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Capítulo 7 de 15
D E U S — parte 6 de 14
O Céu Maravilhoso · Osvaldo Polidoro
que os corações de todos pulsavam em um ritmo só. E Moisés disse, simplesmente: – Quem não estiver com a Lei, com o Cristo Modelo e com o Ministério dos Santos Espíritos Mensageiros, não estará conosco; e quem não estiver conosco, jamais estará com o Céu Interior Divinamente Exposto. Se devo dizer que irradiava Amor, devo também dizer que irradiava Justiça, e de modo tão vigoroso, que seu olhar nos fez estremecer terrivelmente. Era como se Deus por seus olhos falasse, dando tudo e pedindo fraternidade, apenas fraternidade, porém com um rigor tal, como jamais em outros tempos o fora. E fazendo um sinal de despedida, atraiu a si Maria, as Marias, multidões de outros trabalhadores, e partiu com aquelas legiões no rumo dos planos superiores. Tudo findo, ainda tínhamos a Palestina diante de nós, pouco abaixo de nós, e minha mãe, com a sua comitiva, vindo até mim, perguntou-me: – Que dizes, meu querido filho? Caí num pranto irrefreável, abraçado a ela, e nada disse. Quando, enxugando as lágrimas, deixei o seu colo, estava na nossa região e tínhamos ao redor os componentes da comitiva. Eles queriam agradecê-la, mas ela disse-lhes do seu próprio agradecimento, razão por que não podia aceitar nada mais, visto que também recebera, como jamais esperara receber, pois semelhante manifestação nunca antes tivera por graça. Disse de maravilhas celestiais recebidas e de inesquecíveis demonstrações da Divindade já havidas, mas nunca em tal intensidade e significação. E com isso fomos, cada qual a seu rumo, ou no rumo de seus afazeres. Eu rumei para a residência de minha irmã Vicentina, fui meditar, fui reler páginas do Livro dos Atos e do Apocalipse, referentes àqueles fatos vistos.
Capítulo IX
Sendo a Terra um mundo novo, do ponto de vista evolutivo, é casa cósmica também nova, habitação de espíritos embrionários em evolução. Isto, quanto aos normalmente do padrão, pois há os superiores, e até muito superiores, além do Cristo e dos Seus imediatos, que formam uma corte destacada e altamente administrativa. No Salão dos Mapas Diagramáticos há de tudo para se aprender, isto é, que revelam como as coisas são, mas não que resolvam problemas para quem quer que seja, ou que desabrochem o Reino de Deus no imo de alguém, por graça ou favor. Tudo é teoria, nada mais do que teoria, e muito já é, porque antes assim não era, não havia chegado a hora de assim ser ensinado, porque a grande hora transitiva ainda pairava longe dos horizontes da humanidade terrestre. Todos sabem, em virtude daquilo que é ensinado, através dos mapas, que em Deus não existem particularidades nem precedentes. E se esta realidade fundamental fosse conhecida e posta em prática na Terra, de uma vez por todas cessariam todos os clericalismos, todas as formas de exploração religiosista, tudo quanto é figura-de-fachada, tudo quanto é máscara. Assim dizia um servo do Salão de Mapas, a um grupo de visitantes, precisamente no momento em que eu chegava, em companhia de dois companheiros de aprendizados, naqueles primeiros dias de chegada aos planos espirituais. E por ouvi-lo falar assim, desejei aproximar-me, para absorver o que ele dizia. – Dentro de segundos – disse ele – aqui estará Celestino, acompanhado de alguns irmãos nossos, que foram, no dizer deles, ministros de Deus na crosta, e que, no entretanto, por falta de Verdade, Amor e Virtude neles mesmos, não só passaram longos tempos nos lugares de pranto e ranger dos dentes, como ainda vivem por aqui, onde trabalham junto aos socorridos de
