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Capítulo 29 de 32
As Últimas Palavras do Anjo
Interpretação Sintética do Apocalipse · Cairbar Schutel
O trono de Deus e do Cordeiro, estará nela, e os seus servos os servirão e verão a sua face; e o seu nome estará nas testas deles. E não haverá mais noite; nem precisam mais da luz da candeia nem da luz do sol, porque o Senhor Deus os iluminará e eles reinarão pelos séculos dos séculos". (1) (1) - Apocalipse, XXII, 1 a 5. Para remate final da VISÃO do evangelista lhe foi mostrado "um rio de água da vida, resplandecente como cristal, saindo do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua rua, e, de um e de outro lado do rio, achava-se a árvore da vida, que dava doze frutos, produzindo em cada mês o seu fruto; e as folhas da árvore servem para a cura das nações. E não haverá jamais maldição. Efetivamente, o RIO DE ÁGUA VIVA saindo do trono de DEUS e do CORDEIRO não é senão a REVELAÇÃO. Sempre progressiva, ela é indispensável a todas as almas, porque todas caminham do conhecido para o desconhecido, e a REVELAÇÃO é que abre todas as portas do futuro.
A REVELAÇÃO é a pedra fundamental da Doutrina de Jesus. Quando Pedro, representando o Colégio Apostólico, respondeu à pergunta de Jesus, dizendo-lhe: "TU ÉS CRISTO, FILHO DE DEUS VIVO", o Mestre afirmou-lhe: "Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te REVELOU, mas sim meu Pai que está nos Céus. Tu és Pedro, e sobre esta PEDRA (A REVELAÇÃO) edificarei a minha Igreja e as portas do Hades não prevalecerão contra ela". (1) (1) - S. Mateus XV I, 13 a 18. Na história religiosa se realça esse RIO CAUDALOSO, que resplandece como o cristal, saindo do trono de Deus e do Cordeiro. (2) (2) - Roma e o Evangelho, cap. II; No Invisível, L. Denis, págs. 456 a 501; O Evangelho Segundo Espiritismo, Allan Kardec, cap. I e II. A ÁRVORE DA VIDA é a RELIGIÃO, o EVANGELHO, que dá frutos todos os meses, e as suas folhas servindo para a cura das nações significa orientação Cristã dos governos do mundo.
Por isso "não haverá maldição". (3) (3) - Apocalipse, XXII, 3. O não "haver mais noite" (4) exprime, como já dissemos, na Cidade Celestial, a existência da Luz Divina, livre da atmosfera grosseira que impede seus esplendores, assim como também a ausência da IGNORÂNCIA, não só no Mundo Espiritual, como no Mundo Corporal, porque "O SENHOR ILUMINARÁ A TODOS". (1) (4) - Apocalipse, XXII, 5. (1) - Apocalipse, XXII, 5.
As últimas palavras do ANJO representam a confirmação de todas as manifestações dadas a S. João e o anúncio formal da realização das profecias. Disse ele: (2) "Estas palavras são fiéis e verdadeiras, e o Senhor Deus dos ESPÍRITOS DOS PROFETAS enviou o seu Anjo para mostrar aos seus servos o que deve acontecer brevemente. Eis que venho à pressa. Bem-aventurado o que guarda as palavras da profecia deste livro". (2) - Apocalipse, XXII, 6 e 7.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.