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Capítulo 8 de 11

Parte 8 de 10

A Vida no Outro Mundo · Cairbar Schutel

aprendeu na existência precedente, com o fim de se aproximar da perfeição. Se ele fez sofrer seus semelhantes na Terra, sofrerá. Se tem grande talento, o aperfeiçoará aqui, pois, se vós aí tendes boa música ou outra qualquer classe de arte ou ciência, as daqui ainda são muito melhores. A Música é uma das mais poderosas forças do nosso mundo para se alcançar a perfeição do Espírito. Há aqui magníficas escolas para instrução dos Espíritos de crianças. Nelas permanecem até aprenderem tudo o que se refere à Terra e aos demais mundos, bem assim a todos os reinos que se acham sob o cetro de Deus. Aqueles que aqui receberam instrução como Espíritos de crianças, quando chegam a ir para o vosso mundo, ostentam o mais refinado e belo dos caracteres. Os que passaram sua existência material em trabalhos físicos, têm de aprender tudo, enquanto aqui permanecem. O trabalho é uma coisa maravilhosa, e os que se tornam discípulos de Espíritos, aprendem consideravelmente.

Os Espíritos literatos se convertem em grandes oradores e falam e ensinam com palavras eloqüentes. Aqui também há livros, mas de gênero diferente dos vossos. O que estudou leis na Terra entrará na escola dos Espíritos para se aperfeiçoar na Justiça. O soldado que professe culto à verdade e à honra, guiará os Espíritos de qualquer de nossas esferas em suas lutas pela fé em Deus”.

Sir Conan Doyle também recebeu mensagens, no seu “círculo familiar”, de diversos Espíritos, referentes à vida

no Além. Vamos citar duas mensagens, de acordo com o nosso tema: Diz Conan Doyle: “Em nosso círculo, um Espírito feminino falou da vida no Além, respondendo à pergunta que lhe fizemos: _ O que fazes aí? _ Eu me ocupo de música com as crianças e de outras tantas coisas. Mas trabalho muito mais do que na velha Terra. Aqui não há quem suscite disputas e isto contribui para que a felicidade seja maior e mais completa. _ Dize-nos algo sobre a tua vivenda. _ É encantadora. Jamais vi na Terra o que se lhe possa igualar. E quantas flores! Por toda parte variedade extraordinária e de várias cores. E seus perfumes são maravilhosos! _ Podes descrever as outras casas? _ Não poderia alterar sua paz. Há momentos em que se necessita estar somente em comunicação íntima com a Natureza. Cada casa é um oásis, além do que, há surpreendentes panoramas e outros lugares de seres bons, amáveis e alegres, pelo fato de viverem no meio de tantas belezas. Não há na Terra mente alguma que possa conceber esta alegria e esta formosura” Outra mensagem é a seguinte: “Por amor de Deus, sacudi e despertai essa gente que não quer crer! O mundo precisa saber o que existe aqui.

Aqui não há lutas nem maldades. Interesso-me por muitas coisas de caráter humano, sobre tudo pela regeneração e progresso do mundo terreno. Eu sou dos que, aqui, trabalham pela vossa causa em íntima relação convosco. Não temais; a luz será tanto mais viva quanto mais profundas forem as trevas que atravessais. Logo ela aparecerá, se Deus quiser. Nada poderá impedi-la. Não há poder das trevas que resista um minuto à luz divina. Todos os que pugnam contra a luz serão varridos. Apoiai-vos em nós, que o nosso auxílio é grandioso. _ Onde estais/ _ É muito difícil explicar, devido às condições que aqui imperam. Eu me acho num lugar onde queria estar, o melhor que eu podia desejar. Dali mesmo estou em contacto íntimo convosco, que viveis na Terra. _ Qual o vosso alimento? _ Não se parece em coisa alguma com o vosso: é muito mais agradável e delicado. Tudo o que constitui frutos raros, essências deliciosos e outras coisas desconhecidas na Terra. Grandes surpresas vos esperam, todas belas e nobres, doces e radiantes. A vida na Terra é unicamente um preparativo para estas esferas. Sem esse preparativo eu não teria podido entrar neste mundo glorioso e admirável. Na Terra trabalhamos e nos preparamos: este mundo é o prêmio, nosso verdadeiro lugar, nossa verdadeira vida, o sol depois da chuva!

