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Capítulo 3 de 15

D E U S — parte 2 de 14

O Céu Maravilhoso · Osvaldo Polidoro

– Compreendo, perfeitamente... E quantas vezes já esteve assim ansioso, meu filho? – Bem, rever as pessoas do coração já é muito de celestial, não é? – É... Sem dúvida que é... Mas poderia ser em planos outros, pois não?... E no entanto, ainda o é por aqui, bem perto da crosta e dos umbrais... E foi no seio daquele envolvimento acabrunhador, que saí com a jovem socorrista que para lá me conduzira, pois minha mãe assim determinara, dizendo que devia eu dormir algumas horas. A jovem me conduzira e me entregara no pavilhão designado, e ali fiquei aguardando o funcionário que veio em seguida, aplicando-me passes e fazendo com que caísse em sono profundo.

Capítulo III

Fui acordado por minha irmã Vicentina, e foi bom que assim fosse, pois ao despertar tinha a impressão de ter sonhado com ela. Isso fez que não sentisse tanta emoção, entrando de pronto em assuntos diferentes. E como ela desencarnara muito jovem, nada perguntou da Terra ou de parentes. De fato, nossa família era pequena em número, derivava de portugueses, e ninguém estava agarrado aos bens do mundo, que não tínhamos. Foi a conversa muito feliz, porque Vicentina se sentia num frenesi, por estar eu desencarnado e ali, onde iria trabalhar com elas. – Mas a mamãe disse-me que voltará à carne, em breve, e que nos aguardará no devido tempo, como filhos ou parentes próximos – disse-lhe eu. – Que importa! Aqui temos facilidade para os reencontros. Você para aqui se transportou muitas vezes, e muitas vezes nós fomos ao seu encontro. E se Deus assim quer, é para o nosso próprio bem. Devemos obedecer Sua Divina Vontade, que são leis, fora das quais ninguém atinge as finalidades da vida. – Mas as separações sempre custam sofrimentos! – disse uma irmã que estava ao lado, com visível estampa de quem sofrera algum choque muito recente. Vicentina elucidou: – O filho dela saiu dos umbrais, foi tratado de corpo e de espírito, ou Mente e quando ela pensava que iria ficar por aqui, foi enviado à carne e para ser um defeituoso físico. Foi para ela um golpe tremendo... Mas ela devia esperar por isso... O carma é quem determina o que nos deve acontecer... A pobre mãe interveio, tendo filetes de lágrimas a rolar pelas faces: – Eu sei que a semeadura é livre e a colheita é obrigatória, como se diz por aqui; mas é doloroso, embora saibamos os tristes porquês determinantes. Eu me sentia condoído e aéreo, e foi Vicentina quem de novo falou:

– Ela e o filho pertencem a uma família de mandatários do passado não muito remoto. Criaram pesado carma com as violências praticadas, sendo que ainda estão muitos em lugares tenebrosos, enquanto outros já estão encarnados. É a Justiça Divina a se impor, para que todos um dia saibam que a Glória e o Poder derivam do Amor e da Sabedoria. Deu-me de perguntar, observando que minha irmã Vicentina era ali muito feliz: – E você, Vicentina? Como se sente tão bem por aqui? Sempre expansiva, respondeu: – Sou um espírito relativamente novo, não sou uma devedora, compreende? Esta região, para mim, é o meu Reino do Céu. Não representa efeito de culpa, não é instituto correcional, como o é para muitíssimos outros. E encarando-me bem, embora com certa tristeza, disse-me: – Para você, por exemplo, é bem um motivo de remorsos... Devia estar bem mais para cima, ou melhor, para fora, em regiões de mais Luz e de mais Glória. Como andou a cometer faltas contra a Doutrina Pura, a Doutrina do Caminho, tem falhado de novo, tem recaído nas mesmas faltas. – De mamãe também ouvi certa admoestação... Tenho a impressão de ter cometido faltas graves no passado, e de não ter aproveitado as oportunidades que o Pai Divino concede, para que Seus filhos purguem as faltas e subam na escala cristificadora. Vicentina esclareceu: – Você foi um dos falsificadores de manuscritos do século quarto, quando Roma fabricou a sua Igreja, contrariando a Igreja do Caminho, se assim se pode dizer, pois o Divino Molde deixou a Excelsa Doutrina do Caminho, que tem por fundamento a Lei de Deus, o Seu Divino Exemplo e o Batismo de Revelação. Mediu bem a minha possível reação, para depois prosseguir: – E depois de sofrer muito tempo nas trevas, tem reencarnado vezes a fio, e não tem lá se saído muito grande coisa, embora tenha realizado algo de bom, pela bondade que tem posto em prática. Entretanto, não adianta agora ficar triste, porque outras vidas terá, tantas quantas sejam necessárias. Trate de viver a vida e de trabalhar aqui, até que o Pai Divino determine outras oportunidades no plano carnal. É o melhor a fazer, e você já é bastante sabido, das coisas de Deus, para não querer contrariá-las de novo. – Santo Deus! – exclamei, ressentido contra mim mesmo. Vicentina veio, abraçou-me com tamanho fraternal carinho, que senti um choque violento, uma como descarga elétrica, que me sacudiu todo, fazendome alertar a mente e o coração.

