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Capítulo 3 de 11
Parte 3 de 10
A Vida no Outro Mundo · Cairbar Schutel
1) Pelas descrições dos sujets magnetizados. 2) Pelas afirmações dos sensitivos, acordados, de Reichenbach. 3) Pelas experiências do Dr. Maxwell. 4) Pelas experiências de De Rochas, controlando a existência e a cor do eflúvio por meio da eletricidade e do espectroscópio. 5) Por meio de fotografias espontâneas de duplos dos vivos. 6) Pelas efluviografias do Dr. Luys e outros pesquisadores. Estes testemunhos são concordantes e vêm de observadores que trabalharam em condições diversas: os rigorosos resultados obtidos nos garantem a existência incontestável dos eflúvios, que escapam do organismo em certas condições. Como se vê, o Espiritismo é um campo aberto a novos estudos de fisiologia, dos quais os senhores médicos não podem prescindir, sob pena de quererem persistir na ignorância dos novos descobrimentos, atitude sempre condenável, tanto mais que estas descobertas vêm dar uma nova extensão à Ciência, chamada, como disse Allan Kardec, para a constituição de uma nova Gênese.
Existência do Perispírito e Desdobramento da Personalidade
Desde que foi constatada a existência do perispírito, abriuse novo campo de estudos da Vida, e a Moderna Psicologia, com os seus princípios de livre exame e suas recomendações de experimentação e pesquisa, veio ampliar os estudos que se faziam sobre a Vida, demonstrando, cabalmente, que a alma não é o produto, o resultado das funções nêuricas e cerebrais, mas, ao contrário, é a causa dessas funções, como o maquinista é o agente que faz funcionar a máquina, e o músico é o autor da melodia. Escreve Gabriel Delanne3: “Na formação da criatura vivente, a vida não fornece, como contingente, senão a matéria do protoplasma, matéria amorfa, na qual é impossível distinguir o menor rudimento de organização, o mais pequeno indício daquilo que será o ser vivente. A célula primitiva é absolutamente a mesma em todos os vertebrados; nada indica em si que ela dará nascimento a tal indivíduo de preferência a tal outro, pois que a sua composição é idêntica para todos.
Convêm, portanto, admitir, aqui, a intervenção de um novo fator, que determine em que condições será construído o edifício vital. É ao perispírito que é necessário recorrer-se, porque ele contém em si o desenho determinado, a lei onipotente que servirá de regra inflexível ao novo organismo, e que lhe designará, segundo o grau da sua evolução, o lugar que deverá ocupar na escala das formas...”
3 Vide: Evolução Anímica.
É preciso que fique bem esclarecida a existência do perispírito para se compreender com facilidade a imortalidade da alma. O perispírito não é uma criação nova destinada a resolver dificuldades. Ele representa o corpo da alma, pois não se poderia conceber uma alma sem corpo. Esse organismo é conhecido dos antigos cristãos. São Paulo denominou-o corpo espiritual. Tertuliano diz que a corporeidade da alma é afirmada nos Evangelhos: Corporalitas animae in ipso Evangelio relucescit; e acrescenta: se a alma não tivesse um corpo, a imagem da alma não teria a imagem do corpo. “De Anima”. (Cap. 7,8 e 9). Santo Agostinho recebeu do Bispo Evódio, de Uzale, uma carta na qual este fazia referência a muitas aparições que havia visto, e para bem explicar a natureza desses fenômenos, que ele atribui às almas de defuntos, pergunta: “Quando a alma abandonou esse corpo grosseiro e terrestre, não permanece a substância incorpórea unida a algum outro corpo, não composto dos quatro elementos como este, porém mais sutil, e que participa da natureza do ar ou do éter? Acredito que a alma não poderia existir sem corpo algum”.
“Obras de Santo Agostinho, f. 2. °”. o São João de Tessalônica, fez a seguinte declaração no 2. (787) Concílio de Nicéia: “Sobre as almas, a Igreja decide que são, na verdade, seres espirituais, mas não completamente privados de corpo, ao contrário, de um corpo tênue, aéreo ou Ígneo”.
