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Capítulo 2 de 11

D E U S — parte 1 de 10

Reencontro no Céu · Osvaldo Polidoro

Eu Sou a Essência Absoluta, Sou Arquinatural, Onisciente e Onipresente, Sou a Mente Universal, Sou a Causa Originária, Sou o Pai Onipotente, Sou Distinto e Sou o Todo, Eu Sou Ambivalente.

Estou Fora e Dentro, Estou em Cima e em Baixo, Eu Sou o Todo e a Parte, Eu é que a tudo enfaixo, Sendo a Divina Essência, Me Revelo também Criação, E Respiro na Minha Obra, sendo o Todo e a Fração.

Estou em vossas profundezas, sempre a vos Manter, Pois Sou a vossa Existência, a vossa Razão de Ser, E Falo no vosso íntimo, e também no vosso exterior, Estou no cérebro e no coração, porque Sou o Senhor.

Vinde pois a Meu Templo, retornai portanto a Mim, Estou em vós e no Infinito, Sou Princípio e Sou Fim, De Minha Mente sois filhos, vós sereis sempre deuses, E, marchando para a Verdade, ruireis as vossas cruzes.

Não vos entregueis a mistérios, enigmas e rituais, Eu Quero Verdade e Virtude, nada de “ismos” que tais, Que de Mim partem as Leis, e, quando nelas crescerdes, Em Meus Fatos crescereis, para Minhas Glórias terdes.

Eu não Venho e não Vou, Eu sou o Eterno e o Presente, Sempre Fui e Serei, em vós, a Essência Divina Patente, A vossa presença é em Mim, e Quero-a plena e crescida, Acima de simulacros, glorificando em Mim a Eterna Vida.

Abandonando os atrasados e mórbidos encaminhamentos, Que lembram tempos idólatras e paganismos poeirentos, Buscai a Mim no Templo Interior, em Virtude e Verdade, E unidos a Mim tereis, em Mim, a Glória e a Liberdade.

Sempre Fui, Sou e Serei em vós a Fonte de Clemência, Aguardando a vossa Santidade, na Integral Consciência, Pois não quero formas e babugens, mas filhos conscientes, Filhos colaboradores Meus, pela União de Nossas Mentes.

Introdução Para a mentalidade rudimentar dos religiosos terrenais, existe um número tal de espíritos que governam a humanidade, sob a égide do Cristo Planetário; mas esse número é composto pelos santos de sua grei sectária. É incapaz de calcular que bilhões e bilhões de seres existem, muito superiores, no próprio quadro demográfico do planeta, isto é, de criaturas que pertencem ao quadro de obrigações desta partícula cósmica. Assim sendo, por exemplo, para quem seja cristão, prevalecem o Cristo e mais umas dúzias de santos. Fora isso, tudo é negação ou inferioridade. E com isso, como é de conceber facilmente, nem entendem sobre o que seja inferior, nem, e menos ainda, sobre o que seja superior, em matéria de visão das coisas. Não obstante tal sofrível realidade, há um pedacinho da VERDADE integral que nos toca, e esse pedacinho é o que é, ainda que não contando com o beneplácito do rampeirismo humano, a esse respeito. Sabemos, podemos sabêlo bem, que temos por direito o poder ignorar pouco ou muito sobre a VERDADE em sua integralidade; porém, seria de bom alvitre, dedicasse o homem terrenal, encarnado ou desencarnado, mais um pouco de atenção para com o sentido infinitamente complexo da VERDADE, quando se tratar desta, em sua apresentação relativista. Que a VERDADE sendo tudo, por isso mesmo impossível de ser discernida pelo nosso entendimento, seja excessivamente superior ao nosso alcance de penetração espiritual, disso se não discutirá; mas, que, uma vez havendo da VERDADE, ao dispor do homem, como que comércio varejista, ou por fração, nada de mais fora, que, por essas condutibilidades proporcionais, cada qual procurasse pensar com um pouco de bom senso a mais. Afinal, arejar a mente por meio de prismas de visão melhores, não constitui favor, e sim dever de todos.

