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Capítulo 8 de 24

Federação Espírita Brasileira — parte 7 de 23

Ação e Reação · Chico Xavier, pelo espírito André Luiz

fratricida, alimentando o ódio contra os seus descendentes e conturbando-lhes a vida. É necessário que vás em pessoa suplicarlhes melhores disposições mentais para que se habilitem ao amparo de nossa organização, preparando-se para o renascimento físico em época oportuna. Conseguida essa fase inicial de assistência, colaborarás na volta de Olímpio ao lar do próprio filho, e, por tua vez, tornarás à carne, logo após, a fim de que de novo te consorcies com ele, em abençoado futuro, para que recebas nos braços Clarindo e Leonel, por filhos do coração, aos quais Olímpio restituirá a existência terrestre e os haveres... Um sorriso de ventura brilhou no semblante da sublime mulher e, talvez porque enunciasse pensamentos de temor, Sânzio acudiu-a, exclamando: – Não desfaleças. Serás sustentada por esta Mansão, em todos os teus contactos com os nossos amigos fixados na vingança e atenderemos pessoalmente a todos os assuntos que se refiram à transferência de tuas atividades para este sitio, perante as autoridades a que te subordinas. Nossos irmãos infortunados não estarão insensíveis aos teus rogos...

Sofreste-lhes impiedosos golpes nos derradeiros dias de tua permanência no mundo e a humildade dos que sofrem é fator essencial na renovação dos que fazem sofrer... A digna criatura, em lágrimas de jubiloso reconhecimento, osculou-lhe a destra e afastou-se. A cena tocante e simples emocionara-nos, fundamente. Senti o incomensurável amor de Deus alicerçando os fundamentos de Sua Justiça indefectível e, no imo dalma, bradei para os meus próprios ouvidos: – Louvado sejas Tu, Pai de Infinita Bondade, que semeias a esperança e a alegria até nos infernos do crime, como desabotoas rosas de beleza e perfume no seio dos sarçais!... Autorizadas por Druso, Madalena e Silvia aproximaram-se do Ministro, implorando-lhe a intercessão para que os esposos fos- Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 76

sem atendidos naquele estabelecimento de paz e fraternidade, para a reconstrução do destino à frente do porvir. Sânzio acolheu-lhes as súplicas com benevolência e carinho, determinando o recolhimento de ambos os infelizes no clima do instituto e prometendo facilitar-lhes a reencarnação para breve. Ligeiro sinal do diretor fez-nos sentir que o instante era agora livre para os entendimentos educativos; assim, impressionados com o que víramos e observáramos, Hilário e eu acercamo-nos do venerável mensageiro, com o propósito de ouvi-lo, a fim de aproveitarmos aquela hora de conversação rara e bela. Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 77

Conversação preciosa Facilitando-nos a tarefa, Druso apresentou-nos, mais intimamente, ao Ministro Sânzio, informando que estudávamos, em alguns problemas da Mansão, as leis de causalidade. Anelando penetrar mais amplas esferas de conhecimento, acerca do destino, indagávamos sobre a dor... O grande mensageiro como que abdicou por momentos a elevada posição hierárquica que lhe quadrava à personalidade distinta, e, tanto pelo olhar quanto pela inflexão da voz, parecia agora mais particularmente associado a nós, mostrando-se mais à vontade. – A dor, sim, a dor... – murmurou, compadecido, como se perscrutasse transcendente questão nos escaninhos da própria alma. E fitando-nos, a Hilário e a mim, com inesperada ternura acentuou, quase doce: – Estudo-a, igualmente, filhos meus. Sou funcionário humilde dos abismos. Trago comigo a penúria e a desolação de muitos. Conheço irmãos nossos, portadores do estigma de padecimentos atrozes, que se encontram animalizados, há séculos, nos despenhadeiros infernais; entretanto, cruzando as trevas densas, embora o enigma da dor me dilacere o coração, nunca surpreendi criatura alguma esquecida pela Divina Bondade. Registrando-lhe a palavra amorosa e sábia, inexprimível sentimento me invadiu a alma toda. Até ali, não obstante ligeiramente, convivera com numerosos Instrutores. De muitos deles conseguira ensinamentos e observações magistrais, mas nenhum, até então, me trouxera ao espírito Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 78

