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Capítulo 3 de 12

Aum (1) — parte 2 de 7

Bhagavad Gita

vida mesma, Não há, pois, motivo para te abandonares à aflição e tristeza. 31. Deves estar atento ao teu dever. Tu, que és um príncipe da casa dos guerreiros, tens por dever combater com resolução e heroísmo. 32. O dever de um soldado é combater, e combater bem. O combate justo honra o guerreiro e abre-lhe a porta do céu. 33. Se desistires da legítima luta pela verdade e pelo direito, cometerás um grande crime contra a tua honra, contra o teu dever e contra o teu povo. 34. Os homens de perto e de longe falarão de ti com desprezo, classificando de vergonhoso o teu proceder; e a vergonha e a desonra são piores do que a morte para quem é de nobre nascimento. 35. Todos os generais pensarão que foi por medo que fugiste do campo de batalha, e te tratarão como covarde; e aquêles que até agora te estimam, desprezar-te-ão. 36. Os teus inimigos espalharão má fama a teu respeito; com burla e com desdém falarão de ti e de tua falta de coragem.

Poderia acon-tecer-te coisa pior? 33 87. Se fôres morto em batalha, o céu dos guerreiros será a tua recompensa; se fôres o vencedor, será teu o domínio sôbre a terra. Tem, pois, coragem, ó filho de Kunti, e decide-te a combater com ânimo firmei 38. Com a mente tranqüila, aceita como igual o prazer e a dor, o ganho e a perda, a vitória e a derrota. Cinge-te para a peleja, cumpre o teu dever, e evita assim o pecado. 39. O que te expus, ó Arjuna, é a doutrina de Sankya, filosofia especulativa da vida e das coisas. Agora, prepara-te também para ouvir a doutrina de uma escola, chamada Yoga. Se com a devida profundeza e concentração, chegares a compreender estas verdades, libertar-te-ás das cadeias das ações. 40. Nada de teus esforços se perde neste caminho; já a menor porção desta ciência e prática (1) nos livra de grande mêdo e perigo. 41. Neste ramo de ciência, há um só objeto em que a mente pode concentrar-se com segurança, muito ao contrário de outros campos de esfor-

(1) Yoga significa "união", não só no sentido de doutrina filosófica, como também na prática; o saber teórico sem a realização prática não tem valor.

ço mental, cheios de múltiplos ramos, numerosos caminhos e divergentes fins. 42. Muitos há que, saciando-se com as letras (ou com o sentido exterior, superficial) das Sagradas Escrituras e doutrinas, e não podendo perceber o seu verdadeiro sentido interior, acham grande deleite em controvérsias técnicas a respeito do texto, em definições monstruosas e abstru-sas interpretações. 43. Os corações desses homens estão cheios de desejos e esperanças pessoais; o seu mais alto ideal é um céu, onde acham todos os objetos de seus prazeres, a satisfação do seu sensualismo, e não se elevam à altura de onde se percebe a união de todos os sêres. Usam palavras florea-das, inventam várias cerimônias e falam muito dos prêmios que esperam aqueles que as observam, e dos castigos em que caem os que são de outras opiniões. 44. Fica, porém, sabendo que laboram em erro; é-lhes desconhecido o uso da Razão concentrada, e estranhas lhes são as alturas da consciência espiritual. 45. Os Vedas (isto é, as Sagradas Escrituras) tratam das três gunas ou qualidades da Na- 35 tureza (1) e instruem os pensadores a se elevarem acima delas.

