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Capítulo 5 de 10
Editora Feesp — parte 4 de 8
Bezerra de Menezes · Canuto Abreu
emocionado, atônito, a palavra de ouro do eminente político, do eminente médico, do eminente cidadão, do eminente católico, Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, que proclamava aos quatro ventos a sua adesão ao Espiritismo. (25) Id., 1886. Desde esse memorável dia, o kardecismo passou a ter um chefe no Brasil. Espíritas, kardecistas e rustanistas ficaram contentes. A imprensa registrara o acontecimento como um sinal de tempos novos. O telégrafo transmitiu a notícia aos Estados. As livrarias venderam maior número de livros espíritas. A Federação cresceu em adesões. O círculo católico agitou-se e o Dr. Manoel Soares da Silva Bezerra, interpretando-lhe o desgosto, escreveu a Bezerra uma carta amarga, a que não tardou a resposta: esse primor publicado pela Federação, em 1920, com o título "Valioso Autógrafo". Passado o estupor os ataques principiaram e também as réplicas: "Outro disse, no mesmo tom ex cathedra que eu, fazendo uma conferência espírita, perdi 25% de minha influência política". A outro: "Sei por que afirmo. Sabem por que negam os que me fazem um baldão de ser espírita?
Se há um só que tenha feito experiências e colhido fatos contra o que afirmo, apareça, seguro como deve estar de seu triunfo. Mas qual! Assim concluiu um artigo: "E eis, ainda uma vez, o que são os nossos sábios!". E principiou outro: "O que são os nossos teólogos". Neste, emitiu uma verdade, que sustentamos e desejamos focalizar: "A única divergência que há entre o Espiritismo e o Cristianismo consiste no princípio, aceito pelos grandes vultos de todos os tempos: a pluralidade das existências". (Reformador, 1887). (*) (*) Notada Editora: Discordamos desta expressão, pois a doutrina cristã também consagra a lei da reencarnação. Nos Evangelhos deparamos com várias passagens nas quais Jesus Cristo corrobora a pluralidade das existências. Bezerra de Menezes levou, portanto, cerca de dez anos aprofundando os seus conhecimentos espíritas antes de entrar na liça de peito a descoberto. Durante esse tempo não se preocupou com a parte experimental, não procurou nenhuma prova para sua crença. Era um kardecista pelo raciocínio. O espírita geralmente adquire a fé após o fato. Foi para o trabalho prático, não para consolidar a fé, sim para fazer o bem. Nada o impressionara mais do que a faculdade mediúnica de João Gonçalves do
Nascimento, homeopata espírita notável, cujos diagnósticos e curas trouxeram ao Espiritismo um sem número de adeptos. Considerava o mais impressionante dos fatos, que tivera até agosto de 1892, o diagnóstico de sua dispepsia, feito por Nascimento num papel onde estava apenas escrito: "Adolfo, tantos anos, Tijuca," entregue ao médium por Maia Lacerda sem mais qualquer detalhe verbal. Foi pela primeira vez a um "trabalho prático" para pedir a assistência dos Espíritos a um obsediado. Levara-o o desejo do bem, não a curiosidade. Ninguém, entretanto, foi para a linha de frente com maior convicção. Tão grande era ela, que os "científicos" não tardaram a denominá-lo o primeiro dos "místicos".
Os artigos de Max - (Dr. Bezerra de Menezes)
Bezerra de Menezes era um religioso no mais alto sentido. Sua religião era propriamente a espírita, era o Cristianismo esclarecido pelo Espiritismo. Sua pena foi, por isso, desde o primeiro artigo assinado, em janeiro de 1887, posta ao serviço da religião cristã espírita ou kardecismo. Para ele esse ponto de vista sectário era o Espiritismo: "O maior inimigo do Espiritismo, doutrina moral que desenvolve e esclarece os pontos obscuros da que foi pregada por Jesus Cristo, é o catolicismo". (26) (26) Id., 1887. Demonstrada a sua capacidade literária no terreno filosófico e religioso quer pelas réplicas, quer pelos estudos doutrinários a Comissão de Propaganda da União Espírita do Brasil (Carlos Cirne e F. Pacheco) incumbiu Bezerra de Menezes de escrever aos domingos, em "O Paiz", a série de "Estudos Filosóficos" sob o título "O Espiritismo". Quintino Bocaiúva, diretor daquele jornal de grande circulação, "o mais lido do Brasil", era simpatizante (e foi depois sincero espírita, que vimos uma vez subir as escadas da Federação para em simplicidade, como outros, que ali estavam, pedir uma receita mediúnica).
