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Capítulo 6 de 12
Aum (1) — parte 5 de 7
Bhagavad Gita
13. O mundo dos homens, achando-se sob o domínio da ilusão dessas três qualidades da na- 18. Todos os que Me adoram são bons e totureza, não compreende que Eu sou superior a elas, dos a Mim chegarão; mas o sábio que se Me ene conservo-me intacto e imutável no meio dos trega todo, sujeitando-se em tudo à minha voninúmeros acontecimentos e mudanças. tade, é como o meu próprio Eu, repousando em 14. Esta ilusão é muito forte, e tão denso é o Mim, que sou o seu alvo final. seu véu que é difícil aos olhos humanos penetrá-lo. 19. Depois de muitas vidas, em que acumu- Só aqueles que a Mim se dirigem e se deixam lou sabedoria, vem o Sábio a Mim e, realizando a iluminar pela chama que está detrás da fumaça, sua União comigo, compreende que o homem pervencem a ilusão e chegam até Mim. feito é idêntico ao universo (1). Poucos há que chegaram a êste grau de adiantamento. 15. Malfeitores e tolos não Me procuram, 20. Os outros, por falta de conhecimento, nem aqueles que nutrem pensamentos baixos; impelidos a esta ou aquela deidade, com vários nem aqueles que vêem, no vasto espetáculo da na ritos e cerimonias, vão a outros deuses. Todos tureza, sòmente o jôgo das forças, sem diretor; acham o que procuram, de acôrdo com a sua nanem aquêles que extinguiram em si a centelha da tureza. vida espiritual e se tornaram plenamente mate 21. Hás de saber, entretanto, ó Arjuna, que a riais. verdade, apesar de ser desconhecida pelos fanáticos 16. Há quatro classes de gente que a Mim se e intolerantes, é esta: Que, ainda que os homens dirigem: os infelizes, os que investigam a verdade, os adorem vários deuses e várias imagens, e tenham bondosos e os sábios. diferentes concepções da deidade adorada, e até pareçam as suas idéias ser contraditórias entre si, 17. De todos êles, ó Arjuna! os sábios são os tôda a sua fé se inspira em mim. melhores, porque Me reconhecem como o Sêr Uno, e 22. A sua fé em seus deuses e imagens não incessantemente, a Mim dedicando a sua vida, é senão o alvorecer da fé em Mim; adorando esamam-Me sôbre tudo, e Eu os amo com o mais intenso amor. (1) O homem perfeito é chamado, nas Escrituras Sagradas: Vâsudêva, Filho do Homem.
88 89 25. Detrás das minhas formas emanadas, Eu sas formas e concepções, êles querem adorar a permaneço indescoberto e invisível ao ignorante. Mim, sem o saberem. E, em verdade te digo, eu Inato e imortal sou Eu, mas o mundo obscurecido aceito e recompenso essa fé e adoração, uma vez pela ilusão, não o discerne, pensando que a sombra que seja honesta e conscienciosa. Êsses homens é a substância. fazem o melhor que podem, conforme o estado de 26. Eu bem conheço todos os inumeráveis seu desenvolvimento, e receberão os benefícios que seres que existiram no vasto universo, em tôdas as procuram, conforme a sua fé; todo benefício, po- épocas passadas; igualmente conheço todos os que rém, emana de Mim. Tal é o meu Amor, a minha existem presentemente; e, além disso — grande Razão e a minha Justiça. mistério para os homens, ó príncipe! — conheço 23. Mas lembra-te, ó príncipe, que as re- todos os que, no futuro, hão de aparecer no campo compensas desses desejos momentâneos, finitos, da existência. Mas de todos os sêres, passados, perecíveis, são igualmente de pouca duração. Os presentes ou futuros, nenhum Me conhece homens que adoram os deuses inferiores, as ca- plenamente. Eu os tenho todos em minha mente, ricaturas e sombras imperfeitas da Divindade, vão mas as suas mentes não podem conter-Me em aos mundos de sombra, governados por êsses minha essência. deuses-sombras. Mas aqueles que são sábios e ca- 27. Os seus olhos vivem enganados pela pazes de Me conhecer como Sou, Um e Tudo, vêm a dualidade dos contrastes, ó Arjuna e, em vez dá Mim, ao meu mundo de Realidade, onde não há Unidade, vêem as formas opostas e de gôsto e sombras, onde tudo é real, até mesmo a chama que desgôsto, simpatia e antipatia, desejo e aborrefaz a sombra desaparecer. cimento. 24. Entre os homens, há muitos que, faltando- 28. Porém, não são todos assim; há um pelhes o discernimento, pensam de Mim (o Imanifesto queno número de homens que se libertaram dessa em essência), como se Eu fosse manifesto e visível a ilusão da dualidade dos contrastes, vencendo o seus olhos. Sabe, porém, ó Arjuna, que, em minha egoísmo e os pecados. Êstes Me conhecem como essência, não sou manifesto ou visível aos homens. Um e Tudo e, firmes em sua vontade, constantes
