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Capítulo 1 de 9

Parte 1 de 9

Cérebro e Pensamento · Ernesto Bozzano

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Ernesto Bozzano

Cérebro e Pensamento

Traduzido do Francês Cérebro y Pensamento

Théodore Rousseau A Montanha de no Auvergne

Conteúdo resumido

O grande mestre da Ciência da Alma como e conhecido Ernesto Bozzano vem trazer mais 4 de suas monografias como "Cérebro e Pensamento", "O Objeto da Vida", "Em defesa da Alma", e "Reminiscência de uma Vida Anterior "das quais não se pode dizer, qual a mais extraordinária.

Sumário As trabalhos de Bozzano Primeira Monografia – Cérebro e Pensamento Segunda Monografia - O objeto da vida Terceira Monografia - Em defesa da alma Quarta Monografia - Reminiscências de uma vida anterior

As trabalhos de Bozzano

Sempre li Ernesto Bozzano com muito interesse. Por isto, tive imenso prazer em traduzir a presente obra. "Cérebro e Pensamento", com a assinatura do grande estudioso e pesquisador italiano, deve ocupar lugar de destaque nas estantes de todos aqueles que se interessam pelos problemas da alma humana, seja pela importância dos quatro assuntos aqui abordados seja pela lucidez e reconhecida capacidade de seu autor. Bozzano é, sem dúvida nenhuma, uma das maiores expressões da literatura clássica do Espiritismo, sendo, talvez, aquele que em seu tempo mais se dedicou aos estudos dos produtos mediúnicos, seja relacionando-os entre si para obter concordâncias e discordâncias, seja comparando-os com os conhecimentos científicos e filosóficos da época. Convicto do valor das informações espíritas e defensor da existência dos espíritos e de sua comunicabilidade com os vivos, Bozzano deixou um número muito grande de estudos, monografias e obras completas sobre a fenomenologia e suas diversas conseqüências.

Com este livro o leitor tem, de fato, não um mas quatro excelentes trabalhos: Cérebro e Pensamento, O Objeto da Vida, Em Defesa da Alma e Reminiscências de uma Vida Anterior, todos eles atraentes e extremamente interessantes, justificando totalmente sua reunião nesta obra. Ainda hoje o homem se defronta com fatos que desafiam a inteligência humana e, por que não, às vezes debocham de seus avanços científicos. Este é o caso, por exemplo, do cérebro do homem, cuja compreensão não encontra ainda estudos completos, apesar dos grandes avanços obtidos. Em "Cérebro e Pensamento", Ernesto Bozzano demonstra como se pode, em uma simples monografia, estudar, comparar e definir uma tese esclarecedora para os casos das pessoas que conservam sua inteligência apesar da destruição parcial de seu cérebro, tese esta embasada na existência, sobrevivência e imortalidade do espírito humano, agregando aos seus argumentos todo um acervo de fatos e comparações como prova indiscutível de sua tese.

Analisando a teoria do "paralelismo psico-fisiológico", diz o autor: "Tal como foi formulada pelos fisiólogos, não prejulga absolutamente as origens da atividade psíquica. Limita-se simplesmente a comprovar a existência de uma correlação incontestável entre os fenômenos psíquicos e as funções morfológicas do cérebro...". Na monografia "O Objeto da Vida", Bozzano prossegue estudando as informações colhidas via mediunidade, rigorosamente verídicas, bem como as conclusões de vários estudiosos do assunto, com o fim de demonstrar que a finalidade da vida no planeta Terra, assim como nos demais mundos materiais semelhantes que compõem o Universo, é de tornar possível a individualização da alma, mostrando, assim, que a teoria de que a Terra é uma escola onde os espíritos reencarnam para se educar é de imenso valor, mas secundária, uma vez que, como a Terra, existem outros milhares de mundos que realizam essa função educativa. Diz ele: "Tudo contribui para demonstrar que o objeto fundamental da existência da vida nos mundos diversos é a individualização da alma através de sua passagem pela escala ascensional de todos os seres vivos até o homem".

Na monografia seguinte, Bozzano estuda os prós e contras da sobrevivência da alma, demonstrando para ateus e materialistas a lógica da tese da imortalidade e comunicabilidade da alma. Em "Reminiscências de uma Vida Anterior" - não sem antes relutar para aceitar a história narrada pelo personagem principal (e por ele mesmo pesquisada) - o autor desenvolve o estudo na direção de mais uma vez comprovar a realidade da reencarnação. Vemos, pois, ao lado de interessantes temas muito bem apresentados, uma seqüência de assuntos que partem da supremacia do espírito humano sobre o cérebro físico, passam por sua individualização nas experiências planetárias com o corpo material, caminham sobre estudos e fatos que comprovam definitivamente a existência e sobrevivência da alma e finalizam na tese das vidas sucessivas do espírito humano, que retorna ao planeta milhares de vezes para realizar a sua evolução.

