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Capítulo 9 de 11

Parte 9 de 10

A Vida no Outro Mundo · Cairbar Schutel

ferrugem não extingue. Eis porque é indispensável, àquele que não quiser sofrer, mas gozar, acumular esse fortuna incorruptível. Mas façamos um esforço intelectual, ergamo-nos num salto mais arrojado, atravessemos essas camadas superpostas e elevemo-nos até à órbita da Terra. A órbita é o caminho que o nosso mundo percorre, é a área em ele como que tem direito de agir, de andar, de caminhar. Os demais mundos espirituais que o circundam, têm, também, suas órbitas ainda que mais fluídicas na medida da rarefação de cada um, e fazem também o seu percurso anual. A Terra percorre a sua órbita velozmente; caminha 107 quilômetros por hora, gastando, no seu itinerário, 365 dias, 6 horas, 9 minutos e 9,5 segundos. Além desse percurso, que é o de translação, o nosso mundo tem o movimento de rotação em torno do seu eixo magnético, em que gasta 23 horas, 56 minutos e 4,095 segundos. Pois bem, outros planetas do nosso sistema têm os mesmo movimentos; uns fazem o seu percurso em menos tempo, outros em mais, sempre em relação à distância em que se acham do Sol. Todos Têm sua atmosferas superpostas, formando diversos mundos, e cada um deles caminha na sua órbita, na sua estrada de ar, no seu caminho de luz. Acresce ainda que todos esses planetas, e suas camadas atmosféricas, são habitados por seres, mais ou menos inteligentes do que nós. Podemos, entretanto, afirmar que

entre os mundos do nosso Sistema Solar: Mercúrio e Vênus são inferiores à Terra; Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno lhe são superiores. Vênus e Mercúrio estão mais próximos do sol, fazem o seu movimento de rotação com o seu eixo muito inclinado; não podem ser superiores, pois as condições de vida ali são demasiado inclementes. Devem existir planetas onde as condições de Vida podem ser mais promissoras. A Terra é, pois, o 3° planeta, não só na ordem de distância do Sol, mas também, talvez, quanto às condições de inferioridade; aqui predominam o mal, o sofrimento, a ignorância. E que diremos desses dois planetas ainda mais atrasados que a Terra? Pois é justamente para esses planetas, e outros em formação, que estão sendo exilados os Espíritos rebeldes, que fizeram da Terra um inferno dantesco, bem como aqueles em cujo coração predomina o mal.

Ocorre com o nosso planeta o que se deu com outros planetas: foi preciso excluir da sua Humanidade os rebeldes e retardatários que entravavam o seu progresso.19 É a Raça Adâmica da lenda bíblica, que foi excluída do i Paraíso, para sofrer, aqui, as conseqüências dos seus erros, e, ao mesmo tempo, trazer-nos o progresso conquistado. E é de se notar que essas vagas deixadas pelos Espíritos que saem serão preenchidas por espíritos de melhores condições, sendo, por isso, perfeitamente aceitável a descida

19 Esta Exclusão, “separação dos bodes e das ovelhas” de que fala Jesus, em Mateus 25:32, é feita no plano espiritual; os Espíritos renitentes no mal são levados a reencarnar em mundos inferiores. Allan Kardec trata deste assunto no capítulo XI de A Gênese.

ao nosso mundo de Espíritos de outros planetas: saem os piores, vêm os melhores. O que, porém, se precisa frisar, é que a vida normal do Espírito não é na Terra, mas sim nessas esfera, ou mundo extraplanetários que constituem o Mundo Espiritual. A existência terrestre não é mais que uma encarnação, uma espécie de internato onde cada qual se vem especializar num certo conhecimento, adaptável à sua modalidade ii 20 inconsciente psíquica, onde permanece para sempre. Por exemplo: o indivíduo, desde a sua fase consciente, em que a inteligência predomina, pode ter 2000 anos, e apenas contar 8 ou 10 existências terrestres de 40 anos em média, umas pelas outras. Isto quer dizer que, no Mundo Espiritual, existem muitos meios de instrução, muitos estabelecimentos de ensino, muitas escolas de progresso, além dos que existem na Terra. E as reencarnações, na Terra, dependem do grau de materialidade dos Espíritos que aqui se encarnam, sejam de que ordem forem, tanto os mais atrasados como os mais adiantados, pois mesmo entre estes, inúmeros se encontram imersos na materialidade, assim como, no Mundo Espiritual, conquanto ainda pertencentes aos graus de inferioridade do que à materialidade. Poderíamos dar vários exemplos neste sentido, mas o deixamos a cargo dos estudiosos, que poderão comprovar estes enunciados que dizem da existência, no Mundo Espiritual, de exemplares de

