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Capítulo 6 de 32
Introdução do Apocalipse
Interpretação Sintética do Apocalipse · Cairbar Schutel
O autor do apocalipse abre o seu livro apresentando-o como uma revelação de Jesus Cristo, sobre as coisas que haviam de acontecer, inclusive a futura vinda do Mestre à Terra, em Espírito, e cercado da glória de seus anjos. (1) (1) - Apocalipse, I, 7 (S. Mateus, XXV, 31 a 46) Narra como se deu a sua visão e as palavras que ouviu "como a voz de trombeta", e a recomendação que teve de se dirigir às "sete igrejas", representadas por "sete candeeiros", assistidas por "sete espíritos", simbolizados por "sete estrelas". (2) (2) - Apocalipse, I, 10 a 20 Nessa visão salienta-se a "espada de dois gumes" que sai da boca do excelso Espírito (Jesus). Essa espada é o símbolo do poder e da justiça. E a palavra divina, que no dizer de São Paulo, é a poderosa arma, com a qual será restabelecido o reinado do Cristo na Terra. É, finalmente, o Evangelho, o Verbo, essa espada que vibra golpes arrojados matando a hipocrisia, aniquilando o erro e defendendo os espíritos de boa vontade na luta terrível das "trevas" contra a "luz".
Em seguida, transcreve as "cartas às sete igrejas"(1): Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia, cartas essas dignas de serem lidas, e que dispensam perfeitamente o trabalho de tradução, pois se acham escritas em linguagem popular e ao alcance de todos. (1) - Apocalipse, II e III No capítulo IV, o autor continua escrevendo sobre a sua visão cheia de quadros que se desdobram às suas vistas e que representam as letras com que se escrevem as "coisas espirituais", que as palavras humanas não podem traduzir. A linguagem espiritual se manifesta por meio de símbolos que ferem a imaginação e dão uma idéia relativa das coisas que existem. Entretanto, não podem ser percebidas pelos nossos sentidos materiais, grosseiros.
Por exemplo nós lemos: "um mar de vidro semelhante ao cristal, (2) que representa o céu; as quatro criaturas viventes: o leão, o novilho, o homem e a águia voando" (3), que representam o poder, a criação, a sabedoria e a eternidade; todos entoando o cântico celeste: "Santo, santo, santo é o Senhor Deus Todo-poderoso, que era e que há de ser." (2) - Apocalipse, IV, 6 (3) - Apocalipse, IV, 7 e 8 Os Espíritos puros, mensageiros da Revelação, que é a pedra fundamental da igreja do Cristo, (4) são representados por " 24 anciãos vestidos de roupas brancas, tendo nas suas cabeças coroas de ouro." (1) (4) - S. Mateus, XVI, 17 e 19 (1) - Apocalipse, IV, 4 e 5
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.