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Capítulo 4 de 12
Aum (1) — parte 3 de 7
Bhagavad Gita
46 47 23. Os homens, ó Arjuna, seguem sempre o achar apoio. Participando de tudo e agindo, em meu exemplo; por isso, se eu deixasse de ser ativo, tudo, de acordo com os ditames do dever, de nada êstes Universos cairiam em ruína. depende, porque a sua fé, esperança e ciência se fixam no Imperecfvel, que é o único apoio seguro. 24. Se eu não agisse, começaria a reinar uma 19. Faze, pois, o que deve ser feito; porém, confusão universal, e a minha inatividade seria a sem egoísmo e sem considerações pessoais. Quem causa da destruição do gênero humano. age assim e cumpre o seu dever, livre de moti 25. Como os que carecem ainda da Luz Esvos egoístas, e sem depender de alguém, caminha, piritual fazem esforços para alcançar o que desejam, com passos firmes, diretamente à Consciência su sendo a esperança de recompensa o estímulo de suas perior, ao plano espiritual. ações: assim deve o homem desenvolvido e 20. Janaka e muitos outros atingiram o estado iluminado agir abnegadamente, pela causa do bem de perfeição por meio de boas obras e reta ação. comum e conforme a Lei Universal. Trabalha, pois, também tu por amor à humanidade. 26. Mas não deves confundir, com estas idéias, as cabeças dos homens inexperientes, cujo 21. Quando um nobre homem faz alguma coração ainda está apegado às obras. Deixa-os fazer coisa, os outros o imitam; o exemplo que êle dá, é o melhor que podem; mas tu e os outros sábios, seguido pelo povo. Segue, portanto, os melhores de devem agir em harmonia comigo, animando os tua raça. outros à atividade, e dando-lhes o exemplo. 22. Toma-me por exemplo, ó príncipe. Nada 27. Toda a atividade e todas as ações provêm há, no Universo dos Universos, que eu deseje ou que dos movimentos das forças da Natureza. O seja necessário que para mim não se faça; nem há insensato, que é iludido pela presunção e vaidade, coisa alguma atingível que eu não tenha já atingido. pensa que êle é o ator e diz: "Eu faço isto, — eu fiz E, contudo, estou em constante ação e movimento, aquilo". agindo sempre e incessantemente. 28. Mas quem conhece a verdade, sorri, porque detrás da personalidade, enxerga a fonte real da ação, a causa e o efeito.
48 49 34. Ninguém pode escapar às leis naturais. 29. Entretanto, os que conhecem a verdade Os objetos sensuais são os senhores dos sentiinteira, devem acautelar-se para não ofuscarem dos, e atraem ou repelem o coração dos homens, com ela o fraco entendimento daqueles que ainda enchendo-o de afeição ou de aversão. Não te deinão estão preparados para oonhecê-la, porque as xes dominar por nenhuma destas duas fôrças, doutrinas prematuras poderiam confundir e porque ambas são obstáculos no caminho e o sádesviar êstes da sua atividade. bio as subjuga ambas. 30. Tu, porém, ó Arjuna, liberta-te de todos os cuidados, de todo mêdo e, igualmente, do 35. Finalmente, lembra-te que é melhor cumegoísmo e das esperanças pessoais; em Meu prir a própria tarefa, ainda que seja humilde e nome (1), faze tudo o que hás de fazer, concen- insignificante, do que querer fazer a tarefa de trando todos os teus pensamentos no Altíssimo! um outro, por mais nobre e excelente que seja. Ê 31. Os homens que, cheios de fé e confian- melhor morrer no cumprimento do seu dever, do ça, seguirem êstes meus ensinos e não tiverem que viver negligenciando-o e querendo fazer o dúvidas, alcançarão a liberdade também pelas que a outros compete fazer." obras e ações. 36. Pergunta Arjuna: 32. Porém, aqueles que rejeitam os ensinos "Mas dize-me, ó Senhor, que fôrça misteriosa da Verdade e agem contra êles, são insensatos e é essa que, muitas vêzes, parece obrigar o hoiludidos, e caem em confusão e inquietações. mem a praticar um mal, até contra a própria von- 33. Cada sêr age em conformidade com a tade!" sua natureza; também o sábio procura o que se 37. Explica Krishna: harmoniza com a sua própria natureza, de acôrdo "Esta tentação, ó príncipe, é a essência dos com aquilo que é o mais alto no seu caráter. desejos que o homem em si acumulou (1). Ela (1) Isto é, em nome de Deus. Khrishna é a Encarnação (1) Em sânscrito, dá-se lhe o nome de Kâma. (Não Divina. confundir com Carma!)
