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Capítulo 4 de 15

D E U S — parte 3 de 14

O Céu Maravilhoso · Osvaldo Polidoro

intelecto-moral, para forçar o espírito aos devidos intentos recuperadores. E se bem quiser pensar, é bom lembrar que a idade dos fatores ideológicos é a melhor, a mais propícia para os grandes investimentos próprios a bem das realizações eternas. Isto é, são estas questões, estes estágios nestes campos de meditação, que marcam o espírito com os sinais indeléveis da maturidade espiritual. – Isto tudo é muito profundo – intervim. Dando-me uma sacudidela no braço, perguntou-me Vicentina: – E iremos ao Grau Crístico em termos de superficialidades? Calei-me, porque sentia o coração opresso, porém satisfeito de poder aprender semelhantes lições, Vicentina, entretanto, perguntou-me: – Quer registrar uma afirmativa corrente por aqui, de uns tempos a esta parte? – Quero e muito! – respondi, enquanto fiquei aguardando o que iria ouvir. – Por aqui, Bento, de uns tempos para cá, circula este dito: “O Reino do Céu jamais será dos ignorantes, covardes e hipócritas”. Não precisei pensar, para admitir: – Só assim é justo que seja, em face de uma Justiça Divina que é simplesmente Justiça Divina. E com isto, Vicentina, posso afirmar que as igrejinhas dos encarnados, todas elas, deverão mudar e muito, se quiserem realmente funcionar conforme a Lei de Deus, a Modelagem de Jesus Cristo e a Generalização da Revelação. Porque a Verdade, o Amor e a Virtude, pelo que vi por lá, valem apenas como rótulos e nada mais, ou como figuras-de-fachada, para servir de chamarisco aos fregueses dos diferentes redutos de fanáticos sectarizados, de fariseus mandonistas. – Realmente, meu irmão, bem pouca gente é da Verdade, do Amor e da Virtude. Muita gente é de fanatismos religiosistas. Muitos repetem as palavras de Jesus, sobre ser a Verdade quem livra, mas a maioria vive para o seu engodo sectário e retrógrado. A mania de dizer que cada um deve ter a sua religião, ou engodo sectário, é quanto basta para provar que a Verdade é quem liberta o espírito, mas é também quem acusa os assanhamentos do bolso, do estômago, do sexo, do orgulho e do egoísmo, esses instrumentos de uso forçado, e que aplicados em termos de abuso, como é comum na crosta, terminam custando tremendas dores. – Não entendi bem... Como é mesmo? Vicentina repetiu: – Nenhuma força deve ser eliminada, e sim bem aplicada. Quem poderá jamais enfrentar o processo evolutivo, através dos mundos e das vidas, sem ter que usar os fatores já mencionados? Portanto, quem se for conscientizando, que domine os recursos, em lugar de se escravizar a eles. Não se trata de

