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Capítulo 2 de 11
Parte 2 de 10
A Vida no Outro Mundo · Cairbar Schutel
A Revelação Espírita foi o grande acontecimento do século XIX. Em sua pujante manifestação, ela explica, esclarece, anuncia de maneira inteligente e racional todas as revelações passadas e prevê as revelações do futuro. Foi, portanto, com justa razão que o grande pensador brasileiro, Dr. Pinheiro Guedes, disse: “O Espiritismo abrange o ciclo das evoluções do Espírito, do latim: ab initio ad eternum, tradução: do início ao infinito”.
O Espiritismo parece muito novo, porque a sua codificação, admiravelmente concebida por Allan Kardec, tem unicamente 162 anos1; entretanto, em sua essência intima é tão velho quanto o mundo. Tem sido a alma de todas as crenças, o espírito de todas as religiões que têm embalado a Humanidade. Desde tempos imemoriais, desde épocas remotíssimas da História, a comunicação com os Espíritos tem sido praticada por homens e mulheres, grande parte dos quais fazia dessa comunicação sua especialidade. Todos os livros sagrados referem-se a aparições e comunicações, quer com Espíritos Superiores, chamados pelos sacerdotes santos, anjos ou arcanjos, quer com “pecadores” que, do outro lado do túmulo, através do mediunismo, vinham manifestar-se aos seus conhecidos, amigos e parentes que aqui ficaram. Os Vedas, código religiosos aparecido muito antes de Jesus Cristo, afirma a existência dos Espíritos dos antepassados, que, em estado visível, acompanhavam certos brâmanes, e acrescenta que “os anacoretas e cenobitas tinham a faculdade de conversar com os mortos”. O povo da China, cuja cronologia marca mais de 30.000 anos, nunca deixou de evocar os Espíritos. O missionário Huc fez referência a um grande número de experiências, que tinham pôr fim a comunicação dos vivos com os mortos.
1 Está é a 6° edição deste livro, reescrevi a quantidade de anos a partir do ano de digitação! (Nota do digitador).
No Egito, os poderes sacerdotais facultavam-lhes as relações com o Mundo Espiritual, embora naquele tempo as práticas tivessem caracteres misteriosos e sobrenaturais. As evocações dos mortos eram de tal modo generalizadas na Grécia que, pode-se afirmar, constituíam crença de todo o povo. Todos os templos possuíam mulheres, às quais davam o qualificativo de pitonisas, (médiuns) encarregadas dos “oráculos” e de fazerem aparecer Espíritos. A celebridade do Templo de Delfos, onde os Espíritos, pelos lábios das pítias proclamavam o “Deus grego”, iluminando os mistérios da vida, as existências passadas e futuras, as relações da alma com o corpo, são verdades que aparecem hoje à luz do Espiritismo. Daí a inscrição que se lia no frontão desse Templo: “Conhece-te a ti mesmo”. Em Roma, na Itália, como na Grécia, as sibilas evocavam os mortos e interrogavam, sem cessar, os Espíritos, e nenhuma empresa importante era decidida sem que se consultassem as sacerdotisas. Os antigos médiuns assim se chamavam: pítias, pitonisas, sibilas, sacerdotisas e quase todos apareciam ou se destacavam entre as mulheres. Viviam isolados nos templos, alguns bebiam água da Fonte de Castália, que diziam dar inspiração, ou mascavam folha de louro, que “provocava, pelo seu aroma, a concentração”.
