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Capítulo 7 de 18
Declamação De Erasmo De Rotterdam — parte 1 de 1 — parte 4 de 14
Elogio Da Loucura
É por isso que eles exclamam: — Pode haver maior loucura que a de um candidato que adula suplicentemente o povo para conquistar honras e que compra o seu favor à custa de liberalismo? que a daquele que recebe servil e humildemente os aplausos dos mentecaptos? daquele que fica lisonjeado com as aclamações populares? daquele que se deixa carregar em triunfo, como uma estátua, para ser visto pelo povo, ou que é efigiado em bronze no foro? A todas essas loucuras, acrescentai a da adoção dos nomes e sobrenomes; acrescentai as honras divinas prestadas a um homem sem mérito algum; acrescentai, finalmente, as cerimônias públicas levadas a efeito para colocar no número dos deuses os mais celerados tiranos (51). Quem será capaz de negar que não há coisa mais tola? Não bastaria um Demócrito para rir bastante disso. Mas, não será também verdade que a Loucura foi a autora de todas as famosas proezas dos valorosos heróis que tantos literatos eloqüentes elevaram às estrelas?
É a Loucura que forma as cidades; graças a ela é que subsistem os governos, a religião, os conselhos, os tribunais; e é mesmo lícito asseverar que a vida humana não passa, afinal, de uma espécie de divertimento da Loucura. Mas, passemos, agora, a falar das artes. Quem anima os homens a descobrir, a transmitir aos seus pósteros tantas produções, ao parecer excelentes, se não a sede de glória? Acharam esses homens, na verdade bastante tolos, que não deviam poupar nem velas, nem suor, nem esforços de fadiga para conquistar não sei que imortalidade, a qual não passa, em última análise, de uma belíssima quimera. Deveis, pois, à Loucura todos os bens que já se introduziram no mundo, todos esses bens que estais gozando e que tanto contribuem para a felicidade da vida.
Pois bem, que direis, senhores, se, depois de vos ter provado que a mim se devem todos os louvores atribuídos à força e ao engenho humanos, eu vos provar que a mim também pertencem os que recebe a prudência? — Essa é boa! — dirá, talvez, alguém. — Pretendeis misturar o fogo com a água, pois a Loucura e a Prudência não são menos opostas que esses dois elementos contrários. — Não obstante sentir-me-ei lisonjeada por vos convencer disso, desde que continueis a prestar-me vossa gentil atenção.
Se a prudência consiste no uso comedido das coisas, eu desejaria saber qual dos dois merece mais ser honrado com o título de prudente: o sábio que, parte por modéstia, parte por medo, nada realiza, ou o louco, que nem o pudor (pois não o conhece) nem o perigo (porque não o vê) podem demover de qualquer empreendimento. O sábio absorve-se no estudo dos autores antigos; mas, que proveito tira ele dessa constante leitura? Raros conceitos espirituosos, alguns pensamentos requintados, algumas simples puerilidades — eis todo o fruto de sua fadiga. O louco, ao contrário, tomando a iniciativa de tudo, arrostando todos os perigos, parece-me alcançar a verdadeira prudência. Homero, embora cego, enxergava muito bem essas verdades: “O tolo — disse ele — aprende à própria custa e só abre os olhos depois do fato”.
Duas coisas, sobretudo, impedem que o homem saiba ao certo o que deve fazer: uma é a vergonha, que cega a inteligência e arrefece a coragem; a outra é o medo, que, indicando o perigo, obriga a preferir a inércia à ação. Ora, é próprio da Loucura dirimir todas essas dificuldades. Raros são os que sabem que, para fazer fortuna, é preciso não ter vergonha de nada e arriscar tudo. Quero observar-vos, além disso, que os que preferem a prudência fundada no julgamento das coisas estão muito longe de possuírem a verdadeira prudência. Todas as coisas humanas têm dois aspectos, à maneira dos Silenos de Alcibíades (52), que tinham duas caras completamente opostas.