é o seu maior inimigo, e chama-se Paixão; nasce da 43. Reconhecendo, pois, o Eu Real como o natureza carnal, cheia de pecado e de erro, e ataca o Senhor mais poderoso, domina pelo seu poder o eu homem para o consumir. pessoal, e assim subjuga o monstro de desejo: esta 38. Como a fumaça envolve a chama, a fer- tarefa é difícil, mas não impossível. Combate o rugem o metal, o útero a criança para nascer: assim o desejo, domina-o pela fôrça da Luz Divina do Eu mundo é envolvido por êste inimigo, chamado Real; não o deixes ser teu Senhor, mas reduze-o a Desejo. ser teu escravo!" 39. O Desejo impede o verdadeiro saber; êle é como um fogo devorador, difícil de extinguir-se. 40. Os sentidos e a mente são a sua sede; e, por meio deles, confunde o discernimento e obscurece o conhecimento da verdade. 41. Antes de tudo, devas, portanto vencer êsse > inimigo de tua alma. Domina os teus sentidos e os seus órgãos, e afugenta de ti esse gerador do mal. 42. Os sentidos são grandes e poderosos; porém, maior e mais poderosa é a mente; maior do que esta é a Razão, e o mais forte é o Eu Real, a Luz da Divindade (1). (1) Os sentidos, que são a sede do desejo, designam-se, em sânscrito, pelo têrmo Kâma; a mente chama-se Manas; a Razão Iluminada, Budhi; o Eu Real, a Consciência da Divindade, A'tma. 52 53 CAPÍTULO IV JNANA YOGA — O CONHECIMENTO ESPIRITUAL O homem pode libertar-se da ilusão do "eu pessoal", e alcançar a união com a Essência Divina, pelo conhecimento interno de si próprio, isto é, pela iluminação interior. Esta fôrça aumenta com a prática, quando se cumpre o dever com abnegação. 1. Continuou a falar Krishna: "Já na mais remota antiguidade dei esta doutrina da união com o Eu Divino a Vivasvat(l). Ele a ensinou a Manu (2), e êste a transmitiu a Ikshvâku, o fundador da dinastia solar. 2. De Ikshvâku passou esta doutrina a ou tros, e era conhecida pelos Rishis (3); no decor- (1) Vivasvat é o Sol Espiritual ou a Mente Divina no principio do mundo. (2) Manu se deriva da raiz sãnscrita man, pensar. Aqui se refere ao Filho do Sol e Pai da Raça atual. (3) Rishis são os Reis Sábios ou Patriarcas.
