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Capítulo 13 de 15

D E U S — parte 12 de 14

O Céu Maravilhoso · Osvaldo Polidoro

olhar para as alturas, vi que Ele estava no centro de multidões de irmãos gloriosos. E aos poucos, tudo foi indo, indo, até sumir no azul puríssimo e brilhante. Fui para casa e nada disse a ninguém, aguardando os acontecimentos e sentindo no mais profundo de mim mesmo um deslumbramento celestial.

Capítulo XVII

Todos os estudiosos das questões espirituais ficam a imaginar sobre as eras e os ciclos transcorridos, desde o período Búdico-Védico, que remonta a mais de duzentos e quarenta mil anos antes da vinda do Cristo Modelo. Porque, desde que a pessoa seja honesta, mesmo dispensando atenção ao fato de ser menos inteligente, salienta-se o fator Unidade Doutrinária, à revelia de todo e qualquer sentimento divisionista, por injunção de preconceitos continentais, raciais, nacionais e derivados, de onde surtem os de ordem sectária, verdadeiras fábricas de fanatismos degradantes, cujos reflexos dão trabalho às trevas interiores e exteriores, à subcrosta e aos umbrais. Encarando a questão das Revelações Sucessivas, qualquer indivíduo honesto terá que fazê-lo através da vida humana sobre o Planeta, a contar do tempo em que pode assimilar lições avançadas. E isso, então, obriga a considerar Adão, a Raça Advinda, os migrados por força de Justiça, de mundo melhor que, sobre isso, passava a melhor ainda, devendo desfazer-se dos seus cabritos... E o período migratório começou quatrocentos e tantos mil anos antes da vinda de Jesus, pois nunca se processa um movimento dessa envergadura, repentinamente. As purgações antecedem as migrações, pois ninguém é nem será transferido para outro Planeta, sem purgar as rebeldias que determinam a migração ou banimento. Primeiro a descida ao pranto e ranger dos dentes, e a cada um segundo o seu nível culposo, e depois a trasladação feita por grupos e etapas, com a ingerência integral da Justiça Divina, que a tudo preside através de Altos Mentores e legiões de serviçais executores de ordens. Vieram, sim, os adamitas, mas no curso de milênios, depois de purgar longamente nas trevas, depois de irem sendo socorridos, tratados e devidamente encaminhados ao Planeta destinatário. Um dos grandes males dos fanatismos religiosistas, disso em que a Humanidade terrícola é riquíssima, é a idéia de milagrismo, de tudo feito em termos de passes de mágica, quando não seja o recurso aos repugnantes