aquele amálgama de enlevo e carinho, admiração e respeito que me assomava ao sentimento. Enquanto Sânzio falava, generoso, cintilações roxo-prateadas nimbavam-lhe a cabeça, mas não era a sua dignidade exterior que me fascinava. Era o caricioso magnetismo que ele sabia exteriorizar. Tinha a impressão de achar-me à frente de meu pai ou de minha própria mãe, ao lado de quem me cabia dobrar os joelhos. Sem que me fosse possível governar a comoção, lágrimas ardentes rolavam-me pela face. Não pude saber se Hilário estava preso ao mesmo estado dalma, porque, diante de mim, passei a ver Sânzio somente, dominado por sua grandeza humilde. De onde vinha, Senhor – perguntava sem palavras nos refolhos do coração –, aquele vulto tão ilustre, mas, apesar disso, tão simples d’alma? onde conhecera eu aqueles olhos belos e límpidos? em que lugar lhe recebera, um dia, o orvalho de amor divino, assim como o verme na caverna sente a benção do calor do Sol?

O Ministro percebeu-me a emotividade, como o professor assinala a perturbação do aprendiz, e, qual se quisesse advertir-me sobre o aproveitamento das horas, avançou para mim e observou carinhosamente: – Pergunte, meu filho, sobre questões não pessoais, e responderei quanto puder. Percebi-lhe a nobre intenção e busquei dominar-me. – Grande benfeitor – exclamei, comovido, buscando olvidar os meus próprios sentimentos –, poderemos ouvi-lo, de algum modo, acerca do “carma”? Sânzio retomou a posição que lhe era habitual, junto ao espelho cristalino, e obtemperou: Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 79

– Sim, o “carma”, expressão vulgarizada entre os hindus, que em sânscrito quer dizer “ação”, a rigor, designa “causa e efeito”, de vez que toda ação ou movimento deriva de causa ou impulsos anteriores. Para nós expressará a conta de cada um, englobando os créditos e os débitos que, em particular, nos digam respeito. Por isso mesmo, há conta dessa natureza, não apenas catalogando e definindo individualidades, mas também povos e raças, estados e instituições. O Ministro fez uma pausa, como quem dava a perceber que o assunto era complexo, e continuou; – Para melhor entender o “carma” ou “conta do destino criada por nós mesmos”, convém lembrar que o Governo da Vida possui igualmente o seu sistema de contabilidade, a se lhe expressar no mecanismo de justiça inalienável. Se no círculo das atividades terrenas qualquer organização precisa estabelecer um regime de contas para basear as tarefas que lhe falem à responsabilidade, a Casa de Deus, que é todo o Universo, não viveria igualmente sem ordem.

A Administração Divina, por isso mesmo, dispõe de sábios departamentos para relacionar, conservar, comandar e engrandecer a Vida Cósmica, tudo pautando sob a magnanimidade do mais amplo amor e da mais criteriosa justiça. Nas sublimadas regiões celestes de cada orbe entregue à inteligência e à razão, ao trabalho e ao progresso dos filhos de Deus, fulguram os gênios angélicos, encarregados do rendimento e da beleza, do aprimoramento e da ascensão da Obra Excelsa, com ministérios apropriados à concessão de empréstimos e moratórias, créditos especiais e recursos extraordinários a todos os Espíritos encarnados ou desencarnados, que os mereçam, em função dos serviços referentes ao Bem Eterno; e, nas regiões atormentadas como esta, varridas por ciclones de dor regenerativa, temos os poderes competentes para promover a cobrança e a fiscalização, o reajustamento e a recuperação de quantos se fazem devedores complicados ante a Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 80