negar o direito de personalidade, como querem certos falsos conceitos ocultistas, mas sim de construir uma personalidade divinizada, uma condição individual que seja o puro reflexo da Soberana Vontade de Deus. – Esta questão é muito importante! – exclamei, interessado. Vicentina, revelando conhecimento vasto e profundo, repetiu: – O Divino Centro Gerador, Sustentador e Destinador de tudo e de todos, nunca pretendeu a aniquilação de filho algum, mas sim confere o direito de ser um reflexo de Suas Divinas Virtudes. É através de Seus Filhos Verbos, ou evoluídos a esse ponto, que Ele mesmo conduz os Mundos e as Humanidades. Ora, como poderia assim fazer, contando com filhos transformados em nulidades individuais, em criaturas sem personalidade? – Isto – intercalei – faz que me sinta face-a-face com o Emanador que tenho dentro de mim mesmo, e que me chama para o Seu Divino Seio, para me transformar em Autoridade, em Funcionário Seu! – Nem é outra a realidade. Você irá observar, nos maiores da espiritualidade, quando vierem a nós transmitir mensagens, e mensagens que muitas vezes são eles mesmos ou o efeito de suas manifestações, que eles são indivíduos fortíssimos em personalidade, precisamente porque já são bastante unos com o Princípio Divino Onipresente, de Quem dão testemunho ou refletem a Divina Autoridade. Importa saber que não basta ter Deus por Pai, mas sim que Ele nos quer realizados em Verdade, Amor e Virtude, a fim de podermos ser os Seus Arautos, os Seus Verbos perante as Humanidades em crescimento. Eu me sentia enlevado por aquelas palavras, ou pela questão, e por isso estava distraído quando Vicentina apontou para o centro da cidade, onde um dos pavilhões tinha a forma de um triângulo perfeito, tanto dos lados como na verticalidade. – Um prédio em forma triangular? Ou é piramidal? – Triangular na forma e piramidal no sentido – disse ela sorrindo – porque é o pavilhão máximo em matéria de ensinamentos. é ali que se encontra o Salão dos Mapas Diagramáticos. E é triangular por ser o triângulo o sinal iniciático do espírito, enquanto o aro o é da matéria... – Já ouvi dizer isso... Diga-me algo sobre a questão – interrompi. – O aro é o símbolo da matéria ou do Cosmo, que se refaz sempre, que sempre finda e sempre começa, porque é a ferramenta do espírito. E o triângulo é o sinal da Sabedoria Divina, desde os remotos tempos Búdico- Védicos, porém tempos que, bem o sabemos aqui, herdaram ensinos de tempos ainda muito mais remotos. E se o pavilhão é triangular, o Salão dos Mapas Diagramáticos também o é, por ser o que ensina tudo, a começar do Divino Centro Gerador, que é Deus.

– Tudo em termos de mapas ou desenhos? – Sim, que representam Matrizes Doutrinárias, ou Leis, Elementos e Fatos. O que os mapas demonstram por fora, é aquilo que a Emanação tem por dentro e por fora, seja o espírito ou a matéria. Para o espírito, que é o realmente importante, os desenhos mostram a Origem, o Processo Evolutivo e a Sagrada Finalidade. E assim trocando idéias, descemos ao solo e demos entrada no pavilhão. Como Vicentina era muito conhecida, antes de chegar ao salão tivemos que parar dezenas de vezes, para apresentações, votos de boas-vindas, etc.

Capítulo V

O pavilhão é de material bonito e variado, mas como é normal, não excede ao normal da região. Há um grau ótimo, um padrão regional, ou aquilo que marca o merecimento dos cidadãos do local. Se fosse mais para baixo, seria mais denso ou opaco, e se fosse mais para cima, seria menos opaco e menos denso. E com isto se recorda o axioma: “a matéria astral é, em cada plano, concernente ao grau de psiquização de seus habitantes comuns”. O Salão dos Mapas é triangular, é majestoso, é de material escolhido, mas não foge à regra-padrão; e os mapas, desenhos ou diagramas, são em cores e com extensas explicações escritas, para que os seus visitantes leiam por si mesmos, ou peçam esclarecimentos aos trabalhadores do local. Reina silêncio, e um sentido de reverência surte de tudo e de todos, invade a todos, mas não se sabe, ao certo, se vem de fora ou brota do imo de tudo e de todos. Goza-se, ali, um bem-estar que é celestial, pelo menos até certo ponto, o concebível à região e aos seus habitantes. O mapa central é o máximo em síntese, pois figura o Divino Centro Gerador, ou Deus, como Essência Divina e Total em todos os sentidos. É um Foco Central e sai Dele tudo, a matéria começando como Luz Divina e o espírito como pontinhos luminosos. As espirais sucedem-se, ganham distância, e a matéria apresenta-se, ou a Luz Divina transforma-se em energias, gases, líquidos e sólidos. É o Cosmo, é a chamada Criação material, que serve, no Infinito, de moradia e de instrumento aos espíritos em processo evolutivo. O escrito explica que Deus é sempre o mesmo, no Espaço e no tempo, mas para os espíritos a Sua Presença é mais ou menos oculta, segundo o grau de evolução dos mesmos, ou segundo a quintessenciação dos elementos que formam o ambiente local. Quanto aos espíritos, a espiral mostra-os desde o começo, como pontinhos infinitesimais de Luz, e vão crescendo em extensão e intensidade, até atingirem o Grau Crístico, apresentando um brilho que, diz a

