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Capítulo 10 de 16
Parte 10 de 16
Filosofia da Mediunidade II · João Nunes Maia, pelo espírito Miramez
Necessário se faz que analises o que o Espíio comuncante fala. Se a medunidade tem bases físicas, de conformidade com o medianeiro, as comunicações vêm com algo do médum, ou envolvida com o conhecimento do Espanto. Assim, o bom senso deve procurar fazer com profundidade a seleção de tudo o que passa a ouvir. 0 Esprito superior não tem como atender a todo momento os chamados dos médiuns. As comunicações dependem muito da qualidade das perguntas. Se o médium tem segurança no seu exercício mediúnico, se a disciplina é a base dos seus trabalhos, o que vem por seu intermédio se mostra com fidelidade, pois ele expressa com mais exatidão os pensamentos do guia espiritual.
Este é um trabalho muito engenhoso e difícil de se expressar nas áreas onde a mediunidade é exercitada. Em "0 Livro dos Médiuns” (Cap. V, ns 99, 2- questão), podemos ver que o Esprito que produzia o fenômeno de transporte conhecia superficialmente como se dava tal fato, cabendo ao Espírito Erasto explicá-lo. Em vários pontos dos livros do codificador é evidenciada a importância de não se poder crer emtudo antes, devemos buscar provar se está verdadeiramente; certo. Não creais em todo Espírito, mas provai se ele vem de Deus.(l João, 4:1) 0 apóstolo queria dizer que devemos examinar se o Espírito comunicante está com a verdade.
Os nossos ouvidos podem ouvir de tudo, no entanto, nem tudo devemos aceitar como sendo a verdade. Se nos acostumarmos com esse exame, ser-nos-á mais fácil acertarmos nos caminhos que procuramos trilhar. O médium de transporte, pelo que o Espírito diz, fica excitado ou, se assim podemos dizer, interessado nas coisas materiais, porque desta forma ele libera mais o ectoplasma. Isto se dá com mais facilidade ainda se os médiuns são interesseiros por natureza: são ativados neles esses sentidos. É por isso que os médiuns precisam com urgência estudar e trabalhar na caridade e no amor, para irem se libertando da escravidão, do apego às coisas materiais, para não ser preciso ativar o interesse na liberação das forças fluídicas.
O médium educado agirá por amor, pelo costume de doar sob a influência da caridade. Aqui não estamos generalizando: há médiuns que se entregam decididamente ao trabalho, por amor, e os próprios Espíritos limitados no saber não podem influenciá-los com as suas mesquinhas atitudes; ainda que precisem da sua cooperação, como sempre acontece, essa não passa dos limites sem que o médium carregue seus próprios desejos. Entretanto, é multo difícil; com frequência os médiuns de efeitos físicos passam, depois dos seus trabalhos me- diúnicos, a despertar desejos e a gostar das práticas inferiores, decaindo na produção mediúnica e escravizando seus próprios dons mediúnicos. O médium deste porte, sendo inteligente, fica aos cuidados de companheiros experimentados, que lhe dão as diretrizes de como exercer suas faculdades dentro da melhor disciplina e educação. Espíritos há por todos os lados, e o que há mais são Espíritos sem instrução.
No mundo espiritual, dá-se a continuação do mundo físico; o encarnado que serve de instrumento aos Espíritos deve, por isso, se preparar para que não caia em renovadas tentações. As intuições que as almas têm são muitas durante o dia. Preciso é que façam a seleção do que chega à sua sensibilidade, bem como também nós, do plano espiritual. As ideias estão soltas em irradiações permanentes, que vêm à nossa mente por atração, e se introduzem como sendo nossas. É aí que devemos orar e vigiar.
A demora em transportar objetos se deve à mediunidade de cada criatura. Assim se faz explicar na psicografia, ou na psicofonia, bem como observando as outras faculdades mediúnicas. Tudo tem uma razão de ser, porém, devemos estudar tudo para chegarmos à compreensão exata da verdade, porque ela sempre nos livra da ignorância. Médium! Não deixes de estudar, argumentando com os companheiros o que se refere à mediunidade e seu exercício, para que possas entender melhor tuas faculdades e tranquilizar tua consciência no que tange à tua fé.
