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Capítulo 8 de 11
D E U S — parte 7 de 10
Reencontro no Céu · Osvaldo Polidoro
– Sem ser Dalva, ninguém me falou sobre deveres por exercitar. Gozo um tempo ainda, que me foi conferido, de vilegiatura. Porém, penso no dia em que deva reiniciar um trabalho qualquer... Caiu em profunda meditação, moveu a cabeça afirmativamente, custou para falar, e por fim, considerou: – Como acho bonito o serviço de esclarecimento das mentes!... Se o Pai me determinasse agir nesse sentido!... Como me lembrasse de que muita gente, no mundo das formas, também pensa assim, mas age dentro do mais repelente sectarismo, do mais pujante exclusivismo, da mais nauseante facciosidade, pouco se importando com as melhores expressões da VERDADE, disse-lhe, talvez de modo um tanto ferino: – Depois que a gente vem para estas bandas, onde a cor sectária do mundo só apreensões custa, na maioria das vezes, os pruridos são todos no sentido de querer educar bem aos outros, senhor Edgard. Não repare na minha observação, mas, se lhe for do agrado, fará isso pensando nos erros que eu mesmo pratiquei por lá, e que aqui me custam também sérias apreensões. – Curvo-me, amigo, ao imperativo da sua lógica. É irretorquível. Mas doume por feliz de, tão cedo, ter merecido do Pai o acolhimento de que me não sinto merecedor. Sou consciente de minha falta. E procurarei reparar, formando na falange dos novos apóstolos, que pregam e professam, ante o mundo inçado de rotinismos, o culto do Consolador, à base do intercâmbio entre este e aquele plano. Se puder merecer, amigo Alonso, quero trabalhar no contato com os irmãos ainda encarnados. Quero fazer que saibam aquilo que acontece para aquém do túmulo, onde a vida se plasma de modo muito diferente do que ensinam velhos documentos sagrados. Silenciou mais um pouco e prosseguiu, fazendo elucubrações: – Não disponho da autoridade que decorre do saber, mas conto com a paz que comporto, por ter a paz cultivado... E tudo dependerá de Deus... Achei bom intervir, e falei-lhe: – Deus serve a uns pelos outros. A prova disso é o poder de autoridade dos chefes e condutores, a contar dos Cristos Planetários. Cada um, na proporção direta ao merecimento, e ao conseqüente investimento, é mandado e manda com poder, seja no plano que for. Por isso, amigo Edgard, procure um dos nossos mentores e exponha-lhe as aspirações tão nobres. – Bravo! Obrigado! – exclamou o bom velho, sorrindo agradecido.
Uma mulher e um aviso É comum, na terra, sentir-se alguém inspirado ou auxiliado por agente invisível. Aqui dá-se o mesmo, nesta vida não se foge à regra. Muitas vezes se fala ou se ouve falar, bem, tão bem que se mitiga a idéia de superiores influências. E muitas vezes, em momentos supremos, quando os passos podem ser orientados para variantes caminhos, surge sempre, ou quase sempre, um alguém que inspira, tal como na Terra, fazendo e deixando livre o influenciado. Depois daquela conversa, quando disse ao amigo Edgard que buscasse um dos superiores e expusesse os anseios, retirou-se ele para a sua nova residência, tendo eu me encaminhado para um dos parques da cidade, onde procurava, no silêncio e ao contato com as fontes, os pássaros e as flores, deleitar o espírito a um de meus modos. Estava, pois, ante murmurante regato, apreciando umas aves interessantes, como patos selvagens, muito enfeitados de plumas belíssimas, assim como o não são os da Terra, quando, uma mulher de branquíssimos cabelos, mas que parecia ocultar em si apreciáveis valores, saudou-me: – Irmão Alonso, boa tarde. Respondi a saudação, tendo ficado a admirar-lhe o porte austero, a nobreza dos traços, a doce inflexão da voz, a atraente I nteligência do seu olhar, enquanto ela foi dizendo: – Sou pessoa da família de Edgard, se assim é ainda lícito dizer, uma vez que a obrigação é estender os mais nobres sentimentos a todos os filhos do Supremo. Como, porém, nosso plano de vida é tão relativista ainda, e as atrações são do mesmo modo exercitadas, vim em busca do meu prezado amigo para, como amigo que é dele, instruí-lo, ou influenciá-lo, no sentido de que visite uma sobrinha de nome Altair, que tem o nome de uma sua avó...
