Voltar ao livro Palavras do Infinito

Capítulo 33 de 115

Antero de Quental

Palavras do Infinito · Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos

No mundo para vós ainda impreciso, Que a ciência da Terra não pondera, Eu via a morte, em forma de quimera, Como um anjo de dor, vago e indeciso.

E murmurei: - “Ó morte, eu bem quisera Que me desses no nada um paraíso!... Por que, anjo na dor, se faz preciso Da tua espada que nos dilacera?”

E ela disse: - “Sou a própria vida errante, Vida renovadora e triunfante Que tudo envolve em luz resplandecente,

Para que eu leve a alma à glória eleita De ser pura e sublime, alva e perfeita, É preciso lutar eternamente!”

(soneto recebido em Pedro Leopoldo) Do livro Palavras do Infinito. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.