Os artigos de Max, pseudônimo de Bezerra de Menezes, marcaram a época de ouro da propaganda no Brasil. De novembro de 1886 a dezembro de 1893, fim do quarto período, escreve ininterruptamente, ardentemente. A nosso ver, e desafiamos contestação, nunca esses artigos foram superados por outros, antes ou depois. Chamamos para eles a atenção não só dos velhos, como principalmente dos novos, que usam da palavra e da pena em prol do Espiritismo. Não possuímos em língua brasileira maior repertório doutrinário do kardecismo. Ninguém falou com maior eloqüência, maior sinceridade, maior lógica. Seus formosos pensamentos deviam ser repetidos e propalados amiúde, pois somente relendo e divulgando Max poderão os seus discípulos compreender
quanto de errado, quanto de confuso e quanto de ignorância se tem propalado depois dele em nome da mesma doutrina que ele elevou às culminâncias. A leitura de Max devia ser obrigatória, como a leitura de Kardec, para todos que entram. A par desses artigos, escreveu em 1888 o romance "A Casa Mal Assombrada", que honra qualquer estante e prende qualquer atenção. Nesse mesmo ano sofreu a perda de dois filhos.
Em meio a tanto trabalho de valor, Bezerra de Menezes deixava de vez em quando transpirar a sua mágoa pela desunião dos espíritas, e concitava camarariamente os confrades à harmonia, à fraternidade. Não era possível admitir que gente bem intencionada, desejosa de reformar os maus costumes, de dominar as paixões de homem velho, de mudar a face das coisas, de espiritualizar e cristianizar o meio brasileiro, não fosse a primeira a dar o exemplo de tolerância, unindo-se entre si. A divergência era por questiúnculas de interpretação. Com seu elevado tino político, possuindo um caráter do tipo "eleitoral", sabia que os homens constituiriam células em torno do que tivesse mais prestígio. Urgia que aparecesse alguém com prestígio maior do que o de todos, capaz de fazer em volta de si um partido dominante. Urgia, sobretudo, tirar de certos indivíduos mal intencionados, por delicadeza chamados "obsediados", a liberdade de doutrinar em nome do Espiritismo, que adulteravam consciente ou inconscientemente. Não havia maior inimigo do que o ignorante pretensioso arvorado em chefe de grupo.
A continuar pelo caminho de ampla liberdade, em que o primeiro energúmeno podia considerar-se capitão de capa e espada, o Espiritismo teria de sucumbir pelo ridículo. Para dirigir a propaganda impunha-se uma aristocracia no bom sentido. Uma aristocracia de verdadeiros conhecedores, uma nobreza de verdadeiros sentimentos. Duas entidades jurídicas disputavam, intramuros, a hegemonia, que a Academia, por seu feitio cabotino, e a Fraternidade, por sua intransigência sectária, haviam perdido inteiramente: a União Espírita do Brasil, que contava elementos de valor, e a Federação Espírita Brasileira, onde estavam reservas inestimáveis.
Ambas, porém, em crise financeira, viviam de coletas para pagar o aluguel, e a pretensão de unir os grupos poderia parecer interesseira. Talvez fosse melhor pôr de lado as duas e formar uma terceira sociedade com os elementos de todos os grupos. A idéia era velha, mas parecia boa. Estava-se nesta hesitação, quando baixaram, na Fraternidade, as célebres "Instruções de Allan Kardec aos Espíritas do Brasil" (27). (27) Nota da Editora: Reproduzidas no final desta obra.
