Voltar ao livro A Vida no Outro Mundo

Capítulo 6 de 11

Parte 6 de 10

A Vida no Outro Mundo · Cairbar Schutel

desmaterializado, de consciência pura, a morte é qual um sono breve, isento de agonia, e cujo despertar é suavíssimo. Para que cada qual trabalhe na sua purificação, reprima as más tendências e domine as paixões, abdicando das vantagens imediatas em prol do futuro, visto como, para identificar-se com a vida espiritual, encaminhando para ela todas as aspirações e preferindo-a à vida terrena, não basta crer, mas compreender. Devemos considerar essa vida sob um ponto de vista que satisfaça, ao mesmo tempo, a razão, a lógica, o bom senso e o conceito em que temos a grandeza, a bondade, e a justiça de Deus. Considerado deste ponto de vista, o Espiritismo, pela fé inabalável que transmite, é, de quantas doutrinas filosóficas conhecemos, a que exerce mais poderosa influência. O espírita sério não se limita a crer, porque compreende, e compreende porque raciocina; a vida futura é uma realidade que se desenrola incessantemente a seus olhos; uma realidade que ele toca e vê, por assim dizer, a cada passo, de modo que a dúvida não pode empolgá-lo, ou ter guarida em sua alma.

A vida corporal, tão limitada, amesquinha-se diante da vida espiritual, da verdadeira vida. Que lhe importam os incidentes da jornada se ele compreende a causa e utilidade das adversidades humanas, quando suportadas com resignação? A alma elevasse-lhe nas relações com o mundo invisível; os laços fluídicos, que ligam à matéria, enfraquecem-se, operando-se, por antecipação, um desprendimento parcial que facilita a passagem à outra vida. A perturbação conseqüente à transição pouco perdura, porque, uma vez franqueado o passo, logo se reconhece no seu novo estado, nada estranhando, antes compreendendo a situação em que se encontra.

Com certeza, não é só o Espiritismo que nos assegura tão auspicioso resultado, nem ele tem a pretensão de ser o meio exclusivo, a garantia única de salvação para as almas. Força é confessar, porém, que, pelos conhecimentos que fornece, pelos sentimentos que inspira, como pelas disposições em que coloca o Espírito, fazendo-lhe compreender a necessidade de melhorar-se, facilita enormemente a sua redenção. Ele dá algo mais, e a cada um: os meios de facilitar o desprendimento de outros Espíritos ao deixarem o invólucro material, abreviando-lhe a perturbação pela evocação e pela prece. Pela prece sincera, que é magnetização espiritual, provoca-se a desagregação mais rápida do fluido perispiritual; pela evocação criteriosa, sábia, prudente, com palavras de benevolência e conforto, combate-se o entorpecimento do Espírito, ajudando-o a reconhecer-se mais cedo, e, se é sofredor, insinuasse-lhe o arrependimento, único meio de abreviar os seus sofrimentos.

A Sobrevivência Individual

A Terra é mundo de expiações e provas; é uma escola onde o Espírito se interna, com um corpo de carne, para estudar e progredir, para adquirir ciência e virtude, asas fortes que o conduzem à Espiritualidade, à verdadeira Felicidade. A morte não é, portanto, o aniquilamento, a extinção da vida, mas a desagregação do corpo carnal, para que o Espírito volte ao Outro Mundo, donde veio ao se encarnar. Não há morte, no sentido que deram a esta palavra.

A vida, que se manifesta em todos os seres, em todas as coisas, não poderia ser, como de fato não é, sobrepujada pela morte. Mesmo nessa eterna sucessão de destruição orgânica e criação orgânica, a que Claude Bernard denominou conflito vital, a Vida não se deixa vencer, e, até os remanescente da luta, que parecem destroços vencidos pela morte, apresentam todos os caracteres da vida em sua transformação evolutiva. Não há morte para a matéria: há transformação; não há morte par o Espírito: há também transformação; mas, este guarda a sua prerrogativa unitária, mantém a unidade da vida, transfigurando-se e despojandose dos elementos de que não mais necessita no novo estado de vida ao qual passou. O Espiritismo, magnificamente codificado por Allan Kardec, nos veio abrir os vastos horizontes da Vida, demonstrando-nos, com verdadeira precisão, a Imortalidade.