É muito certo que, para se saber umas tantas coisas, não basta se leia, apenas; o conhecimento também carece de têmpera, de amadurecimento. E isto vem, não por meio apenas de intelectualismo, não através leis de fundo teórico, somente. O mais recamado tarado, por exemplo, pode renascer em um corpo são, por conferir-lhe a Suprema Justiça, oportunidade reparadora. Não haveria de ser, é natural, pelo fato de ler sobre os Vedas, sobre Rama, sobre os Budas, sobre Krisna, sobre Zoroastro, sobre Hermes, sobre Moisés, sobre o Cristo, sobre Kardec, e sobre tudo quanto lhe fosse possível em Arte, Ciência, Religião e Filosofia, que viesse a se tornar pronto, praticamente, em todas essas virtudes, disciplinas e técnicas. Teoria é valor, ninguém jamais o negará; pesa, pois, exatamente pelo que é, na balança orçamentária dos valores conquistáveis. Nunca, porém, preencherá aquelas lacunas que são os exemplos vividos, à custa de sangrar os pés nas íngremes estradas do mundo, recebendo o apupo de uns, a perseguição de outros, a bofetada de outros, a cruz de outros, e assim por diante. A edificação que marca no ser o vinco das imortais conquistas, jamais poderia ser adquirida à custa, apenas, de algumas ou muitas leituras. Com o advento ao mundo, de uns cem anos para cá, de manifestações científicas e espiritualistas, por determinação do Cristo e em virtude de contingências cíclicas, uma falange numerosa de “sábios teóricos” se está forjando. Princípios básicos, regras indiscutíveis, normas éticas e estéticas, tudo quanto há de francamente lindo do ponto de vista intelecto-moral, campeia livre e bem sonante, euforicamente à vontade, até mesmo na boca de simples adolescentes. No entanto, o que se reconhece com a intervenção da prova real, que é a lei desencarnacionista, é que uma grande distância separa, muitas vezes, o homem prático do homem teórico. Aquele, portanto, que mostrar ao próximo os céus lindos, os excelentes ou miríficos tronos onde repontem coroados vultos, nada de si mais dá, para merecer um pouco de paz, senão a deficiência que lhe acarretará caminhar por vielas escuras em sombrios países do plano astral da vida. Eis no que dá, ou no que fará dar, possivelmente, a teoria adquirida e não posta a render juros práticos, eis no que acabarão as falácias longas e empolgantes, belas e bem nutridas de verbalismo, mas desprovidas de senso realístico, de solidez exemplar. Bem houvera, pois, o Cristo, afirmado que muito será exigido a quem muito tenha sido dado. Teoria, amigos, representa compromisso solene perante as leis causais. Teoria é bem em potencial, diante de quem, só o mais tolo não procura com afinco, as oportunidades de conversão em bem dinâmico, em patrimônio inalienável, imarcescível, por elaboração complementar.