rer dos tempos, entretanto, caiu em esquecimento o 7. Sempre que o mundo declina em virtude sentido espiritual, conservando-se apenas a letra. e justiça; sempre que imperam o vicio e a in- Tal é a sorte da Verdade entre os homens. justiça, venho Eu, o Senhor, e apareço no meu 3. A ti, agora, que és meu amigo dedicadís- mundo em forma visível, nascendo e vivendo como simo, quero de novo explicar esta doutrina, que é o homem entre os homens. mais profundo segredo e a mais velha verdade." 8. A minha influência e doutrina destróem o 4. Disse Arjuna: mal e a injustiça, e restabelecem a virtude e a "Como devo compreender-te, 6 Senhor, quando justiça. Muitas vêzes, já apareci assim, e muitas dizes que ensinaste a Vivasvat? Êle viveu no vêzes aparecerei ainda. princípio do Tempo e tu nasceste há poucos de- 9. Quem me reconhece em minha encarnacênios" (1). ção, quem me conhece em minha Essência, não 5. Respondeu Krishna, o Verbo Divino: precisa reencarnar-se mais, ao deixar o seu corpo mortal, e vem morar comigo em meu reino de "Muitos foram já os meus nascimentos, e mui Bem-aventurança. tos também foram os teus, ó Arjuna. Eu sou consciente dêles todos, mas tu não o és. 10. Muitos já vieram assim a Mim, tendo-se libertado do mêdo, ódio, ira e paixão. Quem a 6. Escuta êste mistério. Eu sou superior Mim se dirige com firmeza e em Mim fixa a sua a nascimento; sou inato e eterno, sou o Senhor mente, é purificado pela chama sagrada do Amor e de tôdas as criaturas, pois tudo emana de Mim: da Sabedoria e, livre da atração dos objetos mas também nasço, gerado por meu próprio Po terrenos, torna-se semelhante a Mim, e entra em der. minha Vida Espiritual. 11. Eu acolho prazenteiro todos os que me (1) Compare-se o Evangelho segundo São João, cap. VIII, procuram e honram, qualquer que seja o caminho vers. 57 e 58: "Disseram-lhe os judeus: "Ainda não tens cinqüenta que sigam, porque todos os caminhos, tôdas as anos, e viste Abraão?" Disse-lhes Jesus: "Em verdade, vos digo formas religiosas, embora de denominações difeque, antes que Abraão fôsse feito, eu sou". rentes, a Mim os conduzem. 56 57 12. Até aquêles que adoram os Devas (1), e compensa, e assim alcançaram a Liberdade. Selhes pedem recompensa por suas ações, encontram gue também tu o seu exemplo. o que procuram, pois no mundo dos homens tôda 16. Poderás dizer que, às vêzes, até os sáação produz o seu fruto. bios não podem definir o que é a ação e o que é a 13. Mas Eu sou o Criador da humanidade inação. Eu t'o explicarei, e te ensinarei em que inteira, em tôdas as suas fases e formas. De Mim consiste a ação que te libertará do mal e te tornará procedem as quatro castas (2), com as suas quali- livre. dades e atividades distintivas. Sabe que Eu sou o 17. É preciso distinguir estas três coisas: Criador delas, se bem que, em Mim mesmo, sou ação (isto é, reta ação), inação (ou abstenção) e imutável e sem qualidades. má ação. É difícil discernir-se o caminho da ação. 14. Em minha Essência, sou livre dos efeitos 18. Quem se adiantou de tal maneira, que das ações e não tenho desejo nenhum de obter é capaz de ver ação na inação, e inação na ação, recompensas ou gosar os frutos das minhas obras; pertence aos sábios de sua raça, e permanece em pois essas coisas são produzidas por meu Poder e harmonia enquanto pratica ações. não têm influência sobre Mim. Em verdade, digo-te 19. As suas obras são livres dos vínculos de que quem é capaz de achar a solução dêsse enigma esperanças egoístas, e sua atividade é purificada e me percebe como Eu sou em minha Essência, fica das espumas dos desejos, pela chama da sabedolivre dos efeitos das ações. ria. Tal homem merece o nome de Sábio. 15. Os sábios antigos que conheceram esta 20. Tendo renunciado aos frutos das suas verdade, praticavam ações sem esperar reações, está sempre contente e confia na fôrça divina do seu interior, e assim está em inação, (1) Devas: o mesmo que Anjos. ainda que trabalhe, porque não age para a sua (2) As quatro castas que representam as quatro cias. ses de pessoa, mas deixa agir por si a fôrça Divina. atividade humana, são: os Brâmanes (sábios), os Kshattriyas (guerreiros), os Vaisyas (comerciantes) e os Sudras (operários).