O valor complementar deste livro pode ser creditado à disposição da Editora EME de incluí-lo no projeto editorial e colocá-lo a disposição do leitor, o que representa um esforço elogiável especialmente neste momento ímpar vivido pelo homem, em que grande parte do mercado editorial está voltado para obras interessantes, porém menos profundas, sem deixar lugar algum para o trabalho de pensadores da estirpe de Ernesto Bozzano, sem os quais o conhecimento espírita se empobrece enormemente. Vale, para finalizar, relembrar ao leitor as dezenas de obras de Ernesto Bozzano, que podem e devem ser consultadas, entre as quais se encontram "A Crise da Morte", "Fenômenos de Bilocação", "Xenoglossia", "Pensamento e Vontade" e muitas outras. Nilson Garcia

Primeira Monografia Cérebro e Pensamento

Os casos de indivíduos que conservam sua inteligência apesar da destruição parcial ou total do cérebro conduzem, logicamente, a reconhecer a existência no homem de um espírito independente do organismo corporal, provido de um "corpo etéreo"; sede da memória integral e das faculdades sensoriais supranormais.

A teoria do "paralelismo psicofísico" sempre foi o maior obstáculo a impedir ainda hoje que alguns eminentes representantes da ciência oficial admitam a interpretação espiritualista dos fenômenos mediúnicos. Este obstáculo lhes parece, de fato, tão insuperável que se jogam a uma busca ansiosa e incessante de hipóteses sempre renovadas, cada vez mais audazes, a maior parte delas puramente verbais, por meio das quais se esforçam em conseguir a ilusão de uma interpretação naturalista das manifestações mediúnicas. Mas estas permanecem mais do que nunca refratárias a qualquer interpretação desta natureza. Nestas condições, é preciso demonstrar a fisiólogos e psicólogos que a doutrina do "paralelismo psicofísico", encarada nos limites estritamente funcionais das relações que existem entre o cérebro e os estados de consciência, não apenas não está em contradição com a outra teoria da existência e supervivência do espírito humano, senão que, pelo contrário, deve acolher-se como legítima, indiscutível e irrefutável, inclusive pelos defensores da hipótese espírita. Por outro lado, não vemos como poderia ser de outro modo.

De fato, a teoria do "paralelismo psicofísico", tal como foi formulada pelos fisiólogos, não prejulga absolutamente as origens da atividade psíquica. Limita-se simplesmente a comprovar a existência da uma correlação incontestável entre os fenômenos psíquicos e as funções morfológicas do cérebro, constituindo um justo meio entre as doutrinas extremistas opostas do grosseiro materialismo filosófico, segundo o qual o cérebro é uma glândula que segrega o pensamento, e o idealismo puro que diz não existir nenhuma relação entre a atividade psíquica e as funções morfológicas correspondente do cérebro, o que é um absurdo, já que, em tal caso, o cérebro seria um órgão inútil. Sabe-se que Taine, ao comenta a doutrina do “paralelismo psicofísico”, compara a dupla função - psíquica e física - do cérebro, como uma obra escrita em duas línguas: a original do autor, que representaria a função psíquica e outra, cujo texto consistiria em uma simples tradução do original e representaria a função física.

Tal similidade, ao mesmo tempo em que é feliz e surpreendente, aclara as funções do cérebro sem prejulgar a questão da origem da atividade psíquica propriamente dita, mostrando o caminho a ser seguido para conciliar os partidários do “paralelismo psicofísico” com os defensores da espiritualidade da alma. Falando de outra forma, e verdade que a razão de ser do cérebro, como órgão do pensamento, e que graças a ele vemos cumpri-se uma dupla função psíquica indispensável para que o espírito possa relacionar-se com o meio terrestre, ou seja: a função de "traduzir" as inumeráveis vibrações físicas do mundo exterior que chegam ao cérebro, pelos sentidos, em vibrações psíquicas perceptíveis para o espírito e, por outro lado, a função de "transmitir" à periferia as imagens psíquicas por meio das quais o espírito responde às vibrações específicas que chegam a ele do meio terrestre.

Pois bem, é inevitável que estas funções do cérebro não possam realizar-se sem uma dispersão correlativa de energia nervosa, em perfeita equivalência com a natureza e intensidade das atividades psíquicas em função, o que está absolutamente de acordo com afirmações dos físicos. Segue-se que a natureza das funções cerebrais, em relação com o "paralelismo psicofísico" e suscetível de interpretação de um modo muito diferente do que geralmente se adota nos ambientes universitários. Pedro Siciliani, o eminente filósofo italiano, em sua Psicogenia Moderna, sustenta a este respeito que o pensamento tem o dever de deter-se no umbral do "Realismo fenomênico", ou seja, deve limitar-se a afirmar a correlação indubitável, por uma lei de equivalência, entre as atividades opostas, morfológica e psíquica, no sentido de uma correspondência paralela e não de uma conversão absoluta. Reconhece deste modo a irredutibilidade de ambos os fatos. Essa afirmação é de uma sabedoria profunda.