Quem assim vos fala, amigos, é quem, embora não tendo sido no mundo um sábio portador de pergaminhos, nem por isso deixava de ostentar bons conhecimentos, sobre aspectos vários do saber humano. Em matéria de espiritualismo, principalmente, tinha e dispunha de cabedais enormes em bases teóricas. Gostava do saber talvez, tanto quanto o detestava praticar. Teórica e superficialmente, era um bom crente. Aos erros, à vida de desequilíbrios, ou para isso, reclamava a desculpa natural, que anda na mente de milhões: a fraqueza inerente ao sentido físico do homem, ou de todo e qualquer ser biológico. E a vida, ou os dias, foi transcorrendo normalmente. Nem nisso pensava, que a terra girava sem me pedir contas, e que, ao final, cada dia marcava uma fração da etapa total, finda a qual, sem outra apelativa, teria de prestar contas sobre como teria consumido tais frações da etapa. Em bom tempo penso hoje, graças ao acúmulo experimental, sobre ser todo o bem ou todo o mal, conquista feita aos poucos, vagarosissimamente. Nem por isso, em múltiplos casos, dá tempo ou se acha meio de pensar, representar cada minuto, cada segundo, uma responsabilidade a mais, na conta corrente estabelecida entre o cidadão, o destino e as leis que conferem relativas liberdades. A vida, amigos, ou o programa evolutivo encarado de um modo geral, é bela de ser meditada e entendida. No fundo, os altos e baixos de cada um, que representam os de toda a humanidade, parecem como acidentes coloridos sobre o fundo branco da tela. Há sempre acidentalização na vida de todo e qualquer ser. E o melhor modo de pensar, para mim, que ainda devo ser nada menos do que utilitarista, é criar acidentes favoráveis, modos de estar que nos sejam eficientes, em matéria de bem-estar consciencional. Aliás, devemos considerar ter sido essa a norma seguida por todos os grandes instrutores da humanidade. E a lógica está no próprio poder intrínseco da vida, do programa evolutivo, uma vez que o ser, está mais do que sabido, parte de baixo para cima, como que da inércia para o máximo dinamismo consciencional. A defesa do direito de bem viver todos os momentos é tão inalienável no indivíduo, como irrecusável é a obrigação de não possuí-lo à custa do prejuízo alheio. Nada mais vejo do que isso, nada me parece mais simples de ser entendido, nada é mais chão para ser vivido, do que um princípio de ética como esse, que sendo espontâneo no ser, para ser sentido como a si totalmente favorável, também jamais poderia ser negado como o melhor a ser feito em proveito alheio. Para mim, toda a Suprema Justiça quer, apenas, que tornemos felizes aos outros, para que o ambiente feliz, por sua vez, venha a incidir sobre nós.

Isso, é o que vejo hoje, serviu para me servir no que fiz bem; e isso mesmo foi o que me tornou infeliz, quando fiz mal. Ninguém me fez ver que lei fundamental alguma pudesse ter vindo a sofrer aumento ou diminuição em si, por via de minhas boas ou más obras; mas me fizeram ver, ou saber, que, por trilhar o lado negativo de uma ou outra, comprometi a paz ou o bem alheios, e, como reação do lado positivo da mesma lei, penei os feitos errados. Agora, é certo, me perguntarão se as leis possuem dois lados, um para ser bem e outro para ser mal usado. Eu digo que sim, pois, embora a lei seja sempre una em seus fundamentais atributos, nós somos relativamente livres para por ela fazer bom ou mau uso de nossas próprias possibilidades. O caminho pelo qual se vai é o mesmo pelo qual se vem. A lei da dialética em tudo reina, a força dos contrários embeleza o universo! Graças a ela, podemos analisar e discernir, confrontar e deduzir, vindo a amar o profundo mecanismo das leis divinas. Graças ao poder da dialética, ou da força dos contrários, podemos pensar muito e muito avançar, procurando discernir, até onde possa ir o livre arbítrio, e quando deixe de ser atuante o Supremo Determinismo. Sabendo que tudo é parte do Supremo Determinismo, ficamos, então, mais credenciados para respeitar religiosamente ao poderoso direito de relativo livre arbítrio. Para mim, depois de ter errado muito e de tudo ter tido de reparar, ganhei experiência suficiente para saber que, ao estar usando o livre arbítrio, estava de antemão pondo em movimento o Supremo Determinismo. E embora ainda seja frágil o meu poder de auto-domínio, trago sempre em mente que, se me fosse dado voltar ao mundo das formas, com esse mesmo quantum discernitivo, tudo faria para poder executar o mandato da vida, com rara e brilhante elegância intelecto-moral. Tudo na vida faz crer, faz sentir, que não há maior influência de um pólo da lei sobre o outro; mas, sim, que por Soberano Poder, cada um deles completa ao outro, no sentido de forçar tudo à evolução, pelo prisma obrigatório da movimentação. Procurar o sentido moral da vida é obrigação nossa, embora ser existente e vibrante seja por inderrogável lei superior! Não cumpre, pois, fazer o barco da vida e o mar da existência; eles o são por si mesmos. O que nos cumpre é guiar do melhor modo e para o rumo certo.