Os fatos verificados em todos os países, e observados por homens de todas as classes sociais, comparados com os fenômenos ocorridos em tempos idos e relatados na história de todos os povos, provam, perfeitamente, que o homem não termina no túmulo e que, se este, como disse Victor Hugo, é o crepúsculo de uma vida, é também a aurora de outra. As demonstrações psicofísicas da sobrevivência, como se tem observado, aparecem, hoje, sob todos os aspectos, para que fique claramente elucidado não ser a alma uma coisa vaga, abstrata, mas sim um ser concreto, que possui

um organismo físico perfeitamente delimitado, portador de todas as aquisições intelectuais e morais, e dotado dos atributos necessário às demonstrações da Ciência e da Moral, principais insígnias da civilização e do progresso.  De fato, se tudo tem uma causa a produzir um efeito, qual será a causa produtora desses fenômenos supranormais, cuja força indomável chegou a criar uma ciência, a

Metapsíquica, alargando o campo da Biologia, da Física, da História Natural e até da Patologia?  Podem, porventura, as forças cegas da Natureza produzir fenômenos inteligentes a ponto de criarem Ciências e Artes, e fazerem, como está acontecendo, verdadeira revolução na Religião e na Moral?  Pode simplesmente a matéria engendrar a inteligência?  A ignorância e o caos podem criar a sabedoria e a harmonia? Os aspectos múltiplos das manifestações espíritas, estendendo cada vez mais a variedade dessas provas e multiplicando-as todos os dias, não podem deixar de obedecer a um plano inteligente, que dirige essas manifestações, a seu turno produzidas por Espíritos, que demonstram sua identidade e dizem agir de acordo com

8 À qual sucedeu a Parapsicologia. Nota da Redação.

ordens superiores que lhes são ministradas. Nem se pode conceber por outra forma os fenômenos de transporte, levitação, materialização, voz direta, fotografia, demonstrações físicas objetivas, oriundas de entidades psíquicas que dizem ter vivido na Terra com um corpo carnal, revelando-se como parentes, amigos, conhecidos dos assistentes e apresentando-lhes a sua ficha de identidade.  Que outras provas poderemos exigir da sobrevivência, da continuação da vida dos seres que nos são caros, senão essas que eles mesmos, à nossa revelia, se lembraram de nos oferecer?  Que outros testemunhos lhes podemos pedir senão que falem, cantem, sorriam, como faziam quando estavam conosco, que usem o mesmo estilo, a mesma voz, o mesmo modo de agir, que finalmente, se dêem a conhecer, reproduzindo suas feições, que nos apareçam mostrando-se vivos como eram, como todos os contornos e delineamentos que nos eram familiares? As manifestações espíritas, transviadas do seu fim providencial, desnaturadas pelo espírito da fraude e do interesse, guerreadas pelo conservantismo sectário e retrógrado, não têm outro fim senão trazer-nos demonstrações psicofísicas da sobrevivência.

Todos os fenômenos supranormais do psiquismo, os de natureza anímica e os de natureza espírita, propriamente ditos, têm um único escopo: a demonstração de existência da alma e da sua sobrevivência à morte do corpo. Essas demonstrações psicofísicas ou psico-intelectuais, como, por exemplo, a manifestação mediúnica e estranhas ao médium, a confecção de desenhos e pinturas, cuja arte está muito acima da capacidade do executor, de mensagens e até de livros, cujo conteúdo é muito superior ao que poderia produzir o intelecto do escritor, todas essas manifestações, em seu conjunto harmonioso, constituem um hino de glória ao Espiritismo – demonstrações patentes, positivas, de imortalidade da alma!