Divina Justiça, poderes que têm a função de purificar os caminhos evolutivos e circunscrever as manifestações do mal. As religiões na Terra, por esse motivo, procederam acertadamente, localizando o Céu nas esferas superiores e situando o Inferno nas zonas inferiores, porquanto, nas primeiras, encontramos a crescente glorificação do Universo e, nas segundas, a purgação e a regeneração indispensáveis à vida, para que a vida se acrisole e se eleve ao fulgor dos cimos. Ante o intervalo espontâneo e reparando que o Ministro se propunha a manter contacto conosco, através da conversação, aduzi, com interesse: – Comove saber que sendo a Providência Divina a Magnanimidade Perfeita, sem limites gerando tesouros de amor para distribuí-los com abundância, em favor de todas as criaturas, é também a Eqüidade Vigilante, na direção e na aplicação dos bens universais. – Efetivamente, não poderia ser de outro modo – ajuntou Sânzio, bondoso. – Em assuntos da lei de causa e efeito, é imperioso não olvidar que todos os valores da vida, desde as mais remotas constelações à mais mínima partícula subatômica, pertencem a Deus, cujos inabordáveis desígnios podem alterar e renovar, anular ou reconstruir tudo o que está feito.

Assim, pois, somos simples usufrutuários da Natureza que consubstancia os tesouros do Senhor, com responsabilidade em todos os nossos atos, desde que já possuamos algum discernimento, o Espírito, seja onde for, encarnado ou desencarnado, na Terra ou noutros mundos, gasta, em verdade, o que lhe não pertence, recebendo por empréstimos do Eterno Pai os recursos de que se vale para efetuar a própria sublimação no conhecimento e na virtude. Patrimônios materiais e riquezas da inteligência, processos e veículos de manifestação, tempo e forma, afeições e rótulos honoríficos de qualquer procedência são de propriedade do Todo-Misericordioso, que no-los Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 81

concede a título precário, a fim de que venhamos a utilizá-los no aprimoramento de nós mesmos, marchando nas largas linhas da experiência, de modo a entrarmos na posse definitiva dos valores eternos, sintetizados no Amor e na Sabedoria com que, em futuro remoto, Lhe retrataremos a Glória Soberana. Desde o elétron aos gigantes astronômicos da Tela Cósmica, tudo constitui reservas das energias de Deus, que usamos, em nosso proveito, por permissão dEle, de sorte a promovermos, com firmeza, nossa própria elevação a Sua Majestade Sublime. Dessa maneira, é fácil perceber que, após conquistarmos a coroa da razão, de tudo se nos pedirá contas no momento oportuno, mesmo porque não há progresso sem justiça na aferição de valores. Lembrei-me instintivamente da nossa errada conceituação de vida na Terra, quando nos achamos sempre dispostos a senhorear indebitamente os recursos do estágio humano, em terras e casas, títulos e favores, prerrogativas e afetos, arrastando, por toda a parte, as algemas do mais gritante egoísmo...

Sânzio registrou-me os pensamentos, porque acentuou com paternal sorriso, após ligeira pausa: – Realmente, no mundo o homem inteligente deve estar farto de saber que todo conceito de propriedade exclusiva não passa de simples suposição. Por empréstimo, sim, todos os valores da existência lhe são adjudicados pela Providência Divina, por determinado tempo, de vez que a morte funciona como juiz inexorável, transferindo os bens de certas mãos para outras e marcando com inequívoca exatidão o proveito que cada Espírito extrai das vantagens e concessões que lhe foram entregues pelos Agentes da Infinita Bondade. Aí, vemos os princípios de causa e efeito, em toda a força de sua manifestação, porque, no uso ou no abuso das reservas da vida que representam a eterna Propriedade de Deus, cada alma cria na própria consciência os créditos e os débitos que lhe atrairão inelutavelmente as alegrias e as dores, as facilidades e Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 82

