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Capítulo 7 de 24

1.2 – A Evolução Intelectual

A Interdependência dos Seres · Luiz Guilherme Marques, pelo espírito Montaigne

A inteligência é o acúmulo de noções, mero aperfeiçoamento dos instintos, apesar de muitos se orgulharem dela e quererem dominar as outras criaturas, tornando-se seus dirigentes. Não há diferença de essência entre inteligência e instinto. Mas há, sim, entre ambos e a moralidade, pois esta última dá um rumo elevado, engrandecedor, a ambos, representando a aproximação consciente de Deus, que pretende de Seus filhos e filhas que Amem uns aos outros até mais que a Ele. Tanto assim é que, na parábola do mordomo infiel [2], o Senhor elogiou seu servidor por ter beneficiado os servos, mesmo traindo-Lhe a confiança. Somente estar aperfeiçoado nos automatismos mais evoluídos dos instintos, que a Ciência materialista denomina inteligência, não faz os seres se tornarem felizes. Até pelo contrário, normalmente os leva à violência, à depressão, aos vícios e ao fracasso moral.

Os seres realmente evoluídos confiam muito mais na inspiração do que na chamada razão, porque a Verdade só é revelada aos que trazem puro o coração, conforme já vínhamos afirmando desde nossa vida no mundo terreno, no século XVI, no que, aliás, somente nos baseávamos em Jesus, Sócrates e outros grandes mestres da humanidade. Inteligência é muito pouco para quem pretende ser feliz, pois a interdependência dos seres, compreendida e praticada, é que concede a felicidade, objetivo que todos almejam. Portanto, não sejam inteligentes, mas sim amorosos, fraternos, como Francisco de Assis vivenciou, considerando-se irmão de todos os seres da Criação!

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.