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Capítulo 10 de 12
Capítulo Xiv — parte 1 de 2
Bhagavad Gita
GUNA-TRAYA-VIBHAGA YOGA — AS TRÊS GUNAS OU QUALIDADES DA MATÉRIA Tudo o que tem lugar na Matéria e na Consciência 4 conseqüente de três qualidades, as quais são o motivo de todos os atos materiais de sentir, querer, pensar e agir. Estas três qualidades, fôrças ou "gunas" chamam-se, em têrmos sânscritos: "Sattwa", "Rajas" e "Tamas". "Sattwa" designa Equilíbrio, Ritmo, Harmonia; "Rajas", Atividade, Movimento, Emoção, Ambição; "Tamas", Estabilidade, Resistência, Inércia, Obscuridade. A Divindade é superior à Matéria, com as suas qualidades. A Divindade em si mesma, nem é "boa" nem "má", porque estas palavras exprimem idéias relativas, e são aplicáveis só ao que é manifestado. Quem se torna superior a êstes três atributos naturais, unindo-se à sua Essência Divina e realizando a Consciência do seu Eu Divino, alcança a Libertaç&o. 1. Continua Krishna: "Presta atenção, ó Arjuna! quero dar-te ainda mais esclarecimentos e ensinar-te mais verdades da Suprema Sabedoria. Esta Sabedoria é o
7. Rajas, a Emoção, é a natureza passional, melhor que se pode possuir; os sábios e santos que a o desejo que vincula a alma, incitando-a a ocuparpossuiram chegaram às alturas da Suprema Perfeição. se da ação e dos objetos e levando-a ao renasci- 2. Tendo alcançado o Supremo Conhecimen- mento pelo apego à ação. to vieram unir-se comigo, entrando em meu Ser. Êles não renascerão, nem quando um novo universo fôr 8. Tamas, a inércia, vincula a alma pelos criado, e a dissolução do universo não os tocará. laços da negligência, apatia e preguiça. 3. Êste Universo de matéria é a minha matriz, 9. Sattwa (Harmonia) prende à felicidade; em que ponho o germe de que provém todos os sêres. Rajas (Emoção) ata a ação; mas Tamas (Inér 4. Quaisquer que sejam as matrizes de que cia) obscurecendo a reta percepção, encadeia os nascem os seres, êste Universo é a sua matriz, e mortais à indolência. Eu, o Pai inoculador. 10. Quando o homem venceu Tamas e Rajas, 5. A Matéria tem três qualidades, princí- reina nele Sattwa só. Quando desapareceu Rajas e pios ou gunas, que se chamam: Satwa ou Harmo Sattwa, domina o Tamas. E quando desapareceu nia, Rajas ou Movimento, e Tamas ou Inércia. Tamas e Sattwa, governa Rajas. Êstes três atributos vinculam a alma ao corpo ou 11. Vendo a Sabedoria manifestada em alguém, sabe que Sattwa é a guna que o domina. o Espírito à Matéria. 6. Os seus vínculos são diferentes, mas todos 12. Onde se vê avidez, obstinação, muita atisão vínculos. Sattwa, a Harmonia, sendo pura e vidade, agitação e desejo, ali Rajas exerce o seu imaculada, vincula a alma pelo amor ao conhecimento poder. e à harmonia. Quem está em seu poder, renasce por 13. Quando aparece estupidez, preguiça, vaicausa dos vínculos que o prendem ao saber e à beleza. dade e falta de idéias, Tamas está no trono. 14. Se na hora de sua morte prevalece a Harmonia, o homem vai, para os imaculados mundos dos grandes Sábios.