– Ninguém poderá jamais se aproximar do Reino do Puro Espírito, sem deixar para trás o reino do mundo. Lembre-se, meu irmão, que o Reino do Espírito é antípoda ao reino da matéria. Isto poderá parecer-lhe muito forte, de imediato, mas a realidade é que o espírito deve vir a ser senhor e não escravo da matéria. E se quiser pensar certo, pense bem no Cristo da Verdade, do Amor e da Virtude, pois o outro, aquele dos religiosismos do mundo, está muitíssimo desfigurado. – Tive tudo – murmurei – para abraçar a Doutrina Pura!... Vicentina comentou: – Sim, o Céu deu-lhe tudo, como de outras feitas, mas os interesses subalternos ou criados não lhe permitiram obedecer ao chamamento da Verdade. O reino do mundo, quando a pessoa se lhe entrega, é um vilão terrível. Chegou naquele instante uma senhora idosa, convidando Vicentina para um trabalho urgente, e puxando-me pela mão, foi ela dizendo: – Vamos atender o irmão Adauto, que acaba de deixar a carne, também bastante fracassado... E vá se acostumando, pois esta região é, na quase totalidade, um reduto de fracassados de variada ordem... Ele foi para o pavilhão dos crentes, dos protestantes, daqueles que pensam ter lavado os pecados no sangue do Cristo, mas se esquecem, na realidade, que se mancharam com as nódoas da ignorância de muitas leis de Deus... Volitamos, por conta delas, até certo pavilhão, um imenso pavilhão, rodeado de lagos belíssimos, a uns quilômetros, direi, do pavilhão onde eu estivera dormindo. E ao descer ao chão, um chão muito parecido com o da crosta, fomos logo entrando, até chegarmos a um leito, dentre centenas de outros leitos, muito alvos, onde um irmão falava desordenadamente em Jesus, no sangue de Jesus, na graça da salvação de graça, tudo de permeio com soluços e rogos impressionantes. – Adauto – disse minha irmã – era pastor protestante, homem abastado e benquisto. Entretanto, vem de um passado horrível, pois foi um dos massacradores da célebre noite de São Bartolomeu. Como foi um fanático contra, naquela ocasião, agora foi um fanático a favor. E como a desencarnação traz a pessoa tal e qual como ela o é, eis que aí está ele, creio que bem pouco lavado de seus pecados ou de suas culpas do passado. E ainda que estivesse lavado, importa saber que o problema do espírito é de autocristificação e não de salvação de graça. Os erros humanos, ainda que bem intencionados, quando o forem, nada representam como medidas contra as leis de Deus. Isto devemos todos entender, para não mais andarmos a querer ensinar a Deus, em lugar de aprender com Deus. Dito isto, colocou ela a mão direita sobre a cabeça do homem alterado, olhou para mim como a convidar à oração, e entramos todos num reverente

silêncio. Como eu fechasse os olhos para orar, como de costume, ao tê-los aberto após, quando julguei que podia fazê-lo, vi que Vicentina estava envolta em esbranquiçada aura de luz, com um tom verde-metálico, e que essa aura envolvia o irmão Adauto, que aos poucos fora silenciando, até que silenciou de todo. Andamos e fomos parar diante de dois outros irmãos, um que gemia surdamente e o outro que apresentava ferimento horrível na cabeça, e Vicentina disse: – Estes eram ou são espíritas... Admirado, perguntei: – Espíritas também chegam assim?!... Vicentina sorriu, pensou um bocado e disse, indagando: – Meu irmão, que é que a Justiça Divina tem com os rótulos de quem quer que seja? – Mas não é chave, no Espiritismo, que ele vale pela reforma moral que causa na pessoa? Agora Vicentina gargalhou, tornando após a perguntar: – Mas quem disse que todos os que freqüentam as sessões espíritas, ouvindo discursos, tomando passes e pedindo consultas aos médicos espirituais, são discípulos da reforma íntima? – Bem... – disse eu – Eu assim pensava... Enquanto íamos andando, rumo a outros internados, falou Vicentina: – Ninguém jamais passará por cima da Lei de Deus, seja quem for, venha de onde vier e sob pretextos quaisquer! – Isso é importante, minha irmã, e é pena que a Humanidade assim não saiba e assim não pratique. – O Reino de Deus, como já muito ouviu falar, é uma questão de Verdade, Amor e Virtude, que cada filho de Deus deve realizar em si mesmo, à custa de seus esforços. Somos filhos da VERDADE TOTAL. Dela partimos inconscientes e a Ela teremos que retornar em plenitude de consciência. Isto é, tão esplendorosos em Luz e Glória, que nenhum sol material, com o seu brilho ofuscante, pode sequer servir de paralelo. E, no entanto, os comercialismos clericais e os engodos farisaicos, inventam a falsa importância dos rituais e dos discursozinhos histéricos, tudo isso que contraria a Lei e a Divina Modelagem do Cristo. E apontando para aquelas camas, habitadas por tantos espíritos enfermiços, recém-saídos da carne, concluiu:

– Depois temos isso que aí está, cada qual com a sua bandeirola religiosista e com as suas chagas, principalmente as de ordem moral, pois a matriz dessa miséria toda é o desequilíbrio moral. – Então – interpus – o mundo precisa de uma renovação muito grande, alguma coisa que o faça mudar muito e em pouco tempo, se é certo o que dizem certas mensagens enviadas à Terra, de uma Nova Era, de novos dias... Vicentina, antes que eu completasse a frase, adiantou: – Não é nesta região, nem em região até mesmo superior a esta, onde são tratados esses assuntos, mas pode estar certo de que sabemos bastante a esse respeito, porque irmãos de esferas muito superiores, falando em nome da Administração Planetária, já nos avisaram de tudo. A Humanidade inteira, lotada na Terra, isto é, da carne e de fora dela, terá que se defrontar com a maior transição de toda a sua História, para entrar após um longo período expiatório, na segunda meia-idade, na fase de maturidade. Podemos afirmar que o Dilúvio de Fogo previsto no Apocalipse virá, custará dores muito prolongadas e necessárias, e após entregará à Humanidade, a parte que herdar a Terra dos futuros ciclos, a novos e mais felizes dias. Quanto aos cabritos, bem... Creio que já ouviu dizer que a lei das migrações interplanetárias é comum na Ordem Cósmica... Admirado, perguntei: – Nunca pensei reencontrá-la assim tão bem esclarecida, Vicentina, onde aprendem vocês semelhantes Verdades? Sempre alegre e de resposta pronta, afirmou: – Onde você também irá aprender, ouvindo instrutores, lendo e conversando com seus irmãos de jornada evolutiva. E se quiser visitar, ainda agora, o Salão dos Mapas Diagramáticos, vamos para lá. Ainda mais admirado, perguntei: – Mas já estou integrado na posse desses direitos?!... – Represento – avisou ela – a Direção da Região... Estou aqui por conta de quem tudo sabe e dispõe a seu respeito, compreende? – Nossa adorada mãe providenciou tudo isso, pois não, Vicentina? Ela sorriu e esclareceu: – Sim e não... Lembre-se de que por aqui a Justiça Divina é tudo, sabe, promove e impera sobre tudo! Você falhou em parte, porque não teve a suficiente coragem para romper com o erro, em favor do que é certo, mas nem por isso deixou de ser um homem bondoso... A sua bondade garantiu a vinda para aqui e garante, estando aqui, o direito de tudo quanto a região tem, pode e deve oferecer aos seus cidadãos.

– Então, Vicentina, estou dentro do currículo pedagógico? – Sim, e muito me comprazo disso, porque sendo ou tendo sido sua irmã carnal, tudo se torna mais fácil, menos formal e mais íntimo. Nisto a nossa mãe pôde intervir perante a Direção da Região... Pediu que fosse eu a cicerone e a Direção atendeu-a, como invariavelmente a atende, porque ela serve muito e com elevado senso de realidade. – Pois eu quero visitar o Salão dos Mapas Diagramáticos, mas, antes disso, desejaria fazer uma pergunta... – Não perca tempo, pergunte sempre, desde que a pergunta constitua desejo de aprendizado. – Se a nossa mãe é um espírito que merece esferas superiores, e aqui funciona por vontade própria, para conseguir evoluir mais depressa, o que se passa com o Diretor da Região? Vicentina encarou-me com agudeza, indagando: – Ora, então não sabe que as Direções Superiores, ou com mais amplidão coletiva, sempre são exercitadas por espíritos de muito mais ampla evolução? Cumpre lembrar sempre, Bento, a elevação moral e a capacidade técnica, pois estão muito longe ainda os Planos Divinizados, próximos do Plano Crístico, onde somente o Amor é a lei regente de modo absoluto. Muito mais interessado, pelo que ouvira, indaguei: – Por que, nos Planos Divinizados e no Crístico imperam o Amor, de modo absoluto, sem outras necessidades? Vicentina explicou-me: – Conforme irá ver no mapa diagramático, tudo é questão de leis de meio, elementos e fatos. Ora, na crosta a matéria é naquela densidade, aqui é nesta densidade, nos planos melhores vai sendo muito mais quintessenciada, e nos Planos Divinizados é de uma eterização deslumbrantíssima, pode-se dizer que é Luz Divina adensada. E sendo assim, quem por lá viver é Amor para todos os efeitos, não precisando estar às voltas com técnicas e formas, como nestes planos ainda inferiores e nos mundos físicos. – Que maravilhosa a Emanação de Deus! – exclamei, satisfeito – Como desejaria ver já o Salão dos Mapas Diagramáticos. Vicentina apanhou-me pela mão e disse: – Não tenhamos pressa... Vá observando tudo, pois tudo volta a ser, para os que retornam, novas lições.