A Inconsciência da Vida no Além

Morto o corpo, a individualidade sobrevivente é tomada de uma estado psíquico original, dependendo muito, esse estado, das crenças do indivíduo, seu modo de agir quando vivia na Terra, sua moralidade, finalmente, seu grau de evolução espiritual. No capítulo passado fizemos referências ao estado do espírito após à morte; faz-se mister, entretanto, que acrescentemos outras considerações, pois é infinita a variedade de sofrimentos produzidos pela inconsciência da vida Além.

Como dissemos, uns custam muito a compreender o seu estado, a sua situação; muitos querem crer que não morreram, pois encaravam a morte como o fim da existência; mas, sentindo que continuam a existir, percebem que algo ocorreu e sentem-se em grande confusão. Outros consomem largo tempo em busca de um céu imaginário, com que foram acalentados na Terra; muitos, sentindo-se culpados e convencidos de já haverem deixado a vida terrena, julgam-se no Purgatório, e outros, ainda, fustigados pelo remorso de suas más obras, sentem-se abrasados por um fogo terrível, que as dores morais ocasionam, julgandose num inferno candente, sem luz, sem paz no coração, blasfemando contra a própria existência. A passagem do mundo terreno para o Mundo Espiritual ocasiona tantas dúvidas, tantas agonias, tão terríveis perturbações aos espíritos não preparados para essa mudança fatal, irremediável, que a maior parte raramente consegue adaptar-se logo à nova fase de vida. Quantos se acham noutro mundo, uns como que adormecidos, outros delirando, outros continuando em seu viver material, sem compreenderem o meio em que vivem e a sua situação! É lógico que aqueles que não se prepararam para essa mudança, nem tiveram quem lhes preparasse um lugar para, ao chegarem a esse mundo de luzes, serem recebidos e logo iniciados; aqueles que não quiseram dar ouvidos às vozes espirituais, à Lei de Deus, que a todos mostra a trilha que

devemos palmilhar para um bom empreendimento futuro, devem passar por acérrimos sofrimentos morais. Os viciosos, os contumazes, os que excluíram Deus da consciência, que enxovalharam e lesaram o próximo; os que venderam sua inteligência, sua alma, seu coração; os que traficaram com as coisas divinas, sofrem terríveis reprimendas, de acordo sempre com as faltas cometidas, porque a penalidade, não só na Terra, como na Outra Vida, está em proporção às infrações da Lei. Não há uma só falta que não exija imediata corrigenda, e essa correção começa sempre pelo sofrimento. Enfim, a perturbação ou o estado de inconsciência dos Espíritos é muito variável; cada um sofre-as de acordo com a sua evolução, a sua constituição psíquica, o papel de responsabilidade social que assumiu na existência terrestre, a sua instrução intelectual, etc. Entre dois indivíduos, um ignorante e outro letrado, que tenham incorrido na infração da mesma lei, a pena do letrado se agrava, ao passo que a do ignorante, será atenuada. Tudo está em relação com o indivíduo e o crime cometido.

Assim também é a natureza da perturbação, peculiar a cada indivíduo. Um fato notável tem sido verificado com muitos Espíritos: o não saberem eles que “morreram”, segundo a expressão usual. Esse fato se verifica com os Espíritos muito materializados e muito materialistas, especialmente com os suicidas. É uma espécie de condenação a quem ficam sujeitos, em virtude da sua teimosia na negação.

