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Capítulo 8 de 18
Declamação De Erasmo De Rotterdam — parte 1 de 1 — parte 5 de 14
Elogio Da Loucura
As ciências e as artes que tanto decantais não são obra da natureza: foi um certo gênio chamado Teuto (61), grande inimigo do gênero humano, que, por cúmulo da desventura dos homens, as inventou. Eis porque, muito longe de contribuírem para essa felicidade que se pretende apresentar como razão de sua descoberta, as ciências são, ao contrário, extremamente nocivas. Tinha decerto bom faro aquele sábio e prudente rei (62) que, com tanta finura, segundo Platão, reprovou a invenção do alfabeto. Digamos, pois, francamente, que a ciência e a indústria se introduziram no mundo com todas as outras pestes da vida humana, tendo sido inventadas pelos mesmos espíritos que deram origem a todos os males, isto é, pelos demônios, que por final tiraram da ciência o seu nome (63). Nada disso se conhecia no século de ouro, em que, sem método, sem regra, sem instrução, os homens viviam felizes, guiados pela natureza e pelo próprio instinto.
Com efeito, que utilidade teria, naquele tempo, a gramática? Havia apenas a linguagem, e, ainda assim, só era falada para exprimir o pensamento. Não havia necessidade de lógica, porque, tendo todos os mesmos raciocínios, as divergências de opinião não provocavam discussão alguma. Não se conhecia a retórica naquela idade pacífica, em que não havia nem processos, nem conflitos, nem discursos. Nessa época, os legisladores eram inúteis, porque, reinando os bons costumes, não havia necessidade de leis (64).
Além disso, aqueles mortais eram religiosíssimos, motivo por que não ansiavam por investigar com ímpia curiosidade os segredos da natureza. Convencidos de que a um pequeno inseto como o homem não é lícito ultrapassar os estreitos limites de sua capacidade, não quebravam a cabeça com a pesquisa das dimensões, dos movimentos, dos efeitos, das origens ocultas dos astros. Também não lhes passava pela imaginação a impertinente idéia de querer saber o que se acha além dos céus. Mas, aos poucos, foi desaparecendo a inocência do século de ouro, de forma que os maus gênios, como já disse, logo descobriram as artes, mas ainda em pequeno número e muito pouco exercitadas. Em seguida, a superstição dos caldeus (65) e a ociosa leviandade dos gregos criaram mil outras, todas muito oportunas e excelentes para atormentar o espírito.
Só a gramática é mais do que suficiente para nos aborrecer durante toda a vida. De todas essas artes, são tidas em maior apreço as que mais se aproximam do bom senso, isto é, da loucura. Mas, que vantagem proporcionam aos que delas fazem profissão? Morrem de fome os teólogos, definham os físicos, caem no ridículo os astrólogos, são desprezados os dialéticos. E só o médico faz fortuna.
A principal vantagem da medicina está em que, quanto mais ignorante, ousado e temerário é quem a exerce, tanto mais estimado é pelos senhores laureados. Além disso, essa profissão, da maneira por que muitos a exercem hoje em dia, se reduz a uma espécie de adulação, quase como a eloqüência. Depois dos médicos, vêm, imediatamente, os rábulas ou jurisconsultos. Eu não saberia dizer-vos ao certo se esses supostos filhos de Têmis precederam os sequazes de Esculápio: disputam a precedência entre si. O que é fora de dúvida é que os filósofos, quase que por consenso unânime, ridicularizam os advogados e, com muita propriedade, qualificam essa profissão de ciência de burro.