– Isso será, irmã, muito agradável para ele... Uma avó é pessoa sempre muito amada através da lembrança, e, uma sobrinha encarnada, pelo que sinto, com dotes mediúnicos quase expostos... Oh!... Pressinto, minha irmã, gratas surpresas... – Bem, bem, amigo – disse ela sem surpreender-se – é isso mesmo. Aprecio o seu raciocínio, o seu poder de sintonização vibratória e a sua vontade de servir. E saberá, também, que sou a avó, pois não?... – Eu adoro as avós... Minha irmã Altair, terei tanto prazer em ser-lhe útil, assim como se fosse a minha própria avó. Que lembranças trago comigo, de uma velhinha adorável, que me trazia doces, frutas, carinhos e jamais palmadas!... – Todos nós – disse ela em tom de agradecimento – somos avós, avôs, pais, mães, irmãos, etc.; porque as contingências evolutivas nos conduzem a todas as situações, fazem-nos atender a todos os requisitos condicionais, para, com isso, projetar-nos à incondicional valorização espiritual. Por isso mesmo, amigo Alonso, tanto quanto se sente atraído por alguém, por esta ou por aquela razão, esteja certo de que, outros, que nem sabe onde estejam e quem sejam, por si aguardam e de si profundas saudades sentem. É a vida, amigo, quem nos força a estender os santos laços de fraternismo universal, começando pelo circuito estreito do ambiente familiar. Quando, porém, formos crescidos em verdadeira espiritualidade então saberemos sentir em qualquer ser, e por ele, todos os amores. E sentindo esse amor pelas células, o todo estará amado, e, a religião será o AMOR implantado, de dentro para fora, e não por convenção, como ainda o é. Ela, ao falar, emitia umas radiações dulcíssimas, que me invadiam o ser, fazendo-me como transportar para ambientes felizes, caseiros e próprios. Tive vontade de perguntar qualquer coisa a respeito, mas ela mesma avançou: – Não vale a pena fazer tal pergunta... Tudo virá a tempo... Nada como trabalhar esperando e ficar ao dispor do que for do agrado de Deus. Quem faz a trama somos nós mesmos, sem dúvida, mas, um Supremo Poder tudo fiscaliza e recompensa. Procure cumprir com o seu dever, para que seus direitos conservem-se garantidos. Fez uma inclinação com a cabeça, disse adeus e sumiu-se de diante de mim. Sabia eu que tinha adquirido mais uma feliz incumbência. E tão depressa o quanto pude procurei Edgard, para relatar-lhe o ocorrido. E como tivesse ela falado, em influenciá-lo, subentendi que não queria fizesse o relato integral. Portanto, inventei uma descida, por assim dizer, à terra dos encarnados, em
companhia de outros amigos; e que, nos meandros, apareceu oportunidade de visita a alguém que tocou naqueles nomes que lhe seriam familiares. Quando Edgard ouviu falar em sua avó, tornou-se sentimental e projetou o seu pensamento para muito longe, para imagens distantes da vida, mas muito próximas do coração. E fiz-lhe, então, compreender a premência de uma visita à sobrinha; o que, tendo ele dado resposta afirmativa, combinamos fazer à noite, assim que nos fosse possível, isto é, uma vez livres das obrigações.
