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Capítulo 11 de 16

Parte 11 de 16

Filosofia da Mediunidade II · João Nunes Maia, pelo espírito Miramez

LM - 2- parte Cap. V - 99-5 Em reuniões de materialização, de transporte de objetos, sejam quais forem, é de interesse cristão analisar bem de onde eles vêm, e se o dono de tais objetos ficaram em falta deles. Os Esputos que operam esses tansportes quase sempre são aqueles a quem falta o senso de justiça. Por exemplo, transportar um anel para outrem, tirando-o do legítimo dono, não é um roubo? Se todas as reuniões de transporte operassem nesse sentido, como ficaria a moral do Espiritismo e dos espíritas? Não é correto esse proceder, mas o Espirito que não tem certo amadurecimento moral o faz e continuará a fazê-lo, se os encarnados não intervierem com o que já aprenderam no convívio com a Doutrina dos Espíritos, por ser ela o revivescer dos ensinamentos do Mestre. “O Livro dos Médiuns” nos fala dos transportes e o Espírito Erasto explica a qualidade dos Espíritos que os estavam fazendo.

Isto foi deixado durante a codificação, para maiores lições acerca da doutrina, de modo que os espíritas de hoje pudessem entender melhor a moral espírita, corrigindo essas falhas, porque o Espiritismo com Kardec é o amor e a caridade. Até mesmo as flores de um jardim podem pertencer a uma residência e não convém que sejam tiradas sem a aquiescência do dono, não se falando em aneis, relógios e outros objetos de valor pessoal. Os que se entregam às sessões de materialização, onde quer que seja, não podem se esquecer deste assunto, procurando trabalhar para a cura dos enfermos e, se operarem alguns transportes, que seja de coisas colhidas na natureza, onde os bens são de todos. Os Espíritos que não se incomodam de onde vêm e a quem pertencem as coisas transportadas, são almas como as que vivem no mundo da came, onde são muitas as que não respeitam os bens dos outros. Acham graça em apanhar sem que sejam vistos. Isso é furto, é desrespeito à lei.

Existe muita coisa que pode ser transportada, como flores silvestres, pedras e mesmo plantas dos campos. Por que valores pessoais? Se esses Espíitos fizessem o contrário, levando para outros lugares objetos dos participantes da reunião, e principalmente dos diligentes destas, será que estes não reclamariam? Deves desejar ao próximo o que queres para ti mesmo. Na época de Kardec, o Espirito Erasto, como já falamos acima, estava vigilante e sempre explicava o certo, quando o Espírito comunicante “cochilava” nas suas respostas sem responsabilidade. Quando foi interrogado sobre onde ele apanhava as flores que transportava para a reunião, a resposta do Espírito foi esta: “As flores, tomo-as aos jardins, onde bem me parece.” O Espírito comunicante nos parece ter alguma inteligência, mas, nas entrelinhas, mostra Irresponsabilidade. Em outra comunicação, ele diz que tirou coisas de valor, como anel e confeitos, mas que colocou no lugar outras coisas de idêntico valor, porém, para repa coisas de idêntico vala, ele teve de tirá-las também de outro lugar. Isto é justo para quem deseja aprender os preceitos do Mestre e se educar maal- mente?

A Doutrina Espftita ensina o trabalho digno, o viver com o suor do rosto, e antes de pedir, doar, paque fora da caridade não haverá salvação. Não é quando desencarnado que o Espirito se ilumina, mas educando-se no saber e na moral. Em Mateus, capítulo vinte e oito, versículo dezoito, podemos ler: Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no Céu e na Terra, Se lhe foi dada toda a autoridade no Céu e na Terra, onde o Mestre comanda, devemos, em todas as nossas atividades materiais e espirituais, consultar o Seu Evangelho, seguindo Seus preceitos para acertar melhor. Os médiuns de responsabilidade, diante da consciência não podem se furtar a essa consulta, de modo que a justiça brilhe em todos os seus feitos. Não podem os Espíritos tomar aqui e ali as coisas de valor pertencentes aos homens, mesmo que seja para mostrar que o Espírito existe, a não ser que volte com o objeto apanhado e logo o coloque no seu lugar.