Mas não é só o testemunho dos ilustres doutores que podemos lembrar, pois todos os psicólogos antigos e modernos têm feito referências ao corpo que envolve a alma, dando-lhe somente um nome diferente do que usamos, de acordo sempre com o idioma que usavam: Em hindu, Linga-Sharira; Em hebraico, Nephes; Em egípcio, Ka ou Bai; Em Grego, Ochéma. Pitágoras nomeava-o Eidolon ou carro sutil da alma; Cudworth (filósofa inglês), chamava-o de mediador plástico; Os ocultistas e teosofistas chamam-no de corpo astral. Com a constatação desse corpo a Ciência deu um grande passo, pois agora se explica magnificamente o mistério da forma especifica do indivíduo, o desenvolvimento embrionário e pós-embrionário, a constituição e a manutenção da personalidade, as reparações orgânicas e todos os outros problemas gerais da Biologia, que idéia diretriz de Claude Bernard, espécie de entidade metapsíquicos-biológica, tornava incompreensíveis e confusos. A resolução do problema da vida, como o da morte, depende, exclusivamente, do estudo do perispírito, cujas provas são tão abundantes que podem ser até demonstradas pela fotografia.
Os leitores talvez conheçam os trabalhos do Comandante Darget, do Dr. Baraduc e do Conde De Rochas, que põem em foco o duplo humano. As provas apresentadas por estes investigadores são positivas e não admitem contestação. Enfim, a bilocação dos médiuns é um fato digno de estudo. A este respeito, o Spiritualist, de 1875, publicou um caso muito interessante, que o Dr. Gabriel Delanne aproveitou para ilustrar uma das suas obras. Eis a narrativa: “Um negro chamado H. E. Lewis possuía grande força magnética, da qual fazia exibição em reuniões públicas. Em Blackeat, no mês de fevereiro de 1856, numa dessas sessões, ele magnetizou uma moça a quem nunca tinha visto. Depois de à ter mergulhado em sono profundo, ordenou-se que fosse até a casa dela e que, em seguida contasse ao público aquilo que tivesse visto. Ela declarou, então, que via a cozinha e que aí se achavam duas pessoas ocupadas em trabalhos domésticos. Lewis mandou que tocasse numa dessas pessoas. A rapariga começou a rir e disse: “Toquei-as, porém elas estão com muito medo!”. Voltando-se para o público, Lewis perguntou se alguém conhecia a rapariga. Sendo-lhe respondido afirmativamente, propôs que uma Comissão fosse ao seu domicílio. Diversas pessoas prontificaram-se a isso, e, quando voltaram, confirmaram em todos os pontos o que a rapariga havia dito.
A casa estava efetivamente numa balbúrdia e em profunda excitação, porque uma das pessoas, que se achavam na cozinha, declarara ter visto um fantasma, e que este lhe tocara o ombro”. Inúmeros casos destes são relatados nos anais do Psiquismo. Haja vista Santo Antônio de Pádua, aparecendo em Lisboa para livrar seu pai da forca. O Sr. Brackett, investigador muito prudente e céptico, assim se exprime quando trata de dar o seu testemunho a fatos de igual jaez: “Vi centenas de formas materializadas; em muitos casos, o duplo do médium era tão parecido, que eu teria jurado ser ele o próprio médium, se não tivesse visto este duplo desmaterializar-se à minha vista, e, imediatamente depois, verificado que o médium estava adormecido”. Um caso mais recente foi noticiado pela Revue Spirite; passamo-lo para estas páginas, a título de curiosidade.
“Um bispo sueco, visitando as igrejas da Lapônia, encontrou um mágico lapão, a quem repreendeu por espalhar a superstição, utilizando-se de suas faculdades à procura de objetos roubados, desaparecidos, etc. O mágico resolveu propor uma experiência, e o bispo pediu-lhe que dissesse o que fazia naquele momento, sua família em Upsala. Então o lapão mergulhou num êxtase tal, que o médico chamado ficou inquieto pela sua vida, visto que parecia estar sem consciência, como morto. Meia hora depois, voltou ao seu estado normal e disse ao bispo que sua senhora e uma menina, naquele momento, escamavam um peixe na cozinha, em Upsala.