20 Vide: Evolução Anímica, de Gabriel Delanne; O Inconsciente, e Do Inconsciente ao Consciente, do Dr. Geley

tudo o que existe na Terra: belos animais, adestrados corcéis que cortam as planícies com improvisadas carruagens, espécies belíssimas de cães, cuja inteligência e lealdade ultrapassam, quase sempre, os Espíritos materializados que ainda povoam este mundo. Todos os Espíritos têm um lugar no Mundo Espiritual, e cada um deles recebe instrução, proteção e auxílio daquele que lhe é superior. A harmonia e a ordem regem esse mundo admirável. Durante as encarnações, o Espírito grava, numa parte do seu “inconsciente”, os conhecimentos que adquire. Quando volta ao Mundo da Realidade, acrescenta, às demais parcelas de conhecimentos adquiridos, mais esse da sua última existência. Pode-se figurar o enunciado como um livro branco, cujas páginas o escritor enchesse, à razão de uma por dia. Na Vida Maior, o Espírito retoca, corrige, aumenta esses conhecimentos, até que, com a sua relativa perfeição nessa esfera, completa a obra, para começar uma outra em mais elevada esfera. De modo que, na nossa existência, há sempre atos a modificar, princípios a corrigir e conhecimentos a adquirir. Só depois do progresso realizado, progresso esse que é sempre relativo, é que terminamos a nossa obra, e, ou começamos logo outra, ou nos dedicamos à divulgação dessa obra, para depois iniciarmos a seguinte. O “inconsciente” é o conjunto dos “conscientes” modificado, corrigido, aumentado. Só a real individualidade, o Ser total, o possui na integra, ao passo

que o “consciente” é uma espécie de caixa de registro da “personalidade”, ou seja; do “ser encarnado”. Finalizemos este capítulo dizendo mais uma vez: estamos muito longe de ter feito uma resenha perfeita do Mundo Espiritual. Estas linhas não representam mais que um ligeiro vislumbre, um esforço de boa vontade para fazer entrever o futuro que nos aguarda, repleto de luzes e gozos inesperados.

Trabalho e Ocupações dos Espíritos

O Universo não é um campo infinito, sem movimento e sem ação, um deserto onde se brada e ninguém responde, um abismo que traga almas, um sorvedouro onde tudo desaparece e se extingue. Ao contrário, o Universo é uma oficina eterna, onde o martelo do progresso não cessa de fazer-se ouvir, é uma arena infinita e eterna de labor, de estudos, de elevadas diversões, de amenos recreios, onde nascem, crescem, se educam e progridem todos os filhos de Deus. O Universo é semelhante a uma nação, a um país bem dirigido, onde a ordem, a harmonia, o trabalho, a alegria, a abundância são mananciais de bem-estar e de felicidade para todos. Todos os seres e todas as coisas são aproveitadas para o aformoseamento dos mundos terrestres e extraterrestres, que flutuam nos espações e constituem as múltiplas moradas da Casa de Deus.