conceitos misteriosos. Em lugar de raciocinar em termos de Leis, de Justiça, de Inteligência e de Programas de Trabalho, ficam se revolvendo nos famigerados conceitos de mistério e de milagre, esses catastróficos fabricantes de atrasos e torturas. Quando começarão a pensar que em Deus tudo é questão de Leis, Elementos e Fatos, e que para o devido trabalho a ser feito, do máximo ao mínimo, tem que funcionar a Providência Divina, constituída ela pelos Cristos Condutores de mundos e humanidades? Quando compreenderão que tudo funciona em termos de peso e de medida, de cima para baixo, ou com o Organismo Providencial a movimentar Cristos e imediatos, vindo a movimentação até atingir os mais distantes serviçais da hierarquia serviçal? Muito fácil seria acertar com a Justiça Divina, se em lugar de religiosismos a humanidade quisesse pensar em termos de verdadeirismo, isto é, fora e acima de todo e qualquer movimento sectário, cingindo-se, nas obras, ao cultivo da Lei de Deus, segundo a Divina Modelagem do Cristo e tendo como Instrumento Consolador a Revelação que Adverte, Ilustra e Consola. Isto é, o cultivo da Doutrina Verdadeirista, que por ser de Verdade, Amor e Virtude, nunca foi, não é nem jamais será de fabricação humana, mas sim do Pai Divino, do Senhor Absoluto! E essa Doutrina Verdadeirista, saiba quem tenha vontade de saber, sempre esteve nos fundamentos de todas as Revelações, desde que elas foram possíveis, apenas variando o grau de exposição, por circunstâncias várias. Depois, como sempre aconteceu e está sempre acontecendo, foram aparecendo os donos de religiões, as politicalhas, as petulâncias individuais, as prepotências de grupos que, pretextando organizar e divulgar, nada mais fizeram do que atraiçoar o Ideal. O Pai Divino, que emana, sustenta e destina, através das Comunidades Crísticas ou Providenciais, tudo faz para que Seus filhos, que Dele partiram, voltem o mais breve a ser Espírito e Verdade, participantes de Suas Glórias e Poderes; mas os desvios conceptivos, por culpa dos tacanhismos religiosistas, ou das explorações de uns sobre os outros, também em matéria de lides espirituais, faz com que tenham muito que fazer os abismos purgatoriais e as encarnações dolorosas. Quem observa a Terra, como encarnado, faz de suas dimensões geográficas um elevado conceito, achando que tremendas distâncias separam Continentes, Raças, Povos, Religiões, etc. Mas quem a observar de fora, e não precisa ser muito de fora, poderá vê-la diminuta, marcada de pontículos infinitesimais, com as diferentes características conceptivas reduzidas quase a zero. Quem se pronuncia de modo infinitamente marcante é a Unidade Moral que rege a chamada Criação, e que o faz através das Comunidades Providenciais, dos Cristos e dos Seus subcomandos. Os mundos movimentamse por força das leis eletromagnéticas, e as humanidades por força de Lei Moral. O mais tudo é questão de particularidades, nada mais.

Foi o que vimos e soubemos, quando a comitiva teve que visitar a crosta terrestre, para ver ao seu redor tudo quanto tinha, em virtude do que teve no curso de eras e mais eras acumuladas. E como não podia ser de menos, o Fator Categórico a ser sempre estimado era o processo evolutivo espiritual, para a devida chegada ao píncaro crístico, ao grau de Unidade Vibratória com o Divino Centro Gerador, ao qual chamamos Deus! E Deus é, Infinito em Inteligência, Luz, Glória, Poder, Lei, Justiça, Amor e Virtude. Sendo assim, Seus filhos são deuses, refletem tudo quanto Ele é, desde que atinjam o fim do processo evolutivo. Vimos depois, nos quadros psicométricos, a movimentação dos Grandes Mestres da Verdade, arrastando após, as legiões humanas, sem deixar de ver, com muito pesar, as corrupções conseqüentes. Estas, então, fomentando divisionismos, rancores, invejas, falsidades, traições, mortes, danos e mais danos a todos, salvo aos mártires reais, que nunca foram muitos. E vimos a descida do Cristo Planetário que, depois de enviar a muitos de Seus imediatos, veio para deixar a Divina Modelagem e derramar o Espírito sobre a carne. Também vimos a corrupção da Doutrina Verdadeirista, como conseqüência de erros cármicos de caráter coletivo, e tudo isso muito pesado e muito medido, para efeito de movimentos restauradores e altas conquistas hierárquicas para legiões de trabalhadores. Vimos a transição de idade, ao findar dos primeiros vinte séculos de Cristianismo, com todos os cataclismos antevistos no Apocalipse, para que ocorra também a grande seleção, o afastamento dos cabritos e a entrada do Planeta, muito lentamente, na idade madura. Vimos o porvir glorioso, de eras em eras havendo seleções e migrações, pois quem não for merecendo as melhorias, aqui não permanecerá. Vimos a Terra atingir, por desmaterialização no curso dos milhões de anos, o Ideal Sagrado, a paridade vibratória com a Jerusalém Celestial, o chamado Oitavo Céu. E vimos que, antes disso, muitas seleções houve, porque o Reino do Puro Espírito é para quem se fizer Puro Espírito. Vimos a Direção Planetária transitar por alguns espíritos, porque os anteriores foram galgando mais Divinos Postos, no Plano das Galáxias e Metagaláxias, intensificando a Sagrada União com o Princípio.