explicação, o mapa apenas faz referência, pois as imagens seriam como sóis espirituais ou divinizados. São apenas mapas diagramáticos, mas é radical o ensino e divinizante a impressão que deixam. E os dois mais importantes, a seguir, dizem respeito ao espírito e ao planeta, isto é, à fisiologia ou constituição do tríduo centelhaperispírito-corpo físico, com a marcação saliente das coroas energéticas que fazem a ligação básica entre os mesmos. Quanto ao planeta, a casa cósmica em que a humanidade se movimenta, o mapa revela a parte sólida e as faixas ou coroas astrais, que partem do interior e se estendem para muitos quilômetros a fora. Sobre o espírito é de todo importante compreender bem a estrutura, porque ninguém, pela ignorância, atingirá a finalidade sagrada que o aguarda. Até certo ponto, tudo vai marchando sem outras necessidades de conhecimento, mas de certo ponto em diante, faz-se mister o conhecimento de causa. E é por isso que o mapa revela distintamente a centelha, depois as coroas energéticas, depois o perispírito, depois o corpo físico, e, por fim, o homem completo, o conjunto. Qual o objetivo disso tudo? É apenas a finalidade sagrada, que compreende o ponto máximo da unidade vibratória com o Princípio Sagrado, quando a centelha se encontrar, fora da carne, em plenitude de exposição, filtrando-se pela primeira coroa, que é Luz Divina. A isso é que se chama tragar a morte na vitória, porque significa vencer a lei das encarnações obrigatórias. É o Grau Crístico, é o ponto de União Real, é a participação na Divina Ubiqüidade, é Luz e Glória como jamais palavras poderão explicar. Quem é que entregará o espírito a essa chegada celestial? É a realização própria em termos de Verdade, Amor e Virtude, e jamais por causa de manobrismos religiosistas quaisquer. Como a encarnação é estado de exceção, porque o corpo denso é peregrino ou passageiro, a medida está no perispírito primeiro, e, depois e finalmente, no sistema energético, nas coroas que envolvem a centelha. Como figuração, podemos imaginar uma caixa de segredos, que é feita de muitas caixas, e que retirando umas de sobre outras, ao final revela a jóia que se encontra no imo! É notável a programação toda, a chamada descida do espírito ou centelha, a formação normal do perispírito, com os chacras e plexos, ao atingir a espécie humana, e depois a marcha crescente, a subida, com a rarefação ou psiquização dos elementos constituintes do perispírito, até a eliminação das seis coroas exteriores apresentando-se então o espírito como um Sol Divino em pleno esplendor celestial, uma potência através da qual o Divino Centro Gerador comanda os mundos e as humanidades em processo evolutivo.

O planeta é também um concentrado de sabedoria, tudo disposto para servir, em conformidade com a necessidade de crescimento íntimo dos espíritos. A parte sólida, que é diminuta em confronto com a parte astral, pouco importa ser observada, porque a geografia é ciência comum a todos. É um mundo inferior, que hospeda uma humanidade igualmente inferior, degradada e degredada em sua maioria. As chagas físicas do mundinho correspondem perfeitamente às chagas morais dos seus habitantes. E os missionários da VERDADE, quando para ela forem e sofrerem, sabem que é assim mesmo e que devem sofrer a grosseiria do meio ambiente. A Terra, como planeta sólido, está no centro de sete coroas, e ao inverso do espírito, que tem as mais brilhantes para dentro, o planeta tem as mais brilhantes para fora, no rumo do Céu Crístico, que seria o Oitavo Céu ou Intermundos, ou fora da influência dos planetas. E a oposição das coroas é proposital, porque o espírito que marcha para a divinização interior, esse é que marcha para as coroas astrais exteriores, para os Céus mais afastados ou mais gloriosos. E quem quiser ser inteligente, observe isto – ninguém jamais atingirá os Céus mais gloriosos de fora do planeta, sem marchar para dentro de si mesmo, divinizando a si mesmo, ou reduzindo as suas coroas. E para atingir o Grau Crístico, a condição de Verbo Divino, somente se reduzindo a uma centelha e a uma coroa, isto é, uma partícula de Deus a se filtrar pela Luz Divina, a tomar parte no Universo Anímico e no Universo Cósmico. E ninguém se iluda com pretensas especialidades de Deus, favores ou desaforos, porque disso não existe. Salvações de favor, lavagens de pecados no sangue do Cristo Modelo, absolvições de pecados através de escapulários ou compra de palhaçadas litúrgicas, tudo isso é obra de ignorância ou má-fé. Quanto aos minerais, vegetais, reinos e espécies inferiores, os mapas diagramáticos revelam a importância dos mesmos, que é servir de campo de atividade para a evolução dos espíritos. De tal modo é a coisa, que se pode afiançar assim: se não fosse para servir de ferramenta e de meio-ambiente para os espíritos em processo evolutivo, a matéria não precisaria existir, ou não teria motivo para isso. E aqui fica uma advertência: infeliz daquele que pensa ser a matéria tudo, ou a conquista da matéria o objetivo da vida. Ela é instrumento, é ferramenta de uso, nada mais. É para ser ocupada, jamais adorada!