Todos os Espíritos, desde os menores até os maiores, desempenham trabalho de utilidade no Mundo Invisível. Assim como, aqui na Terra, desde o arquiteto até o servente, concorrem para a construção de um edifício, utilizando nela o barro, a madeira, o ferro, o metal, assim também no Mundo invisível, tudo é aproveitado, todos agem, tudo está em movimento. E nesse trabalho, nessas lutas, nessas diversões educativas, os Espíritos estudam, pesquisam e progridem para se elevarem a um posto superior, para se aproximarem da felicidade. Cada qual no seu mundo, na sua esfera, manipula a matéria à sua disposição, estudando, por múltiplas formas, o Bem e o Belo, aproximando-se, finalmente, de Deus. Não há ociosidade, não há desocupados no Além e, aqueles que persistirem na indolência, o acicate da dor logo os fustiga e faz que tomem posição nas lutas da Vida. Há Espíritos, em número muito grande, que trabalham, exercem missões inconscientemente, obedecendo a ordens e a planos superiores. Uns percorrem os mundo, instruem-se e se preparam para nova encarnação, ou para se elevarem a uma região mais propícia. Outros tratam do progresso, dirigem os acontecimentos, sugerem idéias. Outros tomam, sob sua tutela, indivíduos, famílias inteiras, e se constituem os seus anjos tutelares. Outros, ainda, presidem os fenômenos da Natureza, de que se fazem agentes diretos. Muitos intervêm nos mundos materiais, inspirando e protegendo os

encarnados. Outros, os mais atrasados, perturbam os homens, influindo sobre os acontecimentos da vida; muitas vezes, assistem aos combates durante as guerras, e até os dirigem. A mitologia considerava os Espíritos como divindades; representava-os como deuses, cada qual com sua atribuição especial. Uns eram encarregados dos ventos, outros do raio, outros de presidir os fenômenos da vegetação. Hoje sabemos que essas concepções têm sua razão de ser; em certo sentido, até os fenômenos geológicos são presididos por Espíritos Superiores. Mas os Espíritos não se limitam a esses afazeres, pode-se dizer materiais. Nos mundos em que habitam, mundos de maravilhas da Arte, de instituições científicas, de princípios religiosos altamente nobres, o seu principal escopo é adquirirem conhecimentos e trabalharem para a coletividade, para o aformoseamento ainda maior dessas regiões em que se acham, e para mais acentuado progresso moral dos seus semelhantes. É assim que organizam reuniões de estudo teóricos e práticos sobre tudo o que concerne à aquisição de conhecimentos; prodigalizam benefícios aos que sofrem; zelam pelos Espíritos que passam desta vida para o Além, iniciando-os nessa outra existência, concorrendo para o seu progresso, velando o seu crescimento, protegendo-os contra a investida de outros seres inferiores, aos quais também corrigem. O trabalho no Mundo Espiritual está de acordo com a elevação e aptidão de cada um. Aqui na Terra não se daria

o serviço de carpinteiro a um sapateiro, ou vice-versa, assim como não se confiaria um posto elevado a um analfabeto; assim também é no Além. Em suma: os Espíritos, sejam eles da categoria que forem, todos são obrigados a trabalhar pelo seu próprio aperfeiçoamento, a concorrerem para o bem-estar geral, a cooperar para a evolução da região onde residem. O Universo, pois, é um extraordinário concerto em que a evolução é a nota principal.

Considerações Imortalistas A inviolabilidade das leis da Natureza constitui um dos mais belos princípios do Espiritismo. Só mesmo a Verdadeira Filosofia poderia proclamar esta verdade, afastando para bem longe dos seus ensinos todo o caráter miraculoso que o sectarismo invoca, quando quer fazer prevalecer idéias errôneas, sem base demonstrativa e sem o amparo de argumentos lógicos para se poderem manter de pé. De fato, as leis da Natureza são invioláveis, ninguém as pode aniquilar; inacessíveis a todas as investidas, são invulneráveis às mais poderosas forção. Submissas somente à Vontade Suprema, que as estabelecem com onisciência e perfeita previsão da sua ação sábia e benfazeja, elas permanecem e permanecerão, fruto do fiat lux do Verbo que tudo fez e criou.

Não há, portanto, milagre, nem sobrenatural nos fatos, nos que se vão desenvolvendo às nossas vistas, por mais assombrosos nos pareçam. O fogo, a luz, o vapor, e eletricidade, os raios vitais, as claridades ódicas21, as ondas hertzianas, os íons, os elétrons, existem na Natureza, de toda a Eternidade, embora só tivessem sido descobertos com o corres do tempo e o progresso das gerações. A Verdade se manifesta sempre oportunamente, e quando inteligências amadurecidas estão aptas para recebela. Ela, como a principal manifestação da Lei Divina, não vem cercada de privilégios nem de exclusivismos: é sóbria em seus cometimentos, regendo, de modo admirável, a evolução dos povos nos seu incessante caminhar para um progresso cada vez maior em perfeição, sem jamais atingir um limite final, pois não existem delimitações em estância alguma do Universo.