Por nossa parte folgamos imenso que essas mensagens estejam correndo mundo, pois só assim o homem trabalhará pelo seu futuro.

As Revelações de Swedenborg Infelizmente (ou felizmente) nada havíamos lido sobre Swedenborg. De Swedenborg somente conhecíamos o nome e a fama, como um grande Espírito e um grande médium. E já havíamos concluído esta obra, para entrega-la ao prelo, quando nos veio à mão um grande capítulo sobre Swedenborg e suas visões, seu modo de encarar a Religião, sua filosofia, sua biografia. Lemo-lo com sofreguidão, pois tudo que os grandes homens têm dito e escrito, não tem outro fim senão o de nos ilustrar e nos fazer progredir, gerando a luz que nos guia nas vicissitudes da vida. Deliberamos, então, adiar para o dia seguinte a entrega da obra ao prelo, para incluir nela algo do que lemos, principalmente o que se refere, ao modo de ver de Swedenborg sobre a vida no Além. Swedenborg, ou antes, Emmanuel Swedenborg, foi um grande engenheiro de minas e grande autoridade em Metalurgia. Natural da Suécia, onde foi também militar, contribuiu para o sucesso das campanhas de Carlos XII da Suécia. Alta autoridade em Astronomia e em Física, escreveu obras eruditas sobre as marés e a determinação da latitudes.

Além disso, tinha profundos conhecimentos de Zoologia e Anatomia. Financista e economista político, elevou-se ainda acima de Adam Smith. Conhecia a Bíblia a fundo; foi um teólogo nato. Tudo isso, porém, nada é em face de suas faculdades psíquicas. Swedenborg foi o fundador de uma doutrina, baseada toda ela sobre a outra vida, por meio de comunicação com os Espíritos. Ele dizia que este mundo nada mais era que um laboratório de almas, um campo de experimentação em que o material se aperfeiçoa e libera o espiritual. Desde criança se revelou grande vidente. Suas faculdades psíquicas manifestaram-se em diversos momentos de sua vida. O que, porém, de Swedenborg mais no interessa para esta obra, são as suas revelações sobre a Outra Vida. Segundo ele, o Outro Mundo consiste em um número de esferas diferentes, que representam certo grau de luminosidade e de felicidade, a cada uma das quais vamos depois da morte, segundo nossas condições espirituais. Ali somos julgados de maneiras automática, por uma espécie de lei espiritual, que determina o resultado total da nossa vida, de sorte que a absolvição e o arrependimento no momento da morte nenhum valor têm. Ele viu, naquelas esferas, a reprodução do que há neste mundo. Viu casas, nas quais viviam famílias; templos; salões de reuniões para fins sociais; palácios; etc.

A morte, segundo Swedenborg, não devia ser temida, visto a presença de seres espirituais que assistiam aos agonizantes, e os iniciavam na nova existência. Os recémchegados, dizia ele, passavam por um período imediato de repouso, depois do que recobravam os sentidos em poucos dias. E acrescentava: _ “Ao morres, nada perdemos do nosso eu; tornamonos até mais perfeitos do que no nosso estado corpóreo. Conservamos nossas faculdades, nosso modo de pensar, nossas crenças, nossos preconceitos. As crianças são bem recebidas no Outro Mundo, sejam ou não batizadas. Aí elas crescem e são adotadas por mulheres jovens, até que lhes apareçam suas mães verdadeiras. Não há castigo eterno. O matrimônio, em forma de união espiritual, constitui uma unidade humana, cada homem com sua mulher” Enfim, Swedenborg fala do trabalho dos artistas, das flores, dos frutos, dos bordados, da Arte, da Música, da Literatura, das Ciências, das Escolas, do Museus, dos Colégios, das Livrarias, etc., tudo isso existente e fazendo parte do Outro Mundo. _ “Os que, velhos, enfermos, decrépitos, deformados, abandonam este mundo, renovam, na Outra Vida, a sua juventude e recobram gradualmente o pleno vigor. Os casados continuam juntos se seus sentimentos mútuos permanecerem inalterados. Caso contrário, o matrimônio fica sem efeito. Os amantes que se adoram não ficam separados pela morte, o Espírito do falecido permanece

