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Capítulo 5 de 9

Parte 5 de 9

Cérebro e Pensamento · Ernesto Bozzano

E nossa ciência de hoje será tão inferior a essa ciência de então, como os conhecimentos de um chipanzé são inferiores aos de um doutor em ciência. (Pág 21) Nestas condições, é natural que façamos notar o seguinte: posto que se reconhece o esplendido porvir que espera a humanidade pensante, porque não lhe conceder o tempo necessário para alcançar seu objetivo tão glorioso? Por que maldizer em seu embrião o anjo do futuro? É razoável? Isto, do ponto de vista da evolução psíquica na meio terrestre. Se se quiser aplicar a mesma lei evolutiva à sublimação espiritual da individualidade pensante desencarnada será necessário inferir que ela está destinada a alcançar os cumes supremos da perfeição divina.

Eu repito, pois, aos nossos opositores: concedei ao espírito humano tempo para evoluir; honrai em lugar de denegrir, a individualidade pensante humana, na qual se revelam em potência as faculdades de um arcanjo. Reconhecei, em suma, que vosso raciocínio, que pretende seja o espírito humano indigno de sobreviver à morte do corpo porque não é um anjo, equivale ao raciocínio de quem negasse o direito à vida ao embrião, com o errôneo pretexto de que não é um homem. Por outro lado, a grandeza e o valor do espírito humano, nas suas relações com o universo podem ser demonstrados pelos métodos científicos de análise comparada. De fato, deve-se reconhecer que assim como o átomo, último elemento da matéria cósmica, constitui, apesar de sua pequenez infinita, a unidade fundamental com a qual foi criado o universo físico, assim também o espírito humano individualizado, átomo da Consciência Cósmica, representa a unidade fundamental com que foi criado o universo espiritual. Pode-se argumentar que a ciência prova que, em última análise, dois únicos elementos existem no universo: força e matéria, que se pode reduzir, por sua vez, a esta fórmula mais profunda ainda: Espírito e Átomo.

O espírito humano individualizado teria, pois, no campo do universo psíquico esse valor fundamental que o átomo representa no universo físico. O que é o mesmo afirma que, se é verdade que o espírito humano, igual ao átomo, parece infinitamente insignificante frente a grandeza incomensurável da Síntese Psíquica, que preenche por si mesma o universo, ou seja, Deus, não é menos verdade que constitui o elemento fundamental da Síntese psíquica Infinita; tal como átomo constitui o elemento fundamental da Síntese Física Universal, que é seu complemento. Assim sendo, deveremos afirmar que como o átomo físico contribui para criar o universo da matéria em todas as suas manifestações múltiplas, combinando-se apenas em agregado atômico quantitativamente distintos, sem deixar de conservar intacta sua individualidade, da mesma forma o átomo espiritual, ou seja, o espírito humano contribui para constituir as inúmeras hierarquias compreendidas na Grande Síntese Psíquica Infinita, pólo simples fato de agregar-se a outras unidades espirituais que tenham afinidade com ele, sem deixar de conservar intacta sua individualidade psíquica Se quiséssemos recorrer a uma comparação poderíamos dizer que o espírito humano concorre para constituir a Grande Síntese Divina, conservando intacta sua própria individualidade psíquica, do mesmo modo que as milhares e milhares de células que constituem o organismo humano concorrem para criá-lo, guardando sempre integralmente sua individualidade própria.

Já o disse em outro livro: tudo converge para demonstrar que o Microcosmo-Homem, síntese suprema polizóico-polipsíquica no domínio do Relativismo correspondente ao Macrocosmo-Deus, síntese transcendental polipsíquica e Uma, eterna, incorruptível, infinita, no domínio do absoluto. O professor Oliver Lodge sustenta o mesmo conceito filosófico, ilustrando também com uma analogia tomada do organismo humano, observando: Como deveremos, então, conceber a Divindade?

A este respeito, a analogia do corpo humano em suas relações com os glóbulos brancos do sangue é muito instrutiva. Cada um desses glóbulos é um ser vivo, provido dos poderes de locomoção e de assimilação e, sob certas condições que estão sendo estudadas atualmente, também de reprodução por divisão. Os glóbulos brancos cumprem funções importantíssima para nós, constituem uma parte essencial de nossa própria existência. Nossa saúde e o serviço de "segurança pública" do organismo dependem, sobretudo, de sua atividade como "fagócitos". Agora, suponhamos que um desses glóbulos brancos estivesse dotado de inteligência e perguntemo-nos que concepção formaria do universo.

