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Capítulo 8 de 16

Parte 8 de 16

Filosofia da Mediunidade II · João Nunes Maia, pelo espírito Miramez

LM — 2- parte Cap. IV-75 a 76 Considerando os seres humanos como médiuns de variada característica, podemos observar que nem todos estão com as qua- lidades mediúnicas afloradas, por não as terem ativadas na Terra, nos processos reencamatórios. Falando do fluido universal, encontramos nele o princípio da vida que parte das mãos do Criador, como Sua criação, em permanente transmutação, mostrando variadas formas, dependendo do esquema que a Divindade planejou para o seu comportamento. 0 médium de efeitos físicos, na sua jornada na Terra e na hora oportuna, desprende de st um fluido consubstanciado com outros, por processo de difícil entendimento para os humanos, ao qual se deu o nome de ectoplasma. Em união com outros fluidos da natureza que os dirigentes espirituais da reunião colhem, como também da sua própria intimidade, o Espírito que se encontra disposto a ser visto materializado pode moldar um corpo que pode até chegar mesmo a ser tocado pelos presentes, como se fosse o corpo físico, com todas as qualidades aparentes daquele.

Esse trabalho da espiritualidade superior, serviu muito, no passado, para provar que o Espíito, após o túmulo, não tem o mesmo destino do corpo, e que ele continua a viver. 0 Espírito não pode atuar dretamente sobre a matéria; ele precisa de intermediários que lhe possam servir de canais para essa ação. O perispírito, por exemplo, que tanto afiniza nos pontos sensíveis do corpo, quanto nos da alma, servindo de ponte de um para o outro, nas transmissões necessárias para que o Espirito possa comandar seu fardo físico e este, também, avise suas necessidades, para o equilíbrio orgânico. A Doutrina Espirita foi e é a grande esperança para a humanidade encarnada, por mostrar com mais segurança as leis de Deus que asseguram a vida, nos propondo a felicidade e o valor dos nossos esforços nesta conquista individual, desde quando não falte o amor pela coletividade, que desenvolve em nosso íntimo os dons espirituais, desatando em nossa intimidade o véu que empanava a nossa visão dos planos da vida maior.

Ocorre com a mediunidade o mesmo que acontece com os talentos e as vocações profissionais, que todas as criaturas têm latentes dentro de si r aguardando o momento de serem despertados, segundo as necessidades da programação reencamatória. Quando o Espíito volta à carne para exercer a função me- diúnica, o próprio organismo desenvolve, juntamente com outros corpos, a química que permite a liberação do ectoplasma e de mais ou menos fluidos. Como já dissemos em outra mensagem, a base do ectoplasma é o fósforo, e a sua composição por vezes muda, conforme o ambiente de trabalho, mas é sempre o agente de formação do corpo com que o Espíito se apresenta materializado ou como batedor, provocando pancadas e outros ruífos. Ainda existem muitos mistérios que os homens desconhecem e que serão revelados na gradação do seu entendimento, pois eles vivem sempre em busca da perfeição espiritual, do crescimento, porque quem saiu das mãos perfeitas não pode ser imperfeito.

Compete a cada um, principalmente aos espíitas, estudar, trabalhar e esperar, que as bênçãos de Deus irão chegando com as suas necessidades no aprendizado da vida. No entanto, é preciso que busquem, porque o esforço próprio abre as portas para que o Cristo apareça como força que desperta as luzes da consciência; é neste sentido que sempre usamos a palavra despertamento no lugar de evolução, porque é o “acordar” das qualidades que já existem no centro da vida. Vejamos as palavras do Mestre, que João registrou no capitulo dezesseis, versículo doze: Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Deixemos que o tempo dilate os poderes das almas, de modo que elas se livrem das paixões, de todos os tipos de influências inferiores, aliando-se à verdade e deixando o amor irradiar livremente, como sol de Deus nos corações em ascensão. Capítulo 26 FLUIDO VITAL LM - 2- parte Cap. IV-77 0 fluido vital de que tanto falamos, é o mesmo fluido universal, transformado para atender a necessidade de movimentar corpos chamados inertes.

Cada ser tem a seu dispor uma cota do fluido vital, que a alma usa para seus trabalhos em conexão com o perispírito, intermediário semi-material na ordem das necessidades do Espirito encarnado e mesmo desencarnado. O Espirito não tem condições de se manifestar, a não ser por seus agentes, que lhe dão mais segurança para a sua missão, comportamento e deveres ante os seus compromissos. Observa que a água, para chegar à tua casa, precisa de corpos intermediários, quais sejam o cano, precisa de quem o coloque na posição de ser o instrumento pelo qual ela deslize como benfeitora dos lares, atendendo às diversas necessidades humanas e dos animais; depois, o vasilhame para que se mantenha nos lugares que requerem a sua presença. 0 Espírito é qual a água divina, e para despertar as qualidades inerentes à sua intimidade precisa de muitos corpos.