Quem não sabe fica em dúvida, e quem conhece mesmo um pouco da verdade, goza da alegria da facilidade de entender igualmente o amor. Procura unir as duas forças, para que possas voar com segurança. Capítulo 35 NATUREZA ESPECIAL DO MÉDIUM LM - 2- parte Cap. V-99-33 Os fenômenos que se dão mais ou menos perfeitos, dependem muito da natureza do medianeiro. A mediunidade, bem o sabes, não é igual em todos os médiuns. Ela tem uma variedade muito grande, por isso que as manifestações são igualmente variáveis.
Quando encontramos um instrumento bem afinado, que conhece as leis reguladoras do intercâmbio, ser-nos-á mais fácil materializarmos ou transportarmos objetos, produzirmos pancadas etc. 0 médium educado é instrumento dócil nas nossas mãos, entretanto, quando ele interfere com seus pensamentos e induz com sua forte vontade, surge a ideoplastia e, por vezes, o que se materializa toma a forma que eie deseja. Preciso é que as criaturas dotadas destes dons mediúnicos se eduquem e se instruam, para que fiquem em estado de entrega, que vibre em suas mentes a vontade de servir como instrumento nas mãos dos benfeitores espirituais. Para reuniões deste porte devem ser escolhidas pessoas que compreendem o assunto, que sabem se comportar diante dos fenômenos com humildade, para que o mundo espiritual se manifeste objetivando o bem comum. 0 médium deve compreender a Doutrina dos Espíritos, o que se passa invisível, esforçando-se na ajuda aos Espíritos encarregados das manifestações. Os encarnados é que fazem em primeiro lugar o ambiente e atraem entidades de acordo com suas intenções. Se não existem condições para as reuniões de efeitos físicos, é bom que não haja tentativas.
O estudo e os trabalhos na caridade são mais proveitosos neste caso, até que se forme um grupo homogêneo na prática do Evangelho de Jesus. Quem ainda não alcançou uma certa harmonia na mente, não deve fazer parte de reuniões de efeitos físicos e mesmo de curas, quando o Espírito do medianeiro se desloca do corpo, indo com os benfeitores espirituais ao encontro do necessitado. Os pensamentos dos companheiros sem harmonia e desejo sincero de ajudar, bloqueiam os sentimentos dos enfermos e enchem de dúvida sua mente, já em estado de decadência. Quem não sabe fazer o bem, preciso é que se prepare para esse empenho de amor. Muitos espíritas, generalizando a ideia, ainda não têm preparo para as grandes manifestações dos benfeitores espirituais.
O Espiritismo tem crescido muito, principal mente na nação brasileira, no entanto, está muito ainda na teoria, estando a sua vivência ainda adormecida. Essa é a natureza do homem, por enquanto, o que não julgamos. Com o passar dos anos, o próprio tempo haverá de corrigir o que deve ser mudado, para a grandeza da própria humanidade. A natureza do médium e a sua elevação moral muito nos servem para as bases de fenômenos mais seguros, por haver ressonância na intimidade, como também a persistência dos companheiros encarnados no esforço de melhorar. A falta de moral do medianeiro, por vezes, não estanca os processos medianímicos e mostra as qualidades dos Espritos que se comunicam com tais médiuns.
Chamamos a atenção dos companheiros para o esforço próprio, no auto-aperfeiçoamento das qualidades que possuem, mudando o modo de ser, no que diz respeito à vida que levam. Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem, entre vós, e para com todos. (I Tessal., 5:15) Eis um dos preceitos do Apóstolo dos Gentios, nos recomendando para evitarmos o mal, distribuindo sempre o bem, como o sol que nos aquece. Esse é, pois, o dever do médium. Estando ele envolvido no amor, somente atrai Espíritos desta mesma qualidade, criando em tomo de si uma defesa natural que a fraternidade sabe constur. A natureza dos médiuns de valor é aquela onde o amor irradia sem exigências, sem apego, sem violência, mostrando que o perdão é filho da benevolência e que a caridade bem orientada nasce do amor.