Além do Santuário de Delfos, destacavam-se o de Júpiter Amon, na Líbia; o de Marte, na Trácia; o de Vulcano, em Heliópolis; o de Esculápio, o de Isis, e muitos outros. A Bíblia salienta os poderes extraordinários dos sacerdotes faraônicos, e através dessas páginas se desenrolam as cenas espantosas que ocorreram por ocasião da libertação dos Israelitas, fenômenos hoje catalogados e explicados racionalmente pelo Espiritismo. Ainda no Velho Testamento, grande repositório de documentos históricos, lemos a narração de fenômenos transcendentes, de previsões, sonhos, revelações, profecias, aparições e comunicações de Espíritos, tal como se produzem nos nossos dias. Além do resplendor do Sinai, fato estupendo que só pode ser resolvido pela teoria Espírita; além das manifestações que se verificaram na vida de José, filho de Jacó, a quem os Espíritos se mostravam no seu “corpo mágico”, todos os profetas maiores e menores – Samuel, Jeremias, Malaquias, Jó, Isaías, Ezequiel, Daniel, mantinham estreitas relações com os Espíritos de várias categorias.
Esdras, sob o ditado de um Espírito, reconstitui a Bíblia que se havia perdido; Sansão, poderoso médium de efeitos físicos, abala as colunas de um edifício onde se efetuava um festim e deita por terra os convivas entregues às mais detestáveis bacanais. Era tão comum entre os Israelitas as comunicações com os mortos, que até os reis não levavam seus exércitos a combater sem consultarem, primeiramente, os profetas.
Achab, rei de Israel, e Josafá, rei da Judéia, nenhuma decisão tomaram durante o seu reinado sem a prévia consulta aos Espíritos. Saul evoca o Espírito de Samuel antes de entrar em luta contra os Filisteus, e como este não lhe respondesse “nem por sonhos”, nem por outra mediunidade, vai a Endor pedir à pitonisa a manifestação daquele Espírito. Joel, arrebatado pela visão da nova aurora que começa a iluminar a Humanidade, proclama a difusão do Espírito sobre toda a carne, sem excetuar mancebos e velhos, filhos e filhas, servos e servas. No Novo Testamento, as manifestações psíquicas começaram com o anúncio do nascimento de Jesus Cristo, pelo aparecimento do Anjo Gabriel e continuaram sucessivamente desde o presépio de Belém até às contínuas aparições do Nazareno, post-mortem. Todas as páginas dos Evangelhos realçam os admiráveis fenômenos de curas, levitações, transportes, materializações e desmaterializações, aparições que denotam muito bem o plano espírita traçado pelo Mestre durante a sua passagem pelo mundo.
A transfiguração no tabor, com as aparições de Moisés e Elias, é um fato digno de nota e estudo. Os “Atos dos Apóstolos” e as “Epístolas” são livros de grande interesse pelos fenômenos psíquicos neles registrados. Os grandes escritores sagrados em todas as suas obras relatam fatos de natureza espírita, que vêm em apoio à teoria
que propagamos. Santa Tereza era portentosa médium que vivia em contínuas relações com os Espíritos. Após a sua desencarnação, ela desenvolveu cinco médiuns no Convento, com quem se comunicava. Santo Agostinho, o Padre Manuel Bernardes e outros, salientam fatos dignos de atenção, pela insuspeição e seriedade de suas narrações. E seria estultícia negar esses fenômenos só pelo fato de não serem compreendidos. A missão do Espiritismo é, justamente, reunir, enumerar, catalogar esses fatos dispersos em todo o mundo como provas demonstrativas da Imortalidade. Ainda mais; enquadrando esses fenômenos em leis eternas, explicandoos de acordo com a razão, o Espiritismo os classifica como manifestações de Vontade de Deus, sob cujos influxos o homem compreenderá a sua situação na Terra e o futuro que lhe está reservado. A Teoria Espírita satisfaz a todas as exigências da Ciência e da Religião. A Grande Revelação é a evolução lógica da idéia monoteísta proclamada no Sinai como a primeira etapa de um sistema teogônico que se desdobrou através do Cristianismo e aparece integralizado no Espiritismo. A Religião e a Ciência não podem cristalizar princípios; tanto uma como outra tem-se desdobrado, evoluído, através dos tempos.