25. Há muitos devotos que invocam os deu- 21. Não espera lucro, não receia perda; de ses inferiores; outros adoram o Princípio Divino nada depende, e conserva os seus sentidos sob só no fogo do Amor. o domínio da razão. Assim é senhor do seu sen tir e pensar, um rei poderoso no reino interior 26. Outros há que oferecem à Divindade sada alma crifícios de abnegação, renunciando ao que agrada o ouvido, a vista e os outros sentidos; outros 22. Está contente sempre com tudo o que o dirigem a Deus preces e hinos pios e elevam ao dia lhe oferece; não se deixa alterar por ventura Altíssimo os corações ardentes. nem por desventura; é livre da inveja; conserva o 27. Muitos depõem no altar do coração os ânimo igual e o coração afável, tanto no sucesso prazeres da vida, alimentando o fogo místico de como no insucesso; faz sempre o melhor que pode, renunciação, pelo qual se lhes comunica a Luz do porém, sem se apegar à obra. Assim, vive puro e conhecimento. imaculado entre os impuros e pecadores. 28. Outros renunciam à riqueza e fazem vo- 23. As obras do homem que matou em si tos de penitência e obediência, ou dedicam-se ao todo o apêgo e mantém sua mente firme na sa- estudo e à procura da verdade, meditando no silêncio. bedoria, são como inexistentes para êle; tudo êle 29. Outros praticam a respiração sagrada, e faz no espírito divino, conforme a vontade de Deus, pondo em harmonia o hálito interior e o exterior, e assim, cada uma de suas ações é um sacrifício no dominam a aspiração e a expiração pelo poder da altar do Amor Divino. vontade. 24. Deus é Amor; Deus mesmo é o sacrifica- 30. Outros praticam abstinência e jejuns e dor e o sacrifício; Êle é o fogo e o alimento do fogo. esforçam-se por sacrificar a vida material, total- Deus em Deus oferece sacrifício a Deus, e assim mente, à vida espiritual. Todos êstes oferecem vem a Deus quem, oferecendo sacrifício, n'Êle sacrifícios, ainda que de diferentes modos; e todos pensa. obtêm méritos pelo espírito sacrificial das suas observâncias.
60 61 36. Ainda que tivesses sido o maior pecador 31. Há muita virtude e mérito na moderação e no domínio de si mesmo; e esta é a causa por que dentre os homens, a nave do conhecimento da os sacrificadores se aproximam de Mim. Sim, Verdade te conduzirá sem perigo pelo mar dos aqueles que se alimentam espiritualmente com a pecados. parte espiritual do sacrifício que a Deus oferecem, 37. Como a chama reduz a lenha a cinzas e entram em união com Deus. Mas quem nenhum o vento dispersa estas, assim a Verdade converte sacrifício oferece, não acha mérito neste mundo em cinzas o resultado das más ações que eomenem no outro. teste em ignorância e êrro. 32. Assim vês que há muitas formas de sa- 38. Não há, no mundo, outro agente de pucrifício e adoração, ó Arjuna, Se compreende-res rificação igual à chama da Verdade Espiritual. isto, chegarás a ser livre de êrros. Quem a conhece, quem a ela se dedica, será pu- 33. Melhor, porém, do que o sacrifício de rificado das manchas da personalidade, e achará o objetos e coisas, é o sacrifício oferecido pelo saber. seu Eu Real. 0 saber ou conhecimento perfeito em si mesmo é o 39. 0 conhecimento da Verdade é dado coroamento de tôdas as ações. àquêle que vive na força da fé, e domina o eu 34. Ao saber perfeito, ao conhecimento da pessoal e as impressões dos sentidos. Quem Verdade chegarás, adorando, servindo e investi- atingiu êste conhecimento e esta Sabedoria, entra gando. Os sábios que possuem a sabedoria interior na Paz Suprema, no Nirvana. estão prontos a ajudar aqueles que procuram a 40. Mas o ignorante e o descrente não po- Verdade. dem achar nem o começo do caminho que à Paz 35. Quando tiveres adquirido a Sabedoria, conduz. Sem fé não é possível felicidade e paz, serás livre de confusão, dúvidas, má compreensão e nem neste mundo, nem em outros. êrros; pois verás que tudo o que existe no grande 41. Livre dos vínculos das ações é o homem Todo, forma uma só vida, e, por conseguinte, é que, mediante o Conhecimento Espiritual, corcontido em Mim e em ti mesmo.