Sem dúvida que, em primeiro lugar, ver-se-ia inclinado a observar o meio em que se acha e meditar sobre as inumeráveis ramificações de canais onde passa sua vida e as aventuras que sucedem no curso de suas viagens. E se tivesse tendência filosófica, verse-ia levado a especular sobre a existência de um Ser misterioso do qual provavelmente forma parte ele mesmo, assim como toda a raça de seus semelhantes; sem dúvida algumas, uma espécie de divindade imanente, da qual eles constituiriam as unidades elementares, um Ser que compreende em si mesmo tudo quanto existe, ou melhor dito, tudo o que eles conseguem conceber, um Ser para cuja existência contribuíram e a cujos os fins serviram e compartilharam. O glóbulo branco pensante poderia chegar até aqui legitimamente em suas especulações e até aqui estaria a verdade.

Mas se pretendesse ir mais longe, se com a audácia entrasse no campo das negações, sustentando que o aspecto imanente do universo onde vivem, movimentam-se e existem seus semelhantes é o único aspecto do universo e que fora de sua espécie de seres vivos não existem outras criaturas, outras formas de sensibilidade, outro métodos de locomoção, outras inteligências e outras finalidades, então cairia em enorme erro. Um ser semelhante acharia na impossibilidade absoluta de formar uma idéia qualquer sobre as múltiplas finalidades e das atividades tão diversas da personalidade “Homem”, que ele contribuiu para criar.

E ainda menos do universo tal como se manifesta ao homem, mesmo quando este, por sua vez, não seja senão uma parte insignificante do universo. Todas as analogias padecem de algum defeito, mas nem por isso são menos úteis e a analogia que acabo de expor contribui muito para iluminar-nos. Efetivamente, nós formamos também parte integrante dessas mesmas atividades que operam o bem e o mal; como os glóbulos brancos, temos a faculdade de ser úteis, de remediar ou de piorar, nos limites de nossa atividade. Apesar de nossa insignificância, pede-se nos nosso concurso; somos a este respeito tão necessários como o é para nosso organismo o concurso desses humildes glóbulos brancos, que contribuem para mantê-lo com boa saúde, ajudando-o a vencer as doenças que o ameaçam. Em resumo: nos somos os "glóbulos brancos" do Cosmo e formamos parte integrante de uma Divindade imanente, para cujas finalidades servimos também. (Raymond, pág. 385 e 386.) O professor William Barret compartilha deste ponto de vista escrevendo: Haveria de concluir que o grande objetivo da vida é, de um lado, a edificação, a consolidação e a perpetuação de nossa personalidade separada e bem distinta, e por outro lado, o despertamento e desenvolvimento, em cada uma das consciências individualizadas, de uma Unidade interior que une todas as personalidades distintas a uma Personalidade Sintética mais vasta na qual “vivemos, nos movemos e existimos”.

Em outras palavras: haveria de chegar a conclusão de que constituímos todos uma parte integrante de um Organismo Único e que todos somos membros dele. (On the thresbold of the Unseen, pág 251). Poderiam objetar que essas idéias não são em suma mais que conceitos filosóficos. Sim, mas trata-se indubitavelmente de especulações filosóficas racionais e legítimas, fundadas no critério da analogia. De qualquer modo, não deixam de ser suscetíveis de alcançar seu objetivo, que é, especialmente, neutralizar especulação filosófica, infinitamente menos legítima, porque não esta de acordo com os resultados da analogia: a empregada pelo doutor Mackenzie para justificar filosoficamente sua opinião, sobre a extinção final do espírito humano! Disto isto, e voltando ao tema essencial deste trabalho, concluo observando que de qualquer forma as negações categóricas da sobrevivência da alma e a terminologia denegridora do espírito humano são absolutamente vãs e inúteis do ponto de vista científico, de conformidade com a qual nada pode servir para a solução de um grande problema fora das induções e deduções sacadas dos fatos.

Nesta ordem de idéias, é certo que se as investigações metapsíquicas levam algum dia à demonstração experimental da sobrevivência do espírito humano, os adversários mais intransigentes terão de aceitar esse veredicto inapelável pronunciados pelos fatos e, conseqüentemente, não poderão deixar de sentir-se confundidos e humilhados pelos imprudentes qualitativos que hoje empregam. Pois bem, a chegada desse dia é não apenas certa para todos os que examinaram os fenômenos mediúnicos sem nenhuma idéia preconcebida de escola, mas também - podemos afirmar - iminente. Entre os fatos que permitem esperá-lo já, pode-se citar a publicação recente na Inglaterra de um livro no qual se acham expostas manifestações mediúnicas de tal maneira decisivas que elevemos chegar à conclusão de que perseverando nesta ordem de investigações se conseguirá estabelecer rapidamente uma base científica inquebrantável para a hipótese espírita.(1) 1 – As pesquisas desenvolvidas por Joseph Banks Rhine, na Universidade de Duke, Estados Unidos, que deram origem a moderna parapsicologia, comprovam as esperanças de autor.