No plano físico, a matéria radiante de William Crookes, o radium de Curie, a telegrafia de Branly e de Marconi lançaram novos fundamentos no campo da Ciência Positiva. O Espiritismo, hoje cientificamente demonstrado e sistematizado, desvenda a história do maravilhoso humano e faz reviver seu passado enraizado nas religiões iniciáticas, cujos fundadores nos dão o valor do seu testemunho para a constatação da verdade que proclamamos.
Estudos Anímicos
Antes de entrarmos em quaisquer considerações sobre as provas demonstrativas da sobrevivência da alma, cumprenos salientar, com bastante clareza, a existência da alma. O Animismo é a ciência que trata da alma. A própria palavra animismo quer dizer: ciência da alma. Como as demais, esta ciência se compõe de teoria e de fatos. A nova Psicologia nos veio desvendar um vasto campo de estudo no terreno do Animismo. Nele se percebe, nitidamente, o núcleo anímico abrindo a crisálida, que o mantinha oculto aos famosos psicólogos da Antigüidade, para se mostrar, agora, cheio de força e de vida, evoluindo através das formas inferiores, até chegar à Humanidade; prosseguindo, em gloriosas etapas ascendentes, desde o cafre simples, desde o hotentote ao homem civilizado, ao sábio, ao santo.
Não nos deteremos nesses estudos, porque outra é nossa tarefa; mas a razão, perquirindo rapidamente a causa das prerrogativas animais, em suas várias modalidades – percepção, sentimento de estética, amor filial, amor fraternal, não podia deixar de encontrar a alma nas formas ainda inferiores, elevando-se para as alturas, para fazer parte do reino hominal, estágio se bem que ainda inferior, mas pleno de augúrios e de promessas. Limitamo-nos a convidar o leitor a um exame atenciosos das obras de Darwin, Lamarck, Haeckel, e muito especialmente de Gabriel Delanne, cujo livro “Evolução Anímica” é de uma concisão admirável. Os fisiologistas mais importantes, conquanto neguem a existência da alma, reconhecem sua incapacidade para explicar a vida intelectual sem a intervenção de uma força inteligente. A Ciência está mesmo muito atrasada para tratar de assuntos transcendentes, ou antes, que têm relação com a alma. O espírito preconceituoso dos nossos sábiosoficializados, não lhes permite surtos a grandes alturas. Eles se limitam ao estudo da matéria e, mesmo quando se trata dos fenômenos gerais dos seres viventes, a Ciência pouco sabe. Basta lembrar que, das quatro propriedades dos seres vivos; a organização, a geração, a nutrição e a evolução, a Ciência não explica senão a nutrição, e isso mesmo em
termos, dando uma explicação incompleta porque não diz categoricamente “por qual fenômeno as células escolhem no sangue os materiais que são úteis”. Sem o concurso da nova Psicologia, a Ciência não poderá dar nenhum passo para a verdade. A Filosofia, por seu turno, julga, com justas razões, que não pode haver vida intelectual sem a intervenção de uma força inteligente. A nova Psicologia vem confirmar esse ditame filosófico, provando, até a evidência, a presença da alma, como potência diretriz da máquina humana. As pesquisas anímicas com a larga contribuição que o Hipnotismo e o Magnetismo lhes proporcionam, desvenda arcanos ignorados da arcaica Ciência, que teima na esperança de ser privilegiada. Os casos de clarividência – ou vista-dupla, de sonambulismo, de êxtase, de exteriorização da sensibilidade, de exteriorização da motilidade, do desdobramento, etc., vêm trazer o testemunho probativo da existência da alma, e, ainda mais, provam que o princípio anímico pode viver, ao menos temporariamente, independente do corpo físico. Graças às experiência de Hipnotismo e Magnetismo, a noção da personalidade sobre completa revolução. Já chegamos ao domínio dos fenômenos telepáticos, dos fatos de clarividência, vencendo as terríveis barreiras do ignorabimus.
