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Capítulo 4 de 10
Editora Feesp — parte 3 de 8
Bezerra de Menezes · Canuto Abreu
A morte súbita de Kardec deixara o Espiritismo sem chefe e os pretendentes ao cargo apareceram em todos os pontos, dividindo, subdividindo, e retalhando as opiniões (21). Todos queriam uma união dos espíritas em torno dum centro diretor. Todos, porém, queriam ser esse centro. O rebanho sem chefe começara desde cedo a debandar e em torno da herança moral de Kardec esvoaçavam as aves de rapina. O Brasil refletia a mesma divergência e competição. Pareceu, por isso, a alguns oportuno criar, no Rio de Janeiro, um núcleo regular para dirigir o Espiritismo e orientar a propaganda. Essa sociedade, fundada em 2 de agosto de 1873, com estatutos impressos e notícias pela imprensa nacional e estrangeira, inclusive em Paris, tomou o nome de GRUPO CONFUCIUS. Não era uma homenagem ao grande filósofo chinês, mas a um Espírito, que vinha desde algum tempo, nos trabalhos particulares do Dr. Sequeira Dias, ensinando elevados princípios de moral. Na organização dessa primeira entidade jurídica do Espiritismo no Brasil entrou o elemento homeopático com preponderância.
Alguns de seus membros tornaram-se mesmo, com o tempo, notáveis médiuns curadores, que só empregavam a homeopatia. Eis sua primeira diretoria: Dr. Sequeira Dias, presidente; Dr. Silva Neto, vice-presidente; Dr. Joaquim Carlos Travassos, secretário geral, Sr. Eugenio Boule, 2° secretário; Sr. Marcondes Pestana, 3° secretário; professor Casimir Lieutaud, tesoureiro; Dr. Bittencourt Sampaio, Madame Perret-Collard e Madame Rosa Molteno, membros do Conselho Fiscal. A divisa da sociedade era: "Sem caridade não há salvação". Uma das formas de caridade era curar pela homeopatia. Ainda nesta fase, continuava, do mundo Invisível, o apostolado de João Vicente Martins, falecido em 1854, e Mure, em 1858. As principais receitas espíritas daquele tempo e durante muito tempo
ainda eram inspiradas por MARTINS e BENTO MURE. Nas preces dos médiuns, como o autor deste livro ainda alcançou, eram evocados esses dois nomes conjuntamente com o de outros Espíritos. (21) Justamente ao comentar o 1º número de "O Eco d' Além Túmulo", a Revue Spirite mostrou a nova orientação anti-kardedsta, que adotava, no próprio ano da morte de Kardec: "Segundo nós, o Espiritismo não deve ficar uma filosofia tolerante e progressista, abrindo os braços a todos os deserdados, qualquer que seja a nacionalidade e a convicção a que pertençam." "O Eco" defendia o Espiritismo cristão. (Revue Spirite, vol. 12, pág. 349).
Pelo GRUPO CONFUCIUS, na sua curta existência de menos de três anos, passaram quase todos os curiosos e crentes da época e muitos vieram de longe. A ele deve o Espiritismo brasileiro três serviços inestimáveis: a primeira tradução das obras de Kardec; a primeira assistência gratuita homeopática; a primeira revelação do nome do guia do Espiritismo no Brasil. Bezerra, que não era crente, nem curioso, não passou por ele. Mas Travassos, que havia empreendido a primeira tradução das obras de Kardec e levara a tarefa a bom termo, logo que saiu do prelo "O Livro dos Espíritos", levou um exemplar ao deputado Bezerra, entregando-lhe, com dedicatória. "Deu-mo na cidade e eu morava na Tijuca, a uma hora de viagem em bonde. Embarquei com o livro e, como não tinha distração para a longa viagem, disse comigo: ora, adeus! Não hei de ir para o inferno por ler isto... Depois, é ridículo confessar-me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas. Pensando assim, abri o livro e prendi-me a ele, como acontece com a Bíblia. Lia.
Mas não encontrava nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto tudo aquilo era novo para mim!... Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava em "O Livro dos Espíritos"... Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, como se diz vulgarmente, de nascença..." (22) (22) "Reformador", 15-7-92.
O GRUPO CONFUCIUS era espiritista puro. O art. 28 dos estatutos adotava somente "O Livro dos Espíritos" e "O Livro dos Médiuns". Os kardecistas principiaram a reclamar. Achavam que o Espiritismo puro, sem o kardecismo, não vingaria no meio popular, numa nação visceralmente cristã. A melhor propaganda devia ser calcada no Cristianismo. Apoiado no Evangelho, na moral de Jesus, no kardecismo enfim, o êxito seria uma questão de tempo. Essa opinião era tratada com calor. Os kardecistas queriam fechá-la. O "Guia" procurava a conciliação no terreno puramente espírita: "Nossa missão, como a vossa, é de virmos ao encontro da boa vontade. Cristo disse: "Quando vos reunirdes em meu nome, estarei no meio de vós". A nós, que não somos o Mestre, cumpre o dever de assistir-vos, encorajar-vos e dizer-vos: Homens de boa vontade, que a fé, a caridade, a união animem vossos corações, para que os bons Espíritos sejam convosco. Animados desses sentimentos, que a todos almejamos, vereis aumentar as vossas forças, decupletar os meios de fazer o bem.