15. Mas se predomina a Emoção, renasce o "E como se pode conhecer, ó Senhor! aquele homem, entre os inclinados à ação. E se na Inér que alcançou essa vitória? Como vive e como cia desaparece, volta a nascer entre os ignorantes. vence essas três qualidades?" 16. O fruto de uma boa ação é puro e har- 22. Responde Krishna: mônico; o fruto da Emoção é em verdade dôr, mas "Diz-se que ultrapassou as qualidades quem, o da Inércia é ignorância. sentindo o efeito que as qualidades produzem — 17. Da Harmonia procede o. conhecimento; percepção, ação ou ilusão — não lhe repugnam os da Emoção, o desejo, e da Inércia, o êrro, a ig- maus frutos advindos nem anseia pelos bons frunorância, a preguiça. tos frustrados". 18. Os que estão situados na Harmonia, as- 23. Aquêle que, como neutro espectador, não cedem ao alto; os ativos moram na região inter- é comovido pelas qualidades, mas, imperturbável mediária, e os inertes se afundam nas mais vís se retrai delas com o pensamento: "as qualidades qualidades. desempenham sua tarefa". 19. Quando o Vidente se apercebe de que as 24. Aquele que, equânime no prazer e na dor, qualidades são o único agente, e reconhece AQUE- fixa-se no Eu, olhando indiferente a argila, a pedra LE que se sobrepõe às qualidades, então participa e o ouro; que, firme no louvor e no vitupério, de Minha natureza. recebe com a mesma afabilidade as coisas agradáveis e desagradáveis. 20. Quando a alma encarnada ultrapassar essas três qualidades que aparecem com a formação de um 25. Aquele que com igual indiferença aceita corpo, e quando se tornou consciente do que existe as honrarias e os vitupérios; que por igual olha os além delas, libertou-a dos vínculos das gunas e, por amigos e inimigos, e desprendido de todos os comconseguinte, também dos vínculos do nascimento e promissos. da morte, da velhice e do sofrimento, e bebe o néctar 26. Aquele que se consagra exclusivamente a da Imortalidade. Mim pela Yoga da devoção: êsse supera tais quali- 21. Pergunta Arjuna: dades e unifica-se com o ETERNO.
27. Pois Eu, sou a causa principal de se tornar alguém o ETERNO, imortal e imperecível; da conquista do sempre inesgotável poder, e da bemaventurança obtida com sincera e pura devoção. CAPITULO XV PURUSHÔTTAMA-PRAPTI YOGA — 0 CONHECI- MENTO DO ESPÍRITO SUPREMO O homem alcança a libertação espiritual e, por conseguinte, a sua perfeição, quando chega ao conhecimento da Divindade, em si mesmo, e torna-se consciente do Espírito Supremo. Continua Krishna: 1. Os Vedas descrevem Asvatha (Ficus Religiosa), que é uma árvore invertida, com as raízes para cima e os galhos para baixo. Ê imperecível, e suas folhas correspondem aos hinos védi-cos. Quem a conhece é conhecedor dos Vedas. 2. Seus galhos alçam-se para o céu e vergam-se até a terra; sua seiva nutriz representa as gunas (qualidades), e seus rebentos equivalem aos objetos sensórios. Suas radículas pendentes até o solo, significam as ações engendradas no mundo dos homens, que os reatam com laços cada vez mais apertados.
3. Não é possível conhecer-se aqui a natu- 9. O Eu, unido à vista, ouvido, olfato, pala reza; fim e sustentáculo dessa Asvatha, tão sòli- dar e tato, e à mente, faz experiências com os damente radicada. Abatei-a, pois, com o potente objetos dos sentidos. machado do discernimento. 10. Os ignorantes e iludidos não vêem o Eu, 4. Então poderá ser buscada aquela meta, quando deixa o corpo, nem quando está nêle; nem donde não retornam mais os homens que a sabem como se encarna o Espírito, unindo-se às atingirem. Que solicitem o auxílio do Sêr que é a três gunas. Fonte primária donde flui esta remotíssima corrente 11. Os iluminados e os yogis o vêem e code apêgos. nhecem. Mediante freqüente meditação, alcançam
5. Que se libertem da ilusão do egoísmo, a percepção dêle em si mesmos; mas aquêles vençam o pecado dos apegos e residam sempre no cujas mentes estão obscurecidas, não o percebem, Eu. Então o abandonarão os objetos sensó-rios e com ainda que o procurem.