Por isso é que, muitas vezes, o que à primeira vista parece ser a morte, na realidade, observado com atenção, é a vida. E assim, muitas vezes, o que parece ser a vida é a morte; o que parece belo é disforme; o que parece rico é pobre; o que parece infame é glorioso; o que parece douto é ignorante; o que parece robusto é fraco; o que parece nobre é ignóbil; o que parece alegre é triste; o que parece favorável é contrário; o que parece amigo é inimigo; o que parece salutar é nocivo; em suma, virado o Sileno, logo muda a cena. Estarei falando muito filosoficamente? Pois vou explicar-me com maior clareza. Todos vós estais convencidos, por exemplo, de que um rei, além de muito rico, é o senhor dos seus súditos.
Mas, se ele tiver no peito um coração brutal, se for insaciável na sua cobiça, se nunca se mostrar satisfeito com o que possui, não concordareis comigo que é miserabilíssimo? Se ele se deixar transportar por seus vícios e por suas paixões, não se tornará um dos escravos mais vis? O mesmo se poderia dizer de tudo mais. Basta, porém, esse exemplo. — E com que fim — podeis perguntar-me — nos dizeis tudo isso?
— Um pouco de paciência, e vereis aonde quero chegar. Se alguém se aproximasse de um cômico mascarado, no instante em que estivesse desempenhando o seu papel, e tentasse arrancar-lhe a máscara para que os espectadores lhe vissem o rosto, não perturbaria assim toda a cena? Não mereceria ser expulso a pedradas, como um estúpido e petulante? No entanto, os cômicos mascarados tornariam a aparecer; ver-seia que a mulher era um homem, a criança um velho, o rei um infeliz e Deus um sujeito à-toa. Querer, porém, acabar com essa ilusão importaria em perturbar inteiramente a cena, pois os olhos dos espectadores se divertiam justamente com a troca das roupas e das fisionomias.
Vamos à aplicação: que é, afinal, a vida humana? Uma comédia. Cada qual aparece diferente de si mesmo; cada qual representa o seu papel sempre mascarado, pelo menos enquanto o chefe dos comediantes não o faz descer do palco. O mesmo ator aparece sob várias figuras, e o que estava sentado no trono, soberbamente vestido, surge, em seguida, disfarçado em escravo, coberto por miseráveis andrajos. Para dizer a verdade, tudo neste mundo não passa de uma sombra e de uma aparência, mas o fato é que esta grande e longa comédia não pode ser representada de outra forma.
Prossigamos. Se algum sábio caído do céu surgisse entre nós e se pusesse a gritar: “Não! Aquele que venerais vosso Deus e Senhor (53) não é sequer um homem, não passando de um animal dominado pelo impulso do instinto, de um escravo dos mais abjetos, pois serve a tantos vis tiranos quantas são as suas paixões”, — se esse sábio, dirigindo-se a alguém que chorasse a morte do pai, o exortasse a rir, dizendo-lhe que esta vida não passa, na realidade, de uma contínua morte e que, por conseguinte, seu pai só fez cessar de morrer; se, enfurecendo-se com algum vaidoso soberbo de sua genealogia, o tratasse de ignóbil e de bastardo por estar totalmente afastado da virtude, que é a única e exclusiva fonte da verdadeira nobreza; e, se dessa maneira o nosso filósofo fosse falando de todas as outras coisas humanas, pergunto eu que resultado obteria ele de suas declamações. Passaria, decerto, para todos, por louco furioso. Portanto, ficai certos de que, assim como não há maior estupidez do que querer passar por sábio fora do tempo, assim também não há nada mais ridículo e imprudente do que uma prudência mal compreendida e inoportuna.