Mas, burros ou não, serão sempre eles os intérpretes das leis e os reguladores de todos os negócios. Ao passo que esses senhores estendem os seus latifúndios, o pobre teólogo, depois de ter revistado todas as arcas da divindade, é obrigado a comer favas e a viver numa eterna guerra com os insetos nojentos. De tudo quanto dissemos acerca das disciplinas, pode-se concluir que as artes mais vantajosas são as que mais se relacionam com a loucura. Por conseguinte, são perfeitamente felizes os homens que, sem ter qualquer relação com as ciências especulativas e práticas, têm como único guia a natureza, a qual não possui nenhum defeito e nunca deixa que se percam os que seguem fiel e exatamente os seus passos, sem a pretensão de sair dos limites da condição humana. A natureza é inimiga de todo artifício, e, de fato, vemos crescer mais felizes as coisas não contaminadas por nenhuma arte.
Permiti que me detenha um pouco sobre o mesmo argumento. Não será verdade que, entre tantas espécies de animais, os que vivem mais felizes são os que não têm nenhuma disciplina e que só a natureza reconhecem como mestra? Quem será mais feliz e admirável do que as abelhas? No entanto, nem sequer possuem todos os sentidos do corpo. Apesar disso, quando é que a arquitetura encontrará alguém que as iguale na construção dos edifícios?
Qual foi o filósofo que já instituiu uma república semelhante? Já o cavalo, por estar mais próximo dos sentimentos do homem e sendo por este dominado, participa consideravelmente das calamidades humanas. Acontece, muitas vezes, que esse animal doméstico, em lugar de fugir da batalha, se atira ao perigo, e, na ambição da vitória, um golpe mortal estende-o por terra, obrigando-o a comer poeira junto com o cavaleiro. Já não falo das cruéis mordeduras, das esporadas agudas, da prisão que é a estrebaria, das rédeas, do pesado cavaleiro, em suma, de toda a trágica escravidão a que ele, a exemplo do homem, se sujeitou espontaneamente, na ânsia excessiva de se vingar do veado seu inimigo. Bem mais desejável é a vida das moscas e dos pássaros, por nascerem livres e tomar a natureza o encargo de nutrí-los.
Seriam mesmo perfeitamente felizes e tranqüilos se não devessem temer as insídias dos homens. Não imaginais quanto perdem os pássaros da sua primitiva beleza, quando aprendem, nas gaiolas, os nossos cantos. E tanto isso é verdade, sob todos os aspectos, que as produções da natureza ultrapassam de muito as da arte. Por tudo isso, nunca terei louvado bastante a Pitágoras por se ter transformado em galo. Esse filósofo, em virtude da metempsicose, passou por todos os estados: filósofo, homem, mulher, rei, confidente, peixe, cavalo, rã e creio até que esponja.
E, depois de todas essas transmigrações, declarou que o homem era o mais infeliz de todos os animais, pois todos os outros estão satisfeitos de ficar nos limites prefixados pela natureza, enquanto só o homem se esforça por ultrapassá-los. Aiém disso, Pitágoras costumava antepor os tolos aos sábios e aos grandes. Tal era, também, a opinião de Grilo, um dos companheiros do sensato Ulisses, o qual, tendo sido transformado em porco pela bruxa Circe, preferia grunhir tranqüilo e à vontade num chiqueiro a andar na pista de novos perigos e novas aventuras com o seu general. Parece-me, também, que o próprio Homero, o célebre pai da mitologia, não diverge dessa opinião, pois que, em geral, considera miseráveis todos os mortais e diz que a morte os cerca por toda a parte. Nem mesmo Ulisses, o seu famoso herói e modelo de sabedoria, constitui para ele uma exceção, pois chega a lhe aplicar, várias vezes, o epíteto de infeliz.
No entanto, não diz o mesmo de Paris, de Ajax e de Aquiles, que eram loucos. Pelo contrário: como Ulisses fosse engenhoso e astuto e seguisse os conselhos de Minerva, preferindo-os a tudo mais, Homero deplorou a infelicidade desse rei de Ítaca. Voltando, pois, ao meu assunto, afirmo que os que se aplicam ao estudo das ciências estão muito longe da felicidade e são duplamente loucos, porque, esquecendo-se de sua condição natural e querendo viver como outros tantos deuses, fazem à natureza, com as máquinas de arte, uma guerra de gigantes. De tudo isso, infiro que os verdadeiros felizardos são os que mais se aproximam da índole e da estupidez dos brutos, sem empreenderem nada que esteja acima das forças humanas. Pois bem!