A Presidência da Federação Espírita Brasileira
Antonio Carlos de Mendonça Furtado de Menezes tinha sido um dos pioneiros, falecido no segundo período. Espírito superior, passara a guiar trabalhos práticos e sob sua direção espiritual fundara-se o "Grupo Espírita Menezes", primeiro a aderir à Federação. Em janeiro de 1889, o Espírito Menezes anunciou na Fraternidade, que Allan Kardec viria "fazer uma análise da marcha da doutrina no Rio de Janeiro, dirigindo-se a todos espíritas" (28). Realmente, em meado de fevereiro, veio o Espírito Kardec e pelo notável médium Frederico Júnior, que tantos trabalhos nos legou, deu as suas conhecidas "Instruções", para cuja leitura enviamos o benevolente leitor, que quiser compreender o seguimento desta crônica. (28) Op. Cit. A diretoria da Fraternidade reuniu as "Instruções", deu-lhe um prefácio e, numa conclusão, disse: "Não temos a pretensão de que só conosco esteja a verdade e de que sejamos os únicos no bom caminho, nem julgamos, nem muito menos condenamos a quem quer que seja.
Mas, mantendo a Fraternidade sempre perseverante e de pé, apesar de todas as lutas e adversidades, apesar da deserção da maior parte dos irmãos e filhos que aqui receberam a luz, que aqui desenvolveram suas faculdades (29), nós, aceitando as comunicações do Mestre sem idéias preconcebidas, estamos certos de que o Guia Ismael empunha o seu estandarte no seio desta sociedade, tenda levantada por ele mesmo, e para aqui chama todos os de boa vontade e sinceros nas suas convicções, que queiram concorrer para a formação do grande agrupamento donde parta a orientação e se irradie a luz da verdade". (O grifo é nosso.) (29) Op. cit. Refere-se a B. Sampaio, Sayão e outros do Grupo Ismael. Divulgadas as "instruções", Bezerra de Menezes foi dos primeiros que julgaram a comunicação preciosa. Tendo sido convidado, aceitou a presidência da Federação, esperançado de fazer um movimento no sentido
mostrado por Allan Kardec. Convocou todos os grupos para um congresso, que teve lugar em 31 de março de 1889. Compareceram 24 grupos, que aceitaram sua sugestão de pôr-se de lado qualquer das entidades existentes, e formar-se um Centro, em que cada grupo tivesse um representante. E cheio de animação, disse pelo Reformador de 1° de maio: "Por toda parte, em terra e nos ares, ouviam-se as vozes dos que clamavam por união dos espíritas, por ordem e regularidade em seus trabalhos. No meio dessa aspiração geral, baixou a "Fraternidade" o mestre Allan Kardec e, numa comunicação, que exalta os sentimentos de quem a lê, fez sentir os graves inconvenientes de continuarem os trabalhos espíritas como até aqui, e a urgente necessidade de dar-se uma organização séria ao exército que combate à sombra da bandeira de Ismael. Da Federação ergueu-se o brado de reunir e, mediante convite a todos os grupos espíritas da Corte, teve lugar uma assembléia, em que estiveram representados vinte e quatro grupos, dois terços pouco mais ou menos dos que trabalham entre nós.
Nessa assembléia, em que transparecia o ardente desejo de todos: de verem erguer-se, no Brasil, sobre as bases da união e da fraternidade, o templo do angélico Ismael, resolveu-se, por unanimidade, convocar um congresso constituinte, para se assentar no modo de dar-se satisfação à recomendação do Mestre, e aspiração de todos os espíritas. A esse congresso (constituinte) concorreram representantes de vinte o quatro grupos, que formaram a assembléia que o convocara, e mais dez novos, portanto trinta e quatro delegados dos grupos espíritas da Corte". Mais adiante: "Decretando, pois, o regime federativo como lei orgânica do Espiritismo no Brasil, o Congresso dissolveu-se... etc." A hora era, porém, de confusão, rivalidade e isolamento. Um Centro novo com programa antigo estaria destinado a viver o tempo necessário à eleição dos diretores. Os que não lograssem postos elevados haveriam de ir buscá-los em outra parte. Era, além disso, contra o pensamento do Espírito Kardec. Este convocara à união os kardecistas, não os espíritas (*), que "pelo orgulho se arvoraram em mestres na sua ignorância".