Capítulo XVIII

Os verdadeiristas são, conseqüentemente, fundamentalistas; eles não formam ao lado daqueles que levantam cultos em torno de, ou sobre ritualismos e simulacros, nem por interesses vaidosos, de pseudo mestres de Doutrina, nem por atender à mais deslavada ignorância, que obriga o seu portador a se tornar representante da famigerada ordem dos mistérios, dos enigmas e dos milagres, de tudo isso que é blasfêmia, porque facilita acobertar todas as formas de engodos, ludíbrios e hipocrisias. O verdadeirista é, como o vemos por aqui (e pairam os seus representantes nas altas regiões e exercitam as altas funções), aquele que sabe ser tudo em Deus questão de Leis, Elementos e Fatos, e, portanto, quando já sabe afirma, quando não sabe diz abertamente que não sabe, porém não busca desculpas para encobrir o que ignora nem maquinações sórdidas para explorar a própria ignorância e a dos semelhantes iguais a ele. Quanto mais se sobe na escala dos planos espirituais, e mais se vai ao encontro dos grandes em Espírito e Verdade, tanto mais se compreende a repulsa pelos termos, mistério, milagre, enigma e correspondentes. Por assim ser, isto é, porque a Verdade, o Amor e a Virtude tudo encerram e fornecem, ninguém irá parar no Grau Crístico tomando a condução que a ignorância, a covardia e a hipocrisia possam oferecer. E iremos encontrar, por isso mesmo, nas trevas e nos planos inferiores do mundo espiritual, os donos de religiões e credos, os que se acreditam guardas da Verdade Revelada e todos os que se julgam nascidos para serem juízes e fiscais de seus irmãos, em matéria de verdades espirituais. Ainda na carne já se encontram nas trevas e lugares inferiores, porque as marcas são lavradas, no corpo perispirital, na ocasião dos delitos, e, ao exteriorizar as duplicatas etéricas, também estas revelam as marcas infelizes. O que ninguém irá encontrar, nas trevas e nos lugares inferiores, são aqueles que exemplificaram a Lei de Deus, que imitaram o Cristo Modelo o

quanto possível e os que fizeram da Revelação o instrumento de advertência, ilustração e consolo, em termos de pura irmandade, fora de manias mandonistas, etc. O Jesus que mandou Pedro ser chefe dos outros discípulos não existiu, foi o Jesus forjado no século quatro, por ordem de Constantino, a fim de transformar Roma e seus homens em donos de consciências e corpos, sob ferro e fogo. A Doutrina do Caminho da Verdade que Livra é fundamentada em Moral, Amor, Revelação, Sabedoria e Virtude, e não tem ninguém, nem na crosta nem no mundo espiritual, que seja capaz de tirar de cada um, quando encarnado, a responsabilidade e o direito de endereçar sua Mente na direção que puder, sobre as verdades espirituais. Deus é o Senhor Total e conferiu liberdades mentais e emocionais, e depois de voltar ao plano espiritual ou de partida, o Seu filho responderá pelo uso que das mesmas quis fazer. O Jesus que realmente existiu mandou a cada um tomar a cruz dos seus deveres e segui-Lo na observância das leis fundamentais, como Ele estava exemplificando. O Jesus que realmente existiu mandou todos se portarem com simplicidade, como irmãos, porque a Lei já era conhecida. Ele mesmo era o Divino Molde que ficaria e o Batismo de Espírito, a Revelação Generalizada, ficaria como condutora de toda a humanidade. Os príncipes, disse Ele, seriam os das coisas do reino do mundo, o que de modo algum haveria entre os irmãos, sobre a Doutrina da Verdade. Quando alguém chega daí, e procura saber dos proprietários de religiões e de sectarismos, na certa sofrerá abalos mentais e emotivos, e em muitos casos sentirá horrores, porque as medidas aqui se invertem, os que se julgavam primeiros virão mesmo a ser os últimos. E não apenas os últimos, porém com acréscimos de dor e de amargos programas para os dias vindouros. O ideal é a exemplificação individual, para qualquer efeito e em todos os sentidos de aplicação da vida, porque a Lei de Deus não mudará para ninguém, de modo algum e em tempo qualquer, vindo até, pelo contrário, a pesar mais sobre os que fizeram das coisas do espírito um mercado de nobiliarquias e comércios idólatras, de aparatos físicos e de aparências de autoridade. Os Cristos administram as humanidades, mas a Lei e a Justiça emanam de Deus, o Divino Centro Gerador, que Emana, Sustenta e Determina através de leis eternas, perfeitas e imutáveis. E quando a Suprema Ordem determina, o Poder dos Cristos é de Lei e de Justiça, porque nenhuma Autoridade o é, fora da Divina Autoridade do Emanador Único. Portanto, uma vez mais afirmamos, no sentido de abandonarem a mania de fazer coisas erradas em nome de Deus, da Verdade e do Cristo, a fim de

