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Capítulo 2 de 15

D E U S — parte 1 de 14

O Céu Maravilhoso · Osvaldo Polidoro

Eu Sou a Essência Absoluta, Sou Arquinatural, Onisciente e Onipresente, Sou a Mente Universal, Sou a Causa Originária, Sou o Pai Onipotente, Sou Distinto e Sou o Todo, Eu Sou Ambivalente.

Estou Fora e Dentro, Estou em Cima e em Baixo, Eu Sou o Todo e a Parte, Eu é que a tudo enfaixo, Sendo a Divina Essência, Me Revelo também Criação, E Respiro na Minha Obra, sendo o Todo e a Fração.

Estou em vossas profundezas, sempre a vos Manter, Pois Sou a vossa Existência, a vossa Razão de Ser, E Falo no vosso íntimo, e também no vosso exterior, Estou no cérebro e no coração, porque Sou o Senhor.

Vinde pois a Meu Templo, retornai portanto a Mim, Estou em vós e no Infinito, Sou Princípio e Sou Fim, De Minha Mente sois filhos, vós sereis sempre deuses, E, marchando para a Verdade, ruireis as vossas cruzes.

Não vos entregueis a mistérios, enigmas e rituais, Eu Quero Verdade e Virtude, nada de “ismos” que tais, Que de Mim partem as Leis, e, quando nelas crescerdes, Em Meus Fatos crescereis, para Minhas Glórias terdes.

Eu não Venho e não Vou, Eu sou o Eterno e o Presente, Sempre Fui e Serei, em vós, a Essência Divina Patente, A vossa presença é em Mim, e Quero-a plena e crescida, Acima de simulacros, glorificando em Mim a Eterna Vida.

Abandonando os atrasados e mórbidos encaminhamentos, Que lembram tempos idólatras e paganismos poeirentos, Buscai a Mim no Templo Interior, em Virtude e Verdade, E unidos a Mim tereis, em Mim, a Glória e a Liberdade.

Sempre Fui, Sou e Serei em vós a Fonte de Clemência, Aguardando a vossa Santidade, na Integral Consciência, Pois não quero formas e babugens, mas filhos conscientes, Filhos colaboradores Meus, pela União de Nossas Mentes.

Introdução

“Se fôsseis bons, teríeis sempre convosco a palavra de Deus” – Jesus

Por palavra de Deus tinham, nos tempos proféticos, a comunicabilidade dos anjos, espíritos ou almas, cujo ministério é advertir, ilustrar e consolar. Confundir a ação dos Santos Espíritos Mensageiros, com o Espírito Santo terça parte de Deus, produto das adulterações clérico-religiosistas, isso é obra de muita ignorância ou recalcada má-fé.

“Vós que recebestes a Lei por ministério dos anjos e não a guardastes” – Atos, cap.7

Moisés recebeu a Lei de Deus, o Código de Conduta, por cima do qual ninguém jamais passará, por via mediúnica. Não existem milagres nem mistérios na Ordem Divina, e sim o trabalho da Mensageiria Divina, dos Santos Espíritos, que obedecem ao comando das Direções Planetárias, dos Cristos e Seus Imediatos.

“Daqui em diante vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem” – Jesus

Os grandiosos fenômenos mediúnicos produzidos por Jesus, pelos que foram antes de Jesus e contemporâneos, e os que serão produzidos em todos os tempos e locais, nunca serão misteriosos ou milagrosos, e sim apenas o trabalho dos espíritos comunicantes. Entretanto, os que mentem em nome da VERDADE, os religiosistas, dizem que a Revelação é coisa de Belzebu, etc.

“Duros de cerviz e incircuncisos de coração e ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo: sois como vossos pais” – Atos, cap.7

Aqueles mesmos que afirmam os avisos de Gabriel, a ida de Jesus e três apóstolos ao Tabor, para confabular com Moisés e Elias, e os que dizem que Jesus tinha os espíritos ao Seu redor, e que afiançam todos os fenômenos revelacionistas da Escritura, esses mesmos são os que se contradizem, dizendo que o Espiritismo não é menos do que coisa de Belzebu. Se soubessem que os ignorantes, covardes e hipócritas jamais herdarão os reinos superiores, certamente fariam outras coisas, dariam o devido testemunho da VERDADE.

