Voltar ao livro Bhagavad Gita

Capítulo 4 de 12

Aum (1) — parte 3 de 7

Bhagavad Gita

29. Entretanto, os que conhecem a verdade inteira, devem acautelar-se para não ofuscarem com ela o fraco entendimento daqueles que ainda não estão preparados para oonhecê-la, porque as doutrinas prematuras poderiam confundir e desviar êstes da sua atividade. 30. Tu, porém, ó Arjuna, liberta-te de todos os cuidados, de todo mêdo e, igualmente, do egoísmo e das esperanças pessoais; em Meu nome (1), faze tudo o que hás de fazer, concentrando todos os teus pensamentos no Altíssimo! 31. Os homens que, cheios de fé e confiança, seguirem êstes meus ensinos e não tiverem dúvidas, alcançarão a liberdade também pelas obras e ações. 32. Porém, aqueles que rejeitam os ensinos da Verdade e agem contra êles, são insensatos e iludidos, e caem em confusão e inquietações. 33. Cada sêr age em conformidade com a sua natureza; também o sábio procura o que se harmoniza com a sua própria natureza, de acôrdo com aquilo que é o mais alto no seu caráter. (1) Isto é, em nome de Deus. Khrishna é a Encarnação Divina.

34. Ninguém pode escapar às leis naturais. Os objetos sensuais são os senhores dos sentidos, e atraem ou repelem o coração dos homens, enchendo-o de afeição ou de aversão. Não te deixes dominar por nenhuma destas duas fôrças, porque ambas são obstáculos no caminho e o sábio as subjuga ambas. 35. Finalmente, lembra-te que é melhor cumprir a própria tarefa, ainda que seja humilde e insignificante, do que querer fazer a tarefa de um outro, por mais nobre e excelente que seja. Ê melhor morrer no cumprimento do seu dever, do que viver negligenciando-o e querendo fazer o que a outros compete fazer." 36. Pergunta Arjuna: "Mas dize-me, ó Senhor, que fôrça misteriosa é essa que, muitas vêzes, parece obrigar o homem a praticar um mal, até contra a própria vontade!" 37. Explica Krishna: "Esta tentação, ó príncipe, é a essência dos desejos que o homem em si acumulou (1). Ela (1) Em sânscrito, dá-se lhe o nome de Kâma.

(Não confundir com Carma!) 51 é o seu maior inimigo, e chama-se Paixão; nasce da 43. Reconhecendo, pois, o Eu Real como o natureza carnal, cheia de pecado e de erro, e ataca o Senhor mais poderoso, domina pelo seu poder o eu homem para o consumir. pessoal, e assim subjuga o monstro de desejo: esta 38. Como a fumaça envolve a chama, a fer- tarefa é difícil, mas não impossível. Combate o rugem o metal, o útero a criança para nascer: assim o desejo, domina-o pela fôrça da Luz Divina do Eu mundo é envolvido por êste inimigo, chamado Real; não o deixes ser teu Senhor, mas reduze-o a Desejo. ser teu escravo!" 39. O Desejo impede o verdadeiro saber; êle é como um fogo devorador, difícil de extinguir-se. 40. Os sentidos e a mente são a sua sede; e, por meio deles, confunde o discernimento e obscurece o conhecimento da verdade. 41. Antes de tudo, devas, portanto vencer êsse > inimigo de tua alma.

Domina os teus sentidos e os seus órgãos, e afugenta de ti esse gerador do mal. 42. Os sentidos são grandes e poderosos; porém, maior e mais poderosa é a mente; maior do que esta é a Razão, e o mais forte é o Eu Real, a Luz da Divindade (1). (1) Os sentidos, que são a sede do desejo, designam-se, em sânscrito, pelo têrmo Kâma; a mente chama-se Manas; a Razão Iluminada, Budhi; o Eu Real, a Consciência da Divindade, A'tma. 52 53 CAPÍTULO IV JNANA YOGA — O CONHECIMENTO ESPIRITUAL O homem pode libertar-se da ilusão do "eu pessoal", e alcançar a união com a Essência Divina, pelo conhecimento interno de si próprio, isto é, pela iluminação interior. Esta fôrça aumenta com a prática, quando se cumpre o dever com abnegação. 1. Continuou a falar Krishna: "Já na mais remota antiguidade dei esta doutrina da união com o Eu Divino a Vivasvat(l).