êles desaparecerão os "opostos" conhecidos como 12. Sabe, ó Arjuna, que a luz radiosa que se prazer e dor. Contemplarão vivamente o Eu, e assim desprende do Sol, iluminando o mundo inteiro, e atingirão a meta imutável. é refletida pela Lua e a chama ígnea que a tudo 6. Ali não há brilho do sol, nem da lua, nem abraza, provêm tôdas de Mim. do fogo. Minha é a Luz Infinita, da qual não retornam 13. Eu penetro na terra e sustento tôdas as os homens que a tenham alcançado. coisas com a minha fôrça viva; Eu sou a seiva das 7. No mundo dos vivos, um fragmento de plantas e dos vegetais. Mim Mesmo se transforma num Espírito imortal, que 14. Como as fôrças vitais, o fogo da vida, do reservatório da Natureza atrai para si os cinco penetro no corpo que respira e, unido com a inasentidos e a mente. lação e a exalação, dirijo os processos digestivos, 8. Quando o Eu, o governador dos sentidos e assimilativos e eliminativos. da mente, toma um corpo ou o abandona, recolhe-os e 15. Eu resido nos corações e nas mentes dos leva-os consigo; procede o vento com o perfume das homens, e de Mim provém a memória, o enflores.
tendimento e a privação de ambos. Eu sou, o que se há de conhecer nas Vedas. Eu sou o conhecedor das Vedas e o autor da Vedanta. 16. Há dois aspectos neste mundo: a Unidade e a Pluralidade; a Alma Superior e as almas CAPÍTULO XVI inferiores; o Indivisível e o Divisível. O Indivisível é superior a tôdas as formas da Na- DAIVA-SÂRASAUPAD VIBHÂGA YOGA — DIStureza. CERNIMENTO ENTRE O DIVINO E O DEMONÍACO 17. Êstes dois aspectos formam a Unidade O homem representa, por si mesmo, um Universal. Mas há ainda um Sêr Supremo, o Es- universo em pequena escala (um mipírito Absoluto, a Alma das almas, o Sustentador, crocosmo). Sendo o homem um ser espiritual o Origem e o Senhor de tudo. organizado, é influenciado por sêres superiores e inferiores; para poder distinguir 18. Eu sou este Espírito Absoluto, e estou as boas e más influências, necessita da Consciência Divina. dentro e acima da Alma Una e da Alma múltipla; por isso, as Escrituras Me denominam o Altíssimo. 1. Prossegue Krishna, o Verbo Interno: 19. Quem, com a mente desanuviada, Me "Vou dar-te os sinais característicos dos ho conhece assim como o Altíssimo, a tudo conhece, mens que andam pelo caminho que conduz à Vi ó Arjuna, e de todos os modos me adora. da Divina. Ei-los: Intrepidez, pureza de coração, 20. Declarei-te, pois, êste secreto ensinamen- perseverança em busca da sabedoria, caridade, to. Sábio é quem o compreende, e cumprida está a abnegação, domínio de si mesmo, devoção, reli tua tarefa. giosidade, austeridade, retidão. 2. Abstenção de más ações, veracidade, mansidão, renúncia, equanimidade, boa vontade, amor e compaixão para com todos os sêres, ausên-
cia do desejo de matar, ânimo tranqüilo, modéstia, discrição, firmeza; 8. Êles dizem que no mundo não há verda- 3. Fortaleza, paciência, constância, castida de nem justiça; negam a existência do Espírito de, humildade, indulgência. Divino; acreditam que o mundo é produto do acaso, e que o fim da vida é o gôzo material. 4. Agora ouve os característicos dos homens 9. E vivem conforme estas idéias errôneas; que andam pelo caminho que conduz aos demô são gente de intelecto mesquinho, ações nios: Hipocrisia, orgulho, arrogância, presunção, desregradas, inimigos da Humanidade e praga do cólera, rudeza e ignorância. mundo. 5. O bom caráter liberta da imortalidade e 10. Entregam-se aos prazeres carnais e di conduz à Divindade. O mau caráter causa repeti zem que êsse é o mais alto bem. Mas nunca os dos nascimentos mortais. O primeiro dá liber prazeres sensuais os satisfazem, porque, mal um dade, o segundo escravidão. Mas não temas, ó apetite obteve satisfação, já emerge um outro, ca herói! tu tens bom caráter e destino divino. da vez mais imperioso. Esses homens são hipócri tas, vaidosos e ilusos. 6. Duas espécies de natureza pode-se ob 11. É impura a sua vida, porque, pensando servar neste mundo humano: a divina ou boa, e a que com a morte tudo se acaba, crêem que o su diabólica ou má. As características da natureza premo bem consiste na satisfação de seus boa ou divina já te descrevi suficientemente. Es desejos. cuta agora, ó Filho da Terra! quais são as ca 12. Enleados nas teias do desejo, racterísticas da natureza má. entregam-se à volúpia, à ira e à avareza; 7. Os sêres que são iguais aos Asuras (de- prostituem as suas mentes e o seu sentimento de mônios, espíritos maus), não conhecem nem o seu justiça, procurando acumular riquezas por meios princípio nem o fim; não sabem o que é praticar reta ilegais, com o fim de terem com que satisfazer os ação e não sabem abster-se de ação má. Nêles não há desejos materiais. pureza, nem moralidade, nem veracidade. 13. Dizem êles: "Hoje obtive isto, e amanhã hei de obter aquilo, conforme o desejo do meu 150 coração. Isto me pertence, e aquilo me pertencerá.