Enfim, todos esses Espíritos atrasados ficam presos à Terra; caminham aqui e ali; mas a suas vistas abrangem mais a Terra que o mundo Espiritual. Eles se apinham em torno do globo, presos sempre à pátria e à família, acompanhando todos os movimentos do planeta, como se estivessem encarnados e, muitos deles, sofrem as variações atmosféricas e outras sensações peculiares aos que ainda estão incorporados na matéria. Quando vêem o Mundo Espírita não o compreendem. Pasmam ao observarem a Vida Espírita, o modo porque agem os Espíritos adiantados; admiram-se ao atravessarem grandes cidades, metrópoles flutuantes, ao verem casarios transparentes e multicolores, majestosos edifícios, cuja luz os ofusca; veículos céleres a deslizarem de um a outros ponto; jardins aprimorados com flores belas e aromáticas como nunca viram na Terra. Tudo isso lhes causa estranheza tal e ocasiona-lhes perturbação tão profunda, que preferem muitas vezes, não prestar atenção senão ao mundo onde deixaram seus corpos e ao qual se acham ligados por afinidades antigas.

São esses Espíritos que vivem numa ânsia contínua de se comunicar com os homens, não tanto para demonstrarem sua sobrevivência, mas para, se possível, prosseguirem no seu antigo modo de viver. Eles desenvolveram ao extremo os seus sentido físicos, e, havendo aniquilado o sentido espiritual, ficam, por isso, entre as trevas e a luz, entre o mundo da carne e o mundo do

espírito, sem poderem prosseguir na sua vida material e sem poderem viver na vida espiritual, até que as preces, as instruções, os bons conselhos os encaminhem à realidade e sejam então iniciados na vida nova, na qual sentirão grande gozo, alegria essa que se tornará, para eles, um incentivo para trabalharem em prol de seu progresso e bem-estar espiritual.

Sala de Reuniões e Casas no Mundo dos Espíritos

Já lembramos aos nossos leitores que o Outro Mundo deve ser algo de real, de positivos, pois não se poderia compreender a Vida sem os acessórios necessários para a sua manifestação e também não poderíamos admitir que houvesse um hiato na transição desta para a outra vida, uma transição tão grande que o homem chegasse a perder a noção de si mesmo, ou enlouquecesse com a mudança de estado absolutamente incompatível com a sua evolução, com os seu grau de progresso moral e científico. Sobre isso e com o intuito de corroborar as nossas asserções a respeito, julgamos de utilidade transcrever um escrito de Miss Winifred Moyes, inserto num dos números de The Greater World, revista inglesa de grande Miss Winifred Moyes circulação e ótima orientação. O artigo traz o título acima e assim explica certos afazeres na outra vida:

“A idéia de salas (halls) de reuniões e templos de instrução na vida futura, é muito atrativa a certas pessoas, e, durante o tempo em que esses lugares são necessários aos que aspiram o saber, são encontrados à sua disposição. Entretanto, devemos lembrar que o desejo de “casas” e “salas” de reuniões provém do fato de, durante a vida terrena, termos necessidade de abrigos contra a inclemência do tempo. O nosso clima é responsável por muitos dos nossos costumes e desejos arraigados. Sabemos que para estudar “aqui” devemos estar salvaguardados de barulho e interrupção. Visualizando a vida futura devemos lembrar que, quando passarmos à condição de Espírito, não teremos as desvantagens que são boa parte das experiências na Terra.

A alocução de Zodíaco sobre o “Futuro Estado do Ser” atraiu grande interesse, porém alguns leitores, em correspondência, mostram estranhar a ausência de referência a “casas” e Salas de reuniões” para instrução. O simples fato de sentirem eles a sua felicidade aumentada com exposições, discursos e réplicas de coisas terrestres, significa que essas estrão ao seu dispor enquanto tenham utilidade.  Casas de Convalescentes  Muitos Espíritos que voltaram, descreveram suas casas e também outros edifícios vistos. As casas para convalescente tornam-se uma necessidade real, como lugares de repouso para os que passaram pela morte e necessitam de “tratamento”, pois, freqüentemente, as tristezas e provações da vida física deixam a sua