Quando Jesus, o que deixaria a Divina Modelagem e batizaria em Espírito ou Revelação, veio ao mundo carnal, já orçava por mais de duzentos e quarenta mil anos que a comunicabilidade dos espíritos era cultivada, porém em termos secretos ou esotéricos, como testemunham os mais antigos documentos. Por isso Moisés, versado nas duas kabalas, ou no Zoroastrismo, que por sua vez descendia diretamente do Búdico-Vedismo, assim se expressou:

“Quem dera que o Senhor desse do Seu Espírito a todo o povo, e que todo o povo fosse profeta”.

E como por evolução tudo tende a se unir, as humanidades encarnada e desencarnada tendem a se infusar ou comunicar, eis que o Senhor manda o aviso:

“E há de ser que, nos últimos tempos, derramarei o meu Espírito sobre toda carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão sonhos e vossos mancebos terão visões” – Joel, 2, 28

Só restava que isso acontecesse, que alguém fosse o Celeste Enviado, e vede como Dele falou o Precursor:

“Aquele sobre quem vires descer o Espírito, e repousar sobre ele, esse é o que batizará em Espírito” – João Batista E o Celeste Enviado, que tinha as Legiões Espirituais com Ele, e nisso batizaria, assim foi dizendo, enquanto esteve na carne:

“Mas o Consolador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar do que vos tenho dito” – Jesus

No dia do Batismo de Espírito, no Pentecostes, como o Livro dos Atos dos Apóstolos trata perfeitamente, no capítulo dois, eis como Pedro testemunhou:

“De sorte que, exaltado por Deus, havendo recebido do Pai a promessa do Espírito, a este derramou sobre nós, como vedes e ouvis” – Atos, cap.2

Estava sendo cumprida a promessa de Deus, aquela desejada por Moisés, para que todo o povo fosse profeta, medianeiro do Céu, e observemos como Pedro dá testemunho de Jesus, como o transmissor da Graça da Revelação Generalizada:

“Porque a promessa a vós pertence, e a vossos filhos, e a todos os que estão longe, quantos chamar a si o Senhor nosso Deus” – Atos, cap.2

Sim, essa foi a Graça trazida e deixada por Jesus, a Revelação Generalizada, e que, com a Sua Divina Modelagem, havia de ficar para sempre, como disse o Mensageiro Gabriel, quando avisou a Maria sobre ter que vir a ser a Sua Mãe material. A Graça da salvação de graça, que as falsas interpretações pregam, bem como as liturgias, os simulacros, as vestes fingidas e as nobiliarquias clericais, ou tudo que seja formal, não pertence ao Evangelho Aplicado de Jesus Cristo. Ele vivera no meio do povo e ali mesmo cultivara o trato com os anjos ou espíritos comunicantes, produzindo aqueles grandiosos fenômenos de cura e outros, e se Roma, com o seu Império em decadência, não tivesse aparecido, para forjar sua igrejinha idólatra e sanguinária, atraiçoando a Excelsa Doutrina do Caminho, vinte séculos depois nós não precisaríamos estar aqui a dizer isto, nem a Humanidade estaria à beira do Dilúvio de Fogo, isso tudo de materialismo e brutalidade que por aí está, filho da ignorância das coisas do espírito, filho da traição romana contra a Revelação generalizada pelo Cristo. Por que, não se repetem nas igrejas clericalizadas e idólatras, aqueles fenômenos de que tratam os capítulos um, dois, quatro, sete, dez e dezenove, do Livro dos Atos dos Apóstolos? Por que, nessas igrejas formulistas e formalistas, não se repetem aqueles acontecimentos de que Paulo trata, nos capítulos doze, treze e quatorze, da Primeira Carta aos Coríntios? Não percebem, os deturpadores ou mistificadores, romanos e derivados, que fabricando e impondo a blasfêmia contra a Revelação Generalizada pelo Cristo, tudo encaminham à ignorância e à brutalidade? Não percebem que as coisas estariam em condições divinamente boas, se tivessem deixado tudo