14. A este inimigo derrotei, e àquele derrotarei Eu sou o senhor ! Eu sou meu próprio deus, e 20. E caidos em demoníacos seios, alucitudo no mundo há de me servir para o meu gôzo. nando-se de nascimento em nascimento, em vez Eu sou feliz, forte, poderoso! de Me alcançarem, submergem-se nos mais 15. Eu sou rico e nobre. Onde está outro que profundos abismos. me iguale? Distribuirei esmolas entre a população, 21. Três são as portas dêste inferno para que se conheça a minha liberalidade e se destruidor do sêr: luxúria, ira e avareza. Delas se espalhe a minha fama!" Assim os engana a aparte, pois, o homem. ignorância. 22. Quem se salva destas três portas tene- 16. E confundidos pelos seus pensamentos e brosas, realiza a sua própria felicidade e assim enleados na rêde da ilusão, procurando sempre só a atinge a Meta Suprema. satisfação dos seus desejos, precipitam-se no 23. Mas quem despreza os mandamentos horrendo inferno (Naraka). da Lei e se entrega aos impulsos do desejo, não 17. Alguns deles, em sua hipocrisia, dese consegue a perfeição, nem a felicidade, nem a jam aparecer como bons perante o mundo e, por Meta Suprema. isso, praticam atos de piedade e ritos da religião, 24. Portanto, sejam as Escrituras a tua nor seguindo, entretanto, apenas a letra, e repelindo ma na determinação do que deves e não deves fa o espírito das doutrinas religiosas, e dando as es zer. Neste mundo, age sempre de conformidade molas com ostentação e com coração frio. com as Escrituras cujos preceitos conheces. 18. Êstes blasfemadores, egoístas e violentos, cheios de orgulho, voluptuosidade e ira, odeiam-Me e a tudo o que é bom, tanto em si mesmos, como nos outros sêres. 19. Êstes ímpios, malvados e aborrecedores, os mais vis entre os homens do mundo, são por Mim arrojados em demoníacas matrizes.