Para demonstrar bem que seu duplo tinha estado lá, em casa do bispo, pegou no anel da senhora, que ela tirara do dedo para preparar o peixe, e escondeu-o no caixote de carvão, na cozinha. Quando chegou a Upsala, o bispo fez-se acompanhar de testemunhas e dirigiu-se imediatamente à cozinha, encontrando o anel precisamente no lugar indicado pelo lapão. A senhora confirmou que, de fato, naquele dia e hora, estava a arranjar um peixe, para o que havia tirado, do dedo, a aliança de casamento, tendo-a perdido. Ela e a criada tinham visto um lapão (coisa rara em Upsala) de pé na cozinha, sem que o tivessem sentido entrar, e o qual desaparecera misteriosamente. A visão fora tão real, que ela se dirigira à polícia a queixarse do lapão pela falta do anel, ao que a polícia respondera não ter podido encontrar, em Upsala, o menor vestígio do lapão, presumido ladrão”. Parece claro que, se ainda vivo, o homem pode ser visto fora do seu corpo, é que a sua personalidade não consiste somente nesse corpo. Melhor testemunho da existência da alma revestida de seu corpo psíquico, ou perispírito não pode existir, além de que, como já vimos, a fotografia constata a veracidade desse princípio.
O Perispírito e Suas Propriedades Funcionais
O perispírito é o órgão por excelência da alma. Ele vem resolver todas as dificuldades aparentes, explicando perfeitamente a vida. Só por ele a memória pode ter explicação razoável, assim como todo o movimento de
agregação e desagregação, de fluxo e refluxo da matéria de que é constituído o corpo carnal, com a sua organização e reorganização de tecidos. O perispírito é o conservador da forma e do equilíbrio vital; é ele que mantém a tonalidade do organismo, além das propriedades psíquicas que lhe são peculiares. Além de tudo, o perispírito não está em ação unicamente quando unido ao corpo carnal; mantém-se pronto a funcionar logo que se desembaraça do corpo físico. Esta afirmação nada tem de estranha, quando consideramos a vida do feto no seio materno, onde é dotado de todos os órgãos, sem que, entretanto, se utilize d maioria deles. Inativos durante a vida pré-natal, os órgãos só começam a funcional no momento do nascimento do ser, e sua ação só se estabiliza com o desenvolvimento completo do indivíduo. Parece que a luta pela existência é que proporciona o funcionamento dos órgãos inativos, mas existentes no seio materno.
Primeiro são os órgãos vocais, depois os visuais; o estômago começa a trabalhar, os pulmões a respirar; os braços, as pernas e assim por diante, até que o cérebro entre em vibrações para a rude tarefa da vida em prol da perfeição espiritual. Uma comparação bem lembrada relativa ao problema filosófico e biológico, aplicável ao perispírito, é a metamorfose da lagarta.
Allan Kardec já se havia utilizado dessa imagem que, certamente, não pode ser tomada ao pé da letra, para dar uma idéia do espírito revestido do seu invólucro corporal na vida terrestre, e do seu invólucro psíquico, na vida futura: “a lagarta encerrada na crisálida e depois renascida como borboleta, senhora dos ares”. Essa analogia nos faz lembrar a descrição que o inglêsaustraliano Sr. J. Brown fez, do que vira sua filha, por ocasião da morte de um filho. Ao lado do leito do moribundo, ela descrevia a seu pai a separação entre a alma e o corpo, pouco mais ou menos como o descreveu Jackson Davis. Sem o espírito revestido do respectivo invólucro, que adquire propriedade funcionais4, à medida que os seres passam, gradativamente, do animal inferior ao homem, o transformismo não passa de concepção abstrata, ao passo que, com a idéia do perispírito, tudo se concilia e melhor se esclarece, pondo nos devidos termos a explicação materialista da hereditariedade, influência do meio, etc. O conhecimento do perispírito vem, pois, trazer-nos os seguintes esclarecimentos: 1.° - O Espírito não é um produto dos nervos e do cérebro, pois preexiste, sobrevive e manifestase após a desagregação desses órgãos;