9 Nome do Espírito comunicante, que se serviu da Senhorita W. Moyes, médium de grande força espiritual.

impressão no perispírito. Há um outro ponto a considerar. Zodíaco explicou muito bem que as coisas almejadas, mas nunca alcançadas na vida terrestre, estarão, na outra vida, ao alcance dos filhos de Deus. Muitos homens e mulheres desejam um lar todo seu onde possam viver sem interferência de estranhos. Quando ingressarem no Além terão a morada dos seus sonhos.  Mas, surge a seguinte pergunta: quando a mente da Terra for substituída pela mais elevada, a do corpo espiritual, quando a vista limitada da Terra estiver esquecida na alegria da clara visão que então possuírem, serão os seus desejos os mesmos de outrora?  Como as coisas terrestres perdem sua atração  Vários espíritos, relatando as suas experiências, logo após a morte, descrevem suas condições com sendo as mais altas concepções da beleza e da felicidade. Entretanto, passado algum tempo, dizem: “As minhas idéias sobre a beleza e a felicidade, são diferentes agora”. Por isso Zodíaco nos previne a respeito da idéia de desejarmos isto ou aquilo na próxima vida, porque a evolução do espírito acarreta a perda do amor das representações glorificadas e das coisas que nos deleitavam nesta vida. Todos os médiuns que viajaram “através das esferas” falam das

maravilhas que viram. Os oceanos, montanhas e floresta

10 Viagens realizadas em estado de desdobramento.

excedem a todas as descrições, porque não existem paralelos na Terra.  Ruas de ouro brilhante

 A referência que faz o Evangelista João (apocalipse, 21) , as ruas de ouro puro, tem feito pessoas imaginativas pensar se será mais agradável andar em semelhantes ruas do que sobre a grama macia. Certa vez mostraram-me esse “fenômeno” e então conclui que o efeito era proveniente da “atmosfera”. Tudo estava banhado por um brilho de ouro róseo, que eu atribui ao “poder psíquico”. Pareciame estar sob um poderoso sol, mas o mesmo não queimava minha pele nem ofuscava meus olhos. A temperatura era perfeitamente uniforme e eu estava consciente de uma vitalidade nunca antes experimentada. Então houve uma admirável exuberância de flores! Todas as cores pareciam misturadas em “glória” e nunca esquecerei o delicado verde das árvores e campos. Comparativamente, as cores que a Natureza Terrestre nos apresenta pareciam desbotadas e manchadas. Vi que podia andar sobre prados alcatifados de flores, que variavam de uma polegada a seis pés de altura, sem magoar qualquer delas. Olhei para uma floresta e fiquei admirada da capacidade que me fora dada, de ver o cimo da mais alta árvore, como até abaixo da Terra, as suas raízes; também parecia-me tão fácil ver através de uma árvore, como o lado, que estava

11 E as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente.

voltado para mim! Este milagre de “visão” calou fundo em minha mente.  O Mar de cor Opalina  O mar no mundo do Além tinha uma beleza impossível de ser descrita. Eu sabia que me viria o desejo de descrevêlo, quando da minha volta ao corpo físico, e perguntei a meu Espírito-guia se eu deveria tentar achar uma analogia para comparação. Na palma de minha mão vi uma enorme opala, a qual, sob a luz, esplendia numa variedade de gloriosos raios multicores; mas, quando olhei para a mesma, concluí que era só uma pálida representação das cores daquele inolvidável mar! Em cada segundo eu aprendia, porém, pela “visão”. Aquelas doces palavras do Apóstolo Paulo, que nos são familiares, voltaram à minha

mente (1ª epístola aos Coríntios 2:9) : “Os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem penetrou no coração dos homens o que Deus preparou par aqueles que o amam”.

Os Planos do Mundo Espiritual

No Outro Mundo, como neste, existem planos de existência, mundos superpostos, uns acima dos outros, constituindo uma espécie de escada de perfeição. Na Terra, é, também, assim: existe o lugar para o camponês iletrado e para o homem de Ciência. Os índios e selvícolas não poderiam viver em São Paulo ou no Rio de

12 Todavia, como está escrito: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam"

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.