Tratemos de defender esse argumento, não com as antinomias dos estóicos, mas com um exemplo palmar. Deuses imortais, julgai-o! Quem no mundo viverá mais feliz do que os vulgarmente chamados bobos, tolos insensatos e imbecís? Ah! como acho bonitos esses nomes! Quero dizer-vos uma coisa que, à primeira vista, talvez tomeis por extravagante e absurda.
Mas, que importa? Apesar disso, não quero deixar de vo-la dizer, tanto mais quanto é superior a qualquer outra verdade. Respondei-me: é ou não exato que os homens que se julgam privados de sentimento nenhum medo têm da morte? E esse medo — por Baco! — não é um mal indiferente!
Além disso, estão isentos dos terríveis remorsos da consciência; não temendo nem fantasmas nem trevas, não são atormentados pela perpétua perspectiva dos males; não são enganados pela vã esperança de futuros bens. Em suma os seus dias não são envenenados pela infinita série de cuidados a que está sujeita a vida. A desonra, o temor, a ambição, a inveja, o amor, a amizade, são coisas inteiramente estranhas para eles, pois gozam da incomparável vantagem de só na forma diferirem dos animais. Mas, isso não basta, pois que, segundo a opinião dos teólogos, chegam a ser impecáveis. Isso posto, tornai a consultar ainda uma vez o vosso íntimo, oh insensatos partidários da sabedoria!
Ponderai, examinai atentamente quantas aflições do espírito vos atormentam dia e noite; reuni em bloco, sob os vossos olhos, todos os diversos males da vida; e julgai finalmente, por vós mesmos, quanto é grande a felicidade que proporciono aos meus insensatos. Não gozam eles apenas de um contínuo prazer, rindo, jogando e cantando, mas me parece, além disso, que a alegria, o prazer, a chacota, o riso, seguemlhes os passos por toda parte. Dir-se-ia que os deuses tiveram a bondade de misturá-los com os homens para edulcorar a tristeza da vida humana. Eu desejaria que notásseis ainda um privilégio que honra muitíssimo os meus súditos. Diversa é a disposição do coração humano de indivíduo para indivíduo; mas, quanto aos meus loucos, todos os homens sentem prazer em possuí-los, como se soubessem que eles são da sua natureza.
Desejam-nos com transporte, abraçam-nos, lisonjeiam-nos, alimentam-nos, socorremnos em suas necessidades, em suma, permitem-lhes dizer e fazer todo mal que lhe aprouver. Não só não se encontra ninguém que se atreva a contrariá-los, como parece que até as próprias feras, por um natural sentimento da sua inocência, contêm diante deles a sua inata ferocidade. São sagrados para os deuses, para mim sobretudo, motivo porque é muito justo que todos usem para com eles do mesmo respeito. Que diremos, em seguida, de tantas outras prerrogativas de que gozam os meus sequazes? Os maiores monarcas de tal forma concentraram neles as suas delícias, que muitos não podem nem jantar, nem passear, nem ficar longe deles por uma hora sequer.
Que diferença não acharão, pois, entre os seus bobos e os sábios melancólicos, dos quais talvez mantenham um para lhes fazer as honras? E uma tal diferença nada tem de misterioso nem de surpreendente, porque os sábios, em geral, só sabem dizer coisas melancólicas e, às vezes, confiando no próprio saber, permitem-se ofender os delicados ouvidos com pungentes verdades. Os meus loucos, ao contrário, têm uma vida totalmente oposta e observam, para com os príncipes, todas as maneiras que mais costumam agradar, divertindo os outros com mil chacotas e bobagens, com ditos satíricos, com caretas e disparates de fazer qualquer pessoa rebentar de riso. Notai, de passagem, o privilégio que têm os bobos de poder falar com toda a sinceridade e franqueza. Haverá coisa mais louvável do que a verdade?