No plano físico, das formas, os mundos, os corpos, tudo progride na ânsia insaciável da Estética, do Belo; no plano psíquico, os seres se transformam e se aperfeiçoam, na Ciência, na Arte, na Moral, nos meios de comunicações que entretêm as relações fraternas, para aperfeiçoamento das raças, dos Espíritos, que se elevam para a Espiritualidade. O homem anseia por luz, e Deus lhe envia luz; o homem sente desejo e necessidade de progresso, e Deus lhe faculta meios de ascensão para os planos superiores da criação. Em 1848, a pequena Aldeia de Hydesville, nos Estados Unidos,

21 A Força Ódica é o nome dado em meados do século XIX a uma hipotética energia vital ou força vital pelo Barão Carl von Reichenbach. Von Reichenbach cunhou o nome do deus nórdico Odin em 1845. O estudo da Força Ódica é chamado de odologia.

foi abalada por fenômenos supranormais que se originaram no seio da família Fox e vinham, por certa forma, estabelecer uma nova orientação na vida dos homens, entregues à materialidade. Já anteriormente, em 1837, o Dr. J. Larkin, médico na Cidade de Wrenthan, Massachusetts, interessado nos fenômenos do magnetismo, obtivera, até 1847, uma série de fenômenos transcendentes, tão maravilhosos, ou talvez ainda mais, que os verificados em Hydesville. Não eram esses fatos senão a reprodução acentuada de outros tantos que vinham definitivamente abrir uma era nova para a Humanidade. Pelo menos, é o que se pode concluir das visões de Emmanuel Swedenborg e das diversas experiências supranormais realizadas por Yung Stiling, Lavater, Escheumayer, Zschkke, Eckartshausen, Schumann, Werner, Gasner, Oberlim, bem como pelo Dr. Justinus Kerner, citadas cuidadosamente em outra obra pelo autor deste livro, com o fim exclusivo de demonstrar a generalidade da ocorrência desses fenômenos, que outra coisa não eram senão a manifestação natural de certas leis, a suscitar a necessidade de uma meticulosa observação que conduziria o homem à compreensão dos motivos que determinaram esses fenômenos. Deve-se ver que tais fatos se reproduziam com intensidade por toda parte, espontaneamente e, também provocados, como se verificou em algumas comunidades de Quakers, nas experiências espíritas de Affonso Cahagnet,

com a sonâmbula Adéle Maginot (1845/1848), e com o célebre vidente americano Andrew Jackson Davis, cujas obras expõem bem claramente as suas visões supranormais e as suas transcendentes revelações. Em toda a Europa, a seu turno, não se falava em outra coisa, senão nas “mesas girantes”, novidade que chegou a constituir divertimento de salões. Foi quando, em vista de tão insólitas e perturbadoras manifestações, surgiu, nascido em Lyon, um missionário que, pondo em relevo os fatos antigos, assinalados na História, absolutamente semelhantes aos que se estavam produzindo, e, de acordo com o pensamento de Jesus Cristo, exarado nos Evangelhos, proclamou a Nova Revelação estabelecida para guiar a Humanidade no caminho da Espiritualidade, para que se fizesse, no mundo, o Reino da Paz e da Eternidade! Todas as manifestações do saber teriam de receber, irrevogavelmente, um novo impulso – a Ciência, despojando-se do orgulho de falsos conhecimentos, e a Religião, do apego a dogmas e ao mercantilismo, unirse-iam sob as bases inflexíveis da imortalidade. O reinado do Outro daria lugar ao império da Verdade, para que os povos, livres dos preceitos autoritários das Academias e das Igrejas realizassem, pelo estudo, pela meditação e pelo trabalho, as suas altas aspirações.