O primeiro, onde as bases de iniciação dos seus deveres assentam, é o físico, sob o comando geral do perispírito, e demais outros coadjuvantes indispensáveis à grandeza das suas qualidades espirituais. 0 mais interessante, misterioso e fantástico é que tudo que falamos, tudo que existe no universo, todas as formas, partem das transformações do flufcio universal, criação da Divindade. Os incrédulos que existem por toda parte, os contestadores de todos os fenômenos, manipulam tudo o que também saiu de lá, da bênção de Deus que tem variados sinônimos nas escalas teológicas. O Criador, igualmente, é chamado por muitos nomes, mas nunca muda Sua estrutura divina. Ele é o Doador Único que alimenta todas as coisas que Ele próprio criou. Ele é o Sol de todas as divindades menores; somos todos Espíritos dependentes d'Ele. Esse fluido universal que anima tudo, não é, pois, emanação de Deus; é criação d’Ele, carregando a marca dos movimentos e da vida, em transformações infinitas da sua potencialidade.

Estamos tentando descrever o que se passa com as almas encarnadas, bem como o que ocorre nos movimentos dos corpos e da ação dos Espíritos nos fenômenos como as materializações, até certo ponto, para entrarmos na responsabilidade dos médiuns, que têm a missão de servir de canais para a fala dos Esputos livres da matéria mais pesada, mostrando a realidade da reencarnação e as leis de Deus em pleno funcionamento em toda a natureza. Ainda há muitas leis que o homem desconhece, embora sinta e use seus efeitos, contudo, a causa escapa aos seus sentidos. Ele sente seus efeitos, e isto basta para que possa crer que ela existe. Queira Deus que chegue logo o dia em que os homens possam ler essas leis na própria vida, a natureza, porque ela fala na sua linguagem que a alma livre pela verdade sabe compreender. Negar a evidência dos fatos é, pois, ignorar a própria vida, que se está vivendo, é negar a si mesmo. Os próprios materialistas, quando morre alguém, falam em enterrar os restos mortais. Se é resto, é que há algo mais que não foi sepultado.

É esse algo que não foi enterrado que chamamos de Espírito. O que chamam de restos mortais, na realidade não são mortais, porque tudo vive e passa de um reino para outro, na sequência da sua ascensão. Tudo se transforma na vida, nada morre. Tudo vive dentro do Criador. E as vidas se comunicam umas com as outras, têm suas linguagens correspondentes ao grau que alcançaram por desperta- mento espiritual. Toda a criação partiu, no seu princípio, do fluido universal, compreendendo-se que tudo o que existe é uno no centro da vida maior, que é Deus. Jesus á o Mediador Cósmico, que transforma a energia divina que sai da Divindade como qualidade que nos serve de vida. E toda língua confesse que Jesus Cristo 6 o Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses, 2:11) I o Senhor quem nos dirige a todos e cuida das nossas necessidades, é o Governador do planeta que habitamos, para a glória e felicidade de todos, como sendo o representante direto do Pai.

Capítulo 27 TIRAR E ACRESCENTAR LM -2- parte Cap. IV-79 a 81 As leis da natureza, embora imutáveis, estão sujeitas à ação do fluido universal que, pelas suas propriedades, pode determinar alterações na ação dessas leis sobre os corpos. É função da mediunidade em exercício demonstrar às criaturas o que o médium dotado de tal ou qual dom pode fazer. 0 próprio Allan Kardec, em sua época, teve essa experiência com médiuns de efeitos físicos, que travam, em seu transe, o peso de um corpo, e uma pessoa fraca o levantava com um simples toque de mão, assim como fazia pesar um pequeno corpo, de tal maneira que um homem forte não conseguia levantar, embora fazendo todo esforço para tal. É como que alterar a lei da gravidade que, isolada, deixa os corpos ficarem leves e, ajudando na sua atuação, deixa-os mais pesados. São fenômenos de quem conhece as leis naturais, e, ainda mais, evidenciam a presença dos Espíritos que se encontram em toda parte, juntamente com os homens. É nesse encontro que a luz se faz.