Ele a ensinou a Manu (2), e êste a transmitiu a Ikshvâku, o fundador da dinastia solar. 2. De Ikshvâku passou esta doutrina a ou tros, e era conhecida pelos Rishis (3); no decor- (1) Vivasvat é o Sol Espiritual ou a Mente Divina no principio do mundo. (2) Manu se deriva da raiz sãnscrita man, pensar. Aqui se refere ao Filho do Sol e Pai da Raça atual. (3) Rishis são os Reis Sábios ou Patriarcas.

rer dos tempos, entretanto, caiu em esquecimento o sentido espiritual, conservando-se apenas a letra. Tal é a sorte da Verdade entre os homens. 3. A ti, agora, que és meu amigo dedicadíssimo, quero de novo explicar esta doutrina, que é o mais profundo segredo e a mais velha verdade." 4. Disse Arjuna: "Como devo compreender-te, 6 Senhor, quando dizes que ensinaste a Vivasvat? Êle viveu no princípio do Tempo e tu nasceste há poucos decênios" (1). 5. Respondeu Krishna, o Verbo Divino:

"Muitos foram já os meus nascimentos, e mui tos também foram os teus, ó Arjuna. Eu sou consciente dêles todos, mas tu não o és.

6. Escuta êste mistério. Eu sou superior a nascimento; sou inato e eterno, sou o Senhor de tôdas as criaturas, pois tudo emana de Mim: mas também nasço, gerado por meu próprio Po der.

(1) Compare-se o Evangelho segundo São João, cap. VIII, vers. 57 e 58: "Disseram-lhe os judeus: "Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão?" Disse-lhes Jesus: "Em verdade, vos digo que, antes que Abraão fôsse feito, eu sou".

7. Sempre que o mundo declina em virtude e justiça; sempre que imperam o vicio e a injustiça, venho Eu, o Senhor, e apareço no meu mundo em forma visível, nascendo e vivendo como homem entre os homens. 8. A minha influência e doutrina destróem o mal e a injustiça, e restabelecem a virtude e a justiça. Muitas vêzes, já apareci assim, e muitas vêzes aparecerei ainda. 9. Quem me reconhece em minha encarnação, quem me conhece em minha Essência, não precisa reencarnar-se mais, ao deixar o seu corpo mortal, e vem morar comigo em meu reino de Bem-aventurança. 10. Muitos já vieram assim a Mim, tendo-se libertado do mêdo, ódio, ira e paixão.

Quem a Mim se dirige com firmeza e em Mim fixa a sua mente, é purificado pela chama sagrada do Amor e da Sabedoria e, livre da atração dos objetos terrenos, torna-se semelhante a Mim, e entra em minha Vida Espiritual. 11. Eu acolho prazenteiro todos os que me procuram e honram, qualquer que seja o caminho que sigam, porque todos os caminhos, tôdas as formas religiosas, embora de denominações diferentes, a Mim os conduzem. 57 12. Até aquêles que adoram os Devas (1), e lhes pedem recompensa por suas ações, encontram o que procuram, pois no mundo dos homens tôda ação produz o seu fruto. 13. Mas Eu sou o Criador da humanidade inteira, em tôdas as suas fases e formas. De Mim procedem as quatro castas (2), com as suas qualidades e atividades distintivas.