E se tiverdes humildade para reconhecer que estes fatos são dons de nosso Pai e não o efeito de vossa personalidade, as bênçãos descerão sobre vós e tereis a glória de haver colocado a mão na obra de regeneração, aplicando a lei do progresso. Coragem, fé, perseverança e seremos sempre convosco. Confucius."O Espírito Kardec explicava: "Trabalhar na vinha do Senhor é levar aos vossos irmãos a coragem, a consolação, a resignação e sobretudo a esperança, quando encarnados, e indicar, aos desencarnados, a via da felicidade que perderam. Trabalhai sem cessar e sereis assistidos, esclarecidos e abençoados". Mas o Espírito, a quem todos rendiam homenagem, em quem o próprio Confucius e o próprio Kardec, para só falar dos grandes, reconheciam um missionário para o Brasil, parecia apoiar os kardecistas. Em suas raras e preciosas mensagens, repetia sempre: O Brasil tem a missão de cristianizar. É a terra da promissão. A terra de todos. A terra da fraternidade. A terra de Jesus. A terra do Evangelho. Não foi por acaso que tomou o nome de Vera Cruz, de Santa Cruz. Não foi por casualidade que recebeu desde o berço o leite da religião cristã. Não foi sem significação que a viram os primeiros navegadores debaixo do Cruzeiro
do Sul. Na Era Nova e próxima, abrigará um povo diferente pelos costumes cristãos. Cumpre ao que ora ouve os arautos do Espaço, que convocam os homens de boa vontade para o preparo da Nova Era, reconhecer em Jesus o chefe espiritual. Com o Evangelho explicado à luz do Espiritismo, a moral de Jesus, semeada pelos jesuítas e alimentada pelos católicos, atingirá a sua finalidade, que é rejuvenescer os homens velhos, que aqui nascerão ou para aqui virão de todos os pontos do globo, cansados de lutas fratricidas e sedentos de confraternidade. A missão dos espíritas no Brasil é divulgar o Evangelho em espírito e verdade. Os que quiserem bem cumprir o dever, a que se obrigaram antes de nascer, deverão, pois, reunir-se debaixo deste pálio trinário: Deus, Cristo e Caridade. "Onde estiver esta bandeira, ai estarei eu, ISMAEL (22a)." (22a) Cada vez mais no Brasil, seguimos esta orientação, lutando pela prevalência do Espiritismo Religioso. Em vez de união e harmonia foi a divisão e a discórdia, que surgiram, enfraquecendo o Grupo, para o extinguir em menos três anos.
Os kardecistas o foram abandonando e fundando, nos próprios lares, ou em certos lares, grupos particulares para o estudo exclusivo do "Evangelho Segundo o Espiritismo." Em 26 de abril de 1876 um grande número fundou a primeira sociedade evangélica regular denominada "Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade". Um dos chefes, Bittencourt Sampaio, presidia os trabalhos e receitava homeopatia sob inspiração. No dia 11 de setembro de 1878, o advogado Antonio Luiz Sayão, vendo moribunda e desenganada a esposa, resolveu acompanhar Cândido de Mendonça até Bittencourt para pedir uma receita aos Espíritos. A homeopatia indicada curou-lhe a mulher em pouco tempo e conquistou para o kardecismo um dos seus maiores valores. Contemporânea da de Kardec, a obra de Roustaing já era estudada aqui. Bittencourt era rustanista e Sayão se tornou o seu melhor discípulo. Não havia ainda a fronteira entre kardecista e rustanista.
Muitos elementos bons a homeopatia espírita conquistou para o Espiritismo. E maus, também.