os obstáculos do caminho. Quanto mais amplitude em nossos conhecimentos, mais responsabilidade em nossas ações. Através de nossos pensamentos, palavras e atos, que nos fluem, invariáveis, do coração, gastamos e transformamos constantemente as energias do Senhor, em nossa viagem evolutiva, nos setores da experiência, e, do quilate de nossas intenções e aplicações, nos sentimentos e práticas da marcha, a vida organiza, em nós mesmos, a nossa conta agradável ou desagradável ante as Leis do Destino. Nesse ponto do valioso esclarecimento, Hilário inquiriu com humildade: – Amado Instrutor, à face da gravidade de que a lição se reveste para nós, que devemos entender como sendo “bem” e “mal”? Sânzio fez um gesto de tolerância bondosa e replicou: – Evitemos o mergulho nos labirintos da Filosofia, não obstante o respeito que a Filosofia nos merece, porquanto não nos achamos num cenáculo simplesmente destinado à esgrima da palavra. Busquemos, antes de tudo, simplificar. É fácil conhecer o bem quando o nosso coração se nutre de boa-vontade à frente da Lei.

O bem, meu amigo, é o progresso e a felicidade, a segurança e a justiça para todos os nossos semelhantes e para todas as criaturas de nossa estrada, aos quais devemos empenhar as conveniências de nosso exclusivismo, mas sem qualquer constrangimento por parte de ordenações puramente humanas, que nos colocariam em falsa posição no serviço, por atuarem de fora para dentro, gerando, muitas vezes, em nosso cosmo interior, para nosso prejuízo, a indisciplina e a revolta. O bem será, desse modo, nossa decidida cooperação com a Lei, a favor de todos, ainda mesmo que isso nos custe a renunciação mais completa, visto não ignorarmos que, auxiliando a Lei do Senhor e agindo de conformidade com ela, seremos por ela ajudados e sustentados no campo dos Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 83

valores imperecíveis. E o mal será sempre representado por aquela triste vocação do bem unicamente para nós mesmos, a expressar-se no egoísmo e na vaidade, na insensatez e no orgulho que nos assinalam a permanência nas linhas inferiores do espírito. Finda breve pausa, o Ministro ajuntou: – Possuímos em Nosso Senhor Jesus-Cristo o paradigma do Eterno Bem sobre a Terra. Tendo dado tudo de si, em benefício dos outros, não hesitou em aceitar o supremo sacrifício no auxílio a todos, para que o bem de todos prevalecesse, ainda mesmo que a ele, em particular, se reservassem a incompreensão e o sofrimento, a flagelação e a morte. Em vista da pausa que se fizera espontânea, ousei ainda interrogar, faminto de luz: – Generoso amigo, poderíamos ouvi-lo, de alguma sorte, quanto aos sinais cármicos que trazemos em nós mesmos? Sânzio refletiu alguns momentos e ponderou: – É muito difícil penetrar o sentido das Leis Divinas, com os recursos limitados da palavra humana. Ainda assim, iniciemos o tentame, recorrendo a imagens tão simples quanto seja possível. Apesar da impropriedade, comparemos a esfera humana ao reino vegetal.

Cada planta produz na época própria, segundo a espécie a que se ajusta, e cada alma estabelece para si mesma as circunstâncias felizes ou infelizes em que se encontra, conforme as ações que pratica, através de seus sentimentos, idéias e decisões na peregrinação evolutiva. A planta, de começo, jaz encerrada no embrião, e o destino, ao princípio de cada nova existência, está guardado na mente. Com o tempo, a planta germina, desenvolvese, floresce e frutifica e, também com o tempo, a alma desabrocha ao sol da eternidade, cresce em conhecimento e virtude, floresce em beleza e entendimento e frutifica em amor e sabedoria. A planta, porém, é uma crisálida de consciência, que dorme largos Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 84