Esse trabalho másculo de desvendamento espiritual, verdadeiro deslumbramento para nós outros, que jazíamos nas sombras da ignorância, essa codificação dos novos ensinos, que abrangem todos os ramos do conhecimento humano, não podia prescindir da ação de uma inteligência robusta, acima de todas as inteligências terrestres, caracterizada pela sobriedade, pelas capacidade de altos raciocínios, pela humildade a para da sabedoria e elevada moral. Foi justamente nessa ocasião que surgiu na França uma das maiores celebridades que o nosso mundo hospedou: Hyppolite Léon Denizard

Rivail. Com lógica, clareza e concisão que as suas obras revelam, o grande Missionário tornou-se o maior expoente da Verdade que o mundo precisava receber para a transformação e redenção de seus habitantes. Aí estão os seus livros, onde os leitores poderão, à semelhança do sedento, imergir os lábios no cálice do Vinho Novo, para se desfazerem das concepções obsoletas do passado, preparando-se para surtos grandiosos nas amenas regiões da Vida Eterna. O que se nota de extraordinário em todas as ocorrências verificadas, desde o alvorecer dos fenômenos que vieram despertar a Humanidade imersa em letargo, é que, entre tantos sábios de nomeada e tantos sábios, rabinos, a escolha

22 Hippolyte Léon Denizard Rivail foi um influente educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec, notabilizou-se como o codificador do Espiritismo, também denominado de Doutrina Espírita.

para a Revelação da Doutrina, que os fatos demonstram, recaísse num homem que, embora portador, como tantos outros, de diplomas, não ostentasse as insígnias acadêmicas conferidas aos sábios do mundo. Neste, como em tantos outros exemplos, parece prevalecer o ditame do Mestre Jesus, segundo o qual “Deus revela seus conhecimentos aos humildes e os esconde dos sábios orgulhosos”. _ Pois, não é verdade que as manifestações psíquicas vêm de eras imemoriais e se têm reproduzido no mundo em todos os tempos, referendadas por todos os códigos sagrados, e que não existe uma só família em todas as cidades e países que ignore esses fenômenos, cujas narrativas passam de pais a filhos como herança de valor? _ Não é verdade que essas manifestações têm despertado os filósofos para o estudo do problema da sobrevivência? _ Não é verdade que a idéia intuitiva das religiões sacerdotais, que ensinam a crença na Imortalidade, é devida a esses fatos, que têm sido constatados em todas as Igrejas? _ Pois, se assim tem sido em todos os tempos e em todos os países, por que não nos veio dos “mestres dos povos”, dos “guias das almas” a explicação desses fenômenos, a causa dessas manifestações? _ Por que essa nova Revelação não foi transmitida por intermédio das Igrejas oficiais e oficiosas que se jatam

da posse absoluta da Verdade e se dizem os únicos expoentes autorizados, únicos Pontífices da Palavra de Deus?! A História Religiosa responde perfeitamente a estas interrogações. _ A Revelação do Sinai e a Revelação Cristã seriam, porventura, veiculadas pelas igrejas daqueles tempos? _ Qual o papel representado pelo Farisaísmo e Saduceísmo em face da Revelação Cristã? _ Qual a influência do Bramanismo em face da Revelação de Buda? Vemo-lo escrito nas páginas da História: sempre que a Humanidade tem de receber mais uma Luz, seja no terreno religiosos, seja no científico, o Senhor, em vez de se prevalecer de sacerdotes e de acadêmicos que pontificam na Religião e na Ciência, utiliza-se, ao contrário, de pessoas absolutamente estranhas e alheias às doutrinas convencionais e dogmáticas. Parece até que a sentença de Jesus Cristo: “não se põe vinho novo em odres velhos”, tem, nesses casos, peremptória confirmação. Esta confirmação é tão categórica que se chega a ver o despeito que as Ciências Humanas, ou antes seus corifeus, têm manifestado contra as novas verdades que nos vêm tirar da imobilização, do círculo vicioso em que eles têm feito permanecer a Humanidade. Outro tanto se pode dizer das religiões oficializadas, infensas, contrárias, em todos os tempos, às novas descobertas e às verdades novas.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.