Houve um homem, que chamaremos por professor T., a quem coube o papel de opositor dos planos de Ismael. Conhecemo-lo já bastante velho e alquebrado, mas ainda no posto infeliz que o destino lhe reservara. Não queremos crer que agisse só pela força de seus sentimentos. Atuou antes como médium do escândalo necessário. O professor T foi durante toda a vida o médium do escândalo para os kardecistas. Inteligente, ativo, operoso, conhecendo suficientemente o Espiritismo, possuindo uma esposa com faculdades mediúnicas notáveis, pôde, pelo maravilhoso que fazia, arrastar muitos incautos. Foi Bezerra de Menezes quem combateu e venceu, usando para isso duma violência inusitada nos arraiais espíritas, como veremos. A "Sociedade Deus, Cristo e Caridade" agasalhou, em seu redil, esse terrível lobo e o resultado foi a separação entre "místicos" e "científicos", onde só deveram existir cristãos espíritas. Os "místicos" abandonaram-na e foram fundar, em 2 de março de 1880, a "Sociedade Espírita Fraternidade", levando consigo, segundo diziam, o estandarte de Ismael. Queriam, portanto, ser o centro diretor do Espiritismo brasileiro, do qual Ismael era considerado o chefe espiritual.
Augusto Elias da Silva
Augusto Elias da Silva, ao lançar em 21 de janeiro de 1883 o Reformador, que havia de marcar o início do quarto período (1883-1893), era ainda neófito e quase desconhecido. Datava de fins de 1881 o começo de seus estudos, numa sessão da Academia, diante de uns cinqüenta "científicos". "Deus me perdoe os falsos juízos que então formei da ilustre diretoria. Saí mais incrédulo do que entrei e com o desejo de desmascarar os membros da "Academia", se os reconhecesse especuladores ou, então, se fossem apenas visionários, convencê-los do seu erro" (23). Para isso continuou a freqüentar sessões e a ler "O Livro dos Espíritos". Pelo raciocínio, antes que pela observação, a bastilha de prevenções foi sendo abalada e certo dia caiu. Rendeu-se nobremente de corpo e alma e com tamanho ardor que, entre tantos veteranos, foi quem primeiro escreveu, em junho de 1882, uma réplica à Pastoral do mesmo mês e ano em que o Chefe da Igreja, no Rio de Janeiro, declarava: "Devemos odiar pelo dever de consciência".
Não conseguindo inserir o artigo em nenhuma folha, entrou a alimentar o desejo de possuir um jornal próprio ao serviço das idéias liberais. E quase sozinho, fazendo sacrifício acima das possibilidades, pois era apenas dono de um atelier fotográfico, concretizou a idéia seis meses depois. "Órgão evolucionista", o Reformador propunha-se a renovar os costumes. Tinha uma secção "consagrada a todas as corporações científicas, filosóficas e literárias", e outra para o Espiritismo. Editado o primeiro número, saiu a procurar colaboradores. (23) Reformador, 1891. Naquela hora as forças católicas estavam em marcha. Dos púlpitos fluminenses despejavam-se insultos e insinuações. Sendo impossível ao católico, como disse Carlos de Laet, distinguir o Demônio invisível do seu evocador visível, o "ódio por dever de consciência" era contra o espírita.
Não se pensava em salvar o "endemoninhado". Segundo a lei de Moisés, citada na Pastoral, cumpria exterminá-lo. Elias foi bater à porta liberal de Bezerra de Menezes. Este o aconselhou a seguir naquele momento uma política discreta, não revidar com as mesmas armas, opor contra o ódio o amor, esperar que os vagalhões da maior força religiosa do país se acalmassem. Afrontar o temporal seria uma imprudência. Era conveniente conquistar, e não combater o católico. E, enquanto o Dr. Antonio Pinheiro Guedes, médico homeopatista, com o pseudônimo de Guepian, o Marechal Francisco Raimundo Ewerton Quadros, com o pseudônimo de Freq, procediam à análise serena da Pastoral e dos ataques católicos, Bezerra de Menezes, com as iniciais A. M., comentava o catolicismo do ponto de vista geral, revelando grande cabedal teológico e de história. Desta forma coube ao Reformador a glória de publicar as primícias daquele que seria depois, a partir de 16 de agosto de 1896. o maior escritor, o maior orador, a maior opinião do kardecismo brasileiro.
Para travar com maior probabilidade de vitória a luta contra "os quatro inimigos do Espiritismo: o materialismo, o positivismo, o racionalismo e o catolicismo", era imprescindível a união dos espíritas. O Reformador defendeu, por isso, o ponto de vista da União Espírita do Brasil, que era criar "um centro, no Rio, formado por delegados de todos os grupos". Não se tardou, porém, a perceber a dificuldade do plano. Não querendo ligar o Reformador a "nenhuma sociedade ou grupo espírita já organizado" (24), Elias e seus amigos Quadros, Xavier Pinheiro, Fernandes Figueira, Silveira Pinto, Romualdo Nunes e Pedro da Nobrega, deliberaram, no Natal de 1883, fundar uma sociedade nova destinada a federar todos os grupos por um programa equilibrado ou misto. Esses amigos costumavam reunir-se em casa de Elias, à rua da Carioca n° 120, as terças, para confraternização espiritual e resolveram transformar esse grupo íntimo numa entidade jurídica de vastos horizontes. Na reunião seguinte, 1° de janeiro de 1884, aprovaram o plano duma FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. O médium Manoel Fernandes Figueira leu um
interessante acróstico de "federação espírita brasileira", escrito na véspera, 31 de dezembro de 1883, em cujos dois últimos versos se pôde ver a verdadeira finalidade da agremiação: Reunindo em um forte, indissolúvel laço A crente comunhão espírita brasileira! (24) Id., 1893.