milênios, rigidamente presa aos princípios da genética vulgar que lhe impõe os caracteres dos antepassados, e a alma humana é uma consciência formada, retratando em si as leis que governam a vida e, por isso, já dispõe, até certo ponto, de faculdades com que influir na genética, modificando-lhe a estrutura, porque a consciência responsável herda sempre de si mesma, ajustada às consciências que lhe são afins. Nossa mente guarda consigo, em germe, os acontecimentos agradáveis ou desagradáveis que a surpreenderão amanhã, assim como a pevide minúscula encerra potencialmente a planta produtiva em que se transformará no futuro. Nessa altura, Hilário perguntou, inquieto: – Não teremos, nesse postulado, a consagração do determinismo de ordem absoluta? Se trazemos hoje, no campo mental, tudo aquilo que nos sucederá amanhã... Sânzio, contudo, esclareceu, complacente: – Sim, nas esferas primárias da evolução, o determinismo pode ser considerado irresistível.

E o mineral obedecendo a leis invariáveis de coesão e o vegetal respondendo, fiel, aos princípios organogênicos, mas, na consciência humana, a razão e a vontade, o conhecimento e o discernimento entram em função nas forças do destino, conferindo ao Espírito as responsabilidades naturais que deve possuir sobre si mesmo. Por isso, embora nos reconheçamos subordinados aos efeitos de nossas próprias ações, não podemos ignorar que o comportamento de cada um de nós, dentro desse determinismo relativo, decorrente de nossa própria conduta, pode significar liberação abreviada ou cativeiro maior, agravo ou melhoria em nossa condição de almas endividadas perante a Lei. – Mas, ainda mesmo nas piores posições expiatórias – inquiri –, goza a consciência dos direitos inerentes ao livre arbítrio? – Como não? – falou o Ministro, generoso – imaginemos um delinqüente monstruoso, segregado na penitenciária. Acusado de Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 85

vários crimes, permanece privado de toda e qualquer liberdade na enxovia comum. Ainda assim, na hipótese de aproveitar o tempo no cárcere, para servir espontaneamente à ordem e ao bem-estar das autoridades e dos companheiros, acatando com humildade e respeito as disposições da lei que o corrige, atitude essa que resulta de seu livre arbítrio para ajudar ou desajudar a si mesmo, a breve tempo esse prisioneiro começa por atrair a simpatia daqueles que o cercam, avançando com segurança para a recuperação de si mesmo. O raciocínio era claro, mas, não desejando perder o fio da lição simples e preciosa, indaguei: – Venerável benfeitor, para nossa edificação, poderemos recolher mais amplas anotações sobre a melhor maneira de colaborar com a Lei Divina em nosso próprio favor? Dispomos de algum meio para escapar à justiça?

Sânzio sorriu e observou: – Da justiça ninguém fugirá, mesmo porque a nossa consciência, em acordando para a santidade da vida, aspira a resgatar dignamente todos os débitos de que se onerou perante a Bondade de Deus; entretanto, o Amor Infinito do Pai Celeste brilha em todos os processos de reajuste. Assim é que, se claudicamos nessa ou naquela experiência indispensável à conquista da luz que o Supremo Senhor nos reserva, é necessário nos adaptemos à justa recapitulação das experiências frustradas, utilizando os patrimônios do tempo. Figuremos um homem acovardado diante da luta, perpetrando o suicídio aos quarenta anos de idade no corpo físico. Esse homem penetra no mundo espiritual sofrendo as conseqüências imediatas do gesto infeliz, gastando tempo mais ou menos longo, segundo as atenuantes e agravantes de sua deserção, para recompor as células do veículo perispirítico, e, logo que oportuno, quando torna a merecer o prêmio de um corpo carnal na Esfera Humana, dentre as provas que repetirá, naturalmente se inclui a Francisco Cândido Xavier – Ação e Reação – pelo Espírito André Luiz 86

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.