Dissera bem claramente ao fim da primeira comunicação: "Permita Deus que os espíritas a quem falo, que os homens a quem foi dada a graça de conhecerem em espírito e verdade a doutrina de N.S.J. Cristo, tenham a
boa vontade de me compreender, a boa vontade de ver nas minhas palavras unicamente o interesse do amor que lhes consagro". A união que o Espírito tinha em vista era, sobretudo, entre a Fraternidade e o Grupo de Estudos Evangélicos do Anjo Ismael, mais conhecido por Grupo Ismael "tout court", fundado em 24 de setembro de 1885 por Sayão e Bittencourt Sampaio (os "desertores" da Fraternidade), para onde iam a pouco e pouco passando "os irmãos e filhos que aqui receberam a luz, que aqui desenvolveram suas faculdades". Bezerra de Menezes, como kardecista, não compreendia que outros pudessem permanecer apenas espíritas; queria, entretanto, a união de "místicos" e "científicos". Talvez por isso não atentou desde logo à circunstância de referir-se o Espírito Kardec à centralização na Fraternidade, nem tampouco no fato de terem a União, desde 1882, a Federação, desde 1884, um programa federativo, unitivo. O resultado foi, como veremos, um grande trabalho em pura perda e contraproducente. (*) Nota da Editora: No século passado constumavam-se denominar os espíritas que compartilhavam do aspecto científico do Espiritismo de "científicos".
Os que encaravam o ESpiritismo como religião eram denominados "místicos". Chegou-se mesmo a denominar espíritas apenas os que aceitavam O Livro dos Espíritos como expressão da Doutrina Espírita, e Kardecistas os que se dedicavam com mais afinco ao estudo das demais obras escritas por Allan Kardec. Essas ramificações não mais existem, pois atualmente emprega-se o vocábulo espírita para identificar os que aceitam o Espiritismo ou Doutrina Espírita como um todo, em seu tríplice aspecto de ciência, religião e filosofia. Animado por uma comunicação do seu Guia Espiritual, Santo Agostinho ("A união dos espíritas e sua orientação vos são confiadas" (30)), e por outras de Romualdo, Daniel, Mont'Alverne, desdobrou-se em atividade. Na Federação, inaugurou em 23 de maio de 1889 a tradicional sessão de sexta-feira, em que explicava à massa ignara, atraída pelo maravilhoso das curas e desejosa da "proteção" do Invisível, "O Livro dos Espíritos". Na União, por conta da qual escrevia os "Estudos Filosóficos" de O Paiz, fazia conferências domingueiras sobre a aliança dos grupos, a organização do Espiritismo.
No Centro com os companheiros Dias da Cruz (da Federação), Lima e Cirne (da União), João Kahl (da Fraternidade), Sequeira Dias (da Academia), Antonio Sayão (do Ismael), Maia Lacerda, Xavier Pinheiro, Romualdo Nunes, Elias da Silva,
"representantes" de outros grupos, tratava de juntar as peças do "aparelho diretor do Espiritismo", do qual dizia ele "uma vez que é preciso alguém dar movimento à máquina, seremos esse alguém" (31). Fora disso, freqüentava os "trabalhos de desobsessão" do Grupo Luz e Caridade e traduzia as "Obras Póstumas". (30) Reformador, 1889. (31) Max, "Estudos Filosóficos", vol. 3. Ao fim do ano, muito sobrecarregado e desejando consagrar-se mais ao Centro, passou a presidência da Federação. Ia pôr a maquina em movimento. Todos os grupos do Brasil deveriam ser distribuídos em cinco determinadas categorias. Ao demais, atendendo a um pensamento do Espírito Kardec ("Para a propaganda precisamos dos elementos constitutivos dela. Pergunto: Onde a escola de médiuns"), aceitou, contra o parecer de Elias, a idéia de uma "Escola de Médiuns". Foi então que começou a ver que todo o seu esforço era baldado. Os melindres não permitiam a distribuição nominal dos grupos pelas respectivas categorias. Instalada solenemente a "Escola de Médiuns", só lhe apareceram professores... Em vão chamava os "representantes" às sessões. Nem mesmo a diretoria de cinco membros conseguia reunir...