O mediunismo é lei em todos os mundos habitados e entre os próprios Espíritos, desde o início das coisas. Contudo, ele precisava de disciplina na sua função benfeitora, e Jesus foi o mestre por excelência, que veio também para educá-lo em todos os seus aspectos de comunicação. Além de ensinar, Ele deixou o Evangelho como norma de vida, para a educação, tanto da mediunidade, como dos homens que desejam iluminar-se. É agradável aos nossos sentidos de compreensão buscar reforço no Evangelho de Jesus para todos os nossos assuntos; assim, citamos as palavras de Jesus, registradas por Marcos, no capítulo quatro, versículo vinte e cinco: Pois ao que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por vezes parece injustiça esse conceito evangélico, porém, é pura justiça, no entendimento espiritual, em se respeitando as leis espirituais. Ao que tem o dom aflorado da mediunidade e deseja crescer nos seus deveres, lhe será dado mais, tanto no desperta- mento das faculdades, como na assistência dos companheiros da espiritualidade, para maior difusão da verdade.

Ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Até o que tem, porque todos nós temos todos os dons, latentes, e quem não deseja se esforçar, servindo-se desses dons para ajudar a crescer, até o dom que tem lhe será tirado porque, pela inércia, ele ficará mais adormecido, até chegar o dia em que o Espírito despertará e o acionará com a sua boa vontade. Aí lhe será dado mais, porque quem busca acha. Bs o que podes entender também por tirar e acrescentar: se tens alguns dons mediúnicos em desenvolvimento ou aflorados, deves cultivá-los. Os espritas devem saber como fazê-lo. Os livros esclarecedores circulam com abundância, como bênçãos de Deus para o despertamento dos valores das criaturas. Eles têm o poder de tirar a ignorância e acrescentar o saber sobre as leis de Deus, mostrando-as bem perto das almas, esperando o toque da boa vontade, para ficarem visíveis na sua intimidade.

Se ainda te encontras em desarmonia, por alimentares paixões inferiores, o Evangelho, em toda a sua dimensão, assim como os livros espíritas têm o poder de refocilar-te as energias e a tua conduta para a luz da esperança. Não deves negar impensadamente os fenômenos que surgirem na tua vida, mas estudá-los com equilíbrio, que neste esforço a luz se fará e a verdade mostrar-te-á os caminhos da libertação. A mediunidade é uma ciência que não deve ser comparada com brinquedos de criança, mas, instrumento de respeito, cuja bênção veio de Deus para maior discernimento da criatura. Podes, na tua vida, tirar e acrescentar; tirar problemas dos teus caminhos, ou acrescentar dificuldades, dependendo do que fazes dos ensejos de luz que Deus pôs em tuas mãos. Desejamos que a tua vida seja de utilidade coletiva, principalmente como médium. Aproximar-se-ão de ti os Espêitos que têm os mesmos sentimentos que tu, cuidando de ti, já que estás ajudando aos outros.

Capítulo 28 MANIFESTAÇÕES NATURAIS LM-23 parte Cap. V - 82 a 90 A mediunidade é canal, como bem sabes, por onde passam as informações espirituais, de modo que a quem recebe e quem toma conhecimento das revelações torna-se possível uma vida melhor. Quando as orientações partem da fonte elevada e quando é espontânea, bem melhor, e mais seguros os ditados. Não deves jamais forçar comunicações com os Espíritos. Eles sabem o que devem fazer e a hora de induzir as criaturas aos seus deveres ante a sociedade e diante da sua própria consciência. 0 médium deve estar preparado para não se furtar aos seus deveres espirituais, dando assim ambiente para as comunicações sérias, porque a faculdade mediúnica pode entrar em caminhos tortuosos, se o medianeiro se entregar a leviandades. Atraímos o que somos; esta é a lei de justiça. A codificação da Doutrina Espírita foi uma bênção de Deus, que assiste por intermédio de Jesus, para orientar aos médiuns, de maneira a educá-los e instruí-los.

Desta forma, eles atrairão Espíritos de porte elevado para a sua educação. O Espiritismo corrige os desvios e amplia a conduta moral das criaturas. As organizações espíritas devem estimular os seus frequentadores a ler, meditar e estudar as obras da codificação, para que compreendam o ideal desta filosofia de vida, que é modificar as criaturas, levando-as à luta todos os dias pela sua melhoria espiritual. As reuniões de desenvolvimento da mediunidade devem empenhar-se em linha de trabalho que não force a mediunidade. 0 objetivo sagrado é moralizar os homens. Antes de serem médiuns de Espíritos, é preciso que sejam intermediários do amor, da caridade, do perdão, da honestidade, da fraternidade. Os verdadeiros médiuns de cura, escreventes e psicofônicos, já nascem com essas qualidades afloradas; basta educá-las com a leitura e com o trabalho no bem comum. A violência neste sentido pode causar distúrbios psíquicos de difícil reparo. Tudo o que é violentado entra em desarmonia. Como poderia, por exemplo, um especialista em biologia dar-se a projetar e construir casas, sem o devido preparo?