O espírita e o Espírito devem se conscientizar logo dos seus deveres, porque o plantio é livre, mas a colheita se faz obrigatória. Capítulo 38 CUIDADOS! LM-2 parte Cap. V-99-7* Todo o cuidado é pouco, no tocante às comunicações dos Esplitos. É por isso que o médium deve estudar e compreender a Doutrina Espírita, para não cair em situações desagradáveis. Todos os Espritos são filhos de Deus, porém, nem todos estão à altura de compreender as leis naturais e orientar aos que pedem conselhos. Deve-se observar o que o Espírito diz; ele tudo pode dizer, no entanto, nem tudo podemos aceitar. "O Livro dos Médiuns" nos mostra que o Espírito Erasto corrige muitas das comunicações do Espirito que respondia a algumas perguntas feitas por Allan Kardec. Certo Espirito usava a mediunidade de determinado irmão, na época da codificação do Espiritismo, e transportava coisas e deixava outrem em falta. E a Lei de Justiça? Como apanhar as coisas informalmente sem devolvê-las para os referidos donos? E o Cristianismo, que recomenda doar, dizendo que quanto mais damos, mais temos para dar?

Vejamos a pergunta feita ao Espirito, sobre o anel que ele trouxera para a reunião de materialização, ou de transporte: Mas, os aneis têm valor. Onde os fostes buscar? Não terás com isso causado prejuízo àquele de quem os tirastes?" (O Livro dos Médiuns, cap. V, 7- questão) Analisa bem a resposta e verás porque Erasto acrescentou a explicação correta: Resposta: Tirei-os de lugares que todos desconhecem e fi-lo por maneira que daí não resultará prejuízo para ninguém". Em muitas das suas respostas notar-se-á o desconhecimento da verdade. A mediunidade de transporte deve ser muito vigiada, para não alterar a moral e nem perturbar a justiça. Ante a resposta do Espfrito, raciocinamos: ele tirou, mas colocou outro no lugar, porém, esse outro, onde foi apanhado? Nada podemos tirar de outrem. Por que não buscar na natureza coisas que não fazem falta, como flores silvestres, frutos e mesmo pedras?

Ir nos guardados de alguém, apanhar o que lá foi posto por outro é roubo, e se a Doutrina Espírita é escola da alta moral evangélica, haverá de dar exemplos de honestidade, de amor, de doação. Esses cuidados dos quais falamos deverão ser permanentes em todos os atos da vida, bem como, e principalmente, diante dos conceitos doutrinários contidos nas mensagens que escrevemos através da mediunidade. Os médiuns, principalmente os psicógrafos, têm a obrigação de conhecer o ideal do Espiritismo, para ajudar com eficiência os que ainda não sabem caminhar com os próprios pés. Os falsos profetas estão espalhados por toda parte, e podes ajudá-los, rejeitando o que não tem ressonância no Evangelho de Jesus e no bom senso do homem de bem. Deves trabalhar todos os das para o alcance da honestidade e da justiça, pelo trabalho honesto. Busca e acharás; se buscas sempre o aprimoramento, certamente que encontrarás a compreensão, e passando a viver a verdade, ela te libertará da imperícia diante da vida.

Os médiuns devem pedir a Jesus para terem sempre na vida um amigo como Erasto, como vigilante, de maneira a consertar o que deve ser mudado. No Evangelho Segundo João, no capítulo quatro, versículo vinte e cinco, lemos: Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo: quando Ele vier nos anunciará todas as coisas. Ele veio, anunciou todas as coisas, e prometeu que enviaria outro consolador. Outro, certamente, porque Ele era um. Esse outro chegou a Terra na feição espiritual de uma doutrina, para falar as coisas que faltavam ser ditas. Falanges de Espíritos desceram ao solo terreno, anunciando a Boa Nova para a iluminação das criaturas São muitos os Espíritos que trabalham sob a égide do (Vieste, no entanto, o que toca aos homens, estes devem fazer, tendo os devidos cuidados para a separação do joio do trigo, de forma que a mediunidade seja canal de luz onde circula o Evangelho em todas as dimensões e dando entendimento aos homens para o nascimento do Cristo interno, que irá comandar os destinos da alma.