90 91 em seu amor e sua devoção, comigo se unem e a Mim pertencem. 29. Os que em Mim 86 refugiam e a Mim pertencem, repousando em Mim como a criança CAPÍTULO VIII no seio da mãe, esforçam-se por se libertarem dos vínculos da mortalidade e reconhecem-Me AKSHARA PARABRAHMA YOGA — O CAMINHO como Brama, como o Eu Real, o Infinito, O Eter- PARA A DIVINDADE SUPREMA no, o Absoluto. 30. Êles sabem que Eu sou Arkyâtman (a Deus está sempre presente em tudo, vialma das almas), Karma (a Lei da causalidade), vificando o iluminando todos os sêres. Quem se deixa iluminar pelos ralos da 8a-bodorla, Adhibhûta (Princípio universal de vida), Adhi- torna-se sábio; a Sabedoria Divina nêle é daiva (Deus dos Deuses, a Deidade suprema) e uma força viva que o conduz ao conhecimento da Imortalidade. Adhiyajña (o Supremo Sacrifício). Quem assim Me conhece, e com o coração cheio de amor e com 1. Então dirigiu Arjuna ao Mestre Divino a mente firme em Mim pensa, na hora da morte as seguintes perguntas: comigo se unirá para sempre". "Dize-me, ó Imortal: Que é Brama? Que é Adhyâtman? Que é Karma? Que 6 Adhibhûta e Adhidaiva? 2. Como pode, ó Fortíssimo Herói! Adhiyajña (o Supremo Sacrifício) estar neste corpo, e como podem conhecer-Te na hora da morte aquêles que a Ti se dedicaram?" 3. Explica o Verbo Divino: "Brama, o Criador, é o Ser Supremo, o Ser Indiviso, simples e eterno. A sua essência cha-
92 93 ma-se Adhyâtman, Alma das almas. Eu mesmo sou mentos a um outro sêr (2), depois da morte a êste Brama. De Mim emana a Alma das almas, a vida sêr se une. Porque cada um chega a ser o que universal, a vida una do universo. Karma, a Lei da desejou ser; o semelhante atrai o semelhante. causalidade, e que chamam também Essência da ação, 7. Dirige, pois, a Mim todos os teus pensaé aquele princípio da minha emanação que faz com mentos e luta. Se a tua mente e o teu coração em que os seres vivos nasçam, se movam e ajam. Mim firmemente fixares, com certeza, enfim, a 4. Ahibhûta, o principio universal de vida, não Mim chegarás. é senão a minha Vontade manifestada nas leis naturais 8. Quem, abandonando todos os desejos pesdo universo. Adhidaiva, a suprema deidade, é o soais, não tem a mente concentrada em nenhum Espírito, cuja atividade perpétua produz a geração dos outro sêr mas no Espírito Eterno, praticando o Reto sêres e das formas. Adhiyjña, o Supremo Sacrifício, é Pensar e a Reta Ação, ao Espírito Eterno virá. o meu aparecimento em corpo; êste mistério torna-se claro só àqueles que são capazes de compreender os 9. Quem, com a mente elevada e cheia de fé e ensinos superiores (1). amor, pensa em Mim, o Eterno, o Onipresente, 5. Quem, na hora da morte, em Mim fixa o Onisciente e Todo Poderoso; quem sabe que Eu sou, pensamento, entra, depois de ter deixado o corpo, ao mesmo tempo, infinitamente pequeno e diretamente em minha Divina Essência. infinitamente grande, impalpável, o Senhor e 6. Aquêle, porém, que, na hora da morte, não sustentador de tudo; quem, com a visão espiritual, percebeu a majestade da minha face, eternamente pensou em Mim, mas dirigiu todos os pensa- velada ao ôlho material, e mais resplandescente do que o sol ao meio-dia: (1) Deus que, em sua essência, é imanifesto, invisível, imaterial, assume forma humana; como a Luz penetra as trevas e as transmuta (2) Há sêres de natureza espiritual ("devas" ou "deuses") que, em luz, assim a Divindade penetra a humanidade, para torná-la para nós, são invisíveis; o espírito humano pode entrar em relação com êles, se a êles dirige firmemente a sua vontade e o seu pensar. divina. Êste é o Supremo Sacrifício.