Federação Espírita Brasileira
Encontraram-se no dia seguinte, 2 de janeiro, e aclamaram-se primeiro diretório (Quadros, Figueira, Silveira Pinto, Xavier Pinheiro e Elias). Assentaram outrossim que o Reformador passaria a ser órgão da Federação, de 15 de janeiro em diante. Marcaram, ainda, o prazo de sessenta dias para a adesão dos que quisessem figurar no Quadro dos Fundadores e fixaram o dia 9 de janeiro para a primeira sessão. Nesta, foi tomada uma resolução que estava fadada a ser o golpe mais feliz da iniciativa: "Comunicar às Associações Espíritas estrangeiras a fundação da sociedade". Isso assegurou desde logo à Federação uma hegemonia, que ainda mantém. Insistia-se, portanto, na fracassada aspiração do Grupo Confucius e criava-se uma sociedade com o mesmo objetivo da União. Embora amigo de todos os diretores, Bezerra de Menezes não quis inscrever-se entre os fundadores. Sua hora avizinhava-se, não tinha, porém, soado. O campo, em que semearia depois até a morte, era aquele, mas ainda estava em preparo. Os pioneiros, os desbravadores, não faziam senão iniciar o trabalho, que a ele caberia completar.
Reuniam, na inconsciência dos que obedecem aos desígnios divinos, os materiais necessários ao chefe. Elias levara para o campo a sua ferramenta: o Reformador; Pinheiro Guedes, a sua, a homeopatia; Quadros, a sua esperança geral de harmonia; Figueira, a sua intuição que está no nome da sociedade. Essas dádivas de primeira hora seriam nas mãos de Bezerra de Menezes os elementos da vitória e ainda o são hoje da sua conservação. Não bastavam, entretanto, as ferramentas. O primeiro ano foi de aliciamento de trabalhadores. O nome da sociedade fora escolhido com o sentido usual de aliança de grupos, tal como, desde o ano anterior, se empregava na França e na Inglaterra; mas os grupos eram, afinal de
contas, as pessoas dos respectivos chefes. Reunidas estas, a adesão dos grupos seria a conseqüência natural. No segundo ano começou a colheita. Em 23 de janeiro de 1885, aderiu o primeiro grupo: o "Grupo Espírita Menezes". Houve uma sessão solene: "O fato, que hoje celebramos, é uma esplêndida vitória, digna de figurar nos anais de nossa sociedade e vem trazer-nos uma animação segura para continuarmos na marcha encetada" (Reformador, 15 de Fevereiro de 1885). Logo em seguida, principiou o Presidente Quadros a primeira série de conferências públicas. Por este sistema de propaganda conseguiu-se, nesse ano, o concurso de elementos prestigiosos na sociedade fluminense, que eram simpatizantes, mas se conservavam retraídos: Dr. Francisco de Menezes Dias da Cruz, o grande homeopata, ainda vivo (24a). O Dr. Castro Lopes, o filólogo, o homeopata, o escritor estimado. E muitos outros. A conferência de Dias da Cruz, em novembro de 1885, foi legítimo sucesso espírita. Não menor foi a de Castro Lopes em dezembro do mesmo ano. O público apreciava a palavra graciosa e erudita deste humanista.
No mês anterior, ele proferira uma conferência científica, no Instituto Politécnico, diante do Imperador D. Pedro II e de um auditório seleto. Como era de esperar, o anúncio de uma conferência, agora espiritista, pelo mesmo homem de letras arrastou à Federação uma assistência incomum. Para comportar maior número de ouvintes, o Presidente Quadros resolveu que as seguintes conferências se realizassem de então por diante numa sala mais vasta. (24a) Desencarnado a 30/10/1937.
Fora uma inspiração. Por notável que haja sido a segunda conferência de Castro Lopes, em 1° de julho de 1886, no amplo salão da Guarda Velha à rua Senador Dantas, não se pode compará-la, no êxito social, na retumbância da opinião pública, na celeuma que levantou em todos os arraiais cariocas, em todo os círculos, principalmente políticos, na sociedade médica e na Igreja Católica, ao acontecimento verdadeiramente extraordinário, que se registrou no dia 16 de agosto de 1886. "Um auditório de cerca de duas mil pessoas da melhor sociedade" (25) enchia a sala de honra da Guarda Velha para ouvir em silêncio,
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