Cada um deve estar no lugar aonde foi chamado a servir e preparado para tal desempenho. As manifestações espontâneas são as mais reais, sem que violentem as forças espirituais, no entanto, elas devem ser educadas, pois onde não existe educação há fracasso de ideal; é o nosso dever educar, assim como instruir quem ainda não conhece os preceitos espirituais. Os ruídos e as pancadas que surgem espontaneamente em todos os lugares são avisos, como foi no período da codificação da Doutrina dos Espritos. Basta entender essas manifestações para compreendermos as lições que uma dimensão manda para a outra, que os Espíritos enviam para as almas vestidas de carne. Se existem alguns Espíritos brincalhões, não importa; eles devem ser educados, pois por trás deles há outros os observando, no sentido de instruf-los. Nada se perde na vida. Compete aos mais inteligentes servirem de ponte para que passe por ela a luz do verdadeiro entendimento espiritual. As manifestações espontâneas têm variações incontáveis e cabe às criaturas discernir e compreender seus objetivos.

Em tempos idos, também aconteciam essas manifestações, no entanto, a falta de compreensão fazia as pessoas julgarem que provinham de "almas penadas”, de satanás, ou de gênios do mal. Mas, com a luz da Doutrina Espíita, o entendimento surgiu e foram estudadas as manifestações inteligentes, sabendo-se, pois, de onde vinham e para que vinham ao encontro dos homens. Anotemos a palavra de Jesus, que João registrou: Ele era a lâmpada que ardia e alumiava, e vós quisestes por algum tempo alegrar-vos com a sua luz. (João, 5:35) A Doutrina Esprita é essa luz, por ser Jesus voltando como Consolador e Instrutor, para a iluminação da humanidade. Ele é o Guia Espiritual de todos nós, de quem o Espiritismo vem servir de mediador, para despertar as almas que ainda permanecem na ignorância. A mediunidade é um dom que acordou na intimidade da vida, mas que precisa de Jesus para não errar o caminho. Capítulo 29 OBJETOS DERRUBADOS

LM - 2- parte Cap. V-94-1 O que acontece com os Espíritos, não deixa de se passar com os homens, pois, aqueles são os mesmos homens quando revestidos de um corpo de carne. O incrédulo podería questionar: como podem acontecer fenômenos espirituais em lugares onde não há almas encarnadas? Quem pode dizer que existem os fenômenos, como pancadas, objetos derrubados, sons de várias naturezas e coisas a mais, se ninguém os presenciou? E mesmo que acontecessem, os Esputos estariam usando alguém encarnado que tivesse a faculdade de efeitos físicos, para que se dessem esses fenômenos?

Eis aí a mediunidade! É o médium que fornece ao Espírito os meios, que são os fluidos quantizados, para que ele possa dar os devidos sinais. O mesmo acontece com os homens: um orador somente imprime ênfase à fala diante de plateia eufórica com a sua palavra. Um professor não dá aulas sem os alunos. Este tipo de mediunidade gera a impressão de fatuidade em um critico precipitado, mas ela tem razão de ser: cada movimento tem uma mensagem, pois foi desse modo que surgiu a Doutrina dos Esputos, codificada por Allan Kardec.

Por vezes, os Esputos que se manifestam derrubando objetos ou dando pancadas, ainda não chegaram a certa compreensão espiritual, no entanto, o comando mais alto serve-se desses fatos para levar os que os presenciam à busca da verdadeira fonte, mostrando que ninguém morre, que a vida continua. Depois, passa-se a entender a reencamação e a comunicação mais proveitosa dos Espíritos elevados, para entender melhor o Evangelho de Jesus. São reais esses efeitos físicos, mas é bom notar que o ser humano tem a presunção do aumento daquilo que vê e que ouve. necessário dar-se o desconto às notícias apresentadas, usando o bom senso diante do alarido. A mediunidade está presente em todos os fatos, desde que a Terra era berço primitivo dos seres humanos. É por isso que acontecem os fenômenos entre todas as raças, que ocorrem fatos de todas as naturezas.

Foi por esse motivo que o mundo espiritual designou um Espírito altamente qualificado, como é Allan Kardec, alma que nunca seria influenciada por notícias que omitissem a verdade, para codificar a Doutrina dos Espíritos. Assim, o Espiritismo ficou limpo de dúvidas no que foi escrito. A Doutrina Espírita surgiu para disciplinar a faculdade e educar os médiuns e espíritas, e dentro dessa compreensão, a vida para a humanidade tornar-se-á melhor de se viver, com mais esperança no futuro. Quem mais conhece esses fenômenos da mediunidade são os homens mais lúcidos. Eles conhecem a verdade mais acentuada e entendem os objetivos de todas as religiões do mundo e o direcionamento de todos os fenômenos.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.