Sabe que Eu sou o Criador delas, se bem que, em Mim mesmo, sou imutável e sem qualidades. 14. Em minha Essência, sou livre dos efeitos das ações e não tenho desejo nenhum de obter recompensas ou gosar os frutos das minhas obras; pois essas coisas são produzidas por meu Poder e não têm influência sobre Mim. Em verdade, digo-te que quem é capaz de achar a solução dêsse enigma e me percebe como Eu sou em minha Essência, fica livre dos efeitos das ações. 15. Os sábios antigos que conheceram esta verdade, praticavam ações sem esperar re-

(1) Devas: o mesmo que Anjos. (2) As quatro castas que representam as quatro cias. ses de atividade humana, são: os Brâmanes (sábios), os Kshattriyas (guerreiros), os Vaisyas (comerciantes) e os Sudras (operários).

compensa, e assim alcançaram a Liberdade. Segue também tu o seu exemplo. 16. Poderás dizer que, às vêzes, até os sábios não podem definir o que é a ação e o que é a inação. Eu t'o explicarei, e te ensinarei em que consiste a ação que te libertará do mal e te tornará livre. 17. É preciso distinguir estas três coisas: ação (isto é, reta ação), inação (ou abstenção) e má ação. É difícil discernir-se o caminho da ação. 18. Quem se adiantou de tal maneira, que é capaz de ver ação na inação, e inação na ação, pertence aos sábios de sua raça, e permanece em harmonia enquanto pratica ações. 19. As suas obras são livres dos vínculos de esperanças egoístas, e sua atividade é purificada das espumas dos desejos, pela chama da sabedoria. Tal homem merece o nome de Sábio. 20. Tendo renunciado aos frutos das suas ações, está sempre contente e confia na fôrça divina do seu interior, e assim está em inação, ainda que trabalhe, porque não age para a sua pessoa, mas deixa agir por si a fôrça Divina.

21. Não espera lucro, não receia perda; de nada depende, e conserva os seus sentidos sob o domínio da razão. Assim é senhor do seu sen tir e pensar, um rei poderoso no reino interior da alma

22. Está contente sempre com tudo o que o dia lhe oferece; não se deixa alterar por ventura nem por desventura; é livre da inveja; conserva o ânimo igual e o coração afável, tanto no sucesso como no insucesso; faz sempre o melhor que pode, porém, sem se apegar à obra. Assim, vive puro e imaculado entre os impuros e pecadores. 23. As obras do homem que matou em si todo o apêgo e mantém sua mente firme na sa-

bedoria, são como inexistentes para êle; tudo êle faz no espírito divino, conforme a vontade de Deus, e assim, cada uma de suas ações é um sacrifício no altar do Amor Divino. 24. Deus é Amor; Deus mesmo é o sacrificador e o sacrifício; Êle é o fogo e o alimento do fogo. Deus em Deus oferece sacrifício a Deus, e assim vem a Deus quem, oferecendo sacrifício, n'Êle pensa.

25. Há muitos devotos que invocam os deuses inferiores; outros adoram o Princípio Divino só no fogo do Amor. 26. Outros há que oferecem à Divindade sacrifícios de abnegação, renunciando ao que agrada o ouvido, a vista e os outros sentidos; outros dirigem a Deus preces e hinos pios e elevam ao Altíssimo os corações ardentes. 27. Muitos depõem no altar do coração os prazeres da vida, alimentando o fogo místico de renunciação, pelo qual se lhes comunica a Luz do conhecimento. 28. Outros renunciam à riqueza e fazem votos de penitência e obediência, ou dedicam-se ao estudo e à procura da verdade, meditando no silêncio. 29. Outros praticam a respiração sagrada, e pondo em harmonia o hálito interior e o exterior, dominam a aspiração e a expiração pelo poder da vontade. 30. Outros praticam abstinência e jejuns e esforçam-se por sacrificar a vida material, totalmente, à vida espiritual. Todos êstes oferecem sacrifícios, ainda que de diferentes modos; e todos obtêm méritos pelo espírito sacrificial das suas observâncias.