Se bem que, com Platão, o provérbio de Alcebíades diga que a verdade se encontra no vinho e nas crianças, contudo é a mim, particularmente, que convém esse elogio, porque, segundo o testemunho de Eurípedes, tudo o que o tolo encerra no coração ele o traz também impresso na cabeça e o manifesta nas palavras. Mas, os sábios, segundo o mesmo Eurípedes, têm duas línguas, uma para dizer o que pensam e a outra para falar conforme às circunstâncias: quando o querem, têm talento para fazer o preto aparecer como branco e o branco como preto, soprando com a mesma boca o calor e o frio (66) e exprimindo com palavras exatamente o contrário do que sentem no peito. Não posso deixar, aqui, de lastimar a sorte dos príncipes. Oh! como são infelizes! Inacessíveis à verdades, só contam com a amizade dos aduladores.
Mas, ponderará alguém que eles não devem queixar-se senão de si mesmos. Porque será que os príncipes não gostam de prestar ouvidos à verdade? E porque detestam a companhia dos filósofos? Ah! bem vejo que isso se deve ao medo que têm os príncipes de encontrar, entre os filósofos, algum petulante que se atreva a dizer o que é verdadeiro e não o que é agradável! Concedo, de bom agrado, que a verdade seja odiada por todos e muito mais pelos monarcas.
Mas, é justamente essa razão o que mais honra os meus loucos. Nem mesmo dissimulam os vícios e os defeitos dos reis. Que digo eu? Chegam, muitas vezes, a insultá-los, a injuriá-los, sem que esses senhores do mundo se ofendam por isso ou se aborreçam. Sabemos que os príncipes, em lugar de ficarem indignados, riem-se de todo coração quando um tolo lhes diz coisas que seriam mais do que suficientes para enforcar um filósofo.
Só se costuma defender a verdade quando não se é atingido por ela; ora, só aos loucos os deuses concederam o privilégio de censurar e moralizar sem ofender a ninguém. Quase pela mesma razão é que as mulheres gostam dos loucos e dos bobos, e é por isso que esse sexo é tão inclinado ao riso e às frivolidades. Além disso, qualquer coisa que façam as senhorinhas com essa espécie de pessoas (e às vezes com toda espécie), parece-lhes uma brincadeira ou uma chacota, tão engenhoso e ladino é o belo sexo em colorir e mascarar os seus ardis. Voltando, pois, à felicidade dos loucos, devo dizer que eles levam uma vida muito divertida e depois, sem temer nem sentir a morte, voam direitinho para os Campos Elísios, onde as suas piedosas e fadigadas almazinhas continuam a divertir-se ainda melhor do que antes. Confrontai, agora, a condição de qualquer sábio com a de um tolo.
Imaginai, figurai, um homem venerável, verdadeiro modelo de sabedoria, e observai como faz a sua passagem pela terra. Constrangido desde a infância a consagrar-se ao estudo, passa a flor dos anos nas vigílias, nas aflições, na mais assídua fadiga; e, mal sai dessa dura escravidão, acha-se ainda mais infeliz do que nunca. Por isso é que, devendo viver com economia, com moderação, com tristeza, com severidade, ele se torna cruel e pesado a si mesmo, incômodo e insuportável aos outros. Pálido, magro, enfermiço, ramelento, fraco, encanecido, velho antes do tempo, termina uma vida infeliz com a morte prematura. Mas, que importa ao sábio morrer moço ou velho, quando se pode afirmar, com toda a razão, que nunca viveu?