94 95 10. Êsse participa da vida verdadeira e, na os seus pensamentos a qualquer outro objeto, morte, se torna imortal; porque o sen espírito, tendo com facilidade Me achará (1). rompido todos os vínculos, entra em minha Vida, em 15. Todos os nobres e elevados espíritos que minha Paz e em minha Essência. se uniram comigo, não precisam mais renascer na 11. Quero descrever-te, em poucas palavras, o terra, neste lugar de sofrimentos e limitações. Não, caminho ao Espírito Eterno, a que as Escrituras êles não têm mais necessidade de voltar a esta Sagradas chamam o caminho para a imortalidade. escola de vida, porque já atingiram a esfera da Êste caminho é seguido por todos os que dominaram Perfeita Sabedoria, Suprema Ventura e Vida a si mesmos e se libertaram das paixões, e é imperecível. escolhido por aqueles que se dedicam a uma vida 16. Todos os mundos e universos (2), mesmo santa, de continência, ascetismo, estudo das verdades o mundo de Brama, onde um dia é igual a mil yugas divinas e meditação. (3), e a noite da mesma extensão, todos hão de 12. Ouve as instruções: Fecha bem as portas passar. Mas, ainda que passem e se renovem e de dos teus sentidos corporais. Domina o teu coração, novo passem, não há necessidade de volta para a concentra a tua mente sobre o teu Eu interior, e não a alma do sábio que se uniu a Mim.
deixes vaguear no exterior, nem ocupar-se com os pensamentos estranhos. (1) Isto não quer dizer que não devamos ocupar-nos com os 13. Sê constante e firme em teu propósito, e negócios e objetos exteriores, mas que devemos, qualquer que seja a nossa ocupação, fazer tudo com boas intenções e sem nunca nos repete silenciosamente a mística palavra AUM, cujos esquecermos da divina origem e do divino alvo da nossa vida. três sons ou letras são símbolos do Sêr Supremo, (2) Os hindus distinguem sete mundos (lokas) ou planos espirituais, a saber: 1 — bhurloka (o mundo físico); 2 como Criador, Conservador e Destruidor. Se assim te — Antariskshaloka (o mundo astral); 3 — Swarloka (De-vakhan, comportares, quando chegar a hora de deixares o teu o céu); 4 — Maharloka (o mundo das almas elevadas) ; 5 — invólucro corpóreo, entra-ras no caminho da Janaloka; 6 — Tapasloka; 7 — Satyaloka. Estes três últimos chamam-se Brahmalokas, mundos Divinos. O sétimo é o mundo Suprema Ventura. da Realidade, Verdade Absoluta (satya 14. O yogi que pensa em Mim incessante e — verdade). (3) Um Maha-yuga dura 4.320.000 anos solares. fixamente, ó príncipe, e nunca se apega com