De fato, esta atitude de prudente reserva, combinada com uma negação taxativa do materialismo grosseiro que estava em voga em seus tempos, era a única em acordo com as condições do saber antes da intervenção das investigações metapsíquica que, ao revelar a existência de uma região psíquica insuspeitada até então, abria a rota para novas induções, novas deduções, novas sínteses, novas teorias capazes de conciliar os dois pólos do pensamento filosófico moderno. Por sua vez, o professor William James, em sua monografia "The Immortality of Man", vai mais longe que Siciliani, especificando o que é, verossimilmente, a função real do cérebro no "paralelismo psicofísico". Lembra que podem ser admitidas três diferentes espécies de funções: a função produtiva (sustentada pelos materialistas), a função permissiva (por exemplo, a ação de disparar um fuzil, que determina a explosão da pólvora) e a função transmissiva (por exemplo, a de um prisma ou uma lente). Segundo William James, esta última é a função que compete ao cérebro. De acordo com esta teoria, a individualidade psíquica que utiliza o corpo é distinta do corpo, tanto quanto é distinta da luz o prisma que a refrata e decompõe em um espectro colorido.

De maneira que os que afirmam que o cérebro cumpre a função de produção do pensamento, poderiam ser comparados aos que sustentaram que o prisma produz a luz. Em apoio a sua tese, o professor James expõe vários fatos fisiológicos e psicológicos incompatíveis com qualquer outra explicação. De minha parte, expus recentemente uma teoria complementar da que acaba de ser lida, que supõe uma dupla função do cérebro: em primeiro lugar, a de tradução e, depois, a de transmissão. Ou seja, as vibrações específicas que chegam ao cérebro do mundo exterior, por meio dos sentidos, traduzem-se nele nos termos sensório-psíquicos, perceptíveis pelo espírito (um espírito que não pode perceber as vibrações físicas); o resultado é um estado de consciência a que responde o espírito, opondo a imagem psíquica correspondente, graças à qual age sobre os centros de enervação eferente, que a transmitem à periferia em termos de ação especializada, correspondentes ao estímulo perceptivo original. Em apoio ao que acabo de dizer, recordarei rapidamente que os fisiólogos consideram a substância cortical do cérebro como um conjunto de "centros de elaboração do pensamento por meio de imagens psíquicas.

Assim, por exemplo, o centro da linguagem se exercitaria por meio de imagem fonéticas das palavras o que explica a contradição aparente que se verifica no fato de que quando se lesiona o centro da linguagem, perde-se a palavra (afasia), sem que exista paralisação dos órgãos fonéticos. Está, portanto, fora de dúvida que os centros de enervação eferente são estimulados por meio de "imagens psíquicas". Depois de expor nossas teses em termos científicos, resta-nos expô-las em termos filosóficos, observando que, se é verdade que o espírito humano tem em si mesmo uma chispa de essência divina, não é menos certo que o "divino" que existe no espírito humano não consegue individualizarse senão passando do domínio do "Absoluto" ao "Relativo", do domínio do "Noúmeno" ao "Fenômeno". Conclui-se que para pôr-se em relação com as manifestações do universo fenomênico, o espírito necessita de um órgão transformador apropriado: este órgão é o cérebro.

Assim, em suas relações com o espírito, o cérebro está encarregado de colocá-lo em condições de perceber uma fração determinada da Realidade Incognoscível em termos de um sistema dado de aparências fenomênicas tais como se manifestam, com modalidades sempre diferentes, em todo mundo habitado do Universo, aparências fenomênicas pelas quais o espírito está destinado a existir e a exercitar-se com vistas à sua elevação ulterior no conhecimento da Realidade Absoluta, vista através das infinitas modalidades nas quais se transforma manifestandose no Relativo.