Apelou para todos os grupos. Nenhuma resposta. Assim correram os meses de 1890 para o grande lutador e idealista. Enquanto se abandonava o Centro, procurava-se mais a Federação. O Dr. Polidoro Olavo de São Tiago, em janeiro de 1890, trouxe a esta uma iniciativa felicíssima: a instituição da Assistência aos Necessitados, nos moldes das conferências vicentinas. (Sabe-se que as conferências vicentinas tiveram no seu começo, 1883, um caráter espirítico: a visão da irmã Rosaria a intuição dos oito estudantes de direito, as reuniões hebdomadárias, as sessões abertas e encerradas com preces, a evocação do Espírito de São Vicente de Paulo, as decisões caritativas, visita domiciliar, a proteção de um guia espiritual sob que se acolhe cada conferência, tirado, em regra, dentre os santos cristãos, etc. Mesmo depois que a Igreja, doze anos mais tarde, em 1845, tomou a direção espiritual da Sociedade de São Vicente de Paulo, esse caráter espirítico permaneceu.) O Dr. Pinheiro Guedes trouxe à Federação "uma coleção importantíssima de livros sobre todos os ramos do conhecimento humano" enriquecendo,
de um dia para outro, a modesta biblioteca inaugurada por Elias da Silva, Antonio Gonçalves da Silva Batuíra, o nosso Batuíra, a quem São Paulo devia, naquela hora, o maior núcleo espírita do Brasil, maior do que Federação, União e Centro juntos, o primeiro na América do Sul que teve sede própria adrede construída, à rua Lavapés n° 4 antigo, com tipografia para a Verdade e Luz; trouxe igualmente à Federação, com o primeiro número desta revista, em fase nova, a 20 de maio de 1890, seu apoio moral, tornando-se daí por diante o representante em São Paulo dessa sociedade, Não era só no Brasil o movimento a favor da Federação. Uruguai, Argentina, Portugal tomavam-na para modelo de suas instituições, referindo-se aos seus trabalhos como "notáveis, aos quais muito deve a propaganda". A União também trabalhava, formando novos grupos pelo Rio e pelo interior. A que atribuir o fracasso do Centro?
Um dos diretores da Fraternidade fez a Bezerra estas ponderações: "Teria você entendido o verdadeiro sentido das "Instruções"? Nelas não se acha explícita uma convenção ortodoxa tendo por broquel dos Espíritos o Evangelho? Não indica claro que o centro, no qual tremula a bandeira de Ismael, é a Fraternidade? ("Ismael tem o seu templo e sobre ele a bandeira Deus, Cristo a Caridade. Ismael tem sua pequenina tenda, procura reunir todos os seus irmãos, todos aqueles que ouviram a sua palavra e a aceitaram como verdade: chama-se Fraternidade. Pertenceis à Fraternidade? Trabalhais para o levantamento desse templo, cujo lema é Deus, Cristo e Caridade?"). — Eureca! Convocou o Centro. Ninguém apareceu. Nova convocação. Ninguém. Insistiu, chamando a atenção para a importância do assunto. Ficou abandonado. Procurou os diretores e limitaram-se a dar-lhe "plenos poderes". Quase como representante de si mesmo, dirigiu-se à Fraternidade. Ali, estudava-se "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Kardec. (A mais remota divergência entre kardecistas e rustanistas teve
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.