Uma moça e um passeio Depois da meia noite, rumamos para a residência da jovem indicada, Altair, a sobrinha de Edgard. No recinto, aguardando-nos, estava Altair, a avó de Edgard. E este, como era de esperar, teve mais um daqueles felizes e emocionantes fenômenos que enfeitam a vida de um recém-desencarnado. Foi uma cena sublime! Dentro em pouco, voltava o espírito da jovem, que ali não estava junto ao corpo. E tendo-nos encontrado a conversar, bem ao lado do leito onde seu corpo jazia em descanso, depois das apresentações, também entrou na conversa. Logo mais, como era de ver, fomos juntos fazer uma ronda pelas casas amigas. E era muito interessante de se notar o quanto de livre e penetrante, de lúcida, era a jovem Altair fora da carne. Nem parecia alguém agrilhoado a um corpo inerme, por poderosos laços morais e eletromagnéticos. A jovem pensava, agia, falava, raciocinava, locomovia-se, tomava iniciativas, tudo com muita espontaneidade, tal como se fosse uma entidade desencarnada e em ótimas condições psíquicas. E enquanto imaginava eu nisso, disse-me Altair, a avó: – É uma questão de faculdade; enquanto viver e for fiel ao mandato que a fez tomar um corpo, terá liberdades e facilidades para tanto. E nós poderemos contar com essa vigorosidade mediúnica, e com essa força de vontade, para forçar meios incrédulos quanto às verdades espíritas ou proféticas. Edgard, que parecia basbaque ante tantas graças de Deus expostas, assuntou em um momento: – Como gostaria de fazer qualquer coisa pelos meus!... Como seria bom têlos ao par de muitos outros conhecimentos!... Dizer-lhes, fazer-lhes saber que as verdades do Cristianismo, ensinadas e vividas por Jesus, não são apenas teorias enfunadas de valor místico-celestial, mas sim vivas, práticas, tangentes,
e que se prolongam para estas bandas da vida, com o mesmo vigor, com as mesmas expectativas, com os mesmos encantos, com as mesmas amizades. Silenciou por um momento, encarou de frente o rosto expressivamente nobre da avó, para dizer em tom severo: – Tudo fará Deus, sinto-o, para um encaminhamento feliz... Quem poderia lutar contra o Deus de Amor e Verdade?... Deixemos de vez ao Deus dos exércitos e das carnes assadas!... Dos trucidamentos israelíticos!... Do Deus que era só por Israel, por mais ninguém!... Deixemos de parte, para sempre e do melhor modo, a tudo quanto diga respeito a um Pai que não é o verdadeiro Pai!... Deus é VIDA, Deus é AMOR, Deus é JUSTIÇA; em Deus não existem favores, não cabem desaforos humanos, nem podem encontrar guarida os ímpetos sectários e facciosos dos clericalismos de todos os tempos!... Quem divide, quem não ama, quem foge do melhor conhecimento, não pode se dizer religioso!... Os cleros têm feito da mentira a religião, só porque os seus donos precisam comer e beber à custa dessa mesma mentira!... – Mas se nós fomos os fabricantes de clerezias!... – interrompeu a avó, deixando transparecer um profundo conhecimento histórico do neto, ou de suas vidas. – Pois façamos qualquer coisa por desmanchar o passado! – replicou ele. – Isso já está sendo feito, querido Edgard; todos os grandes vultos que fizeram pelo Espiritismo alguma coisa, neste renovo cíclico, dando-lhe foro de doutrina organizada, nada mais foram que aqueles mesmos que em outros tempos, por via de inferiorismo, fundaram religiões sobre princípios sólidos, mas, infelizmente, mui rusticamente interpretados. Não disse o Mestre que Elias viria restabelecer as coisas? E sabe o porquê? É que Elias, em outros tempos, fora o fundador do mais exclusivista princípio religioso do planeta! Assim, portanto, é dever de cada qual, antigo instrumento do Senhor, mas agindo inferiormente, fazer o possível para que o religiosismo feneça e o verdadeirismo se estabeleça no mundo! É da Lei que assim ocorra, e, por isso mesmo, assim está ocorrendo. – Folgo em saber isso... – disse Edgard, revelando satisfação. – Os “fundadores de religiões” nada mais querem, no presente, senão que se estabeleça no mundo o conceito do Cristo – “a VERDADE vos tornará livres.” – Porque toda questão espiritual o é de ordem fundamental, quer em moral, quer em ciência. E assim sendo, de que precisa o ser, para subir pela escada da Pureza e da Sabedoria, que não seja amor à VERDADE e repugnância pelo convencionalismo clerical?