tratarem de realizar coisas dignas, o que só é possível estando em Harmonia com a Vontade de Deus. Todos dizem que Jesus deplorou, várias vezes, o fato de ser grande a Seara e de serem poucos os trabalhadores; e nós perguntamos se os trabalhadores a que se referiu eram os sacerdotes levitas, os clérigos quaisquer, os escribas e fariseus hipócritas, de que o mundo estava cheio, está cheio e por muito tempo ainda estará, enquanto a ignorância das gentes for a alavanca das cogitações espirituais. Porque, quando a noção da Doutrina Verdadeirista, fundamentada na Lei de Deus, no Cristo Modelo e na Revelação Generalizada se generalizar, ganhar os extremos da Terra, como Jesus anunciou no primeiro capítulo do Livro dos Atos, tudo mudará na Terra, nenhuma simulação tomará o lugar do respeito absoluto que se deve a Deus e dos atos de fraternidade que se deve aos irmãos. A Doutrina Espírita ou verdadeirista, por ser a restauração da Excelsa Doutrina do Caminho, que Jesus deixou a funcionar do Pentecostes em diante, é muito mais do que Ciência, Filosofia e Religião, porque é Verdade, Amor e Virtude. Não é de fabricação humana e, portanto, não é de conceitos escolásticos terrenos, mas sim de Base Absolutamente Divina. Sua essência pertence a Deus e, conseguintemente, seus efeitos constituem a união do espírito filho com o Espírito Pai. É a Suma Verdade quem manda, não são os distantes coloridos periféricos. A teologia espírita é, por força de sua mesma essencialidade, o programa de trabalho que conduzirá o filho de Deus ao Seio Divino de onde partiu, e dois fatores dela ressaltam: Pureza e Sabedoria nas obras! É bem fácil reconhecer quais os trabalhadores que Jesus disse serem poucos, em virtude de ser vasta a Seara da Verdade que Livra. De clérigos, fazedores de discursos histéricos e praticantes de ignorâncias, covardias e hipocrisias, o mundo estava cheio, como ainda o está. Não foi essa a Nova Ordem que Jesus veio deixar no mundo, mas sim para acabar com ela, transmitiu a Doutrina do Pai ou da Verdade, fundamentada na Lei de Deus, na Sua Modelagem e na Generalização da Revelação, aquele ministério dos Santos Espíritos, que Moisés desejara para toda a carne, para tirar dela a orfandade, a ignorância das Leis Divinas. E tão Magna é a Sabedoria Divina, em Leis, Elementos e Fatos, que Jesus pretendeu matar pela raiz, o dogmatismo criminoso, quando disse que muitas coisas ficariam por serem ditas, e que só o seriam, veiculadas pela Revelação Ostensiva, pelo trabalho dos espíritos comunicantes, por aqueles mesmos anjos, espíritos ou almas, que Ele proclamou que subiam e desciam sobre Ele, para que toda aquela pletora mediúnica tivesse curso, e não apenas através d’Ele, mas pelos séculos a fora, até a consumação evolutiva da humanidade.