Com efeito, não se pode falar em viver quando não se gozam todos os prazeres da vida. Que vos parece, agora, esse belo retrato do sábio? Agrada-vos? Mas, já estou esperando que as importunas rãs que são os estóicos (67) venham atacar-me com novos argumentos. E — dirão elas — uma insigne loucura não estará perto do furor, ou melhor, não poderá chamar-se um verdadeiro furor?
Mas, que quer dizer ser furioso? Não significará, talvez, ter a mente perturbada? Como me inspiram piedade esses filósofos! O mais das vezes, não sabem o que dizem. Pois bem, se mo permitirem as musas, quero derrubar, quero destruir também esse paládio.
Não posso negar que os estóicos sejam argumentadores sutis mas, por pouco que queiram ter reputação de bom senso, devem distinguir duas espécies de loucura, da mesma maneira por que Sócrates, segundo Platão, distinguia duas Vênus (68) e dois Cupidos. Afirmo que nem todas as loucuras tornam igualmente infeliz o homem. Se assim não fosse, Horácio decerto não teria aplicado o epíteto de amável ao furor que invade os poetas e que revela o futuro. O citado Platão não teria incluído, entre os principais bens da vida, o furor dos vates, dos adivinhos e dos amantes, e a Sibila Cumana não teria empregado esse vocábulo para exprimir as penas e os trabalhos de Enéias. Há, portanto, duas espécies de furor.
Um vem do fundo do inferno, e são as fúrias que o mandam para a terra. Essas atrozes e vingativas divindades tiraram da cabeça uma porção de serpentes e atiram suas escamas sobre os homens quando querem divertir-se em atormentá-los. Têm nisso as suas origens o furor da guerra, a hidrópica e devoradora sede do ouro, o infame e abominável amor, o parricídio, o incesto, o sacrilégio, o peso de consciência e todos os outros flagelos semelhantes de que se servem as fúrias para dar aos mortais uma amostra dos suplícios eternos. Existe, porém, outro furor inteiramente oposto ao precedente, e sou eu quem o proporciona aos homens, que deveriam desejá-lo sempre como o maior de todos os bens. Em que pensais que consista esse furor ou loucura?
Consiste numa certa alienação de espírito que afasta do nosso ânimo qualquer preocupação incômoda, infundindo-lhe os mais suaves deleites. É justamente essa divagação que, como um insigne dom dos supremos deuses, deseja Cícero para si, quando diz a Ático que não pode mais suportar o peso de tantos males (69). Um grego, de cujo nome não me recordo, era do mesmo parecer, e a sua história é tão engraçada que eu até quero contá-la. Esse homem era louco de todas as formas: desde manhã muito cedo até tarde da noite, ficava sentado sozinho no teatro e, imaginando que assistia a uma magnífica representação, embora na realidade nada se representasse, ria, aplaudia e divertia-se à grande. Fora dessa loucura, ele era, em tudo o mais, uma ótima pessoa: complacente e fiel com os amigos; terno, cortês, condescendente com a mulher; indulgente com os escravos, não se enfurecendo quando via quebrar-se uma garrafa.
Seus parentes deram-se ao incômodo de curá-lo com heléboro; mal, porém, ele voltou ao estado que impropriamente se chama de bom senso, dirigiu-lhe esta bela e sensata apóstrofe: “Meus caros amigos, que fizeram vocês? Pretendem ter-me curado e, no entanto, mataram-me; para mim, acabaram-se os prazeres: vocês me tiraram uma ilusão que constituía toda a minha felicidade”. Tinha sobras de razão esse convalescente, e os que, por meio da arte médica, julgaram curá-lo, como de um mal, de tão feliz e agradável loucura, mostraram precisar mais do que ele de uma boa dose de heléboro. Ainda não decidi se se deva ou não chamar indistintamente de loucura todo erro de espírito e do senso. É que, em geral, dizemos ser louco todo aquele que, sendo curto de vistas, toma um burro por jumento, ou que, por ter pouco discernimento, considera excelente um mau poema.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.