Esta é a filosofia da mediunidade, buscando no mais além a perfeição. Capítulo 39 TRANSPORTE DE OUTROS PLANETAS LM - 2- parte Cap. V- 99-83 O transporte de objetos que os Espíritos fazem, tem determinados limites; ele se circunscreve ao planeta em que habitas. Não há condições de os Espíritos fazerem transportes de objetos de outros planetas, devido às condições ambientais serem cfferentes em muitos aspectos uns dos outros. Assim ocorre também ao ser humano que fosse transportado para outro globo, a não ser que o seu clima fosse igual ao da Terra, mas as condições climáticas diferem sempre de um para outro. Até na própria viagem de Espritos que, por vezes, acontece de um planeta a outro, necessário se faz que haja um mestre a guiá-los, e antes da viagem para um aprendizado intensivo, para a alma entender a ciência de comportamento e, por certo, modificar até alguns corpos que lhe servem de vestes. A violência é contra as leis naturais em todos os mundos e em todos os Espritos.

Os Esputos superiores, quando, por misericórdia, descem dos planetas elevados por amor, para ensinar esse amor aos homens da Terra, chegam a suportar centenas de anos de descida, de regressão temporária dos seus envoltórios, no sentido de pousarem no solo terreno e serem úteis à humanidade. O oposto não acontece com os Espíritos inferiores que desejarem entrar ou excursionar em mundos venturosos; eles não suportariam as condições elevadas ali estabelecidas. A matéria nesses mundos é mais sutil, o ambiente mais fluídico e a vida incompatível com a vida dos mundos inferiores. Somos levados a reencarnar em mundos compatíveis com o nosso despertamento espiritual, porém, não generalizando. Acontece que os grandes missionários rompem os limites desta lei por amor. Eles são agredidos pelo ambiente inferior para levar às criaturas ali residentes a esperança e notícias de outros mundos, para que os sofredores aliviem seus sofrimentos, tendo ânimo para a devida renovação íitima.

Vê na Doutrina dos Espíritos, quantos missionários pousaram na Terra temporariamente, no sentido de mostrar com mais clareza o Evangelho, falando dos mundos espirituais que esperam a humanidade e os meios de tomarem melhores as almas, para fazerem jus ao ingresso nessas estâncias dos bem-aventurados. Tudo obedece à afinidade e ao merecimento, mas Deus não deixa de abrir condições para todos se esforçarem, tendo como prêmio o entendimento. Voltando ao assunto desta mensagem, podemos dizer que os transportes de objetos, feitos pelos Espíritos para as sessões é um fato, quando encontram um médium dotado de tais faculdades mediúnicas, porém, as sessões não são todas iguais, por depender de muitos fatores que possam nelas ocorrer. Quase sempre os objetos transportados se encontravam ali perto. E os meios de introduzi-los no salão fechado não podem ser colocados em somente uma explicação; eles são vários, de acordo com o Espírito que atua, e com o médium que lhe serve de apoio, ofertando energias animalizadas para tal desempenho.

A ciência espiritual ainda é desconhecida no meio humano, porque foge às reações das leis humanas. O raciocínio não alcança a realidade espiritual. Pode-se tornar invisível um objeto, mas não desagregá-lo. A ciência da Terra diz que dois corpos materiais não podem ocupar o mesmo lugar, porque desconhece certos aspectos de uma operação espiritual na intimidade da própria matéria. Verdadeiramente, eles não ocupam o mesmo lugar, mas um recolhe-se em espaço menor, por força do comando, agregando-se com mais intensidade, para que o outro passe livremente, após o que retoma o espaço que ocupava, sem que os olhos humanos possam registrar esse feito maravilhoso. Assim também, pode-se ativar as vibrações do corpo a ser transportado, entrando com ele em outra dimensão, e muitas dimensões diferentes nas siias estruturas podem ocupar o mesmo lugar. Nós podemos nos lembrar do aparecimento de Jesus aos Seus discípulos, estando as portas trancadas.