62 63 tem os nós que o ligavam aos frutos das ações, e cujas dúvidas e ilusões tôdas ficaram destruidas pela Luz do Saber. 42. Levanta-te, pois, em teu poder, 6 príncipe, CAPÍTULO V empunha a espada refulgente do conhecimento espiritual e corta todos os vínculos das dúvidas e KARMA SANYASA-YOGA — ilusões que prendem o teu coração e a tua mente. RENÚNCIA DAS OBRAS Eleva a Mim a tua alma e executa a Ação que te é determinada." Neste capitulo se expõe como o homem exterior e terreno não pode, de própria vontade e própria fôrça, fazer qualquer coisa boa ou santa, porque todo o bem procede de Deus. Para poder-se agir sabiamente, é necessário possuir sabedoria; e quem possui sabedoria, não age por si mesmo, mas serve apenas de instrumento à Vontade Divina. 1. Então falou Arjuna, o príncipe de Pându, a Krishna, o Senhor Bem-aventurado, dizen do: "Ó Senhor, ora louvas a renúncia das obras, ora a prática das obras. Dize-me, de ambas qual é a superior? Fala-me claramente, para que em mim não haja mais dúvida nem confusão". 2. O Verbo Divino: "Ó Arjuna, tanto a renúncia como a prática das obras têm grande mérito: ambos conduzem ao alvo supremo. Entretanto, é preferível a prá-
6. Abster-se e renunciar é muito difícil para tica das obras à sua renúncia; a reta ação é muito melhor do que a inação. quem não tem experiência das ações; abençoado, 3. Para não caires em confusão, discerne bem porém, é aquêle que sabe harmonizar os dois o uso destes termos. Só se abstém verdadeiramente, caminhos: o seu espírito dirige-se ao Eterno e uneaquele que não odeia a ação, nem por ela se se com Deus, entrando na Paz do Nirvana. apaixona; assim é que êle pratica a re-nunciação, 7. Quem é firme na prática da Reta Ação e, nada odiando e nada desejando. Quem está acima dos ao mesmo tempo, domina a si mesmo, subjugando contrastes e conserva-se calmo e contente, sempre à Vontade Divina os seus sentidos e desejos, sentepronto a cumprir a sua tarefa e, contudo, sem apegar- se uno com tudo o que existe e não é influenciado se à obra, fàcilmente se liberta dos vínculos da ilusão. pelas obras que pratica. 4. Os inexperientes que principiam a estudar a 8. Êle conhece a Vida Universal e o que Verdade, costumam designar o conhecimento e as dela procede, e sabe que não é êle, como espírito, obras, ou a abstenção da ação e a prática da reta ação quem age, mas é a sua natureza que vê, cheira, como duas coisas diferentes; mas os sábios as sente, come, caminha e respira. reconhecem como uma coisa só; pois, quem tem o 9. Em verdade, pode êle dizer: "Os senti conhecimento, há de ter também as obras, e quem dos fazem a sua parte no mundo sensual; deixe tem as obras, terá igualmente o conhecimento. mo-los agir, eu não sou vinculado nem iludido 5. Ambos estes caminhos conduzem ao mesmo por êles, porque sei qual é o seu fim". fim, e os que seguem um dêles, chegam ao mesmo 10. Quem encara suas ações como obra dos ponto que os que vão pelo outro. Quem tem a reta sentidos, e as executa sem apêgo, não é maculado percepção, vê que o conhecimento e a atividade, ou pelo egoismo, tal qual a flôr do lotus, que não é — por outras palavras — a renúncia e a prática são poluida pelas águas que a rodeiam. uma coisa só, em sua essência. 11. O yogi, tendo-se libertado de todo o apego, executa as ações do corpo, da mente e do
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