4 Vide: Evolução Anímica e o Espiritismo Ante a Ciência, de Gabriel Delanne.
2.° - Possui um organismo fluídico, que o envolve durante a vida carnal e o individualiza ainda após à separação do corpo material; 3.° - Explica a conservação do tipo individual, apesar da renovação incessante de todas as moléculas; 4.° - Explica a reparação das partes lesadas; 5.° - Explica o equilíbrio das funções vitais apesar da renovação das células. Além de todas essas considerações, poderíamos acrescentar que só com o auxílio do perispírito se poderão explicar as manifestações do inconsciente, tantas vezes constatadas nas sessões experimentais do nosso tempo e por todos os magnetizadores que souberam penetrar nos refolhos da psique humana.
O Perispírito nos Seres Inferiores
Assim como cremos, piamente, na existência da alma humana, após acurados estudos e provas demonstrativas, que temos recebido em abundância, cremos também na existência da alma animal, ou seja, na existência de um princípio anímico que se revela subjetiva e objetivamente nos seres inferiores. E este princípio, como acontece no reino hominal, tem uma forma “orgânica”, característica, que podemos, pelo mesmo modo, denominar – perispírito.
Não só o homem é dotado desse órgão, necessário às funções que exerce; todos os animais mantêm essa idéia diretriz, que é de indispensável utilidade fisiológica. O cão, o gato, o cavalo, o tigre, o leão, os pássaros, os peixes, os quadrúpedes de toda espécie, os répteis, até os mais insignificantes insetos, todos são dotados desse organismo, que existe neles ainda invisível para nós e que designa em cada parte e a cada elemento, seu lugar, sua estrutura e suas propriedades. É uma como tela vital que representa o desenho ideal de um organismo. Esse organismo é suscetível de progresso, estando, portanto, sujeito à lei do transformismo, de acordo sempre com a evolução da alma ou do espírito que o reveste. O animal terrestre morre, o seu corpo se decompõe, mas a alma sobrevive inteira, completa, conservando a memória das suas existências passadas. É no perispírito que se gravam, pois, todas as lembranças. Estas considerações têm por fim deixar ver que, na Outra Vida, encontraremos espíritos de animais, como de seres que já pertencem, pelo seu grau de evolução espiritual, ao reino hominal. A prova desta afirmação está nas aparições dos animais, constatadas nos anais do psiquismo. O Dr. Ernesto Bozzano chegou a reunis avultado número dessas manifestações póstumas em seu livro denominado Animali e Manifestazioni Metapsichiche.
Conquanto grande parte desses espíritos permaneça pouco tempo no Mundo Espiritual, sendo, pouco depois de desencarnados, dirigidos por Espíritos Superiores para tomarem novas encarnações como disse Allan Kardec, os mais evoluídos podem permanecer por mais tempo no Outra Vida, até ulterior deliberação dos Espíritos dirigentes, ocasião em que tomam novos corpos, de acordo, sempre, com o seu grau de adiantamento, passando, então, o perispírito de cada um por transformações adequadas à espécie em que vêm viver. Nossa humilde obrinha não comporta a reprodução de relatos que bem orientem os leitores sobre essa aparições de animais, mas vamos escolher dois ou três para exemplo. Este primeiro relato, extraído da revista Light, vem assinado pelo psiquista inglês Sr. Peters; “No que concerne à sobrevivência dos animais, observei um fato curioso, antes de me tornar espiritualista. Eu estava doente e recebia habitualmente a visita de um gato, que pertencia à proprietária da casa em que eu residia. Cada tarde, um pouco antes da completa obscuridade, ele vinha ao meu quarto, dava uma volta com um ar solene, depois saía novamente.