Capítulo VI

Ao sair do vasto Salão, lancei um olhar para aquelas centenas de mapas, onde estavam contidas lições sobre as verdades transcendentes, e agradeci a Vicentina o fato de me haver proporcionado aquela visita. – O prazer foi meu, particularmente meu, além de ser uma de minhas atribuições o trazer para aqui os recém-vindos que aqui já podem vir, ou que estejam à altura de compreender tais lições. – Isto deve ser visto – observei – com bastante tempo, pois os mapas demonstram, desde antes da matéria densa, como a centelha espiritual se movimenta, para atingir a espécie humana, e como depois disso deve movimentar o Conhecimento e a Vontade, para a realização do Cristo Interno. Sempre capaz de encarar as questões pelo seu centro-de-gravidade, Vicentina advertiu: – Repare sempre, Bento, que a Suprema Ordem é a Ordem Moral, e que aquele espírito que a observa em suas obras, seja em que grau for da escala social, é sempre o que mais proveito tira de todo o seu trabalho. Lembrando um fato que sempre me fez pensar muito, disse: – Sempre me chamou muito à atenção o fato de os grandes vultos da espiritualidade terem querido sempre ser apenas servos da Ordem Moral. E no Cristo Modelo essa realidade foi o mancal sobre o qual girou toda a Sua movimentação. – Nem poderia ser de menos – afirmou ela – porque nada pode ser interessante de fato ao espírito, se ele o fizer contrariando a Lei de Deus. Ora, Jesus foi a Lei Prática ou a Lei Viva, o Divino Exemplo que o Pai enviou à humanidade terrestre. Com a Lei e o Cristo, a humanidade tem o Código de Conduta e a Modelagem em que se plasmar. Seja qual for a profissão do homem encarnado, deve pairar no seio das Duas Testemunhas Fiéis e

