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Capítulo 39 de 115

A Síntese É a Alma da

Palavras do Infinito · Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos

VERDADE

Ao pé das respostas acima o “médium” grafou esta nota: Perguntei ao espírito se não desejava escrever mais com respeito ao assunto, respondendo-me o seguinte:

“A síntese é a alma da verdade. Prolixidade não significa lógica. Em buscando explicar as questões formuladas, o nosso objeto é apenas integrar o homem no conhecimento das suas possibilidades próprias, porquanto a chave da solução de todos os problemas que interessam ao progresso humano, o “quid” da realização dos seus superiores idealismos reside nas mãos da humanidade mesma. Oferecermo-la daqui seria derrogarmos o valor da iniciativa pessoal e nem isso poderíamos realizar porque também estamos a caminho da verdade infinita, na estrada ascensional da evolução, interessando-nos outrossim problemas que condizem com a nossa existência espiritual. Sugerimos apenas em razão das nossas experiências passadas. O homem não aguarde, porém, dos elementos estranhos ao seu meio-ambiente a decifração das suas questões devendo apenas buscar fora do seu meio a força impulsiva dos ideais realizadores. A lei suprema que abrange a universalidade dos seres é a do arbítrio independente. Obrigar individualidades e organizações a determinadas normas de conduta seria a escravização injustificável e podeis observar, mesmo em vosso mundo, como a liberdade caminha dia a dia para concepções mais avançadas.

Para a Causa geradora da vida não existe força compulsória; há ordem. Não há confusão de autoridade ou poder; existe anarquia. Todos os fenômenos, em geral, são dirigidos por atividade mística, inacessível aos vossos juízos transitórios. Fugindo dos temas temporários da política, o homem necessita convencer-se de que a única cousa real da vida é a sua alma. Tudo o mais que o rodeia reveste-se de caráter de transitoriedade. O espírito encarnado atualmente é um estudante longe dos seus penates. Todavia, a escola evoluirá com ele, transformando-se no decorrer dos tempos em berço de mestres ilustres aptos a lecionar nos educandários do porvir. O homem conhecerá Deus, conhecendo-se, porquanto pode assimilar e adaptar a vida, mas não pode criá-la; pode, cientificamente, alcançar ápices inimagináveis; poderem, somente no papel de examinador de tudo quanto está criado, sondando efeitos e descobrindo leis que se conservavam desconhecidas. A causa dessas leis produtoras de variados fenômenos para ele se encontra sempre obscura e alheia aos seus métodos objetivos de investigação.

Até hoje, somente a fé, baseada na razão, tem podido, na sua extraordinária capacidade de ressonância, corresponder-se com os planos espirituais através da sintonia de vibrações psíquicas; porém, pouco a pouco, a ciência humana coroará a sua obra com o conhecimento dessa Causa – que é DEUS.

Joaquim Pedro d’Oliveira Martins (Recebida em Pedro Leopoldo em 25 de maio de 1935)

Do livro Palavras do Infinito. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.