última hora, aguardando a hora de reencarnar, para tentar reabilitações e progressos comuns. E mal acabara ele de dizer aquilo, uns quarenta irmãos davam entrada no salão e encaminhavam-se para o seu lado. Assim que chegaram, o servidor avisou a todos da presença de Celestino, anunciando que ele trazia um encargo e que iria falar. – Venho – disse ele – como é comum, para convidar alguns irmãos, os que desejarem, a uma visita à crosta. Alguns devem ir, precisam ir, está no programa de instruções e benefícios, mas outros poderão ir de livre e espontânea vontade, sem compromisso qualquer. Lembro, entretanto, que não é para visitar os respectivos lares, mas sim para estudos, pois vamos a uma sessão espírita, uma reunião de profetas, como diriam nos tempos antigos e nos dias de pós Pentecostes. Achei esquisito, pois um impulso fez-me levantar a mão imediatamente, para ir visitar a crosta, ver uma sessão de cá para aí, já que tantas tinha visto, daí para cá, e dentre todos aqueles que por ali estavam, apenas quatro aceitaram o convite, porque os outros se mostraram indiferentes ou mesmo do contra. Celestino falou-me com bondosa linguagem, sem se mostrar ressentido com a falta de boa-vontade daquela gente toda. E por ter-lhe eu perguntado do porquê daquela má vontade, respondeu-me: – Se fossem grandes espíritos não estariam aqui e não fariam isso; mas como são o que são, fracassados e endividados até, temem a si mesmos. Mal sabem quantas vezes terão que reencarnar, para resgatar faltas e para irem realizando o Cristo interno, e em que condições, sabe-o Deus! Enfim, vamos fazendo a nossa parte e dando tempo ao tempo, que Juiz é Deus, e Divino Juiz que atua com fatos, sem jamais perguntar coisa alguma a quem quer que seja, porque não é particularista e não abre precedentes. – Bem diferente – acrescentei – do Deus que é pregado pelos comercialismos religiosistas do mundo! Ele comentou, pesaroso, lembrando ações próprias comprometedoras: – Eu sei... E sei muito bem, quanto se fala no Deus da Verdade, do Amor e da Virtude, para depois converter tudo em conceitos estúpidos e em comercialismos idólatras, só porque é necessário forrar a pança e a vaidade de muitos homens que não sabem arranjar um ofício ou um ganha-pão mais decente. Perguntei, em face da indiferença e da má-vontade daquelas pessoas: – E poderão ficar assim, indefinidamente, desprezando essas oportunidades?
Celestino respondeu: – Não. E devo dizer que já estão sendo contados os pontos, pois a boavontade é fator de muita importância, desde que o indivíduo aqui aporta e se vai tornando consciente da situação. – Em que sentido haverá imposição da Administração? – Em muitos sentidos, pois as comissões julgam e tomam providências, mas a parte mais importante é o registro que cada um opera em si próprio. – Isso é muito significativo! – exclamei. Celestino assentiu com breve movimento de cabeça, acrescentando: – Lembre-se, de uma vez para sempre, que o Cristo interno jamais será desabrochado por segundos ou terceiros. O Pai Divino oferece campos de atividade, condições e situações, instrutores, profetas e Cristos Modelos, mas quanto às realizações celestiais íntimas, isso compete a cada um. Dentre os presentes adiantou-se um pastor protestante, que comentou: – Reconhecendo os erros de conceito que no mundo são cultivados, e até impostos com fanatismo, devo dizer que muitos séculos se passarão, até que os homens consigam admitir certas verdades, ou aquelas verdades, como disse Jesus, que são de mais difícil assimilação. Eu, durante a vida carnal, jamais poderia admitir semelhantes verdades. E confesso que era sincero, que de fato não podia admitir semelhante coisa. – Eu também, mas pelo fato de seguir pensamentos alheios – disse um outro. Celestino sorriu, encolheu os ombros e comentou: – Bem, já sabem do letreiro que está colocado no Templo de Oração: “De modo algum os ignorantes, covardes e hipócritas herdarão o Reino do Céu”. Ora, o Reino do Puro Espírito é o Crístico ou de Unidade Vibratória com o Princípio Sagrado. Portanto, vamos acabar com os conceitos errados do religiosismo rançoso, e vamos procurar conhecer e viver a Verdade, o Amor e a Virtude, a fim de irmos aumentando em nós os pontos no sentido da autocristificação. Quem já tiver dez por cento do Cristo realizado, faça por atingir os vinte, quem tiver vinte queira atingir os trinta, e, assim por diante, até chegar aos cem por cento. O pastor, ou que ainda estava vestido com tais roupagens, opinou: – E seria bom dizer, lá no mundo, que não existe religião boa, porque boa só a Verdade o é! – Mas que Verdade?!...– interferiu um frade, com ares rabugentos. Todos ficaram a olhar para ele, e foi ele mesmo quem disse:
– A Verdade toma aspectos os mais variáveis, de indivíduo para indivíduo, de tempos a tempos, e ninguém consegue igualar os conceitos, nem o Cristo!... Celestino perguntou-lhe, com brandura, pois o velho frade demonstrava falar com inteira sinceridade: – O irmão procurou ler alguma coisa, no mundo, sobre as Iniciações Antigas? Ele respondeu, prontamente: – Não, senhor... Fui um sincero filho da igreja romana... Celestino ficou a meditar algum tempo, fitou-o bem, e depois aconselhouo: – Não fique a pensar nisso, de agora em diante, pois muito lhe prejudicaria. Deixe o tempo agir em função da Verdade e dos filhos de Deus, pois foi também à custa de empregar mal o tempo que os homens corromperam a Doutrina do Caminho, que nada mais era nem é, do que o Profetismo Hebreu generalizado. Aquilo, ou aquele ministério da Revelação, que no Velho Testamento era cultivado de modo oculto ou esotérico, isso mesmo é que, no Novo Testamento, Jesus derramou sobre toda a carne. Vá lendo o Livro dos Atos, compreende? O velho frade ficou mais à vontade, esboçou um sorriso e disse: – Sim, sim... Quem tem que mudar são os homens, não a Verdade! Celestino convocou os que deviam visitar a crosta, e mais os que quisessem de boa-vontade fazê-lo, e disse que estava na hora da partida.
Capítulo X
Antes de encetar a marcha para dentro, ou para a crosta, pois a crosta está no meio de coroas astrais ou Céus, Celestino avisou: – Temos o tempo contado para chegar na hora dos encarnados realizarem a sessão. Esse tempo compreende uma regular observação das faixas constituintes dos umbrais, para que vão aprendendo como são as trevas exteriores. Sugiro que se liguem, mentalmente, a mim e aos demais servidores, para que possamos transitar por uma escama vibratória que nos permita observar, sem sermos obrigados a participar do meio-ambiente mal-cheiroso e trevoso, cheio de lancinantes gritos e blasfêmias, rogos de perdão e outras manifestações características desses lugares. E a marcha para dentro começou, mas em diagonal, segundo o que teríamos que observar e no rumo do local da reunião dos encarnados. E fomos vendo, depois de atravessar as primeiras zonas de socorro, que são ensombradas, porém vigorosamente guardadas, as centenas de faixas trevosas, onde bilhões de espíritos penam as contravenções levadas a termo. – Que horror!... – exclamava alguém de quando em quando. – Ninguém jamais passará por cima da Lei!– repetia Celestino. E, para resumir, vamos dizer que a Luz e as trevas variam em seus matizes de modo dificilmente contável por nós, para que cada um tenha, como recompensa das obras praticadas, justamente o que faça por merecer. Há de chegar o dia, na história de um espírito, em que ele, por evolução, compreenda que o Senhor, seu Pai Divino, o quer juiz em causa própria. O Deus de favores e de libertações por graças e precedentes, o Deus das idolatrias e dos rituais formalistas, o Deus que as súcias clericais exploram, a fim de poderem explorar os incautos e viver vida gorda e babujada, ou de falsa autoridade espiritual e nababescas opulências, esse Deus terá que ser permutado pelo Deus de Verdade, Amor e Virtude, que pelos termos de Verdade, Amor e
