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Capítulo 6 de 24
1.1 – “Vós Sois Deuses”: O Gérmen da
A Interdependência dos Seres · Luiz Guilherme Marques, pelo espírito Montaigne
PERFEIÇÃO Jesus, em face do primitivismo da inteligência e da moralidade dos Seus contemporâneos, mesmo assim marcou sua compreensão através de simbolismos como esse que agora abordamos: “vós sois deuses”, para ensinar que cada ser é criado “simples e ignorante”, mas que evolui até se tornar uma miniatura do próprio Criador. Deus, como Pai de todas as criaturas, colocou no íntimo de cada uma a semente da Perfeição relativa, pois que a Absoluta somente existe n’Ele próprio. Deus em miniatura é cada ser, sem distinção de nenhum, mas há um dado que deve ser considerado, todavia que, infelizmente ainda não foi percebido pela maioria dos habitantes da Terra, que se espelham, inconscientemente, nos deuses fictícios das Mitologias da antiguidade, ou seja, cada um daqueles deuses era egoísta, orgulhoso e vaidoso, o mesmo se dizendo das deusas, todos concentrados nos próprios interesses, como seres humanos dotados de poderes, mas sem a devida evolução moral, que Jesus resumiu no Amor.
Sem a conscientização desse elo de Amor, ou seja, a compreensão da interdependência absoluta entre todos os seres, de nada valem os poderes intelectuais, psíquicos e físicos, pois Deus não admite nenhuma forma de tratamento que represente desprezo a quem quer que seja, por menor que seja, tanto que Jesus ensinou: “Quem fizer o Bem a um desses pequeninos é a Mim que o estará fazendo.” A interdependência absoluta entre os seres é uma corrente fluídica invisível aos olhos materiais, mas que ata os seres uns aos outros para todo o sempre, desde o instante do nascimento, com sua saída das Mãos do Criador, até o resto da eternidade. Deuses sem essa compreensão são Espíritos maléficos, negativos, perversos ou simplesmente infelizes frutos da egolatria, sofredores, que infelicitam a si próprios e as coletividades onde habitam, como césares, ditadores, intelectuais desviados do Bem, líderes da irresponsabilidade e narcisistas à procura de adoradores, como se vê em todas as épocas da História, passando e deixando rastros de maldade ou de futilidades, que desaparecem com o tempo.
Sem a compreensão dessa regra - que Jesus chamou de Amor, que nós denominamos interdependência entre os seres, sem querermos inovar, mas apenas esclarecer para nossos irmãos e irmãs o significado da expressão utilizada pelo Divino Mestre – todo e qualquer esforço ou iniciativa representam muito pouco no caminho evolutivo, pois estará o ser vivente muito distante dos outros e, portanto, do Amor, mesmo que acredite estar perto. A regra é clara e não deve ser ignorada nos momentos da vida, em qualquer tempo ou lugar: saber que somos todos interligados pelas emanações mentais é imprescindível para procurarmos conviver, interagir, aprender e ensinar. A vida de Kaspar Kauser deve servir de alerta para que ninguém se isole, se orgulhe, se envaideça, despreze as demais criaturas, deixe de ajudar, deixe de pedir que lhe ensinem, deixe de ensinar.
A condenação pesará sobre os que desprezam a Lei da Interdependência dos Seres, levando-os a mundos inferiores, onde aprenderão a solidariedade no contato com seres primitivos e rudes, que lhes darão pedras em vez de pão, serpentes em lugar de peixes, porque estão muito no começo da evolução moral.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.