Verdadeiras, custe o que custar, pois do contrário triunfará em face do mundo, mas fracassará em face do Céu. – É pena que a humanidade não reconheça isso! Ponderosa, comentou Vicentina: – Os mundos são como os indivíduos, que devem enfrentar as diferentes idades e as diferentes responsabilidades. Eras e mais Eras entregaram a humanidade a outras tantas Eras, e nós já sabemos que a segunda meia-idade ou fase de maturidade se aproxima, provocando a separação entre cabritos e ovelhas, entre os que forem merecer ou não merecer a Terra dos futuros tempos, aqueles tempos preditos como bastante melhores, e que, de melhores para melhores, deverão entregá-la ao grau qualificado de Jerusalém Celestial. Entretanto, como lentíssima foi a viagem até aqui, também lentíssima será a viagem até a consumação evolutiva. E antes de lá chegar, muitas seleções haverá, muitas separações entre cabritos e ovelhas... – Como é isso?... – interrompi. – De ciclos em ciclos – explicou ela – haverá seleções. A primeira será de um rigor maior, e de longe em longe outras virão, pois a Terra irá sendo moradia melhor, e quem não fizer por merecer o melhor, fatalmente terá que migrar para o planeta que merecer. Tudo isso já é muito sabido, pois as palavras do Cristo ou dos Apocalipses, jamais deixarão de ter cumprimento e explicação. E se bem quiser compreender, lembre-se de que a Restauração da Doutrina do Caminho, por marcar um tempo no Apocalipse, representa fatos transitivos e acontecimentos proféticos aos quais os verdadeiros discípulos do Cristo devem acurada atenção. – É fácil entender, Vicentina, que se as profecias do Velho Testamento se realizaram no Novo Testamento, as do Novo terão que se realizar nos dias porvindouros. E como séculos se passaram, creio que devemos estar dentro dos tempos previstos, para certos acontecimentos convulsivos e com tendências aos melhores dias. Ela fez um gesto de assentimento, mas franziu o cenho, para depois dizer: – Sim... Nós já vimos no painel psicométrico tudo quanto vai acontecer, ou como está previsto nas profecias... – Por que, Vicentina, esse ar de sofrimento ao pensar nisso? Compungida, falou ela: – Tudo poderia mudar por bem, se a humanidade fizesse por isso... Mas em vista das rebeldias, das adulterações doutrinárias, dos mercantilismos religiosistas e das crescentes imoralidades, tudo virá com tormentas realmente

apocalípticas... Já vimos a Terra dividida em três partes, e apenas uma delas ficar sofrendo menos, porque as outras duas, diremos, pegaram fogo... – Se por Justiça Divina assim tiver que acontecer – disse eu – é porque assim convém que seja. Vicentina acrescentou: – O pior, em qualquer caso, será para os cabritos. Enfrentar de novo tudo isso que a Raça Advinda ou Adâmica enfrentou, até esta data, não é coisa que convenha a quem quer que seja. Os avanços científicos já fornecem regalias de grande monta, e perdê-los, por causa de má-vontade para com a Ordem Divina, de modo algum se justifica. Lembrei-me de certos fatos e comentei: – Se o Batismo de Espírito ou Generalização da Revelação, vinda através do Cristo Modelo, devia conscientizar a humanidade, foi erro muito grave o de Roma corrompendo a Excelsa Doutrina, para impor sua igrejinha politiqueira. – E você, meu irmão – tornou ela – cooperou em muito para esse grande mal, para o truncamento daquela maravilhosa Graça Reveladora que o Livro dos Atos trata com extraordinário brilho e esperançosas colheitas cristificadoras. Naquela hora Vicentina concentrou-se, atendeu a não sabia eu, então, a que chamamento, e avisou-me: – Estão a me chamar no Departamento... Mas você não deverá ir, de sorte que sugiro fique na minha residência, até que eu volte. Está bem assim? – Onde mora você? Apanhou-me pela mão e volitamos até às montanhas, onde Vicentina residia, e onde passei a residir. Foi maravilhoso viver lá por muito tempo, porque depois, a bem de minhas próprias melhoras, reclamei o direito de servir em lugar bastante inferior, visando méritos para a minha próxima volta à carne, quando, espero, serei uma testemunha fiel da Excelsa Doutrina do Caminho. Tudo era muito convidativo na residência que também ficou sendo minha, mas a contar da bendita hora em que vi os mapas diagramáticos, onde fiquei sabendo o que somos e para o que somos, tudo quanto foi e é instrutivo tem assomado à vanguarda de meus interesses. A biblioteca de Vicentina foi aumentada com a minha chegada, porque nossa querida mãe fez por me atender, o quanto foi possível. E não é necessário dizer que o possível, por aqui, está representado no merecimento da pessoa. E a pessoa, no caso, não era nem é minha mãe, pois mesmo encarnada, como está, ela é muito benquista pelo mundo espiritual, e com as faculdades com que conta, o Céu lhe está sempre à vista. Meus livros e meus trabalhos, portanto começaram naqueles dias a me absorver o tempo. O mais tudo, para empregar a vida,

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.