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Capítulo 16 de 24

5.1 – A Ingratidão

A Interdependência dos Seres · Luiz Guilherme Marques, pelo espírito Montaigne

Uma vez que um ser humano reconheça ser filho de Deus, a primeira atitude que se pode esperar dele é que declare seu reconhecimento de público, por exemplo, nunca se envergonhando de orar em voz alta quando e onde se faça necessário. Há pessoas que se envergonham de se declarar crentes em Deus, como há outras cujo orgulho as impede de orar em voz alta na presença de outras pessoas. A gratidão a Deus deve ser a primeira de todas. Quando se deu a conhecimento da regra moral do “honrar pai e mãe”, estava-se afirmando a necessidade da gratidão aos que nos deram a vida material, através de um corpo de carne. Por isso, devemos agradecer aos nossos pais terrenos todos os benefícios que nos concederam, mesmo quando se tratem de pais e mães que se limitaram à procriação, sem nada mais terem feito em nosso favor.

A gratidão a cada pessoa que participou ou participa da nossa convivência, mesmo que no papel de espezinhadores, também é necessária, pois até os opositores nos instigam à reflexão, ao aprendizado, uma vez que a única nocividade a que um ser pode se condenar é a inatividade. O movimento físico ou mental enriquece o ser de novos conhecimentos, portanto, fá-lo aprimorar-se intelectual e, se procurar melhorar sua amatividade, também moralmente. A ingratidão representa um defeito grave, dos mais graves, pois enfraquece o elo de ligação entre nós e as demais criaturas. Um ser, por exemplo, que não tem simpatia pelos animais, deixa de permutar com eles energia saudável, que lhe daria saúde e felicidade. Outro que é indiferente às plantas, da mesma forma. Outro ainda que não é sensível às belezas dos mares, rios, montanhas etc., da mesma maneira. Quanto mais aqueles que detestam a presença de pessoas! Tudo isso representa ingratidão, uma vez que, como viemos tentando demonstrar neste opúsculo, todos os seres são absolutamente interdependentes.

Acordem os ingratos da sua modorra espiritual e bendigam a tudo e a todos, como fazia Chico Xavier, por exemplo, que sempre dirigia um pensamento ou uma palavra de simpatia a tudo e a todos, até às doenças que lhe fragilizavam o corpo físico!

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.