Bem profetizou Aksakof, quando disse que: “o Hipnotismo forçaria as barreiras da Ciência Materialista, para fazer penetrar nela o elemento supra-sensível ou metafísico”, pois terminaria fatalmente por compreender os fatos do Animismo e do Espiritismo, os quais, por sua vez, criaram a Metafísica Experimental, como predisse Schopenhauer. Sobre o que se refere à existência da alma, não há mais que duvidar; ela está plenamente provada até pela chapa fotográfica. E todos esses fenômenos hodiernos, que trazem o testemunho dos grandes magnetizadores, como Du Potet, Charpignon, Lafontaine, Deleuse, Puysegur e outros, - e de todos os grandes cientistas, com William Crookes, Oliver Lodge, Myers, Lombroso, Foá, Gibier e mil outros, vêm corroborar os antigos fenômenos da legenda, narrados nos Livros Sagrados – casos de desdobramento ou bilocação, como o de Santo Antônio de Pádua. A alma não é, portanto, a resultante das funções neurocerebrais, mas uma individualidade absolutamente distinta do corpo carnal; este não passa de um instrumento para que ela (alma) se manifeste no plano físico2.
Exteriorização da Sensibilidade e da Motricidade
Um dos capítulos mais interessantes nas pesquisas que fazemos da alma, é o que enfeixa fatos transcendentes,
2 Vide: O Espírito do Cristianismo – Exposição Preliminar. – Casa Editora O Clarim.
narrados por eminentes psicólogos e relativos à exteriorização da sensibilidade e da motricidade. Esses fenômenos, observados por exigentes magnetizadores, foram estudados com real valor pelo Conde de Rochas, o Dr. Baraduc, e outros, que trouxeram valiosa contribuição para a construção do Templo Imortalista. Vejamos em que consiste a exteriorização da sensibilidade. Por aplicação de processos magnéticos usados por De Rochas, a sensibilidade do indivíduo se exterioriza, ficando disposta do seguinte modo: Fora da pele, a três ou quatro centímetros, forma-se uma camada sensível. Em torno desta vai-se formando uma série de camadas eqüidistantes, separadas da primeira por um intervalo de seis a sete centímetros e sucedendo-se outras camadas até dois ou três metros; essas camadas vão-se penetrando e entrecruzando se se modificarem. Se o sono hipnótico se acentua, as camadas sensíveis se condensam desde a terceira ou quarta fase de letargia, sobre dois polos de sensibilidade, situados, um, à direita, e outro à esquerda do indivíduo. Depois, esses dois polos acabam por reunir-se em um só; desde esse momento, a sensibilidade apreciável do indivíduo se transforma num “verdadeiro fantasma”, capaz de distanciar-se do “corpo carnal”, obedecendo à ordem do magnetizador e atravessar obstáculos materiais, conservando a referida sensibilidade. Esse fantasma, bem como as diversas camadas sensíveis, são vistos
perfeitamente pelos clarividentes, que os descrevem com precisão. Eles notam que a metade, direita do corpo lhes parece azul, e a metade esquerda, avermelhada. Essa exteriorização é patente, pois, tocando-se com alfinete à distância em que se acha a exteriorização, o sonâmbulo magnético acusa sentir dor, o que não acontece quando a sensibilidade está localizada no corpo carnal. As investigações de Reichenbach sobre os “eflúvios ódicos” vêm, a seu turno, confirmar a veracidade dessas experiências, assim como os trabalhos do Dr. Baraduc, segundo os quais o “eu” não está estritamente submisso ao organismo, mas se irradia mais ou menos na sua periferia. Estas experiências podem, sem dúvida, explicar os casos de bicorporeidade ou desdobramento, que se têm verificado em todos os tempos, nos meios religiosos e profanos.