unido ao do sobrevivente, até que ambos se reúnam na Outra Vida”. Enfim, a Doutrina de Swedenborg é Espiritismo puro; ele não pode deixar de ser um precursor da Nova Revelação. É Verdadeiramente interessante essa maneira de ver o Mundo dos Espíritos naquele tempo, muito antes de se acentuarem as manifestações dos Espíritos neste mundo. De nossa parte, é com muito prazer que levamos esses princípios ao conhecimento dos nossos leitores, por ver que se acham de acordo com o escopo deste livro, cujos ensinos, repetimos, recebemos antes de termos lido qualquer coisa referente ao Outro Mundo.

A Complexidade do Mundo Espiritual

Não será para admirar que muitos, ao lerem este livro, principalmente na parte que trata do “plano da vida após a morte”, recebam com indiferença, e mesmo com cepticismo, as descrições que damos d Vida no Outro Mundo. Alheios às coisas espirituais; viciados por um culto rotineiro que não fala à razão nem ao coração; passivos às injunções sacerdotais, que têm sufocado as mais belas aspirações humanas, para descortinar o seu futuro, o homem, preso ao dogma e a bastardos ensinos que têm desvirtuado a natureza íntima da Outra Vida, não pode

deixar de se admirar da complexidade do Mundo dos Espíritos. _ Como acreditar sem indispensável preparo, que, em vez de um Céu abstrato, de indolente contemplação, de um Purgatório purificador, de um Inferno de chamas, existe um Mundo absolutamente complexo, onde há tudo o que é preciso para que a vida normal do Espírito não se ressinta da falta dos meios necessários ao seu bem-estar e, simultaneamente, ao seu progresso? _ Como crer na existência de parques, cidades, avenidas, casas, edifícios, jardins, flores, no Outro Mundo, se os ensinos clericais nos pintam a Outra Vida com cores muito diversas, como se ela fosse o extremo limite da existência, a última etapa a que irremediavelmente teríamos de chegar e que resolveria absolutamente a nossa condição futura?

A Revelação dos Espíritos veio produzir uma revolução completa nas idéias da Humanidade sobre a outra vida. Contrariando toda conjectura e todas as concepções humanas, os Espíritos se manifestaram e nos trouxeram notícias esclarecidas do Mundo em que habitam, e essas revelações, longe de terem caráter pessoal, têm sido dadas em todos os pontos do globo e em épocas diversas. E elas foram julgadas concludentes por homens de grande valor, como Conan Doyle, Oliver Lodge, Carl du Prel e outros.

Este último, ilustre cientista, no seu livro “_La Mort I’Au Delà – La Vie Dans I’Au Delà”, afirma que possuímos, realmente, uma metafísica e acrescenta: _ “Tudo o que é imperceptível aos nossos cinco sentidos, tudo o que não reage sobre a nossa organização, - e é, provavelmente, muito, - tudo isso pertence ao domínio de uma metafísica. Nós não sabemos se, para apreciar as coisas, nos faltam ainda dez sentidos ou talvez cem. O além não é senão um Além, além dos nossos sentidos, que é o desconhecido neste mundo. A crença infantil dos povos colocou o além nas esferas superiores, porque consideravam a Terra como o centro do Universo. Copérnico pôs fim a esta concepção errônea; devassou o Além e deslocou o Céu. Mas se colocarmos o Além mesmo neste mundo, ele será nosso e ninguém poderá no-lo arrebatar. A linha de demarcação entre este mundo e o Além não e geométrica; ela é traçada pelas nossas sensações.