31. Há muita virtude e mérito na moderação e no domínio de si mesmo; e esta é a causa por que os sacrificadores se aproximam de Mim. Sim, aqueles que se alimentam espiritualmente com a parte espiritual do sacrifício que a Deus oferecem, entram em união com Deus. Mas quem nenhum sacrifício oferece, não acha mérito neste mundo nem no outro. 32. Assim vês que há muitas formas de sacrifício e adoração, ó Arjuna, Se compreende-res isto, chegarás a ser livre de êrros. 33. Melhor, porém, do que o sacrifício de objetos e coisas, é o sacrifício oferecido pelo saber. 0 saber ou conhecimento perfeito em si mesmo é o coroamento de tôdas as ações. 34. Ao saber perfeito, ao conhecimento da Verdade chegarás, adorando, servindo e investigando. Os sábios que possuem a sabedoria interior estão prontos a ajudar aqueles que procuram a Verdade. 35. Quando tiveres adquirido a Sabedoria, serás livre de confusão, dúvidas, má compreensão e êrros; pois verás que tudo o que existe no grande Todo, forma uma só vida, e, por conseguinte, é contido em Mim e em ti mesmo.

36. Ainda que tivesses sido o maior pecador dentre os homens, a nave do conhecimento da Verdade te conduzirá sem perigo pelo mar dos pecados. 37. Como a chama reduz a lenha a cinzas e o vento dispersa estas, assim a Verdade converte em cinzas o resultado das más ações que eometeste em ignorância e êrro. 38. Não há, no mundo, outro agente de purificação igual à chama da Verdade Espiritual. Quem a conhece, quem a ela se dedica, será purificado das manchas da personalidade, e achará o seu Eu Real. 39. 0 conhecimento da Verdade é dado àquêle que vive na força da fé, e domina o eu pessoal e as impressões dos sentidos. Quem atingiu êste conhecimento e esta Sabedoria, entra na Paz Suprema, no Nirvana. 40. Mas o ignorante e o descrente não podem achar nem o começo do caminho que à Paz conduz.

Sem fé não é possível felicidade e paz, nem neste mundo, nem em outros. 41. Livre dos vínculos das ações é o homem que, mediante o Conhecimento Espiritual, cor- 63 tem os nós que o ligavam aos frutos das ações, e cujas dúvidas e ilusões tôdas ficaram destruidas pela Luz do Saber. 42. Levanta-te, pois, em teu poder, 6 príncipe, CAPÍTULO V empunha a espada refulgente do conhecimento espiritual e corta todos os vínculos das dúvidas e KARMA SANYASA-YOGA — ilusões que prendem o teu coração e a tua mente. RENÚNCIA DAS OBRAS Eleva a Mim a tua alma e executa a Ação que te é determinada." Neste capitulo se expõe como o homem exterior e terreno não pode, de própria vontade e própria fôrça, fazer qualquer coisa boa ou santa, porque todo o bem procede de Deus.

Para poder-se agir sabiamente, é necessário possuir sabedoria; e quem possui sabedoria, não age por si mesmo, mas serve apenas de instrumento à Vontade Divina. 1. Então falou Arjuna, o príncipe de Pându, a Krishna, o Senhor Bem-aventurado, dizen do: "Ó Senhor, ora louvas a renúncia das obras, ora a prática das obras. Dize-me, de ambas qual é a superior? Fala-me claramente, para que em mim não haja mais dúvida nem confusão". 2. O Verbo Divino: "Ó Arjuna, tanto a renúncia como a prática das obras têm grande mérito: ambos conduzem ao alvo supremo. Entretanto, é preferível a prá-

tica das obras à sua renúncia; a reta ação é muito melhor do que a inação. 3. Para não caires em confusão, discerne bem o uso destes termos. Só se abstém verdadeiramente, aquele que não odeia a ação, nem por ela se apaixona; assim é que êle pratica a re-nunciação, nada odiando e nada desejando. Quem está acima dos contrastes e conserva-se calmo e contente, sempre pronto a cumprir a sua tarefa e, contudo, sem apegarse à obra, fàcilmente se liberta dos vínculos da ilusão. 4. Os inexperientes que principiam a estudar a Verdade, costumam designar o conhecimento e as obras, ou a abstenção da ação e a prática da reta ação como duas coisas diferentes; mas os sábios as reconhecem como uma coisa só; pois, quem tem o conhecimento, há de ter também as obras, e quem tem as obras, terá igualmente o conhecimento. 5. Ambos estes caminhos conduzem ao mesmo fim, e os que seguem um dêles, chegam ao mesmo ponto que os que vão pelo outro. Quem tem a reta percepção, vê que o conhecimento e a atividade, ou — por outras palavras — a renúncia e a prática são uma coisa só, em sua essência.