Houve um silêncio longo, depois de ter assim se expressado a avó de Edgard. O que cada um de nós pensou, não sei. Sei, de mim mesmo, que idéias renovadoras me vieram à mente, aos jorros. E que Altair comentou, olhando-me nos olhos: – Difícil é extirpar do solo a semente da tiririca!... Religiosismo errado é um vício nefando!... Sem o concurso de certas leis, impossível seria o trabalho de renovação e recuperação do eu; portanto, façamos o possível, mas sem desesperos e sem ímpetos... Sem paciência não nos pouparemos às grandes falhas, aos torpes atos e às dolorosas reencarnações... Deus, sendo AMOR é também TOLERÂNCIA. – Justo – foi o mais que pude dizer, ante aquela fisionomia reveladora de grandes experiências acumuladas. – Como folgo em saber que os velhos fundadores de modos de crenças, trabalham agora para implantar no mundo, o culto da espiritualidade sadia, sem jaça, porque alheia às cogitações convencionais ou de estatutos organizados por homens. Se a era do Consolador chegou, avó Altair, é porque chegou ao homem deste planeta, o momento feliz de sobrepor-se às futricas teologais, verdadeiras cadeias, deprimentes grilhões, que trucidam no ser, a consciência e a razão. E a avó assim se expressou: – De minha parte, Edgard, alegro-me em vê-lo ansiado por tais idéias. Quando o princípio mental se torna consciente, em seguida, todos os poderes latentes podem ser postos a trabalhar bem pela causa comum. Um espírito desencarnado, só pelo fato de o ser, não precisa menos de desejo de luta e auto-reconquista. Se é certo que foi um evangelista, também é certo que não fez o que poderia ter feito pelo avanço no âmbito do próprio Evangelho. E como Edgard, ao ouvi-la assim dizer, aguçou mais os ouvidos, ela prosseguiu, com mais vigor: – Porque o Evangelho é escola sem fim, para nós, quer para baixo, quer para cima. No seu âmbito, Edgard, enquadra-se o ser embrionário e seu meio ambiente, bem como os do grau crístico e suas esplendorosas realidades. Veja, ou sinta, portanto, o quanto o homem está ainda longe das profundas lições do Evangelho! Tudo é nele infinitamente profundo, pois é, por assim dizer, PRINCÍPIO e FIM, em sabedoria. De amar a Deus com toda a inteligência e com toda a força do coração, nenhum ser terrícola é ainda capaz; isso implica em santidade tal, e em tão profundo saber que não o suportaria um espírito, uma vez jungido ao grau de densidade dos corpos terrestres. Nem nos êxtases dos
místicos isso é possível, sendo certo que o êxtase é produto de exteriorização do eu, fenômeno que facilita outras e mais elevadas formas de sintonia e contato com as supremas vibrações. – Bem – comentou ele – e quem iria julgar-se, na terra, senhor de todos os conhecimentos e detentor de toda a capacidade de sentimento? Por sinal que, se houvesse alguém nessas condições, comentário algum faria disso, simples e modestos como soem ser aqueles que mais são e podem. – O próprio Cristo – comentou ela – no sentido de hierarquia pessoal e como expoente de indiscutível sublimação de estado universal, quando veio ao mundo em condição humana, fê-lo reduzidissimamente. Menos disso, não só o não suportariam os homens, seus irmãos menores, como, ainda, não lhe seria possível consorciar a grandeza dos esplendores espirituais às rudes condições de um corpo físico e de um ambiente tão medíocre. Houve, pois, primeiramente, intervenção de um processo redutor. E uma vez assim equiparado, deu-se o grande acontecimento. Cumpre notar que, tais reduções são comuns, embora em menor escala, da parte de outros seres que periodicamente encarnam. – Tudo faz crer em leis sábias! – afirmou Edgard. – Naturalmente. – apoiou sua