Virtude, vividos pelos Seus filhos, assim os fará receber ou ter. E aquilo que foi visto, nas camadas umbrosas, pelos membros da comitiva é aquilo mesmo que poderá ser visto, nas camadas umbrosas de qualquer mundo em processo evolutivo. Cumpre lembrar que uma Lei Fundamental rege o Infinito Emanado, tanto na parte Cósmica ou Material, como na parte Anímica ou Espiritual. E que o espírito é uma partícula de Deus em processo de expansão, de autocristificação, disso ninguém tenha dúvida. É caso de dilatação consciencional, até atingir as alturas de verdadeira Potência Espiritual, e não alguém que tenha de ser salvo, por meio de ginásticas corporais, formulismos idólatras ou de discursozinhos histéricos, com os quais as mentes medíocres e os caracteres de baixa moral vivem a sonhar. Deus não é fábrica de molambos e Seus filhos não devem cultivar molambismos. E foi por isso que, atravessado o umbral, ao atingir a atmosfera da Terra, Celestino avisou: – Lembrem-se bem, irmãos, de que os praticantes de boas obras não estão nesses lugares; aí estão os contraventores da Lei de Deus, principalmente os fazedores de ginásticas religiosistas, proprietários de comércios idólatras e compradores de tais ignorâncias. Um velho clérigo, que trazia ainda o corpo perispirital marcado pela doença e por uma deformidade das pernas, com amargura comentou: – O problema do Céu não pode ser resolvido, então, segundo os recursos aplicados pelas grandes religiões!... Cumpre haver uma grande renovação de conhecimentos e de práticas!... – Para todos os efeitos – interveio Celestino – cumpre viver conforme a Lei de Deus, a Divina Modelagem do Cristo Externo e os ensinos da Revelação que adverte, ilustra e consola. É uma questão de vida social decente e não de formar num clube de fantasiados religiosistas. – Ainda bem que existem os bem-intencionados! – comentou alguém. – Ainda assim – volveu Celestino – a Justiça Divina dá a recompensa segundo as obras praticadas e não apenas por causa das boas intenções. E a prova disso tendes, que dos membros de uma mesma instituição dita religiosa, uns vão parar nos lugares de Luz e Glória, enquanto outros ficam nos lugares intermediários, e outros descem até a subcrosta, onde vão penar dezenas e centenas de anos, antes de serem recolhidos e encaminhados, através das vidas, no rumo da Pureza e da Sabedoria. Compreendam que ser uma boa pessoa é uma coisa e ser um bom clérigo ou religiosista é outra coisa. A boa pessoa é que importa, porque a Justiça Divina é acima de rotulagens ou figuras-de-fachada. Enfim, irmãos, o que importa é ter um cérebro lúcido e um coração amoroso.
E com isso, dávamos entrada em uma sala familiar, onde quatorze pessoas estavam reunidas, conversando alegremente, aguardando a hora de iniciar os trabalhos mediúnicos da noite. De fato, um pouco depois, o presidente lembrou estarem em cima da hora, tendo todos feito silêncio. Comandou as orações, que foram feitas em silêncio, fazendo estremecer o campo psíquico, até impô-lo totalmente, desaparecendo a limitação do ambiente material, tudo ficando plenamente aberto, um maravilhoso cenário de alta espiritualidade, com a presença de elementos de altas esferas, prontos ao trabalho. Dentre os presentes havia clarividentes de alto nível, psicômetras e desdobrantes de alto gabarito. Tudo foi visto e contado por eles de modo maravilhoso, e o ambiente espiritual timbrava por uma elevação tremenda, porque assim atraíam os encarnados presentes que, como avisou Celestino, eram espíritos velhos missionários, de novo encarnados e de novo reunidos pela Vontade de Deus. Depois de tudo visto e falado, o presidente lembrou um bom número de consultas médicas a serem tiradas, com casos outros de permeio, como sejam as opressões de espíritos ignorantes, rebeldes, vingativos, etc. Todos se dispuseram com muita e vigorosa disciplina, espalmando as mãos sobre a mesa, para que, como disse o presidente, cada dedo fornecesse a sua contribuição, pelos jatos de energias e de luzes. Tudo era superior ali, tudo vibrava alto, e Celestino avisou: – Observem, agora que os ajudaremos, como funcionam essas mentes encarnadas. De fato, vieram até Celestino cinco mulheres, que saíram de uma falange esplêndida comandada