Este mundo e o Além não estão próximos um do outro; ao contrário; eles estão um no outro, de sorte que, a despeito de Copérnico, nós possuímos um além. Nenhuma prova nos foi dada de que iremos para um outro lugar depois da morte. É preciso, então, até que venha uma prova contrária, que consideremos o corpo astral, que sobrevive à morte, como permanecendo neste mundo após a desencarnação. Se os fantasmas e as materializações que o Ocultismo Moderno nos mostra são reais, devemos admitir que o Além é um lugar de onde se pode voltar. O mais racional seria, então, admitir que este mundo e o Além se

acham no mesmo plano. Diz-se que os fantasmas “voltam”; não é isto uma expressão gratuita? É mais justo dizer que os seres que aqui se acham invisíveis aos nossos olhos, sofrem uma condensação da matéria do corpo astral, tal como observamos nas sessões espíritas, e bastaria que tivéssemos uma intensidade maior de percepção para os ver. O corpo astral é a essência do nosso ser – vemo-lo agir telepaticamente por meio de sua faculdades ocultas, ele se torna visível na exteriorização e nos casos de telepatia; logo devemos também admitir que toda a substância terrestre possui, como o ser animado, uma substância metafísica. Existe, então, um mundo físico que, no espaço, não faz senão um, com o nosso mundo terrestre. Eis o que entendia o Espírito Estella, dizendo: “_Nós possuímos tudo o que

vós possuís: jardins, flores espirituais em abundância” . Julgar que só o homem possui uma alma imortal, é provocar a pergunta: por que este privilégio seria dado aos asnos de duas patas e não aos de quatro? E se nós reconhecemos que os dois mundos se entrelaçam, temos resolvido um problema muito perturbador, e não temos necessidade de ir procurar um Além separado de nós no espaço”. Estas considerações do ilustre cientista são muito razoáveis. E a tudo isto precisamos acrescentar as construções e criações fluídicas operadas com a força do pensamento e da vontade, assuntos de que Allan Kardec

18 Vide: Perty – Spiritualisme, 37.

tratou magistralmente no Livro do Espíritos, no Livro dos Médiuns e o que outros reveladores têm feito mais circunstanciadamente ainda. Pode-se, finalmente, concluir, de tudo isso, que os seres viventes, após à morte do invólucro físico, permanecem no Além, em meios que lhes são peculiares, conservando, até ulterior evolução, a forma que tinham na Terra, nos ares, nas águas. É assim que se pode entender o fato de ser o nosso mundo um reflexo do Mundo dos Espíritos, que é revelado agora, não mais como uma abstração, mas, sim, como uma realidade; e parece-nos razoável sejam as plantas, as flores, nesse mundo, muito mais belas e perfumadas que as nossas, pois, em sua essência, não poderiam deixar de ser, bem assim os animais, muito mais inteligentes e bonitos que os terrenos. Constituindo o Espírito e seu princípio intelectual, a Individualidade, e, durante a encarnação terrestre, a personalidade, parece claro que, aquela, abrange certas faculdades metafísicas que a embelezam e enobrecem ao passo que a personalidade fica adstrita a um limite ocasional. E, assim submetidos, não à Evolução da Espécie, mas à Lei da Evolução Anímico, tanto num mundo como no outro, os Espíritos, de acordo com as suas necessidades psíquicas, pelos renascimentos sucessivos, ou seja pela reencarnação, sobem com mais ou menos brevidade a escada do progresso para atingirem a Perfeição Espiritual.

Por isso é que se diz que os dois Mundos, o terráqueo e o dos Espíritos, são solidários, reagindo um sobre outro, além de que as Entidades de maior progresso neste último concorrem com as suas luzes para a evolução coletiva, ora ensinando, ora protegendo os seres que se acham sob sua guarda. Repitamo-lo: a outra vida não é uma concepção abstrata, mas constitui um mundo complexo digno de atenção e onde acumulamos os nossos melhores tesouros, tesouros incorruptíveis que nos garantem a verdadeira felicidade.