96 97 23. Agora vou esclarecer-te sôbre as condi- 17. Aos dias de Brama sucedem as noites de Brama; a sua duração é enorme, pois conta-se ções que determinam se os que passaram pela porta em milhares de séculos. da morte hão de renascer, ou se não voltam mais à 18. No princípio de cada dia bramânico, terra. emergem tôdas as coisas da invisibilidade e fazem-se 24. Aqueles que se desencarnam quando nêvisíveis; quando, porém, começa a noite bramâ-nica, les arde o fogo do amor divino, iluminados pela luz tôdas as coisas visíveis dissolvem-se e tornam a ser do verdadeiro conhecimento que distribui o sol da invisíveis. sabedoria, conhecem o Espírito Supremo e com Êle 19. Esta multidão de sêres, tendo existido se unem; êsses não são obrigados a renascer. antes, manifesta-se com o despontar do novo dia, e 25. Aquêles, porém, que se desencarnam no desaparece necessàriamente ao chegar a noite, para meio da fumaça dos êrros, na noite da ignorância, ressurgir com o alvorecer do novo dia seguinte. não podem ultrapassar a região da Lua (1) e hão de 20. Pois acima desta natureza visível e in- voltar à esfera da mortalidade e ir renascendo até que adquiram o grau necessário de amor e de saber. visível existe o que se chama o Imanifesto, o Imperecível. 26. Êstes dois caminhos são denominados os 21. Neste supremo caminho, ó príncipe! chega- caminhos eternos do mundo: um é claro, o outro é se ao Brama, que é o Imanifesto e Indestrutível ; e escuro. Pelo primeiro chega-se à esfera donde não quem o atingiu, não o perderá nunca mais; esta é a volta mais; o segundo vai até a certa altura e dá minha morada suprema. volta para trás. 22. Á suprema Essência, em que tôdas as 27. O verdadeiro yogi, o homem que se decoisas têm o seu sêr, e pela qual todo êste universo foi dica todo à Divindade, sabe isto e não tem mêdo. criado, pode ser encontrada só pelo espírito purificado, submisso à Vontade Suprema, desapegado (1) Isto é, a região astro-mental ou de Kama-Manas. de tudo o que não é divino.
98 99 Aperfeiçoa-te, pois, em yoga, e esforça-te por atingir o Saber Perfeito. 28. Os frutos dêste Saber, ó Arjuna! são superiores a tudo o que se pode alcançar pelo estudo das Escrituras Sagradas, pelos ritos e sacrifícios, pelas CAPÍTULO IX austeridades e pela distribuição de esmolas. O yogi que possui o Saber Perfeito, alcançou o Alvo RÂJA-VIDYA — RÂJA-GUHYA YOGA — A Supremo". SUBLIME CIÊNCIA E O SOBERANO SEGRÊDO A quem tem a verdadeira fé, inabalável esperança e o divino amor, pode ser comunicada a mais sublime Ciência e revelado o Soberano Segrêdo, que é a presença Divina na Humanidade. 1. Fala o Verbo Divino: "A ti, ó Arjuna, cujo coração está livre de contradição, ensinarei agora a misteriosa ciência suprema, a Ciência dos Reis (1) e o Real Segrêdo (2), cujo conhecimento te tornará para sempre livre do mal e da desventura. 2. Esta ciência é o mais alto conhecimento, o mais profundo mistério, o perfeito Purificador, compreensível pela intuição, eterna, infalível e fa cilmente praticável.
