Voltar ao livro Interpretação Sintética do Apocalipse

Capítulo 13 de 32

Capítulo IX

Interpretação Sintética do Apocalipse · Cairbar Schutel

Ao som da quinta trombeta cai do céu na terra uma ESTRELA. Deve ser um Espírito decaído, um gênio altamente científico, mas atrasado em moral, o qual baixou a este mundo com uma nova invenção, que foi destinada aos artifícios de guerra - quem sabe se os aviões de artilharia, que lançam bombas nas cidades, levando o pânico às populações, mas que poucos estragos relativamente fazem, produzindo mais o terror que a destruição e a morte? "São gafanhotos alados que não fazem danos às ervas, mas atormentam os homens"! Este é o primeiro ai. Quando soou a sexta trombeta (2) apareceram diante do profeta os exércitos em pé de guerra; "os cavalos tinham cabeças como de leões, e das suas bocas saíam fogo e fumo e enxofre, e os que estavam montados sobre eles tinham couraças de fogo, de jacinto e de enxofre".

São os quatro anjos presos junto do grande rio Eufrates que foram soltos". (2) - Apocalipse, IX, 13. Esta visão, que sucedeu imediatamente à do quinto selo, nos parece uma alusão clara às quatro nações: Alemanha, Áustria-Hungria, Turquia e Bulgária, (1) que foram, pode-se dizer, as potências promotoras da guerra e que mais próximas se acham do rio Eufrates. (1) - Referência a acontecimento da Primeira Grande Guerra Mundial - 1.914 - 1.918. A referência deste capítulo se encontrará - parece-nos - no capítulo VI, 2 e 3, já por nós explicado, lembrando os horrores ocasionados pela guerra, no momento em que escrevemos, com a circunstância de já se ter ela estendido por quase todo o mundo, sendo sustentada pelas quatro nações acima referidas.

Chamamos a atenção do leitor para a decadência moral, para a falta de sentimento religioso que lavra nas sociedades humanas, fato exarado no mesmo capítulo do Apocalipse pelas seguintes expressões: "Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das abras de suas mãos, para que não adorassem os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra, de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; e não se arrependeram dos seus homicídios nem das suas feitiçarias, nem da sua devassidão, nem dos seus furtos" (2). (2) - Apocalipse, IX, 20 e 21.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.