Quem lê o Livro dos Atos compreende o porquê de dizer o Apocalipse, que o testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia. Compreende o porquê de ordenar Jesus através do Anjo Relator do Apocalipse, para que os Seus seguidores ouçam o que diz o Espírito às igrejas ou reuniões de discípulos da Verdade. A comitiva de aprendizes observou, ao redor da Terra, por um tempo que na crosta valeu por vinte e cinco dias, a todos os cultos ditos religiosos, e na grandíssima parte, ficou estarrecida com a falta de espiritualidade dos mesmos. Muito ou quase tudo de formal, de periférico, de comercialismo idólatra, com a ingerência de legiões de errados destes lados, de verdadeiros duendes das trevas. Vimos uma sociedade formada de encarnados e desencarnados, falhos em conhecimentos e obras, por serem falhos em Lei de Deus, em Modelagem Cristã e em cultivos mediúnicos sadios, prolongando sobre a Terra aquelas porcarias religiosistas que Jesus veio combater, e combater com tamanha veemência, em palavras e atos, que os representantes da porcaria passaram a vida a persegui-Lo, culminando em assassiná-Lo. Porém, como a Mensagem Crística era e é do Céu e não da Terra, do Espírito e não da matéria, o Cristo Espírito voltou ao convívio humano, disse do Batismo de Revelação ou Espírito que deixaria a seguir, e, dando tempo, o tempo de alguns dias, deixou um Pentecostes Vivo, uma Doutrina que é Viva na própria comunicabilidade dos homens que passam as divisas tumulares, que vão ser iguais aos anjos, como Ele ensinou, porque Deus é de vivos e não de mortos, é do espírito que continua a escalada cristificadora e não do corpo que volta ao laboratório da Natureza. A humanidade está distribuída pelos diferentes fanatismos sectários, fanatismos que se filtram por homens e livros. E se há um processo de conduta que possa atrapalhar a evolução do espírito, esse é o ideal. Cada fanático, com o seu homem na mente estreita e o seu livro na mão, vale por um soldado da mediocridade em luta perene contra a sua mesma autocristificação. Ele não pensa e não sente as verdades que resta conhecer, porque é um doente, é um mórbido, é um viciado mental. Corre por aqui, nos planos superiores, o ditado que diz ser a Verdade, por natureza, de Deus, e por herança, dos filhos de Deus. Mas essa Divina Herança, vamos considerar, deve aos poucos ser herdada, por constituir uma fundamental realização íntima, e não como medida de graça ou de precedentes da Justiça Divina. E o dogmatismo religiosista é o maior entrave a essa realização interior. Numa igreja ou reunião de calvinistas, vimos um pastor esgoelar-se para dizer aos seus ouvintes que o sangue de Jesus, aceito como tal, tinha o poder de lavar os pecados milagrosamente. Entretanto, ele estava sendo coagido por um seu colega desencarnado, muito mal encarado e em estado de ignorância

do estado, que a ele se ligara por afinidade. Bem se via que o mal não derivava do modo de entender a Escritura, mas sim de outras faltas por ele cometidas. Todavia, mesmo que estivesse bem e consciente, aquilo representaria tudo quanto tinha ele para conseguir, em espiritualidade? De onde vinha? Onde se encontrava, na escala hierárquica? Que outros níveis tinha para atingir? Entretanto, ignorava tudo e negava as Leis Divinas, por ser escravo de seu fanatismo sectário. O antigo incrédulo, sempre a pingar o seu preventivo tradicional, comentou: – Esse deve ter sido quem ensinou o Emanador a fazer tudo quanto fez!... Essa é a gente que libertará o mundo da ignorância e do pecado!... Esses é que são os inspirados pelo Espírito Santo!... Como antigo clérigo, fiquei envergonhado, porque aquelas palavras saíam de um antigo incrédulo. Nós não éramos melhores do que ele, embora ele não fosse melhor do que nós. Entretanto, nós tínhamos praticado muitos erros em nome de Deus, e ele tinha praticado boas obras com as graças de Deus, sem saber e sem esperar pelas recompensas futuras! Nossas ginásticas religiosistas de nada nos valeram, e as boas obras, dele e nossas, garantiram o pouco de Céu que chegamos a ter. E quando irão os donos de religiões entender a Lição que a Lei de Deus ensina, que o Cristo testemunhara e testemunha, e que a Revelação continua a passar adiante?

Capítulo XIX

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.