como Jesus deixou, com a Revelação em pleno funcionamento, advertindo, ilustrando e consolando as gentes? Vamos dizer, então, que tudo isso está consumado, que as profecias apocalípticas sobre a Besta Corruptora deviam ser cumpridas e foram. Vamos assim dizer, por ser verdadeiro, como verdadeiro é que a Restauração devia vir, através do Profeta Elias. E vamos dizer que, assim como no tempo dos Profetas e do Cristo, os donos da maquinola clerical, com suas mentiras e seus interesses criados, suas articulações político-econômicas, de Livro Sagrado em punho saíam a campo a fim de perseguir, judiar, massacrar, degolar e crucificar os Arautos da Verdade, assim mesmo o fazem agora. É o imperativo da ignorância e da má-fé, muito mais de má-fé do que de ignorância, isso tudo que vai pelos rincões da clerezia e dos seus derivados, porque estão em jogo o bolso, o estômago, o sexo, o orgulho, o egoísmo e uma terrível filiação conseqüente. Sim, é muito fácil viver falando no Céu, e em nome do Céu, enquanto vão trilhando e fazendo trilhar os caminhos do inferno, da blasfêmia contra as leis de Deus e o testemunho dos Arautos da Verdade, testemunhos dados através de obras e não de formalismos idólatras ou discursozinhos histéricos e mentirosos, desses que gozam de fartura nos ambientes ditos reformistas, onde tudo é conversa, muita conversa, porque dizem que os Arautos da Verdade faziam, produziam atos que os testemunhavam como delegados do Céu na Terra, enquanto eles mesmos, os fabricantes de discursos histéricos, com seus discursos vazios vão ganhando a vida material e complicando a vida espiritual, deles mesmos e dos infelizes que os acreditam, e os acreditam porque são enganados em nome de Deus.

Capítulo I

Estas minhas palavras iniciais, apontando os textos bíblicos que comprovam estar as igrejinhas clericalizadas e transformadas em comércios idólatras em tempo de falência, aqui ficam como medidas de confissão de culpas, porque eu sabia estar praticando o erro, quando aí peregrinando. Perambulei por muitos ambientes e observei muitos fatos, comparei com os textos bíblicos e soube que a comunicabilidade dos espíritos é fenômeno comum e recomendável, bem assim como me capacitei de que não existe a salvação de graça nem a importância libertadora dos atos sacramentais, das liturgias e de todo e qualquer ato formal. Capacitei-me disso para mim, porém não tive a suficiente dose de força moral para tomar a atitude que seria a compatível, abandonando o erro e ensinando aos semelhantes a fazerem-no também. Embora sentindo, de quando em quando, um repelão de consciência, uma como que acusação terrível, o fato é que continuei na mesma, escondendo a Verdade e vivendo à custa da mentira que impingia aos semelhantes. E para maior vergonha ainda, ao ser inquirido por alguns sobre o Espiritismo, sobre o Batismo de Espírito ou Herança de Jesus Cristo, continuava a dizer as mesmas e culposas palavras, que aquilo era coisa de Belzebu, etc. Mas a vida continuou, e embora fosse um bom padre ou um bom homem a outros respeitos, pois vivia simplesmente, exclusivamente para os deveres formais de um agente da igreja romana, com o passar dos dias a morte veio. Com a doença, uma pneumonia dupla, senti crescer em mim a responsabilidade do que conhecia, pois muitas vezes já me houvera perguntado, sobre quem daria testemunho da Verdade, se todos fizessem como eu. Sempre tive uma derivativa, alegando que houvera prestado juramento para com a igreja romana, que estava sendo sincero ao juramento. Porém agora, nos portais da vida espiritual, parecia crescer uma onda interna que dizia ser perante a Justiça Divina, e mais ninguém, que tinha contas a ajustar.