Compreende-se, pois, a necessidade que tem o espírito de possuir um cérebro que sirva de órgão transformador da Realidade Absoluta em termos de manifestações Relativas e Fenomênicas, função infinitamente importante para a qual estão destinados os inumeráveis mundos que povoam o Universo. Do ponto de vista do "paralelismo psico-fisiológico", observarei que com esta teoria conseguir-se-ia conciliar as afirmações dos físicos com a tese espiritualista. Reconhecerse-ia, de um lado, que a dupla função de tradução e transmissão do órgão cerebral se realiza às expensas da energia acumulada nas células nervosas, como sustentam e demonstram os físicos e, de outro lado, não se pode discutir que esta condição de fato parece absolutamente conciliável com a existência de um espírito independente do instrumento que o mesmo utiliza para entrar em relação com o meio terrestre. Portanto, a melhor definição do "paralelismo psicofísico" seria a formulada por Pedro Siciliani, segundo a qual se afirma a correlação incontestável, por uma lei de equivalência, das atividades opostas: a morfológica e a psíquica, mas reconhecer-se-ia com o tempo que esta correlação deve ser interpretada no sentido de uma "correspondência paralela" e não uma "conversão absoluta". Tal é, em resumo, a teoria que nós sustentamos.

Falta apenas demonstrar que a análise comparada dos fatos a confirmam. Mas esta é uma tarefa de tão grande importância que seria preciso todo um livro para desenvolvê-la. Limitarme-ei, pois, a tocar brevemente nos velhos e formidáveis obstáculos que se tem colocado sempre à doutrina materialista, reservando-me para falar mais amplamente de algumas outras dificuldades que são levantadas de algum tempo para cá e muito mais graves que as antigas. Recordarei que a existência mesma da "Consciência", que constitui um mistério insuperável para qualquer escola científica ou filosófica, deveria obrigar aos que dominam o sentido filosófico a abster-se de pronunciar sobre ela julgamentos demasiadamente categóricos no sentido materialista. Esta prudente reserva é observada, infelizmente, por pouquíssimas pessoas e entre os partidários mais atrevidos da fórmula segundo a qual "o pensamento é uma função do cérebro" encontram-se nomes tão ilustres como os de Vogt, Büchner, Moleschott, Haeckel, Le Dantec, Sergi.

Com respeito às relações estritamente psicomorfológicas, os principais problemas insolúveis para os partidários da doutrina materialista são os seguintes: a permanência da personalidade, apesar da renovação perpétua das moléculas cerebrais; as desigualdades intelectuais consideráveis entre indivíduos nascidos dos mesmos pais; o caráter inato de certas faculdades; as diferenças radicais entre a herança física e a herança psíquica; a natureza fisiológica do sonho etc. Não me deterei a discutir todos estes problemas, não apenas por falta de espaço, mas também porque não bastam para demolir a referida doutrina, embora estas dificuldades sejam realmente embaraçosas para os defensores da doutrina materialista.

Para os partidários da fórmula segundo a qual "o pensamento é uma função do cérebro", multiplicam-se os problemas a serem resolvidos à medida que as ciências físicas e psicológicas se desenvolvem, e isso sem sair do círculo estreito de investigações em que estão fixados os representantes da ciência oficial, círculo que se detém nos limites das manifestações normais e patológicas da "psique", sem se ocupar do domínio muito mais importante das faculdades supranormais e subconscientes. De qualquer maneira, o tema é demasiado extenso para que se possa desenvolvê-los em um artigo; limitar-me-ei, pois, a tocar no mais recente destes problemas, que é por si mesmo suficiente para derrubar as bases da hipótese materialista. Refiro-me aos casos de indivíduos que prosseguem com sua consciência e inteligência intactos apesar de ter seu cérebro destruído por completo ou em parte.

Concebe-se que estas extraordinárias exceções não invalidam a regra geral, ou seja, que não contradizem de modo algum a afirmação de que o cérebro é necessário ao espírito em suas relações com o meio terrestre; mas também é certo que se torna essencial esclarecê-las imediatamente. Observe que isto se consegue facilmente se admite o princípio da existência de uma alma independente do corpo, mas que não se alcança absolutamente se se acredita que o pensamento é uma função do cérebro. Vou demonstrá-lo nos comentários e casos a seguir. Como se sabe, os casos a que acabamos de aludir têm se multiplicado nos últimos anos, sobretudo ao final da última guerra mundial (1). Foram observados na França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Bolívia, República Argentina.

Tenho à minha frente quase todos eles e todos apresentam algum aspecto característico especial que os torna teoricamente importantes. Lamento ter de limitar-me a algumas citações. (1) - O Autor se refere a 1ª Grande Guerra Mundial (1914-1919). O doutor Geley transcreveu vários exemplos em sua obra Inconsciente ao Consciente e outros na Revue Metapsychique (1920, p. 36-38 e 1922, p. 21-22). Desta última revista extraio a seguinte passagem: Há necessidade de se recordar o fracasso da teoria das localizações cerebrais, que tão belas promessas oferecia há um quarto de século? E preciso citar os casos famosos e relativamente freqüentes de lesões extensas dos centros nervosos, nas regiões consideradas essenciais, que não foram acompanhadas de nenhuma perturbação psíquica grave e de nenhuma restrição da personalidade?

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.