(1) Râja-vidya. (2) Râja-guhya. 100 101 3. Aquêles que não a possuem, não podem chegar a Mim e, por isso, depois de desencarnados 8. Por meio da minha Natureza material, voltam a se reencarnarem neste mundo. emano tôdas as classes de sêres e coisas que 4. Todo êste universo, tanto em suas partes, constituem o universo, dando-lhes nova como em sua totalidade, é uma emanação minha, e existência: a minha Vontade os vivifica; a Eu o penetro com minha natureza invisível, Eu que Natureza por si mesma é impotente para fazê-lo. sou o Imanifesto. 9. Mas tôdas estas obras, ó príncipe! não Tôdas as coisas de Mim provêm, mas Eu não Me alteram e não Me limitam; sou superior e indiferente a elas. tenho origem nelas; em Mim estão todas as coisas, mas Eu — em minha Divindade — não estou 10. Obedecendo à Minha Vontade, a Natucircunscrito por elas. reza cria e destrói, produzindo os sêres animados 5. Não penses que tôdas as coisas sejam Eu e inanimados: eis a razão por que o universo se mesmo. Eu sou o sustentador de tudo, penetro tudo, move. mas não sou limitado nem encerrado nisso. 11. Os que carecem da verdadeira Luz es- 6. Como o vasto volume de ar, em tôda a parte piritual, desprezam-Me, quando apareço em presente e em constante atividade, é sustentado e forma humana, porque desconhecem a minha contido dentro do éter universal, assim tôdas as coisas verdadeira natureza e ignoram que sou o Senhor em Mim estão, no Imanifesto. Pondera bem, ó Arjuna, Supremo do Universo. sôbre êste mistério. 12. Vaidosos são êles em suas esperanças, 7. No fim de um Kalpa (1), todos os sêres e egoistas em suas ações, tolos em seu saber e sem tôdas as coisas refluem em minha natureza imaterial e, conhecimento da Verdade, vivendo nos planos inno princípio de outro Kalpa, torno a emanar de Mim feriores da consciência, onde a malícia, a brutalitôdas as coisas e todos os sêres. dade e o engano dominam. 13. Mas os homens iluminados, que têm de (1) Um Kalpa, período de atividade criadora, é um dia de senvolvido a sua natureza superior, participam do Brama, que dura 4.320.000.000 de anos solares. Corresponde ao meu Sêr Divino e adoram-Me com o ânimo sinque os teósofos chamam uma Cadeia Planetária. 102 103 cero, com a dedicação completa dos seus corações, meador e a Semente Eterna que dá frutos perpèporque Me reconhecem como a Infinita e Eterna tuamente. Origem de tudo. 19. Eu produzo o calor e a luz do Sol; Eu 14. Tendo vivo conhecimento do meu Poder, mando e retenho a chuva; Eu sou a Morte e a com seriedade Me procuram, com vontade firme, Imortalidade; e, não obstante, sou Um e sempre o mesmo. fé inabalável e coração puro Me adoram, nunca 20. Os que seguem as prescrições dos Vese desviando do caminho que a Mim condas. das, oferecendo muitos sacrifícios, bebendo Soma 15. Outros Me adoram pelo sacrifício de co- (1) sagrado e purificando-se dos pecados, e imnhecimento, contemplando em tôdas as coisas a ploram o caminho do céu, serão admitidos no céu minha Unidade e minha Natureza indivisível. de Indra (2) e ali obterão o alimento celeste e go- 16. Eu sou presente em tôda adoração; sim, Eu zarão os prazeres dos deuses. mesmo sou a adoração; Eu sou o sacrifício, a oblação 21. Quando, porém, tiverem passado neste e os perfumes sacrificiais; Eu sou a prece e a estado de delícias tanto tempo quanto mereceram invocação; Eu sou o fogo que consome o sacrifício. pelas suas boas obras, hão de voltar a esta terra e 17. Eu sou o Pai do Universo e igualmente a renascer neste mundo terrestre; porque, ainda que Mãe; Eu sou a Origem e o Conservador de tudo. Eu tenham seguido as prescrições dos Livros Sasou o objeto do verdadeiro conhecimento; Eu sou a grados, eram observadores de formalidades e não
palavra mística AUM; Eu sou o Rig, Salma e Yajus- Veda (1). (1) Soma é a bebida sagrada dos br&manes, extraída de 18. Eu sou o Caminho, o Criador e o Sus- uma planta rara; corresponde à ambrosia ou nectar dos gregos e tentador, o Juiz e a Testemunha, o Abrigo e a à Eucaristia dos cristãos. (2) O céu Indra é o mais alto dos céus onde, porém, Morada, o Amigo, o Princípio e o fim, a Criação e a ainda existe a ilusão da separatividade dos sêres, e por isso, não Destruição, o Espaço e o Conteúdo, o Se- pode ser o estado perfeito e eterno. Também ali há mo-cidade e velhice, isto é, as fôrças espirituais exaurem-se, o espirito entra m inconsciêncla e torna a reencarnar-se nesta terra ou em algum outro planeta. (1) Isto é, toda a ciência. 105
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.