Na verdade, nós nos enganamos redondamente quando queremos distinguir-nos no gênero humano, recusando-nos a nos adaptar aos tempos. Nunca se deveria esquecer esta lei que os gregos estabeleceram para os seus banquetes: Bebei e ide-vos embora (54). O contrário seria pretender que a comédia deixasse de ser comédia. Além disso, se a natureza vos fez homens, a verdadeira prudência exige que não vos eleveis acima da condição humana. Em poucas palavras, de duas uma: ou dissimular intencionalmente com os seus semelhantes, ou correr ingenuamente o risco de se enganar com eles.
E não será esta — indagam os sábios — outra espécie de loucura? — Quem o nega? Que me concedam, porém, que é essa a única maneira de cada qual fazer a sua pessoa aparecer na comédia do mundo. Quanto ao resto... Deuses imortais!
Devo falar? Devo calar-me? E porque devo calar-me, se tudo o que quero dizer é mais verdadeiro do que a própria verdade? Ajudaime, porém, em assunto de tão relevante importância, a me dirigir às Musas e pedir-lhes que me auxiliem, dispondo-se a vir do seu Helicão até a mim, tanto mais quanto os poetas tantas vezes cometem a indiscrição de fazê-las descer por meras frioleiras. Vinde, pois, por um instante, oh filhas de Júpiter, pois quero provar que essa sabedoria tão gabada e que enfaticamente se chama o baluarte da felicidade, só é acessível aos que são orientados pela Loucura.
Antes de mais nada, sustento que, em geral, as paixões são reguladas pela Loucura. Com efeito, que é que distingue o sábio do louco? Não será, talvez, o fato do louco se guiar em tudo pelas paixões, e o sábio pelo raciocínio? É por isso que os estóicos afastam do sábio toda e qualquer perturbação de ânimo, considerando-a um verdadeiro mal. Aliás, se é que nos merecem fé os peripatéticos, as paixões fazem as vezes de pedagogos aos que se encaminham para o porto da sabedoria: são como estímulos e incentivos para a satisfação dos deveres da vida e para uma conduta virtuosa.
É verdade que Sêneca, duas vezes estóico, isenta o seu sábio de toda sorte de paixões. Oh! bela obra-prima! Decerto, esse sábio não é mais homem, mas uma espécie de deus que nunca existiu. Falemos mais claramente: o que ele fez foi uma fria estátua de mármore, privada de todo senso humano. Que os senhores estóicos apreciem e amem à vontade o seu sábio e vão passar a vida na cidade de Platão (55), ou, se acharem melhor, na região das idéias, ou nos jardins de Tântalo (56).
Que espécie de homem é um estóico? Quem poderá deixar de evitá-lo como a um monstro, de temê-lo como um fantasma? Eis o retrato fiel de um estóico: surdo à voz dos sentidos, não sente paixão alguma; o amor e a piedade não impressionam absolutamente o seu coração duro como o diamante; nada lhe escapa, nunca se perde, pois tem uma vista de lince; tudo pesa com a máxima exatidão, nada perdoa; encontra em si mesmo toda a felicidade e se julga o único rico da terra, o único sábio, o único livre, numa palavra, pensa que só ele é tudo, e o mais interessante é que é o único a se julgar assim. Amigos. É a sua ultima preocupação, pois não possui nenhum.
Sem nenhum escrúpulo, chega a insultar os deuses e a condenar como verdadeira loucura tudo o que se faz no mundo, ridicularizando todas as coisas. Vede o belo quadro desse animal que nos apresentam como o modelo acabado da sabedoria. Dizei-me, por favor: se a questão pudesse ser posta a votos, que cidade desejaria semelhante magistrado? Que exército reclamaria um tal general? Quem o convidaria à sua mesa?