Capítulo IV

Volitamos rente ao solo, porque Vicentina assim o desejou, para que eu pudesse observar a paisagem, o casario e a movimentação das pessoas, umas felizes, parecendo irradiar vida prazerosa, e outras apresentando as características dos convalescentes de variada ordem. Isto é, gente que parecia sofrer de lesões físicas e gente que se curvava a pensamentos pungentes. – Isto parece um vasto hospital, com médicos e servidores, e com doentes e alguns parentes visitantes – disse eu. – Com alguma ressalva – aduziu ela – é apenas isso. E como irá observar, é maravilhoso estar aqui, desde que não merecendo mais do que isto. Porque se para cima é cada vez mais celestial, para baixo é cada vez mais infernal, trevoso, malcheiroso e horripilante, com aspectos de compressão moral realmente tétricos. – Compressão moral de aspecto tétrico?... – Sim, pois o mal-estar físico, diremos, ou sobre o corpo, como o temos por aqui, não é tudo em matéria de sofrimento; o pior é o mal de ordem moral, aquele sentido de abandono eterno que tanto faz sofrer o espírito. E isto, como não é difícil compreender, se impõe pelas reações da Lei de Harmonia, em virtude das graves faltas de ordem moral. Vivamente interessado, de novo interroguei: – Nos estudos teologais, sempre julguei difíceis de aceitar, ou gravemente forçadas, as soluções convencionais da religião, pretendendo resolver o problema através das graças e dos escapulários, desde que concernentes aos pecados não mortais. Como agora você fala em compressões de ordem moral, fazendo penar faltas acima de tudo de ordem moral, gostaria que me dissesse algo mais. Imediatamente Vicentina respondeu:

– O que primeiro fere a Ordem Divina é o conceito erradíssimo de pecado mortal, pois toda e qualquer desarmonia terá que sofrer o processo de rearmonização, custe mais ou custe menos, para o espírito, a centelha espiritual, continuar a sua marcha autocristificadora. Quanto às compressões de ordem moral, elas derivam principalmente de faltas cometidas por aqueles que já conhecem ou reconhecem as leis de Deus, a obrigação de viver de acordo com elas. – Poderia dar uma prova disso, um exemplo demonstrativo? Vicentina sorriu com intenção e apontou-me: – Meu querido irmão Bento, você mesmo irá sofrer desse mal, e muitas vezes, em virtude da chancela dos erros que cometeu, adulterando textos e, após, como na última encarnação, ter tido o conhecimento suficiente para repor no lugar a Doutrina do Caminho, e não o ter feito por causa dos interesses criados. Sabendo que o catolicismo romano é a corrupção da Excelsa Doutrina do Caminho, que Jesus edificou sobre o cultivo da Lei de Deus, da Sua Divina Modelagem e da Generalização da Revelação, por que, ó meu irmão, nada fez pela Verdade? Você, que atravessou noites a fio debruçado sobre os textos referentes ao Batismo de Espírito, que chegou a elaborar um caderninho de notas sobre o que diz o Livro dos Atos, por que não rompeu com a mentira e não lutou pela Verdade? Atônito, inquiri: – Você sabe disso?!... – E há alguém que viva na crosta, e não seja observado, em sua conduta, pelos responsáveis deste lado? – volveu ela, de pronto, como de costume. – Então, por que não me tangeram a fazer o melhor possível?!... Abanando a cabeça em sinal de desaprovação, esclareceu: – O Céu, para com isto querer dizer a Administração Superior, coloca o espírito diante do fato... Dá-lhe oportunidades de conhecimento de causa e liberdade e aguarda que o mesmo tome as devidas iniciativas, para ter o mérito das mesmas e recuperar-se das faltas, preparando-se assim para os lances progressivos comuns e necessários, que o entregarão um dia ao glorioso Grau Crístico ou de Uno com o Divino Centro Gerador de tudo e de todos, ao qual chamamos Deus. Compungido, balbuciei: – Então, minha irmã, o fato de conhecer o Espiritismo foi programa oferecido pelo Céu, para me dar a oportunidade de reparar erros do passado?!... – Apenas isso... E comece a observar, em si próprio, aquilo que qualificamos de compressão de ordem moral, a punição de acento puramente

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