Capítulo 36 A PRESENÇA DAS PESSOAS § LM-2* parte Cap. V - 99-4 Em reunião de efeitos físicos, é preferível a presença de pessoas de boa índole, se possível conhecedoras da doutrina e que se esforçam para melhorar-se moralmente todos os dias, encontrando no Espiritismo o caminho para essa melhora, os mesmos ensinamentos de Jesus. Quando as reuniões se apresentam com alguém de má fé, incrédula, e que deseja se divertir com os fenômenos espíritas, as dficuldades são enormes. O nosso esforço é duplicado para que possamos produzir algumas manifestações. Mas, se a ordem divina é remover os obstáculos, o fazemos empregando todos os esforços disponíveis, porém, é preciso que haja médium com tais ou quais características para esse fim, do contrário é possível que o trabalho não se realize.
A mediunidade de efeitos físicos está, por assim dizer, escassa nas lides espiritas, dado ao fanatismo dos profitentes e à falta de preparo, que pode causamos sensitivos danos às vezes irreparáveis. As pessoas presentes em todos os tipos de reuniões devem estar preparadas, favorecendo o ambiente para diminuir os esforços dos benfeitores espirituais e atraí-los. De outra forma, podem sintonizar com Espíritos levianos e esses nada têm a dizer, além do que sabem os encarnados ou, por vezes, menos que estes. Muitos casos de descrença no Espiritismo partem daí, da ignorância dos que dirigem reuniões e dos Espíritos também ignorantes, que se comunicam. Em tudo existem os falsos profetas, no entanto, se existem falsos é porque há os verdadeiros.
O bom pesquisador não esmorece com os problemas no caminho; avança sempre em busca da sua libertação espiritual. O médium, bem o sabes, é um instrumento, pelo qual se manifestam Espíritos, mas, o médium ligado a Jesus pela sua conduta é aparelho de luz que clareia a muitos. Os homens ignoram que ocorre o processo mediúnico entre eles todos os dias, minutos e segundos, em todos os ângulos do seu viver, porém, a maioria dessas comunicações são de Espíritos inferiores que desejam brincar ou se portar como sábios, e agem assim, porque encontram ambiente adequado, com a participação dos sensitivos. Foi nesta injunção da vida que apareceu o Espiritismo, na codificação de Allan Kardec, para educar a mediunidade e instruir as criaturas, para que os Espnitos benfeitores encontrem facilidade de transmitir sua mensagens de alto valor espiritual. Sabemos que vai levar muito tempo para conseguirem plenamente esse intento, todavia, eles não têm pressa nos seus ideais, mas, não param de trabalhar, sob a supervisão de Jesus.
É dever dos que dirigem reuniões espíritas estudar as obras básicas do Espiritismo, bem como continuar obedientes ao progresso e se esforçarem para a melhoria das suas condições de vida, porque o verdadeiro espirita é aquele que luta sem cessar para a sua melhoria moral, mostrando a quem o observa seu esforço permanente. As pessoas presentes nas reuniões, se já assistiram algumas das comunicações dos benfeitores da eternidade, não podem ficar para trás, com relação à melhora dos seus sentimentos. Quem deseja progredir, não deve parar de se purificar. A Doutrina Espirita não é palco de divertimento, mas ambiente de renovação, como lugar onde se consolam as criaturas por meios variados, onde se instrui por métodos múltiplos e, ainda mais, onde se curam os enfermos, se levantam os caídos e se vestem os nus. Se o Espiritismo é Jesus na Sua volta triunfal, haverá de fazer o mesmo que as Suas mãos divinas fizeram, pra fazer lembrar a Sua inconfundível personalidade.
E vieram a ele muitas multidões trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos, e os largaram junto aos pés de Jesus; e ele os curou. (Mateus, 15:30) Ele os curou, voltando ao mar da Galileia, e na Doutrina Es- pfrita Ele volta na forma de uma filosofia espiritualista para curar os Espíritos, ensinando-lhes uma moral divina, que dá harmonia ao coração e paz à consciência, no trabalho do bem e no amor que ilumina em todas as direções. Todos somos médiuns para materializar o bem de formas variadas. Podemos começar agora, para que no amanhã nos encontremos já conscientes no caminho para a felicidade. Se tens alguma faculdade para que os Espritos possam manifestar por teu intermédio, cuida dela, para que sejas instrumento da luz, mesmo vivendo em um ambiente de trevas. Capítulo 37 OBJETOS TRANSPORTADOS
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.