Assim, pois, se não se duvida de que os fatos podem resolver o formidável enigma, coisa que não conseguiram jamais as divagações mais ou menos absurdas sobre a miserável pequenez do espírito humano, o melhor que podemos fazer é expor e comentar algumas das experiências a que nos referimos, que darão um tema de profundas meditações aos nossos contraditores. As experiências a que acabo de aludir se acham no livro que leva por título: "Twards the Stars", devido à pena do conhecido escritor inglês Denis Bradley, autor que tem se destacado pelo caráter orgulhoso e indomável que ressalta de todos os seus escritos e lhe dá um selo completamente característico.

Deduz-se desta obra que o Senhor Bradley não tinha nenhuma intenção de se consagrar às investigações metapsíquicas, às quais foi levado por uma simples coincidência. Havia ele ido a Nova Iorque para tratar de negócios e um de seus amigos o convidou para ir a sua vila Arlena Towers, localidade situada nos arredores daquela cidade. Esse amigo, de origem russa, chamado José de Wyckoff, ocupava-se com experiências mediúnicas e propôs ao seu hóspede que assistisse uma sessão. O Senhor Bradley aceitou de bom grado, embora a título de passatempo e o Senhor Wyckoff telegrafou a um médium chamado Jorge Valiantine, convidando-o a ir à sua casa durante uma semana. Heis como o Senhor Bradley descreve o mediam: Não me havia encontrado jamais com um médium nem falso nem autêntico; a presença de Valiantine me interessou, não porque acreditasse que ele poderia me ser útil de alguma forma, mas apenas como "tipo".

Tinha o aspecto de um desses americanos provincianos habituais, desprovidos de rasgos característicos da personalidade; era sensível e correto, seja pessoalmente seja em seus pensamentos. Observei que era incapaz de expressar-se com desenvoltura; não demorei em descobrir, por outro lado, que não havia feito nenhum estudo regular nem havia lido muito. Não observei nele nada que fosse suspeitoso: nem conversas evasivas, nem perguntas habilmente construídas, sequer falsas amabilidades confidenciais, todos esses detalhes que diferenciam os charlatães e os vigaristas. O tom de sua voz era corrente, de acento agradável, embora denunciasse o provinciano americano. Não entrei em todos esses detalhes senão porque se revestem de grande valor em relação ao que eu contar.

Dada a importância das manifestações obtidas por Bradley e útil ajuntar algumas outras referencias sobre médium Jorge Valiantine. É um homem de uns 50 anos e tem uma pequena indústria bem encaminhada que lhe proporciona o necessário para viver. Até a idade de 43 anos não se havia ocupado jamais ele espiritismo e ignorava que possuísse faculdades medianímicas, embora entre os seus ascendentes tenha indivíduos dotados de lucidez e de automatismo no desenho. Ocorreu-lhe uma vez quando dormia em um hotel, ouvir soar fortemente três golpes na porta de seu quarto. Acendeu a luz e abriu a porta, mas nada viu.

Tornou-se a deitar mas, de imediato outros três golpes soaram na parede que separava seu quarto do corredor. Apressou-se em abrir novamente a porta, mas nada encontrando chamou o rapaz do hotel, que veio e assegurou que ninguém havia passado pelo corredor. quando regressou a sua casa, falou Valiantine sobre este curioso incidente em presença de uma senhora que se ocupava de investigações medianímicas e insistiu com ele para improvisar em seguida uma sessão, com sua mulher e ela mesma. Ele aceitou; rápido, através de golpes dados no interior da mesa, manifestou-se o espírito de um de seus parentes mais próximos, que lhe aconselhou a continuar as sessões e construir uma espécie de megafone, anunciandolhe que poderia chegar a ser um poderoso médium de "voz direta". O que, de fato, aconteceu. Passo agora a resumir alguns episódios sucedidos no curso das primeiras sessões assistidas pelo Senhor Bradley.

Na primeira estavam presentes o Senhor Wyckoff, seu sobrinho José Dasher, o Sr. Denis Bradley e o médium. O Senhor Wyckoff colocou duas bandagens luminosas ao redor das munhecas do médium com a finalidade de perceber seus movimentos no escuro. Os experimentadores se sentaram formando um círculo, a uma distância de cinco pés (por volta de um metro e meio) um do outro. No centro foram colocadas duas buzinas de alumínio, de bordas luminosas.

Passaram-se uns vinte minutos sem nenhuma manifestação; o Senhor Bradley começava a aborrecer-se bastante e experimentava um certo sentimento de mal estar por causa da situação em que se encontrava e que considerava ridícula para uma pessoa séria, quando, sem nenhum aviso prévio, produziu-se a primeira manifestação. Bradley a narra da seguinte forma: De repente se fez um silêncio profundo e, de uma maneira fulminante, tive a sensação da presença na sala de uma "quinta" pessoa. Imediatamente depois, ouviu-se uma gentil voz de mulher que me chamou por meu nome; era uma voz vibrante, que soava a uns três pés a minha direita. Eu permanecia frio, tranqüilo, observador impassível. Não respondi ao chamado senão comum monossílabo: “sim”.