Liberta-te, ó Arjuna, dessas gunas; sê livre dos contrastes das forças opostas da natureza, que pertencem à vida finita e às coisas sujeitas à mudança. Procura para teu descanso a consciência do teu Eu Real, a Verdade eterna. Deixa longe de ti os cuidados mundanos e a avidez de possessões materiais. Concentra-te em ti mesmo, e não te entregues às ilusões do mundo finito. 46. Como de um tanque, em que de todos os lados aflui água, pode-se tirar o fluído cristalino para encher-se com êle muitos vasos de diferentes formas e dimensões, assim as doutrinas dos livros sagrados fornecem à mente do estudante sério, tudo aquilo de que êle precisa para chegar ao conhecimento das coisas divinas, conforme o grau e o caráter de seu desenvolvimento. 47. Seja, pois, o motivo das tuas ações e dos teus pensamentos sempre o cumprimento do dever, e faze as tuas obras sem procurares recompensa, sem te preocupares com o teu sucesso ou insucesso, com o teu ganho ou o teu prejuízo pessoal. Não cáias, porém, em ociosidade e ina-

(1) Veja se o Capítulo XIV. 36

ção, como acontece fàcilmente aos que perderam a ilusão de esperar uma recompensa das suas ações. 48. Coloca-te no meio entre êsses dois extremos, 6 príncipe, e cumpre, em tranqüila resignação, o dever por ser dever, e não pela espectativa da recompensa. Conserva ânimo igual na ventura ou desventura: assim é que faz o yogi. 49. Por muito importante que seja a tua reta ação, o primeiro lugar pertence sempre ao reto pensamento. Procura, portanto, o teu refúgio na paz e na calma do reto pensar, 6 Arjuna: porque aquêles que baseiam o seu bem-estar só nas ações, com estas necessàriamente perdem a felicidade e a paz, e caem na miséria e no descontentamento. 50. Quem atingiu a consciência de yogi, é capaz de elevar-se acima dos resultados bons e maus.

Esforça-te por atingir esta consciência, porque ela é a chave que abre o mistério da ação. 51. Os sábios, que renunciam mentalmente os frutos possíveis de suas retas ações, libertam-se das cadeias dos renascimentos e se encaminham para a morada eterna. 52. Quando te tiveres elevado acima da trama das ilusões, não te inquietarás com os cuida- 37 dos e questões a respeito das doutrinas, nem com as disputas sôbre ritos, cerimoniais e outros enfeites dispensáveis da vestimenta da idéia espiritual. 53. Livre serás, então, de tôdas as opiniões alheias, tanto das que se acham nos livros sagrados, como das dos teólogos eruditos ou dos que ousam interpretar o que não compreendem; em lugar disso, fixarás a tua mente na mais séria contemplação do Espírito, e assim alcançarás a harmonia com o teu Eu real, que é a base de tudo". 54. Diz Arjuna: "Explica-me, 6 Mestre cujos raios de saber tudo penetram, quais são os sinais distintivos que caracterizam os homens sábios, aqueles que são firmes e constantes no conhecimento e fixos na contemplação; como se comportam e como agem?

Como se pode reconhecê-los?" 55. Fala o Verbo Divino: "Quando um homem, ó príncipe, quebrou os. vínculos dos desejos do seu coração e está internamente satisfeito consigo, atingiu a Consciência Espiritual e firmou-se no conhecimento. 56. A sua mente não é turbada nem pela ad versidade nem pela prosperidade: aceita ambas,

sem apegar-se a nenhuma. Nêle não tem parte a ira, nem o mêdo, nem as paixões; êle merece o nome de sábio. 57. Com equanimi&ade suporta as vicissitudes da vida, tanto as favoráveis como as desfavoráveis; não se entrega nem à alegria excessiva, nem à tristeza. Nada lhe rouba a liberdade. 58. Quando um homem chegou a possuir a verdadeira sabedoria espiritual, é semelhante à tartaruga que encolhe para dentro da sua casa os seus membros: Assim o homem sábio é capaz de desviar os seus sentidos dos objetos que nêles produzem impressão, e abrigá-los das ilusões do mundo exterior, protegendo-os pela armadura do Espírito. 59. É verdade que o homem que se abstém dos excessos sensuais, é capaz de negar a satisfação aos sentidos; tal homem, porém, ainda é inquietado pelos desejos de gratificação.