O que não fiz Ninguém é responsável pela sua vida, mas sim pela direção que lhe der. Pela vida, em sua essência, responde Deus, que é a própria vida em essência. Embora cedo para sentir toda a presença da Divina Essência, posso falar em nome de uma grande viagem a plano superior, onde, em expressão, vi a Deus. Porquanto, tendo entrado em contato avançadíssimo, por aumento do poder vibratório operado pela cooperação de um grande oficial das esferas superiores, entrei a ver, a entender e a sentir, em grau indefinível, ao Supremo Ser, que do íntimo de tudo e todos, a tudo e todos dá vida e rege. Bem estulto seria eu, se pretendesse ofertar em linguagem perfeita e definitiva, uma simples versão do que me foi dado viver! Viver, sim, pois Deus é VIDA em completa expressão, imaterial, informe e totalmente onipresente. Em sintonia com tal expressão da Divindade, subiram de tal modo meus poderes de ubiqüidade, que, sentindo-me a mim mesmo com distinta personalidade, sabia estar em tudo e em todos, como que no infinito em geral, movido ou forçado, por aquela poderosa influência, em VIDA, em LUZ, em AMOR e em CIÊNCIA! Posso dizer, atrevo-me a confessar, do quanto será capaz um espírito que tenha alcançado tal grau de evolução. A estuância do próprio Deus o embalará, em todos os sentidos vibratórios, e, daí pode-se inferir como um ser relativo consiga filtrar puramente ao Poder Divino. O que não fiz, no mundo das formas, foi realizar esse propósito do próprio Deus em mim, ou em nós, de um modo prático. Procurei saber sobre Deus e Suas infinitas manifestações, movido por uma chama tão viva o quão consciente, projetado por uma fé ardente, porém e infelizmente, de teor puramente mental e intelectual. O que me faltou, mais do que nada foi, bem o sei, para realizar um grande avanço rumo ao SANTO INTERNO, foi atender ao sentido moral da vida. Não soube compreender que essa obrigação toca essencialmente ao ser relativo, por ser atributo, ou um dos atributos do

panorama que compreende o livre arbítrio. Por isso, e por ter sido estudioso, um dos chefes me disse um dia, depois de palmilhar tredos caminhos do mundo astral: – Alonso, você tem em seu farnel histórico um pouco de vantagens espirituais em seu favor. Porém, em sua última experiência na carne, todo um bom cabedal de força embaladora fez-se representar apenas no campo mental da ação. Ninguém negará, jamais, o valor de um bom modo de pensar sobre as coisas do Senhor; mas, e acima de tudo, também não se pode negar a obrigação de culto moral do saber. E foi o seu mal, amigo Alonso, o ter sabido e não ter vivido. E enquanto eu pensava, pauseou ele um bocado, para logo emendar: – Contudo, amigo, é da Soberana Vontade que tenha uma visão das coisas superiores da vida, antes de empreender novos serviços, neste lado. – Minha consciência reflete tudo quanto é real sobre isso, meu senhor; e se lastimo alguma coisa, só o faço com relação à dor que tive de suportar, anos a fio, nos países tristes da erraticidade. Quanto ao mais, senhor, sei ter aprendido qualquer coisa com a estada em tais lugares. E ele volveu a falar, considerando: – O saber é o acúmulo de experiência, assim como a santidade é o acúmulo das virtudes. Ninguém fica completo de um salto, sendo absurdo o dizer-se que um ser qualquer, seja quem for, tenha feito todo o seu movimento ascensional, sem ter caído e levantado, nascido, morrido e renascido, miríades de vezes. Folgo, pois, em ouvi-lo dizer que aproveitou com a estada nos baixios astrais. E com isso, transportou-me de uma zona semi-triste, onde o trabalho era rude, para uma outra, muito mais alegre, onde o sol do bem estar iluminava todos os rostos e temperava o mais recôndito dos seres. Deus, enfim, estava ali mais manifesto. Porque há duas formas de manifestação de Deus: uma manifesta e outra imanifesta. E como a manifesta há de ser sempre a estrada que conduza à imanifesta e essencial, sempre que do inferior se passe para o superior, significa que se deixou de ver, entender e sentir a Deus de um modo pior, para O ver, entender e sentir de um modo melhor. Ninguém irá às melhores expressões da vida, sem ser por percorrência às piores. E como o poder discernitivo é produto de elaboração íntima ou intelecto-moral, eis que o homem, por Deus, é compelido a fabricar o seu céu. Por certo, amigos, dirão perguntando:

– Então, que representam as zonas interestelares, os supremos planos etéreos, as faixas mais afastadas dos planetas ou os seus respectivos céus? Responderei: é certo que qualquer planeta, por inferior que seja, ainda que longe estando de oferecer possibilidade de vida organizada animal, conta com os seus céus, com as suas faixas, com as zonas etéreas, onde vivem os seus dirigentes, guiados por um Cristo, isto é, pelo chefe superior; é certo que, os céus de um planeta estão em correspondência direta com o grau hierárquico do próprio planeta, havendo variação nos céus, assim como as há nos planetas sólidos. Porém, quem irá habitar tais zonas celestiais exteriores, sem alcançar o merecimento interiormente, pessoalmente? Já foi dito, por quem tinha de sê-lo, que um grau vibratório interior, corresponde sempre a um grau vibratório exterior, e vice-versa. Assim, irmãos, ao desencarnar um espírito, especificamente, por si mesmo, atingirá o grau exterior de vida a que fez jus. Um tal estado de vida na carne, corresponde a um tal AMBIENTE de vida fora da carne. A cada qual, sem dúvida, segundo as suas obras. E do centro da Terra, em seu duplo etéreo, ao mais afastado plano etéreo de influência radiante do planeta, não faltará moradia para ninguém, mereça lá o cidadão como bem o mereça, da suprema treva aos supremos esplendores divinais. Ninguém precisa sair de si mesmo ou do planeta Terra, como de qualquer outro, para encontrar de tudo, rumo à paz ou à tormenta.

O que deveria ter feito Ninguém está, também, por reencarnar e ser espiritualista, proibido de viver a sua vida plena, no mundo, isto é, relativamente ao meio e segundo sua natureza e condição evolutiva. Digo condição evolutiva, porque, sendo todos iguais até um determinado ponto, depois, ou daí para diante, cada qual é distinto, pelo menos em parte, dos outros. A lógica salvadora ou comprometedora, amigos, é aquela que dita o modo moral segundo como vivermos as leis comuns, politicamente, economicamente, civilmente, artisticamente, filosoficamente, cientificamente, ou, segundo como dispusermos de nós mesmos, do cérebro ao coração, do espírito à matéria, do moral ao razoável. Quando acompanhei aquele chefe para a região aonde presentemente habito, nem por sonho imaginava encontrar, em um departamento documentário, o documento que era o programa traçado, ou pré-traçado, de minha futura vida na carne. É natural que tudo quanto seja programa, leis e ordem imperante no mundo, seja de sempre, no infinito da Obra Divina; mas, como estava esquecido do passado, só lembrando de mim mesmo e de modo pouco recomendável, tudo isso me pareceu estranho e forte. O certo, porém, é que fui ler um programa não cumprido, um plano não executado, pelo menos em porcentagem elevada. O que executei, foi aquela parte que é por inerência à própria contingência do viver, assim como um homem governador, que, por pouco que o faça e mal, algo será forçado a fazer, por injunção funcional. Tendo em vista o movimento renovador do Cristianismo, tinha-me proposto trabalhar pela causa, acompanhando na onda renovadora, a milhões de seres, que, por mando geral do Cristo, agiriam, como agem, sob o influxo de um grande chefe para isso designado. Falhei, portanto, na parte executiva, uma vez que dos conhecimentos gerais me acerquei com prontidão e facilidade. Isto é; hoje sei bem que a isso fui guindado; e que, o que faltara, foi aquilo que de mim

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