Então, meu nome foi pronunciado duas vezes, mas com uma tonalidade cada vez mais vibrante de emoção, como se quem falasse se visse oprimido pela alegria de voltar a ver um amigo adorado, depois de uma grande separação. Então repliquei: “Sim, sou eu de fato. Que deseja você? A voz disse: “Oh! Te quero sempre, te quero sempre!”.

Estas palavras foram pronunciadas com uma expressão de ternura e beleza eletrizante. Eu havia ouvido as mesmas palavras pronunciadas por algumas das maiores atrizes do mundo, mas nunca as havia encontrado demonstrando transbordante efeito...Perguntei: “Diga-me quem é você. Diga-me o seu nome.” – “Annie”, responderam-me. Então compreendi; mas não havia sido vencido meu ceticismo; voltei a perguntar; “Diga-me seu apelido”. E a voz replicou: “Sou Annie, tua irmã!”.

Então se estabeleceu uma grande e impressionante conversação entre nós, e não em voz baixa, mas em tom natural e claro, como entre duas pessoas que vivem neste mundo. Nossa conversa animada vibrava com uma extraordinária alegria, enquanto três testemunhas presentes a tudo escutavam. Nenhuma delas conhecia os acontecimentos de minha família e menos ainda podia saber que eu tivera uma irmã morta havia dez anos. Quando viva, tinha uma voz suave, que modulava com uma cativante doçura. Seu modo de falar era notado por sua elegância.

Era, na verdade, uma purista na escolha das palavras. Não encontrei jamais uma mulher que falasse de modo tão selecionado. Pois bem, quando dez anos depois de sua morte se manifestou mediunicamente, expressou-se com a mesma maneira distinta de falar que lhe era peculiar na vida; cada sílaba que pronunciada se caracterizava por essas particularidades inimitáveis de inflexão e de entonação que a distinguiam entre mil. Ficamos conversando assim durante um quarto de hora, sobre temas íntimos que só nós conhecíamos... Depois a interroguei acerca de sua vida espiritual e me respondeu que era literalmente feliz no maravilhoso ambiente em que vivia; mas, ao mesmo tempo, era ditosa naquele momento por ter conseguido achar o meio de falar-me.

Falamos tão amplamente do que nos concernia que em certo momento nos demos conta de que éramos pouco discretos para com os outros assistentes que esperavam sua vez... Antes de separarnos, perguntei-lhe se voltaria no dia seguinte à noite, o que me prometeu. Saudamos-nos pela última vez e, antes de partir, enviou-me ela um beijo sonoro que todos ouviram... Havia eu assistido, naquele momento, ao maior sucesso de minha vida. Sem dúvida, desde que reconheci a voz de minha irmã tudo me pareceu extraordinariamente natural; desde o preciso momento em que acreditei supranormal se fez para mim natural e lógico.

Toda dúvida se eclipsou ante uma prova semelhante. Meu espírito compreendeu subitamente que o que até então me parecia impossível era, pelo contrário, perfeitamente passível... É ridícula qualquer suspeita de ventriloquia. Nada no mundo poderia imitar a voz límpida, clara, suave, que me falava. Ninguém no mundo poderia falar-me com os detalhes característicos que eram próprios de Annie, com seu acento pessoal, com a extraordinária pureza de linguagem que a distinguia enquanto viveu e, enfim, demonstrar um conhecimento tão perfeito de todos os acontecimentos de um passado particular seu e meu...

Este é o episódio mediúnico que bastou para convencer ao Senhor Bradley, que reconhece que sua conversação era perfeitamente racional e justificada. Como quer que seja, não é inútil dizer que as posteriores manifestações da mesma personalidade mediúnica foram mais extraordinárias que a primeira, de tal modo que constituem um conjunto completo que se pode considerar efetivamente como decisivo, em sentida teórica, na demonstração científica da existência e sobrevivência do espírita humano. Em apoio do que afirmo, não será supérfluo citar a opinião de um eminente experimentador, acerca do valor teórico de certas manifestações mediúnicas por "voz direta". O professor Gudmundur Hannesson, aa relatar suas próprias experiências com o médium islandês Indrid Indridason, observa a seguinte: Alguns experimentadores afirmam ter ouvido falar vozes mediúnicas com uma tonalidade e um acento de tal maneira características que não cabia dúvida alguma do que a que falava era a era voz do defunto que se dizia presente. Claro está que se pudesse comprovar este fato de um modo indubitável, não haveria necessidade de buscar outras provas em apoio da hipótese espírita.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.