Mas aquêle que achou o seu Eu Real dentro de si, é livre até do desejo e de tôda tentação que desaparecem como a sombra ante a luz meridiana. 60. O homem que se abstém, às vêzes sucumbe ainda ao ataque repentino de um desejo tumultuoso; mas quem conhece que o seu Eu Real 39 é a única realidade, êsse é senhor de si mesmo, de seus desejos e de seus sentidos. 61. Tendo vencido os sentidos, pode descançar em minha Divindade, contemplando o Sêr Real; o irreal, o ilusório, não existe para êle. 62. Quem anela objetos dos sentidos, nos quais pensa e os quais contempla, fica atraído e enlaçado por esses objetos; desta atração e dêste enlace provém o desejo, e o desejo gera a paixão.

63. A paixão é a causa da perturbação mental e da temeridade; estas trazem a confusão e a perda da memória (das verdades já reconhecidas) ; da perda da memória resulta a perda da razão, e, com isso, perde-se o homem totalmente. 64. Mas quem, senhor de si mesmo, encontra os objetos dos sentidos, sem a êles anelar e sem dêles

fugir, êsse alcança a Paz. 65. E na Paz que é superior a todo intelecto, êle encontra a sua libertação de tôdas as aflições e dôres da vida. Quando, porém, a sua mente está livre destes elementos de inquietação, fica aberta ao influxo da sabedoria e da ciência. 66. Não podem chegar à verdadeira ciência aqueles que não entraram nessa Paz, pois, sem

a Paz e sem a calma não é possível existir sabedoria, nem felicidade. 67. Onde não há Paz, encontra-se sòmente a tormenta dos desejos sensuais, que destrói a faculdade do saber, assim como um feroz vento borrascoso impede o forte navio que caminha pelas ondas do Oceano. 68. Por isso, ó príncipe, só aquêle cujos sentidos são plenamente livres de atração dos objetos sensuais e protegidos pelo saber do Espírito, tem o verdadeiro conhecimento. 69. Aquilo que parece ser claridade de dia à massa do povo, é para êle escuridão e ignorância; e aquilo que é noite para a multidão, êle reconhece como luz meridiana. Isto quer dizer que aquilo que à gente do mundo sensorial parece ser real e verdadeiro, para o sábio é ilusão; e aquilo que a maior parte dos homens julga ser irreal e não existente, o sábio conhece como o único que é Real e existente. 70. O homem, cujo coração é como o Ocea no, a que afluem todos os rios e que, apesar disso, permanece constante e não sái dos seus limites, — o homem que sente o ímpeto dos desejos, das paixões e inclinações, mas que, todavia, fica imó- 41 vel, — êsse alcança a Paz (1).

Aquêle, porém, que se entrega aos desejos, não conhece a Paz, e é escravo dos desejos inquietantes. 71. Aquele que se separou dos efeitos dos CAPITULO III desejos, e abandonou os prazeres da carne, tanto em pensamento como em ação, caminha dire- KARMA YOGA — 0 RETO CUMPRIMENtamente para a Paz. Quem deixou atrás de si o TO DA AÇÃO orgulho, a vangloria e o egoismo, caminha diretamente para a Bem-aventurança. Tudo o que o homem faz com motivos pessoais, é sem valor para o Eterno. Para 72. Êste é, ó príncipe de Pându, o estado da atingirmos a salvação e a união com Deus, união com o Sêr Real, o estado bem-aventurado da havemos de agir sem motivos egoístas, sem tomar em consideração o nosso próprio Eu Consciência Espiritual. Quem o atingiu, não se pessoal, entregando-nos à Vontade Divina deixa embaraçar nem desviar pela ilusão.