Estou igualmente convencida de que não acharia, sequer, uma mulher ou servo que quisessem e pudessem suportá-lo. E quem, ao contrário, não preferiria um homem qualquer, tirado da massa dos homens estúpidos; que, embora estúpido, soubesse mandar ou obedecer aos estúpidos, fazendo-se amar por todos; que, sobretudo, fosse complacente para com a mulher, bom para os amigos, alegre na mesa, sociável com todos os que convivesse; que, finalmente, não se achasse estranho a tudo o que é próprio da humanidade? Mas, para falar a verdade, chego a ter nojo de falar dessa espécie de sábios. Passo, por isso, a tratar dos outros bens da vida. *** Quando se reflete atentamtente sobre o gênero humano, e quando se observam como de uma alta torre (justamente a maneira pela qual Júpiter costuma proceder, segundo dizem os poetas), todas as calamidades a que está sujeita a vida dos mortais, não se pode deixar de ficar vivamente comovido. Santo Deus!
Que é, afinal, a vida humana? Como é miserável, como é sórdido o nascimento! Como é penosa a educação! A quantos males está exposta a infância! Como sua a juventude!
Como é grave a velhice! Como é dura a necessidade da morte! Percorramos, ainda uma vez, esse deplorável caminho. Que horrível e variada multiplicidade de males! Quantos desastres, quantos incômodos se encontram na vida!
Enfim não há prazer que não tenha o amargor de muito fel. Quem poderia descrever a infinita série de males que o homem causa ao homem, como sejam a pobreza, a prisão, a infâmia, a desonra, os tormentos, a inveja, as traições, as injúrias, os conflitos, as fraudes, etc.? Eu não saberia dizer-vos que delito teria o homem cometido para merecer tão grande quantidade de males, nem que deus furioso o teria constrangido a nascer em tão horrível vale de misérias. Assim, pois, quem quer que examine a fundo a miserabilíssima condição do gênero humano, não poderá, decerto, deixar de aprovar o exemplo das virgens de Mileto (57), embora seja um exemplo digno de toda a compaixão. Quais foram os mais célebres desgostosos da vida que procuraram espontaneamente a morte?
Não foram, porventura, os amigos mais próximos da sabedoria? Para não falar de Diógenes, Xenócrates, Catão, Cássio, Bruto, lembro apenas o famoso Quirão (58), que preferiu a morte à imortalidade. Já sei que logo compreendereis quanto o mundo duraria pouco, se a sabedoria fosse comum entre os mortais. Sou mesmo de opinião que, em breve, haveria necessidade de uma nova argila e de um novo Prometeu (59). Mas, também nesse caso, sou eu quem providencia, mantendo os homens na ignorância, na irreflexão, no esquecimento dos males passados e na esperança de um futuro melhor.
Misturando as minhas doçuras com as da volúpia, eu amenizo o rigor do seu destino. Amam a vida não só quase todos os homens, como até aqueles cujo fio da existência está prestes a ser cortado pela morte, aqueles que devem deixar a vida depois de um bom número de anos. Eles não mostram nenhuma pressa de passar para o número dos mortos. Quanto mais motivos têm os homens para viver contra a própria vontade, tanto menos se enojam da vida, evidenciando que não acham excessivamente longos os seus dias. São um efeito da minha bondade esses velhos que vedes alcançar a nestória decrepitude e que de humano só possuem a figura.
Por isso é que são gagos, delirantes, desdentados, encanecidos, calvos, ou, para descrevê-los melhor, com as palavras de Aristófanes, enrugados, corcundas, sem nenhum resto de virilidade. E, não obstante, amam com transporte a vida. Não se limitam esses velhotes insensatos aos prazeres da existência, mas se esforçam ainda por imitar, o quanto podem, a juventude: um enegrece os cabelos brancos; outro esconde com uma cabeleira a cabeça calva; outro põe dentes tomados de empréstimo de algum porco; outro se apaixona loucamente por uma moça e faz por ela loucuras que envergonhariam um rapazinho. Estamos tão habituados a ver um homem todo curvado ao peso dos anos e que já não enxerga a terra em que está para descer, a vê-lo, repito, casar-se com uma mocinha sem dote, e casar-se, certamente, mais para o de outrem do que para o próprio uso, que isso se torna quase um motivo de louvor. Eis, porém, um quadro ainda mais divertido: aquelas velhas apaixonadas, aqueles cadáveres semivivos que parecem ter saído do Érebo e já estão fedendo à carniça, ainda sentem arder o coração.