Um dia me disseram que o gato tinha morrido, mas essa notícia fugiu-me da memória e, cada tarde, o gato vinha como de costume. Entretanto, uma noite eu me lembrei, de repente, que o gato estava morto. Como nessa época eu nada sabia dos fatos psíquicos, e como via o gato distintamente, pensei que o
sofrimento me havia deixado louco, mas no fim de algum tempo deixei de receber a visita do gato. De outra vez, achava-me numa reunião de família e estava em plena conversação com um dos meus hóspedes, quando vi, de repente, um grande cão; este parecia tão real, que o descrevi com pormenores e meu hóspede o reconheceu: tratava-se de um cão estimado, que fora de sua família".
Mme. Agullana, em seu livro (La vie Vécue d um Médium Sprite), narra outro caso muito interessante. É o seguinte:
“Eu estava em Condons, no escritório de M. T...., conversando com este e sua senhora, quando tive uma visão singular que narrei ao casal. Eu lhes disse que via um Espírito, um senhor, personagem que lhes descrevi. No mesmo instante, apareceu-me um cão cuja cor e aparência eu narrei. Ele percorreu a loja do s.r. M. T. e passou entre louçãs e porcelana. A cada momento o tal senhor dizia: “Vem aqui, Médor!”, como se estivesse crente de que o cão pudesse quebrar algum objeto. Este senhor era morto há 8 anos, disse-me M. T..... Era um dos seus melhores amigos, e fora para ele um irmão. Quanto ao cão, era, de fato, do tal senhor, chamava-se Médor e morrera havia um ano aproximadamente”.
O Sr. Robert Austin publicou na North Somerset Gazette o seguinte, cuja veracidade ele afirma:
“Seu pai, o Juiz Austin, era conhecido amador de cães e possuía um, espanhol, que lhe tinha grande afeição. Era seu companheiro inseparável. O cão, depois de certo tempo, morreu; uma semana após, o Juiz Austin estava em casa de um amigo, em Cliffon, com o qual palestrava. Quando se despediu e ia saindo, uma moça escocesa, que se achava então na casa, perguntou quem era esse senhor acompanhado de seu cão. A dona da casa respondeu que era o Juiz Austin, mas acrescentou que ele não tinha cão algum consigo. Ela respondeu que estava vendo distintamente, com ele, um cão, e descreveu exatamente o aspecto de um velho cão espanhol e mesmo a sua atitude peculiar para com seu dono, que era a mesma que tinha, quando vivo, com o Juiz Austin. Narrando o caso o s.r. Austin disse: “vós podeis pensar o que quiserdes deste caso, mas ele é verídico”.
Os casos de aparições de cães, cavalos, gatos, bois, etc., são bem numerosos, e vêm provar a sobrevivência animal. Esses seres, como dissemos, manifestam-se com o seu corpo psíquico – ou perispírito. A imortalidade é a prerrogativa dos seres, desde a mais ínfima à mais elevada na escala da criação, e esses espíritos, quanto mais evoluídos forem, mais tempo permanecerão no Mundo Invisível, para prova-lo. Daí vem a afirmação dos Espíritos reveladores: “O nosso Mundo é povoado de entes humanos e animais; mas os nossos animais são muito mais belos e inteligentes do que os vossos”.
A continuidade da vida é proclamada pelo Espiritismo de modo racional e lógico, e, por ele, compreendemos que não haveria razão para o sofrimento se a existência se limitasse à Terra. O mal e as dores, em face da imortalidade se tornam perfeitamente explicáveis pela condição de inferioridade e necessidade de progresso do Espírito. Podíamos também enumerar casos sobre a faculdade telepática nos animais, mas deixamos este estudo a cargo dos leitores, mesmo porque o nosso escopo, ao compor este capítulo, foi o de demonstrar a existência do perispírito também nos seres inferiores da criação, para bem compreendermos a existência de espíritos de animais no Outro Mundo.
O Mistério da Morte
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.