E quem, como um instrumento na mão de Deus e, assim, cumprindo o nosso dever por ser dehavendo-o atingido, nêle permanece na hora da ver, sem pedir recompensas. morte, entra diretamente em Nirvana (2), em Brama, (3), no seio do Pai-Eterno." 1. Falou Arjuna, o príncipe Pândava, a Krishna, o Senhor Bem-aventurado, dizendo: (1) Tal estado, em que todos os desejos e todos os pen- "Ó Conferidor do Saber! Disseste-me que o samentos "dormem", mas em que se sente a mais elevada conhecimento é até mais importante do que a ação; consciência da Divindade, chama-se (com o têrmo sâns-crito) se assim é, por que me incitas à ação? Por que Samadhi. queres que eu entre nesta horrível batalha com (2) A palavra Nirvana designa a desaparição de tôdas as meus parentes e amigos? ilusões; é o domínio completo do espírito sôbre a matéria. (3) Brama — Deus Criador. 2. Tuas ambíguas palavras me trazem dú vidas e me confundem o entendimento. Dize-me, peço-te, em frases claras e certas, qual é o ca minho que me conduzirá à Paz e à Satisfação?"

3. Respondeu Krishna, o Divino: "Como já te disse, ó nobre príncipe, há dois caminhos que vão à Perfeição. O primeiro é o caminho do Conhecimento (1), e o segundo o da Ação (2). Uns preferem o primeiro, e outros, o segundo desses dois caminhos; sabe, porém, que considerados do alto, ambos são um só caminho. Escuta! 4. Engana-se quem pensa que, esquivando-se das ações e persistindo na inatividade, escapa dos resultados da ação. Quem nada começa, não pode entrar no estado da Paz Eterna; a inatividade não conduz à Perfeição. E, na realidade, nem há coisas que se possam designar pela palavra inatividade; pois tudo, no Universo, está em atividade constante, e nada pode subtrair-se à lei geral. 5. Ninguém pode ficar inativo nem um instante; pois as leis de sua natureza o impelem constantemente a fazer alguma coisa, queira êle ou não; o seu corpo ou a sua mente, ou ambos, sempre estão ocupados.

(1) Sankhya. (2) Yoga.

6. Se alguém se assenta para reter e dominar os seus sentidos e os órgãos de atividade, mas, em sua mente, está apegado aos objetos dos sentidos, ilude-se e merece o nome de hipócrita. 7. Porém, é digno de ser chamado sábio e nobre aquêle que sujeitou os seus sentidos a Deus, pelo amor ardente ao Altíssimo, e expressa o seu reto pensar em reta ação; êle cumpre o seu dever, sem esperar recompensas e, ocupando-se de objetos dos sentidos, não se deixa dominar por êles. 8. Faze bem o que te compete fazer no mundo; cumpre bem as tuas tarefas; ocupa-te da obra que encontras, para fazê-la o melhor possível: assim será muito bom para ti. Atividade é melhor do que ociosidade. A atividade fortalece a mente e o corpo, e conduz a uma vida longa e normal; a ociosidade enfraquece tanto o corpo como a mente, e conduz a uma vida impotente e anormal, de duração incerta. 9. Os homens estão aferrados a êste mundo, porque agem com o fim de obter recompensa e ganho; estão apegados aos objetos de seus desejos, e, por isso, cansam-se na escravidão dos sentidos. Para se libertarem, hão de agir com resignação, movidos pelo puro amor ao Bem. Faze, pois, ó Arjuna! a tua tarefa, para cumprires o

dever que o Eu Real te impõe, e não por qualquer outro motivo. 10. Lembras-te das doutrinas antigas que narram da criação do mundo, e das palavras que o Criador disse aos homens que tinha criado! Ouve, t'as repetirei: "Pela adoração e pelo sacrifício mútuo, crescereis e vos multiplicareis. Pela resignação, obtereis a satisfação dos vossos desejos. 11. Lembrai-vos da Fonte de tôdas as coisas, do Distribuidor dos objetos desejados. Pensai no que é Divino, para que o Divino pense em vós. 12. Se nutrirdes, com o sacrifício de vós mesmos, os deuses, êles vos darão o desejado alimento (espiritual). Quem recebe os dons dos deuses e não lhes mostra a gratidão, é como um ladrão.