6. Abster-se e renunciar é muito difícil para quem não tem experiência das ações; abençoado, porém, é aquêle que sabe harmonizar os dois caminhos: o seu espírito dirige-se ao Eterno e unese com Deus, entrando na Paz do Nirvana. 7. Quem é firme na prática da Reta Ação e, ao mesmo tempo, domina a si mesmo, subjugando à Vontade Divina os seus sentidos e desejos, sentese uno com tudo o que existe e não é influenciado pelas obras que pratica. 8. Êle conhece a Vida Universal e o que dela procede, e sabe que não é êle, como espírito, quem age, mas é a sua natureza que vê, cheira, sente, come, caminha e respira. 9. Em verdade, pode êle dizer: "Os senti dos fazem a sua parte no mundo sensual; deixe mo-los agir, eu não sou vinculado nem iludido por êles, porque sei qual é o seu fim". 10. Quem encara suas ações como obra dos sentidos, e as executa sem apêgo, não é maculado pelo egoismo, tal qual a flôr do lotus, que não é poluida pelas águas que a rodeiam. 11. O yogi, tendo-se libertado de todo o apego, executa as ações do corpo, da mente e do 67 intelecto, o até dos sentidos, sempre com o fim do purificar a mente, o nem qualquer motivo egoísta. 12. Vivendo em harmonia com a Natureza, tendo abandonado o desejo e a esperança de recompensa pelas ações, alcança a Paz.

Ao contrário, o homem que n&o vive em tal harmonia e que nutre desejos de recompensa por suas ações, é turbado, inquieto e descontente. 13. A alma do sábio que, no fundo de sua vontade, renunciou a tôda ação e inação própria, e não procura recompensa, habita o corpo, que é o Templo do Espírito, conserva-se quieta em paz., sem desejo de agir o sem causar ação, e, entretanto, está sempre pronta a executar a sua parte na ação, quando o dever a chama. Porque o sábio sabe que ainda que o seu corpo, essa cidade com as nove portas, se ocupe de ações, o Eu Real permanece imperturbado. 14. O Senhor do Mundo (o Eu Real) não engendra nem a atividade, nem as ações, nem as relações entre a causa e o efeito. Em tudo isto age apenas a natureza dos sêres. 15. O Senhor do Mundo não interfere nem nos pecados nem nas boas ações de ninguém. A luz da

sabedoria, está obscurecida pela fumaça da ignorância, e o homem ilude-se com isso e

pensa que a fumaça é a chama, não podendo enxergar esta atraz daquela. 16. Mas aqueles que são capazes de transpor a fumaça, percebem a clara luz do Espírito que brilha, como uma infinidade de sóis, livre e sem o véu da fumaça que a esconde às vistas da maior parte dos homens. 17. Meditando sôbre o Altíssimo, que é o Eu Real, unindo-se a file, oonhecendo-0 e aman-do- O, passa o sábio aos estados superiores, aos planos mais altos, dos quais não volta mais para os degraus inferiores da existência. O conhecimento da Verdade consumiu todos os seus pecados o êrros, o êlo entra no reino da Bemaventurança, 18. A sua vista, sondo livro da fumaça do êrro e da ilusão, reconhece um Sêr em tudo; igual sentimento e respeito tem êle para os homens eruditos, reverendos, nobres e iluminados, como para os pobres, ignorantes e desprezados, e até para as vacas, os elefantes e os cães. Porque, tendo vencido as ilusões, vê que as personalidades de tôdas as formas de vida são irreais, oomparadas com o Eu Real, de maneira que, contempladas do alto, desaparecem até as maiores distinções mundanas. 69 19. Os que conservam a eqüanimidade, já neste mundo se unem com Brama (Deus Criador), porque Êle é imutável e eternamente o mesmo. 20. Não te deixes arrebatar, quando te acontece algo desagradável, nem percas o ânimo, quando

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.