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Capítulo 108 de 115
A Intenção
Palavras do Infinito · Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos
Desde que entráramos em contacto com o “médium” de Pedro Leopoldo e entráramos na apreciação de seu vasto arquivo de mensagens atribuídas a escritores, pensadores e poetas mortos, uma intenção se fora,sorrateiramente insinuando no ânimo do jornalista: a idéia de participar também dessas comunicações sensacionais, não simplesmente como um observador, mas com um gesto decidido de indagação e de pesquisa. Se nós vivemos a levantar diante dos “vivos” – tão imperfeitos, frágeis e defeituosos – as nossas perguntas, que poderão parecer impertinentes, mas pelas quais costumam falar e indagar as ansiedades, os desejosos, às desconfianças das coletividades, seria acaso demais que nos lembrássemos de levar também – a esse mundo de lá dos “planos intangíveis”, de onde ainda nos chegam o canto dos poetas e a advertência dos pensadores – as indagações das nossas incertezas e ansiedades? Pareceu-nos que não seria demais esse apelo às luzes do Além. E firmou-se em nós a intenção. Dir-se-ia que o hábito da entrevista como um “tic” irremediável da profissão, ressurgia mesmo ali, diante do grande enigma sobre o qual se escancaravam nossos olhos humanos. A intenção, através do processo cerebral inevitável, concretizou-se na vontade. E as perguntas ficaram..armadas sob a expectativa muda dos nossos lábios.
Do livro Palavras do Infinito. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.