por Maria, que do Alto dirigia o trabalho todo, e com elas formando atrás de nós, da comitiva, tivemos as vistas espirituais abertas, podendo ver perfeitamente o grande nível atingido por aqueles encarnados. E por isso, suas mentes irradiavam potentes luminosidades, de seus dedos partiam torrentes de energias coloridas, emprestando ao ambiente em geral um cunho de celestialidade. E foi interessante ver como chegaram até eles quatro médicos, sendo que um envolveu o médium receitista, para fazerem, em conjunto, o receituário. E vimos um trabalho árduo e maravilhoso, pois enquanto os médicos disparavam na direção das pessoas e das residências, outras falanges de trabalhadores seguiam ou davam curso aos complementos, lavando as casas, limpando as paredes, livrando as pessoas, etc. Foi, é e será um trabalho assim organizado, um verdadeiro mecanismo socorrista, com os elementos espirituais funcionando de modo maravilhoso, porque de cima para baixo, e de baixo para cima, toda a gama constituída de trabalhadores funciona, e com rigorosa e
eficiente atuação, porque a vontade de servir e a disciplina reinante assim facilitam. Inclusive os clarividentes e médiuns desdobrantes atuavam, dentro e fora dos respectivos corpos, pela tremenda facilidade como entravam e saíam deles, em virtude da celestial ajuda com que contavam, e com a qual poderão contar aqueles que quiserem, de fato, entregar-se ao serviço do verdadeiro bem-fazer. Todo o tempo gasto em tirar umas dezenas de consultas espirituais foi um excelente programa de aprendizados, porque vimos as doenças de fora para dentro e de dentro para fora. Vimos as causas e os efeitos, os motivos e as chagas. Vimos alguns casos de feitiçaria serem desfeitos, de modo limpo e tremendamente eficiente, sem recorrer aos mesmos expedientes, como acontece em certos meios ditos espíritas, em que os que se dizem trabalhadores do Bem, lançam mãos de recursos mais horripilantes do que aqueles usados pelos trabalhadores do Mal. Infelizmente, esta é a verdade, e uma verdade que bom seria, fosse reparada pelos que assim agem, pois embora se acreditem melhores, e fortes, ou valentes, na realidade são apenas manejados por espíritos de muito baixo nível, sendo que, em muitos casos, como temos visto, são meros capachos de espíritos mal-propositados, fingidos de todo, escravos de situações por eles mesmos criadas, das quais sairão, algum dia, depois de sofrer nos piores lugares da subcrosta e as mais dolorosas encarnações. A segunda parte dos trabalhos, ou para depois do trabalho imenso feito através do receituário, ou que este facilitou, tivemos um acontecimento deslumbrante, porque os encarnados desdobrantes vieram fazer companhia, e muito consciente, às legiões de Maria, e foram feitas descidas à subcrosta e subidas aos umbrais, para desses lugares serem retirados espíritos já disso merecedores. E nós, da comitiva, religiosistas formais e fracos por dentro e por fora, ficamos encantados com o que oferece o Pai Divino. Se não fosse visto e vivido, seria até inacreditável ou duvidoso. Mas a realidade era, é e será a mesma, para quem fizer por assim merecer. O difícil, realmente, é merecer, é crescer de dentro para fora, pois as grandezas exteriores só produzem as misérias do espírito. No final de tudo, como complemento instrutivo, a Grande Mãe convidou a todos para uma subida aos mais altos planos. Disse, com doçura imensa e gravidade vibrante ou de fazer estremecer o íntimo, que as graças nunca serão mais do que as oportunidades de conhecimento, oportunidades de trabalho, melhoras até certo ponto e contatos com elementos e planos elevados. E que, de tudo quanto for dado saber ou receber de variantes modos, contas serão pedidas, mas não em forma de adoração e exaltação, como pensam os mal informados do mundo e dos planos inferiores da espiritualidade, mas sim em obras de fraternidade entre irmãos.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.