avó – Se é lei o poder vibrante do espírito, menos lei o não é a densidade do plano físico, do mundo e das coisas materiais. Cada coisa, cada elemento, em sua condição é lei e por lei se define, como expoença de um Supremo Poder. Nada há que não mereça respeito na chamada Obra Divina, porque tudo reflete uma Vontade Superior. E o homem, na altura do poder discernidor, nunca deve desrespeitar coisa alguma, daquelas que são por Suprema Vontade. Deve é procurar compreender e aplicar bem, começando por si mesmo. Altair, a sobrinha, depois de nos ter deixado por um pouco, voltava agora acompanhada de três priminhos, todos espíritos encarnados, que haviam deixado seus corpos nos leitos. Chocaram-se um pouco, é certo, vendo o velhote e falecido tio pela frente, mais vivo do que antes, sorridente e feliz. O tio, por sua vez e com aquele modo de atrair próprio dos velhos, atraiu-os a si, acariciando-lhes as cabecitas louras e puras. Dentro em pouco, todos os pequenitos rumaram para os braços de Altair, a avó, que os mimava, insuflando-lhes poderosos jatos luminosos. Depois de agradável palestra, recomendou à jovem que os recambiasse aos devidos corpos. E não foi com satisfação que os pequenitos despediram-se dos queridos parentes mortos. Quando a jovem Altair voltou, estando todos nós reunidos, disse-lhe a veneranda senhora, sua bisavó:
– Querida, quer você dar início a um belo serviço? A moça, cheia de vida e fulgor espiritual, fez um gesto de consentimento, embora fizesse entrever que tudo faria aguardando de Deus as bênçãos, e dos mentores o apoio e as diretrizes seguras. – Bem pensa, querida amiga. Antes da bisneta é a grande amiga de outros dias, o espírito batalhador de outros tempos, que não media um sacrifício, desde que fosse para torcer o erro e levantar a Justiça. Esperamos muito de si, amada filha de ontem, pois para uma boa semeadura veio à carne. Deus nunca deixará ao desamparo aos que procuram servi-Lo em amor e em sabedoria. Levantará nos meios familiares primeiramente, e depois nos arredores, a tocha de um conhecimento superior, iluminador de consciências e consolador de almas. Para que os homens sintam a verdade evangélica em si mesmos, necessário se faz que nobres seres se entreguem à luta. Sem que se queime o pavio e se consuma a essência, impossível é que se torne iluminado o ambiente. A jovem fitava firme o rosto belo e absorvente da veneranda mulher. E quando esta abriu os braços, banhou-lhe as vestes alvíssimas com suas lágrimas felizes e agradecidas. Estava feito um pacto. E com poucas palavras mais, atendendo a um convite da bisavó, partimos todos rumo ao plano de vida que lhe era de direito. A Altair, bisneta, estava radiante. Seu porte esbelto, seu esplendor espiritual, tudo nela pareceu aumentar desde que se enfronhou em seu ambiente hierárquico correspondente. A região era, de fato, muito avançada. Devia ser o décimo oitavo céu, ou faixa, segundo o modo de se entender ou classificar as zonas que circundam os mundos sólidos. Como é de saber, considerar para cima ou para baixo é convenção que deriva da lei da gravidade; porém, não há, de fato, esse cima nem esse baixo. O que há são zonas exteriores, cada vez mais sublimes ou celestializadas, isto é, mais próximas intimamente ao Supremo Ser, que é Estado Divino por excelência. Isso quer dizer, é óbvio, que Deus é onipresente, mas que a manifestação não pode ser absoluta, onde a matéria ou a materialidade o não permita. E como tudo isso se passa pela Sua Vontade, por lei, tributaremos amor e respeito aos relativismos, uma vez que lhes cumpre ressaltar o que é mais sublime.
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