Os Planos Subseqüentes ao Mundo Espiritual

Após o relato sobre o Plano Espiritual, que sucede à vida corpórea, cumpre-nos dizer algo sobre o mais Além. É claro que, a esse respeito, não podemos apresentar grandes conhecimentos, aliás, parece suficiente saber o ponto da jornada a que temos de chegar. Daí para diante, outras luzes nos iluminarão a estrada, e novos conhecimentos melhor nos esclarecerão para demandarmos a meta que o Pai nos assinalou. Em todo o caso, podemos aventurar mais um passo no Caminho do Futuro que nos espera e tecer algumas considerações sobre a Vida Superior. Todos devem saber que a nossa atmosfera, desde aquela que circunda o globo, até a que fica na fronteira dos outros planetas, como já dissemos não é igual. Pela mesma forma vemos que o nosso

mundo é constituído de camadas sobrepostas, conforme ensina a Geologia. As escavações mostram camadas que se sucedem de distância a distância. Na atmosfera dá-se o mesmo; ela é composta de camadas superpostas. Da Terra a uma certa distância, a matéria que existe em abundância, é o oxigênio, gás imponderável aos sentidos humanos, não obstante matéria ainda, dado que muito grosseira aos sentidos da alma, sentidos psíquicos, ou espirituais. Pois bem; em subindo, mais diminui o oxigênio, e assim por diante, a matéria vai-se rarefazendo, tornandose cada vez mais sutil. Isto acontece sempre gradativamente, porque na Natureza não pode haver transições bruscas. Nada passa de um estado para outro, sem que primeiro passe por um estado intermediário. Esses círculos que envolvem a Terra, e se diferenciam pela fluidez da matéria que os compõe, são as Esferas Espirituais, cada qual mais adiantada em sentido ascendente, do Mundo do Espíritos. São outros tantos mundos, cada um mais evoluído, mais perfeito, mais belo e admirável que o precedente.

Os Espíritos, que nunca deixaram as regiões inferiores, só podem fazer pálida idéia desses planos superiores, e, ainda assim, se algum Espíritos Superior lhes revelar. Entretanto, não resta dúvida de que cada mundo inferior é o reflexo do mundo imediatamente superior, e, assim como a matéria se rarefaz, elevada a quintessência, assim também, quanto mais afastados estiverem os planos espirituais mais adiantados serão os

Espíritos que neles habitarem, devido à fluidez, à rarefação, em suma, à perfeição da matéria em que se acham. É lógico, pois, e concludente, que sempre vamos subindo para um estado melhor aproximando-nos gradativamente, da mais real felicidade, pois esta depende da espiritualização. E, para melhor incentivar os Espíritos no trabalho contínuo de evolução, ocorre uma lei natural, segundo a qual aqueles que moram nos degraus superiores podem baixar aos degraus inferiores; mas aqueles que moram nos planos inferiores não podem subir aos superiores, assim como aquele que mora no 3° andar de um edifício, além de gozar ar mais puro e vista mais agradável, pode vir para baixo mais facilmente, descendo escadas; mas aquele que mora nos pavimentos inferiores não pode subir senão mediante algum esforço; espiritualmente, tal subida nem é possível, salvo em condições especialíssimas. O estabelecimento das residências no Mundo Espiritual não se realiza, como acontece no plano terrestre, com a reunião dos afortunados ou dos desafortunados.

Aqueles, aqui, têm recursos e moram em grandes e boas casas; os que não os têm, moram nos arrabaldes, nos sítios e em casebres. E os desafortunados do mundo, parece, só existem para servirem aos que têm fortuna! No Plano Espiritual não é a mesma coisa: lá, as moedas correntes são a virtude e o conhecimento; em duas palavras; Caridade, Sabedoria. São estes os tesouros que os ladrões não roubam, os vermes não estragam, as traças não róem, a

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.