Todos sabem muito bem que um dos casos que concorreram para a canonização de São Francisco de Sales, foi o fato de ter ele, que morava a mais de 200 quilômetros de Roma, assistido, em estado de desdobramento, aos últimos instantes do papa, tendo sido visto no Vaticano, próximo do leito mortuário; seu nome fez parte da ata respectiva. Citamos este fato de relance, para não lembrar dezenas deles que se têm verificado. Como se vê, pois a exteriorização da sensibilidade e da motricidade pode efetuar-se por processo magnético, ou por processo natural, bem como por auto-sugestão, o que quer dizer que o “ser individual” não é um produto do trabalho
químico das células, mas completamente independente dessa ação orgânica. Nos casos de exteriorização, como dissemos, o corpo permanece completamente insensível. Enquanto durar a ação exteriorizante, seja ela natural, como nos casos de sonambulismo e desdobramento espontâneo, seja artificial, como sob atuação hipnótica ou de anestésicos (éter ou clorofórmio), pode-se retalhar o organismo e nenhum sinal exterior de sensibilidade ele apresenta. Mas, cessada a ação, cessa o efeito, a sensibilidade volta novamente e o paciente acusa as dores das picadas dos experimentadores. Esse fato, segundo observação meticulosa do Prof. Karl du Prel, seria mais que suficiente para provar a existência da alma, do núcleo anímico, que, em certas e determinadas condições, se exterioriza, levando consigo a sensibilidade que, no dizer de Claude Bernard, “constitui o sinal da vida”. E é de ver que, com a retirada da sensibilidade do organismo, ela não se extingue, permanece incólume, tanto assim que reaparece ao cessar a causa de sua anulação, e reaparece tal como era, sem modificação alguma, apresentando a sua absoluta identidade primitiva. E não se diga que estas considerações, que fazemos para demonstrar a existência da individualidade independente do seu involucro carnal. Seja uma simples dissertação filosófica com presunção de conclusão científica, porque as experiências de que tratamos obedecem ao mais estrito
método experimental. Os fatos por nós observados podem ser verificados a qualquer hora. É que a sede de todas as sensações e percepções, muito longe de se encontrar no corpo, tem seu lugar no perispírito, organismo psíquico que resiste à ação da morte e se mantém indestrutível às modificações físico-químicas.
Efluviação Ódica
No capítulo passado falamos da exteriorização da sensibilidade e da motricidade, por processos magnéticos. Cumpre-nos acrescentar agora que a ação do Magnetismo não se resume à simples sugestão pela palavra, como julgam os inscientes que usam de expressões sem sentido concreto, para afirmarem sabedoria no que desconhecem. A ação magnética tem por fim concentrar e transmitir o fluido magnético, que é algo de poderoso, como são, por exemplo, os fluidos elétricos. Poder-se-ia dizer que o fluido magnético é um fluido elétrico atenuado e modificado pela vontade do operador. As primeiras tentativas para a descoberta positiva, ou antes, objetiva, desse fluido, foram feitas pelo Comandante Darget, em 1883, e suas experiências foram repetidas pelo Dr. Baraduc. Os melhores processos empregados para a constatação do fluido magnético são os seguintes:
1. ° - Colocar ambas as mãos dirigidas para a placa fotográfica, em plena obscuridade, durante quinze minutos de magnetização. 2. ° - Colocar a placa sobre a fronte a 1 centímetro de distância, durante quinze minutos. Estes dois processos são justamente os que estão mais isentos de objeções, e, por isso, são os que devem ser experimentados. Conhece-se também o seguinte processo: após ter filtrado bem o banho revelador, põe-se o mesmo na banheira e nele se mergulha a placa fotográfica; esta, depois de haver sido banhada, de ter recebido o revelador, integralmente, é colocada em plena obscuridade, com o lado da gelatina para baixo e o vidro para cima (no banho); em seguida é magnetizada, pondo-se sobre ela as pontas dos dedos, durante quinze minutos. Este modo de agir é sempre de bons resultados, mas não está livre de objeções, porque o próprio fluido magnético irradiado pelos dedos produz uma emissão turbilhonante, que modifica o revelador, ocasiona suspeitas e provoca objeções por parte dos inscientes. Enfim, estas experiências, feitas com magnifico resultado, deram lugar a outras de maior importância ainda, nas quais se constataram fenômenos de alta significação espiritual. A existência dos eflúvios está, pois, mais do que demonstrada:
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.