Diz-nos o Evangelho segundo João, no capítulo vinte, versículos vinte e seis e vinte e sete: Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos e Tomé com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! E logo disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; Chega também a tua mão e põe-na no meu lado, e não sejas incrédulo, mas crente. Deixamos para o leitor deduzir, compreendendo o que falamos na mensagem, que a matéria, para o Espírito de alta evolução, não serve de empecilho. Capítulo 40 DIFICULDADES NO TRANSPORTE 3 a LM-2 parte Cap. V — 99-12 As dificuldades são grandes no tocante ao transporte de objetos, quando não encontramos médiuns que correspondem às necessidades de fluidos adequados para a execução desse trabalho mediúnico. Porém, quando encontramos os medianeiros de efeito físico que fornecem o ectoplasma suficiente, o trabalho até nos dá prazer na sua execução.

Não podemos esquecer que não bastam os recursos fluídi- cos para o bom desempenho nos trabalhos; necessário se faz, principalmente, a educação espiritual do médium, pois a sua conduta cristã nos dá maior amplitude para o equilíbrio da função mediúnica. Há muitos Espíritos empenhados em mostrar aos homens que a vida continua depois do túmulo, desde Espritos mais grosseiros, até Entidades angélicas, que se apoiam na sinceridade dos que se reúnem na faixa material. Em muitos casos, os Espíritos transportam coisas de muita responsabilidade, e como não devem deixar em falta quem as possui, depois dos trabalhos levam-nas de volta, colocando no lugar do qual retiraram, sem nenhum prejufco para o dono de tais ou quais objetos. A ordem, no meio espiritual elevado, é termos responsabilidade e honestidade em tudo o que fizermos. 0 objeto é retirado somente para mostrar que se pode fazê-lo; desde quando isto foi feito, o objeto em questão volta para o lugar de onde foi retirado. Qualquer trabalho somente é penoso quando não é feito com amor.

Relendo a história do Cristianismo, podemos observar que os seus mártires entravam no Coliseu de Roma, diante das feras famintas, cantando, e ali a alegria era o ambiente de amor. Eram sacrificados sem sentirem o próprio sacrifício. Para eles isso não era penoso. Observando bem, notamos os grandes Espíritos passando por torturas inconcebíveis, sem perder o comportamento de equilíbrio e arda dando esperança aos outros. As dificuldades ficam do tamanho que a mente imprime nos seus próprios caminhos. Assim com os problemas, assim com a dor. Os objetos são conduzidos por variados meios. Cada Espírito opera de uma forma, bem como as faculdades mediúnicas são diferentes, quanto à liberação de fluidos. Cada Espírito é um mundo com vibrações diferentes. Em quase todas as operações de transporte, o objeto transportado perde seu peso e, se assim podemos dizer, deixa de sofrer a ação da força da gravidade, de maneira a obedecer à mente que o conduz para o lugar determinado.

Esse volume referido é, pois, envolvido nos fluidos combinados do Espíito e do médium, por vezes até dos assistentes, quando encontramos neles algo que possa ajudar nesse trabalho. As diferenças são enormes, e as operações são dwersificadas em cada reunião. O peso para nós não é contado, desde quando encontramos meios que facilitem nossas operações espirituais. Já pensaste no tamanho da Terra, que gira com facilidade em tomo do Sol? Ela não está presa em parte alguma, a não ser por fios invisíveis que a lei de atração determina. É a um campo de força, se assim queres chamar, que ela é levada a obedecer. O cortejo de galáxias obedece às mesmas leis. A finalidade de todos esses fenômenos, tornamos a dizer, é para mostrar aos homens que existem inteligências maiores e menores em toda a criação. Encontramos na mediunidade a base para mostrar a nossa presença, como sendo os mesmos homens sem a vestimenta da carne.

Observemos o que Paulo falou aos Romanos, no capitulo sete, versículo doze, da seguinte forma: Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo e justo e bom. A dificuldade é para conhecermos as leis; depois de conhecidas, ficaremos em livre trânsito, fazendo tudo com amor, por sentirmos a verdade que tira da nossa mente as amarras da ignorância. A mediunidade tem um preço; á, pois, um calvário, em se falando neste mundo de provas e expiações, entretanto, depois que surge em nossos corações a maturidade, os próprios sacrifícios e as cruzes, como fardos pesados, tornar-se-ão em alegria, quando movidos pela caridade, no impulso do amor. Capítulo 41 VARIEDADE DE PESOS

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.