13. Os bons homens que retém para si só aquilo que resta depois de terem oferecido à Divindade tudo o que é divino, são livres de todos os pecados; porém, os maus que querem agir só para si mesmos, vivem em pecado.. 14. Tôdas as criaturas (tanto as espirituais como as materiais) vivem, enquanto se alimentam. O alimento cresce com a chuva. A chuva é man-

dada pelos deuses em resposta aos desejos, às preces e as súplica* dos homens. Os desejos, as preces e as súplicas dos homens são formas de ações; e as ações procedem da Vida Una que tudo penetra." 15. Sabe que toda ação tem sua origem em Brama. Brama é a revelação da indivisível Unidade. Por isso, Brama, que tudo penetra, é sempre presente nas tuas ações. 16. Ê vã e vergonhosa a vida do homem que, vivendo neste mundo de ação, tenta abster-se da ação; quem, gosando o fruto da ação do mundo ativo, não coopera, mas vive em ociosidade. Aquele que, aproveitando a volta da roda, em cada instante de sua vida, não quer pôr a mão à roda para ajudar a movê-la, é um parasita e um ladrão que toma, sem dar coisa alguma em troca. 17. Sábio é, porém, aquele que cumpre bem os seus deveres e executa as obras que são para fazer-se no mundo, renunciando a seus frutos e concentrado na ciência do Eu Real. 18. Tal homem, elevado acima dos mundos, não se inquieta por saber se alguma coisa no mundo acontece ou não acontece; achando em si mesmo tudo de que precisa, não tem necessidade de refugiar-se em nenhum ser criado, para nêle

achar apoio. Participando de tudo e agindo, em tudo, de acordo com os ditames do dever, de nada depende, porque a sua fé, esperança e ciência se fixam no Imperecfvel, que é o único apoio seguro. 19. Faze, pois, o que deve ser feito; porém, sem egoísmo e sem considerações pessoais. Quem age assim e cumpre o seu dever, livre de moti vos egoístas, e sem depender de alguém, caminha, com passos firmes, diretamente à Consciência su perior, ao plano espiritual. 20. Janaka e muitos outros atingiram o estado de perfeição por meio de boas obras e reta ação. Trabalha, pois, também tu por amor à humanidade.

21. Quando um nobre homem faz alguma coisa, os outros o imitam; o exemplo que êle dá, é seguido pelo povo. Segue, portanto, os melhores de tua raça. 22. Toma-me por exemplo, ó príncipe. Nada há, no Universo dos Universos, que eu deseje ou que seja necessário que para mim não se faça; nem há coisa alguma atingível que eu não tenha já atingido. E, contudo, estou em constante ação e movimento, agindo sempre e incessantemente.

23. Os homens, ó Arjuna, seguem sempre o meu exemplo; por isso, se eu deixasse de ser ativo, êstes Universos cairiam em ruína. 24. Se eu não agisse, começaria a reinar uma confusão universal, e a minha inatividade seria a causa da destruição do gênero humano. 25. Como os que carecem ainda da Luz Espiritual fazem esforços para alcançar o que desejam, sendo a esperança de recompensa o estímulo de suas ações: assim deve o homem desenvolvido e iluminado agir abnegadamente, pela causa do bem comum e conforme a Lei Universal. 26. Mas não deves confundir, com estas idéias, as cabeças dos homens inexperientes, cujo coração ainda está apegado às obras. Deixa-os fazer o melhor que podem; mas tu e os outros sábios, devem agir em harmonia comigo, animando os outros à atividade, e dando-lhes o exemplo. 27. Toda a atividade e todas as ações provêm dos movimentos das forças da Natureza. O insensato, que é iludido pela presunção e vaidade, pensa que êle é o ator e diz: "Eu faço isto, — eu fiz aquilo". 28. Mas quem conhece a verdade, sorri, porque detrás da personalidade, enxerga a fonte real da ação, a causa e o efeito.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.