Lascivas como cadelas no cio, só respiram uma porca sensualidade e dizem descaradamente que sem volúpia a vida não vale nada. Essas velhas cabras ainda fazem o amor e, quando encontram algum Faão (60), costumam remunerar generosamente a repugnância que causam. Então, mais do que nunca, se esmeram na pintura do rosto, passam a vida diante do espelho, arrancam fios brancos de barba, ostentam dois seios flácidos e enrugados, cantam com voz rouquenha e hesitante para despertar a lânguida concupiscência, bebem à grande, intrometem-se nas danças das moças, escrevem cartas amorosas, — eis os meios que essas velhas raposas empregam para dar coragem aos seus custosos campeões. Enquanto isso, a sociedade exclama: — Que velhas malucas! Que velhas malucas!
— Mas, se a sociedade tem razão, elas se riem e, imersas nos prazeres, aproveitam a felicidade que lhes proporciono. Eu desejaria que esses censores indiscretos soubessem dizer-me o que será mais estúpido: viver alegre e satisfeito, ou eternamente desesperado até se enforcar com uma corda. Poderão dizer-me que é uma verdadeira infâmia a vida desses velhos e dessas velhas. Não o nego; mas, que importa isso aos meus loucos? Ou são inteiramente insensíveis à desonra, ou então, quando a sentem, sufocam facilmente o remorso.
Os meus bons e fiéis súditos têm uma filosofia especial, que lhes faz distinguir muito bem os males imaginários dos males reais. Cai-vos uma pedra na cabeça? Oh! isso, sim, é na realidade um mal! Mas, a desonra, a infâmia, as censuras, as maldições só nos fazem mal quando queremos sentir: desde que não pensemos nisso, deixam de ser um mal. Que mal pode fazer o que murmura a sociedade, quando é certo que intimamente vos aplaudis?
Ora, somente eu tenho a virtude de sublimar os homens a esse alto grau de perfeição, e é esse um dos meus maiores predicados. Parece-me, contudo, ouvir alguns filósofos dizerem que uma das maiores desgraças para um homem consiste em ficar louco, em viver no erro, na ilusão e na ignorância. Oh! como estão redondamente enganados! Respondo-lhes, ao contrário, que é justamente nisso que consiste ser homem. Confesso-vos que não sei explicar como podem tratar de infelizes os meus loucos, sendo a loucura, como é, patrimônio universal da humanidade, e quando todos os mortais nascem, educam-se e se conformam com ela.
Parece-me bastante ridículo lastimar um ser que se acha no seu estado normal. Considerareis deplorável o fato do homem não ter asas para voar como os pássaros, ou quatro pés como os quadrúpedes, ou a fronte armada de chifres como o touro? Lamentareis a sorte de um belo cavalo, pelo fato de não ter aprendido gramática ou de não comer bem? Deplorareis um touro, pelo fato de não ser adestrado na palestra? Portanto, assim como o cavalo não é infeliz por ignorar a gramática, assim também não o é o louco, pois a loucura é natural no homem.
Mas, os sutis disputadores meus antagonistas continuam a perseguir-me com novos sofismas. Dentre todos os animais — dizem eles — só o homem goza do privilégio de aprender as artes e as ciências, a fim de suprir com os seus conhecimentos às lacunas da natureza. Como se houvesse sombra de verdade em que a natureza, tão previdente e vigilante quanto ao pernilongo e até quanto às ervas ou às florzinhas do campo, fosse esquecer-se unicamente do homem, deixando de lhe fornecer tudo aquilo de que precisa! Oh! que absurdo! Não!
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