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Capítulo 14 de 24
4 – A Missão dos Professores
A Interdependência dos Seres · Luiz Guilherme Marques, pelo espírito Montaigne
(DETALHAMENTO) Sócrates foi professor não só dos seus filhos carnais, mas também da sua geração e das demais que o sucederam. Jesus aceitou o qualificativo de Mestre, pois que o é realmente. Assim também todos os que ensinam, pela palavra e pelo exemplo, sendo profissionais do Magistério ou não. Todos são professores de alguma coisa, na vivência em contato com as demais pessoas. Feliz de quem ensina a Ciência terrena, mas, mais feliz ainda quem ensina o Bem, não importando sob qual coloração religiosa ou filosófica, pois, quando Jesus disse que Deus deveria ser adorado “em Espírito e Verdade”, estava desmoronando todas as barreiras do facciosismo religioso ou filosófico e afirmando que o importante é que o Nome de Deus seja lembrado. A única Lição importante é a do Amor Universal, não sendo relevante o Nome que se utilize para essa vivência. Inclusive a parábola do mordomo infiel mostra como Deus prefere que os Seus filhos se amem entre si muito mais que Amem a Ele.
Os professores devem imitar Sócrates, ensinando seus discípulos a raciocinar e encontrar as soluções para os problemas técnicos e os da vida cotidiana: não devem transformar seus alunos em meros memorizadores de informações teóricas, pois a vida surpreende cada um com seus acontecimentos imprevisíveis. Quem não está preparado para solucionar os impasses da vivência terrena corre o risco de desesperar e desistir até de viver, optando pelo suicídio, pelos vícios e pela depressão: é preciso ensinar-se os filhos e alunos a enfrentarem as dificuldades como forma de autofortalecimento intelecto-moral. Sócrates e Jesus são excelentes exemplos de quem chegou ao extremo de enfrentar a morte corporal com galhardia, depois de encararem de frente outros tantos desafios e imprevistos. Mirem-se em ambos os professores profissionais ou não!
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.