiferente a argila, a pedra e o ouro; que, firme no louvor e no vitupério, recebe com a mesma afabilidade as coisas agradáveis e desagradáveis. 25. Aquele que com igual indiferença aceita as honrarias e os vitupérios; que por igual olha os amigos e inimigos, e desprendido de todos os compromissos. 26. Aquele que se consagra exclusivamente a Mim pela Yoga da devoção: êsse supera tais qualidades e unifica-se com o ETERNO. 143 27. Pois Eu, sou a causa principal de se tornar alguém o ETERNO, imortal e imperecível; da conquista do sempre inesgotável poder, e da bemaventurança obtida com sincera e pura devoção.

CAPITULO XV PURUSHÔTTAMA-PRAPTI YOGA — 0 CONHECI- MENTO DO ESPÍRITO SUPREMO O homem alcança a libertação espiritual e, por conseguinte, a sua perfeição, quando chega ao conhecimento da Divindade, em si mesmo, e torna-se consciente do Espírito Supremo. Continua Krishna: 1. Os Vedas descrevem Asvatha (Ficus Religiosa), que é uma árvore invertida, com as raízes para cima e os galhos para baixo. Ê imperecível, e suas folhas correspondem aos hinos védi-cos. Quem a conhece é conhecedor dos Vedas. 2. Seus galhos alçam-se para o céu e vergam-se até a terra; sua seiva nutriz representa as gunas (qualidades), e seus rebentos equivalem aos objetos sensórios. Suas radículas pendentes até o solo, significam as ações engendradas no mundo dos homens, que os reatam com laços cada vez mais apertados.

3. Não é possível conhecer-se aqui a natureza; fim e sustentáculo dessa Asvatha, tão sòlidamente radicada. Abatei-a, pois, com o potente machado do discernimento. 4. Então poderá ser buscada aquela meta, donde não retornam mais os homens que a atingirem. Que solicitem o auxílio do Sêr que é a Fonte primária donde flui esta remotíssima corrente de apêgos.

5. Que se libertem da ilusão do egoísmo, vençam o pecado dos apegos e residam sempre no Eu. Então o abandonarão os objetos sensó-rios e com

êles desaparecerão os "opostos" conhecidos como prazer e dor. Contemplarão vivamente o Eu, e assim atingirão a meta imutável. 6. Ali não há brilho do sol, nem da lua, nem do fogo. Minha é a Luz Infinita, da qual não retornam os homens que a tenham alcançado. 7. No mundo dos vivos, um fragmento de Mim Mesmo se transforma num Espírito imortal, que do reservatório da Natureza atrai para si os cinco sentidos e a mente. 8. Quando o Eu, o governador dos sentidos e da mente, toma um corpo ou o abandona, recolhe-os e leva-os consigo; procede o vento com o perfume das flores.

9. O Eu, unido à vista, ouvido, olfato, pala dar e tato, e à mente, faz experiências com os objetos dos sentidos. 10. Os ignorantes e iludidos não vêem o Eu, quando deixa o corpo, nem quando está nêle; nem sabem como se encarna o Espírito, unindo-se às três gunas. 11. Os iluminados e os yogis o vêem e conhecem. Mediante freqüente meditação, alcançam a percepção dêle em si mesmos; mas aquêles cujas mentes estão obscurecidas, não o percebem, ainda que o procurem. 12. Sabe, ó Arjuna, que a luz radiosa que se desprende do Sol, iluminando o mundo inteiro, e é refletida pela Lua e a chama ígnea que a tudo abraza, provêm tôdas de Mim. 13. Eu penetro na terra e sustento tôdas as coisas com a minha fôrça viva; Eu sou a seiva das plantas e dos vegetais. 14. Como as fôrças vitais, o fogo da vida, penetro no corpo que respira e, unido com a inalação e a exalação, dirijo os processos digestivos, assimilativos e eliminativos. 15. Eu resido nos corações e nas mentes dos homens, e de Mim provém a memória, o en- 147 tendimento e a privação de ambos.

Eu sou, o que se há de conhecer nas Vedas. Eu sou o conhecedor das Vedas e o autor da Vedanta. 16. Há dois aspectos neste mundo: a Unidade e a Pluralidade; a Alma Superior e as almas CAPÍTULO XVI inferiores; o Indivisível e o Divisível. O Indivisível é superior a tôdas as formas da Na- DAIVA-SÂRASAUPAD VIBHÂGA YOGA — DIStureza. CERNIMENTO ENTRE O DIVINO E O DEMONÍACO 17. Êstes dois aspectos formam a Unidade O homem representa, por si mesmo, um Universal. Mas há ainda um Sêr Supremo, o Es- universo em pequena escala (um mipírito Absoluto, a Alma das almas, o Sustentador, crocosmo). Sendo o homem um ser espiritual o Origem e o Senhor de tudo. organizado, é influenciado por sêres superiores e inferiores; para poder distinguir 18. Eu sou este Espírito Absoluto, e estou as boas e más influências, necessita da Consciência Divina. dentro e acima da Alma Una e da Alma múltipla; por isso, as Escrituras Me denominam o Altíssimo. 1. Prossegue Krishna, o Verbo Interno: 19. Quem, com a mente desanuviada, Me "Vou dar-te os sinais característicos dos ho conhece assim como o Altíssimo, a tudo conhece, mens que andam pelo caminho que conduz à Vi ó Arjuna, e de todos os modos me adora. da Divina.

Ei-los: Intrepidez, pureza de coração, 20. Declarei-te, pois, êste secreto ensinamen- perseverança em busca da sabedoria, caridade, to. Sábio é quem o compreende, e cumprida está a abnegação, domínio de si mesmo, devoção, reli tua tarefa. giosidade, austeridade, retidão. 2. Abstenção de más ações, veracidade, mansidão, renúncia, equanimidade, boa vontade, amor e compaixão para com todos os sêres, ausên-

cia do desejo de matar, ânimo tranqüilo, modéstia, discrição, firmeza; 3. Fortaleza, paciência, constância, castida de nem justiça; negam a existência do Espírito de, humildade, indulgência. Divino; acaso, e que o fim da vida é o gôzo material. 4. Agora ouve os característicos dos homens que andam pelo caminho que conduz aos demô são nios: Hipocrisia, orgulho, arrogância, presunção, desregradas, inimigos da Humanidade e praga do cólera, rudeza e ignorância. mundo. 5. O bom caráter liberta da imortalidade e conduz à Divindade. O mau caráter causa repeti dos nascimentos mortais. O primeiro dá liber dade, o segundo escravidão. Mas não temas, ó herói! tu tens bom caráter e destino divino.

6. Duas espécies de natureza pode-se ob servar neste mundo humano: a divina ou boa, e a diabólica ou má. As características da natureza boa ou divina já te descrevi suficientemente. Es cuta agora, ó Filho da Terra! quais são as ca racterísticas da natureza má. 7. Os sêres que são iguais aos Asuras (demônios, espíritos maus), não conhecem nem o seu princípio nem o fim; não sabem o que é praticar reta ação e não sabem abster-se de ação má. Nêles não há pureza, nem moralidade, nem veracidade.

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