E mais nada pensei nem disse, de certa hora em diante, porque penetrei numa fase de inconsciência; parecia voar, nadar num mar sem fim, deslizar por extensas regiões, ora sentindo as costas queimarem, ora gozando uma paz indefinível. E o mais importante é que, na hora do enterramento do corpo, vime ao lado da sepultura, erguido uns metros acima, enxergando tudo de cima para baixo. Não estava mal nem bem naquela hora, estava apenas meio assustado, e o mais importante foi a rogativa que fiz a Deus, afirmando que Lhe estava à disposição, etc. Sem dúvida que uma infantilidade, pois ninguém nunca jamais fugirá à Vontade de Deus, ou Suas leis eternas, perfeitas e imutáveis, ainda que custe a assim entender e praticar, por ser Ele mesmo o doador de Tempo e de Espaço, e de tudo o mais que se necessite, para realizar a evolução íntima intransferível. Mas, digamos, cada um dá do que tem, e apresentar-se alguém diante da imortalidade e da responsabilidade da alma, ou do espírito, não é coisa de brincar, principalmente depois de passar uma vida de setenta e dois anos pela carne, dos quais mais de dois terços falando em Deus, embora compreendendo e muito, que bastante fora de Suas Divinas Realidades, da essência que tudo vale e dos formalismos que até muito prejudicam, porque desviam a Mente do roteiro certo, do cultivo das virtudes do espírito, daquilo que de fato representa o espírito no Seio Divino.

Capítulo II

O que sucedeu a seguir? Ora, se quem é ou existe é obrigado a estar em algum lugar, de algum modo, fazendo alguma coisa e para algum fim, que aconteceria com mais um espírito, padre ou não padre, ao desencarnar? Não teria que comparecer a si mesmo, como desencarnado, apenas num plano vibratório diferente, num meio melhor ou pior, segundo seus merecimentos e não segundo o sectarismo praticado na fase encarnada? E se o fiel da balança é o merecimento, pelas obras, como perfeitamente explica o capítulo final do Apocalipse, como pretender o contrário e com teimas, se a Divina Justiça é acima de injunções quaisquer? Disso tinha eu muita certeza, pois lera muitas obras espíritas, principalmente as que diziam respeito à vida nos planos erráticos, e assim conhecendo, tudo fiz para entregar-me à Divina Vontade, fosse qual fosse o meu destino. E foi aí que a Divina Vontade interveio, sempre através de alguém, e esse alguém era uma mulher, uma irmã de semblante feliz, cujo sorriso envolvia e penetrava, porque tinha um toque espiritual inconfundível. – Graças a Deus, pois não? – disse ela, encantadoramente. – Graças!... Mil graças a Deus!... – exclamei, felizmente excitado, pois sua presença era para mim um verdadeiro convite celestial. E como eu quisesse agradecer a sua presença, com palavras que pareciam custar a sair, embaraçado que estava, ela apanhou-me pela mão e disse: – Não se importe, irmão Bento, com agradecimentos quaisquer, deixe isso para mais tarde, quando puder compreender que o verdadeiro agradecimento é passar o Bem adiante, é fazer o Bem a outros filhos de Deus. Por ora venha, para o lugar que de direito lhe toca, no mundo espiritual. Nada respondi, cedendo à sua vontade, e tudo foi um estremecimento, um como deslocar repentino, sem saber eu como nem para onde. O fato é que

