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Capítulo 5 de 32

Deduções Filosóficas da Religião

Interpretação Sintética do Apocalipse · Cairbar Schutel

A idéia religiosa traz, como conseqüência, a sobrevivência do Espírito à morte do corpo, e deste axioma derivam as condições físicas e morais do homem depois da morte. De onde se conclui que, para ser religioso, é preciso que o homem tenha fé nos seus destinos. Parece claro que ninguém pode ter "fé na vida futura", sem que dela tenha noção; e, para que dela tenha noção, é preciso que estude, investigue, compreenda. Ninguém pode, pois, ser religioso sem que estude a Religião sob os seus vários aspectos. E o Apóstolo das gentes, interpretando a Religião pela caridade, diz em uma de suas epístolas: "Que a vossa caridade abunde em todos os conhecimentos para que aproveis o melhor e não tenhais tropeços no dia do Cristo". A Religião não dispensa os seus dois atributos: pureza e simplicidade. Estas condições, entretanto, que revestem a Religião, não a impedem de ser racional e experimental. E nesse sentido que a Religião manifesta, nas almas, o seu caráter verdadeiramente moral, pois representa a fé ativa e não a "fé cega", obcecada, filha do fanatismo. Essas considerações eram indispensáveis para entrarmos no tema "Apocalipse", que pretendemos explicar.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.