152 153 CAPÍTULO XVII ÇRADDHA-TRAYA VIBHÂGA YOGA — AS TRÊS ESPÉCIES DE FÉ A Fé é o movimento da alma em procura da salvação, e sua manifestação chama-se "culto divino" ou "culto religioso". O homem pode procurar a salvação em três caminhos: no "exterior", contentandose com ritos ou um Salvador fora de si; e no "interior", quando reconhece a presença do Salvador no centro do seu próprio sêr espiritual. 1. Então dirigiu Arjuna ao Divino Mestre esta pergunta: "Qual é a condição e o estado daqueles homens que com fé oferecem sacrifícios, embora menosprezem os preceitos da Lei escrita? É de Sattwa, Rajas ou Tamas? 2. Respondeu Krishna, o Sublime: "De três tipos é a fé inata nos encarnados: pura, passional e tenebrosa (sáttwica, rajásica e tamásica). Escuta o que delas passo a dizer-te:
3. A fé de cada um, ó príncipe! reflete o 9. Os homens rajásicos preferem o que é caráter ou a natureza do homem. A fé constitui o amargo, azedo, ardente, picante, bem salgado e homem; assim, qual seja a sua fé, tal será o homem. fortemente temperado, que lhes excite o apetite 4. Os homens nos quais predomina a Sattwa e estimula o paladar, porém, que, finalmente, lhes veneram sêres espirituais elevados, dando-lhes os acarreta moléstias, dôres e enfermidades. nomes de deuses e santos; os mais adiantados 10. Os homens tamásicos apetecem alimenadoram a Mim, o Deus único. Os homens rajásicos to rançoso, estragado, insulso, putrefato, corromveneram heróis e outros sêres espirituais poderosos. pido e ainda as sobras de comida e outras imun- Os tamasicos dirigem o seu culto aos espíritos dícies. inferiores, demônios e espectros. 11. Quanto aos sacrifícios e oferendas, eis a distinção: O homem sáttwico oferece o sacrifício 6. Atormentando os elementos vivos nos seus conforme as prescrições das Escrituras, sem corpos, a Mim mesmo Me atormentam, e associam- desejar recompensas firmemente convencidos de se aos demônios. que estão cumprindo um dever. 7. De três espécies são os alimentos apre- 12. O homem rajásico adora e oferece saciados pelos homens, e também de três são os sa- crifícios com a esperança de obter uma vantagem, crifícios, as austeridades e as esmolas. Escuta como preferência, prêmio ou recompensa, ou por mose distinguem: tivos de vaidade e ostentação. 8. O alimento mais agradável ao homem puro 13. O tamasico pratica os atos de adoração é aquêle que aumenta a vitalidade, o vigor, a saúde, e apresenta oferendas com fé, sem devoção, sem preserva da doença, e traz o contentamento e a calma pensamento ou reverência, só porque quer seguir de espírito. Tal alimento tem bom sabor, mata a o costume. fome, não é nem demasiado amargo, nem demasiado 14. Eis agora as três espécies de penitência, azêdo, nem salgado demais, nem muito quente, que são: a penitência corporal, lingual e mental. A picante ou adstringente. penitência corporal consiste em respeitar os sêres celestes, os homens santos, os iluminados,
os Mestres e guias do conhecimento, os sábios; e ser sentimento de dever, em lugar e tempo próprios, honesto, reto, casto e manso. é um ato sáttwico. 15. A penitência lingual consiste em prece 21. Quando se dá um presente com a espe silenciosa, e em falar com gentileza e mansidão rança de obter, por isso, recompensa ou vantagem, afàvelmente, evitando tôdas as palavras ofensivas, ou quando se dá com repugnância, é um ato radizendo o que é verdadeiro e justo. jásico. 16. A penitência mental consiste no conten 22. E quando se dá esmola sem afabilida tamento e na igualdade de ânimo, tempera mode de, com desprezo, em lugar e tempo impróprios, rada, discrição, devotamento, domínio das pai ou quando se dá a um indigno, é um ato tamásico. xões e pureza da alma. 23. AUM — TAT — SAT: êste é o trípli 17. Estas três espécies de penitência, praticadas ce nome de Brama, a tríplice designação do AB com boa fé pelos homens amantes de Deus, que não as SOLUTO. A esta fôrça devem a sua existência os Mestres e Iluminados, as Sagradas Escrituras e fazem com motivos egoistas, pertencem a Sattwa. a Religião. 18. A penitência, praticada pelos hipócritas e 24. Por isso, aquêles que conhecem Brama, com a esperança de obter vantagens pessoais, honra e pronunciam sempre a palavra AUM (1), que sigboa fama, pertence a Rajas; esta é incerta e nifica o Eterno Poder Supremo, antes de pratiinconstante. carem qualquer ato religioso, ou antes de darem esmola. 19. A penitência, motivada por algum fim 25. TAT é o símbolo que indica que todos os insensato, para atormentar-se a si mesmo ou fazer mal entes têm o seu sêr eternamente em Deus; proaos outros, pertence a Tamas. nuncia-se na prática de vários sacrifícios, penitências e obras de caridade, para evocar a idéia de 20. Quanto à prática de caridade, também é de Unidade. três modos. Quando se dá esmola ou auxílio a uma pessoa digna, que não pode retribuí-lo, pelo (1) Os cristãos dizem: Em nome de Deus!
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