me vi num lugar parecido com a Terra, com o chão terreno, apenas impregnado de um sentimento de paz e de amor, como não se pode explicar ao certo, porque esse sentimento parece estar em toda a parte, dentro e fora de tudo, sem que a razão consiga descobrir como. – Lá fica o núcleo central do Departamento – disse ela apontando para a direita. Olhei e vi uma cidade grande, como se estivesse vendo uma cidade terrena, com a diferença que se fazia notória, de ser muito ajardinada e florida. Devo dizer e faço-o já, que nos planos erráticos, quanto mais superiores, tanto mais ricos em jardins, águas e flores. – E ali é o retiro que deve habitar, por algum tempo – disse ela, apontando para frente, onde uma cadeia de montanhas se estendia. – É um lugar muito bonito! – disse eu, que sempre gostara muito da natureza. – Essas montanhas estão semeadas de construções que servem de abrigo, escola e tudo quanto se imagine, em matéria de recuperações e divertimentos. Esta região é muito ligada à crosta terrena, é pouco distante dos umbrais, e, por isso, desempenha a função de hospital, escola, berçário, etc. Está muito longe dos Planos Superiores, muito mais longe ainda do Plano Crístico, mas é como é, e a função que desempenha é a necessária. Olhou-me bem, como a medir-me de algum modo, para sorrindo continuar: – Bem sabemos que andou lendo reportagens mediúnicas sobre a vida nos planos espirituais. Isso foi muito bom, embora fosse ruim o ficar calado, o não dizer a todos, quando possível, das verdades de Deus e da sua Emanação, do progresso lento dos espíritos e de muitas outras verdadezinhas mais. Achei que devia dizer: – Mas eu dou graças a Deus de estar aqui!... Ela abanou a linda cabeça e respondeu: – Isso já disse muitas outras vezes, irmão Bento. Acaba de chegar mais uma vez, está ainda sob o guante da novidade, sente-se feliz por estar num lugar de paz e de amor relativos... Tudo isso é comum, fique sabendo, e não é ruim de todo, mas também não é vantagem... – Céus!... Por quê ?!... – exclamei, assustado. Ainda abanando a cabeça, prosseguiu: – Deixe as admirações para outros casos e escute-me com atenção. O espírito deve atingir o Grau Crístico, ou de Unidade Vibratória com o Divino Centro Gerador, Sustentador e Destinador de tudo e de todos. Importa evoluir

até lá e para isso conta com a lei das encarnações sucessivas e tudo quanto ela oferece de leis, elementos e meios. Entretanto, depois de encarnar, a maioria fica escravizada aos fanatismos religiosistas, aos interesses criados, a tudo quanto dificulta o despertar interno. – Compreendo... – Sim, mais uma vez compreende, depois de voltar da peregrinação carnal... A questão é, irmão Bento, que nada fez para compreender e agir melhor, lá no bendito banco escolar que é a carne. E por isso voltou para esta região, onde irá trabalhar junto a outros tantos iguais ou piores um pouco, até reencarnar de novo, a fim de tentar nova escalada aos elevados planos. – Que me diz, irmã?!... Ela encolheu os ombros, fez um ar de pena e balbuciou: – Vamos, que sua mãe carnal aguarda a sua chegada... – Ela também vive nesta região? – Vive e trabalha aqui, é a chefe do Departamento, mas é superior e poderia estar em planos muito mais elevados. Muitos espíritos assim agem, para conquistarem méritos, para mais poderem escolher determinados recursos, nas próximas encarnações. Vá procurando compreender, mais uma vez, irmão Bento, que o melhor veículo de progresso é fazer o possível pela cristificação do próximo. Estávamos chegando a uma extensa mansão, e ela observou: – Procure compreender que muitas vezes já foi e voltou do plano carnal, vindo ao reencontro de irmãos queridos. Faça tudo para não se abalar, pois isso de nada vale, nada edifica e até prejudica. Entramos porta adentro e fomos topar com a diretora daquele local; e era minha mãe, a última que tivera na carne, e nada fácil fora encontrá-la de novo, ainda que fazendo grande esforço para não me abalar. Choramos abraçados, e convimos que tudo é vida, que em Deus nada morre, e que ao espírito cumpre evoluir, crescer em si mesmo, unir com o Princípio Originário. Depois de tudo refeito, disse minha mãe: – Vicentina virá amanhã, sabe? – Minha irmã? – Sim, sua irmã ou minha filha. Dois eram e dois já aqui estão, querendo dizer isto que voltarei à carne dentro de algum tempo. Espero que vocês também voltem, no devido tempo, no círculo familiar, e que consigam progredir, não ficando a marcar passos no cultivo de manias sectárias e falatórios fanáticos. – Estou ansioso para rever Vicentina, mamãe!

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.